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trabalho de botanica rais e caule
Tipologia: Trabalhos
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Introdução O presente trabalho com o tema Histologia dos órgãos vegetais, tem como objectivo fazer uma abordagem ao redor da raiz e do caule no que concerne a origem , a estrutura , o crescimento, a bem como a comparação dos tecidos primários e secundários das raiz e caules nas monocotiledoneas as dicotiledônea. No que diz respeito a estrutura do trabalho importa salientar que logo após a introdução segue-se o desenvolvimento dos conteúdos acima abortados, a conclusão e por fim a bibliografia, onde consta toda literatura usada para elaboração deste trabalho. A metodologia usada para a elaboração deste trabalho, baseou-se na revisão bibliográfica de diversas obras ao alcance do grupo obedecendo todas Normas que rezam para Produção e Publicação de Trabalhos Científicos na Universidade Pedagógica (versão mais actualizada).
Estrutura primária da raiz Se acompanhássemos uma célula meristemática que terminou de surgir por mitose na extremidade de uma raiz, veríamos que ela vai se alongando, ao mesmo tempo que vai se distanciando da extremidade em decorrência do surgimento de novas células. A maior taxa de crescimento em extensão de uma raiz, ocorrerá, portanto, na região situada pouco acima da região meristemática, denominada de zona de distensão. Após crescerem as células iniciam a sua diferenciação. Na região mais interna, por exemplo, terá início a diferenciação dos tecidos condutores, enquanto na região mais externa diferenciam-se parênquimas e tecidos de revestimento. Córtex A região mais periférica da raiz jovem diferenciam-se em epiderme , tecido formado por uma única camada de células achatadas e justapostas. Na região abaixo da epiderme, chamada córtex , diferencia-se o parênquima cortical , constituído por várias camadas de células relativamente pouco especializadas.
Cilindro central A parte interna da raiz é o cilindro central, composto principalmente por elementos condutores (protoxilema e protofloema) , fibras e parênquima. O cilindro central é delimitado pela endoderme, uma camada de células bem ajustadas e dotadas de reforços especiais nas paredes, as estrias de Caspary. Essas estrias são como cintas de celulose que unem firmemente as células vizinhas, vedando completamente os espaços entre elas. Assim, para penetrar no cilindro central, toda e qualquer substância tem que atravessar diretamente as células endodérmicas, uma vez que as estrias de caspary fecham os interstícios intercelulares.
onde só há xilema. Ao se multiplicar ativamente, as células do câmbio vascular originam vasos xilemáticos para a região mais interna e vasos floemáticos para a região mais externa. Aos poucos a área delimitada pelo câmbio vai tornando-se cada vez mais cilíndrica. O cambio vascular da raiz é um meristema de origem mista, primária e secundária. Isso porque tem origem tanto no procâmbio , um meristema primário, quanto do periciclo , um tecido já diferenciado que sobre desdiferenciação. Câmbio suberógeno ou felogênio O câmbio suberógeno , também chamado de felogênio (do grego phellos, cortiça, e genos , que gera), é um cilindro de células meristemáticas localizado na região cortical da raiz, sob a epiderme. O felogênio é um meristema secundário, uma vez que tem origem por desdiferenciação de células do parênquima cortical. Como foi referenciado , a actividade do felogênio produz feloderme e súber , este último um tecido morto que protege externamente raízes e caules com crescimento secundário. Raízes de mono e dicotiledôneas Na maioria das plantas dicotiledôneas o xilema se concentra na região mias interna do cilindro central. Quando se observa um corte transversal à raiz, vê-se que o protoxilema ocupa uma área em forma de cruz ou estrela, cujas pontas encostam no periciclo. O protofloema encontra-se nos vértices formados pelos “braços” da cruz. Entre o protoxilema e o protofloema há um meristema
primário chamado procâmbio. Os demais espaços dentro do cilindro central são preenchidos por parênquima. Nas plantas monocotiledôneas, o centro da raiz é ocupado por uma medula constituída por parênquima medular e os vasos lenhosos e liberianos dispõem-se ao redor. 1 Estrutura primaria da raiz de monocotiledonea (gimnospermicas). A estrutura primaria já se evidencia na altura da zona pilifera, onde os tecidos já estão diferenciados. Num corte transversal de uma raiz com estrutura primaria distinguem – se três sistemas de tecidos: A epiderme, é uniestratificada, tendo como formação e características dos pêlos absorventes capazes de aumentar significativamente a superfície da absorção da raiz. A epiderme é desprovida de estomatos e apresentam um coticula fina. Cortex, ocupa a maior parte do corpo primário da maioria das raízes, geralmente é constituído por células parenquimaticas, nas quais é frequente a presença de amido e ausência de cloroplastos. Pode ser omogenio ou simples na sua estrutura ou apresentar uma variedade de tipos de células, é constituído por exoderme, o parenquima cortical e a endoderme. Exoderme: representa uma camada de células abaixo da epiderme, pode apresentar estrias de caspary (como na endoderme) ou células com paredes suberizadas, mais ou menos espessadas, que podem sofrer uma posterior escarificação.
Lenho. Lenho primário ou xilema assume a forma de um prisma triangular de apci voltada para fora seus vasos aumenta de calibre da periferia para o centro. Na raiz, a diferenciação do lenho ocorre de fora apara dentro (centripta), de tal modo que os elementos de protoxilema ficam próximo ao pericículo e da metaxilema mais centrais. Liber O líber primário ou simplesmente líber ou floema, ocorre em forma de cordoes próximo ao pericículo, alternando com o lenho e em número igual a ele. O protofloema fica mais esterno em relação ao metafloema. O local onde inicia a diferenciação do lenho é denominado pólo e varia de espécie para espécie O centro de cilindro vascular pode ser ocupado por um único vaso do metaxilema ou por um circulo de vasos que circunda a medula constituída de Parênquima ou esclerênquima. .
Estrutura primária da raiz de dicotiledônea (pteridofita). A estrutura da raiz de uma dicotiledônea, ainda em crescimento primário, como é o caso ranunculus, apresenta as zonas anatómicas características da anatomia da raiz, epiderme, zona cortical e cilindro central, limitado pela endoderme. O cilindro central ocupado nesta extrutura a penas por tecidos vascular, pela existência de medula, apresenta um padrão vascular, formado por quatro feixes de xilema característico de ddicotiledonea. Na região central observa – se o metaxilema, com elementos de diâmetro crescente e que completa a maturação mais tardiamente. CAULE O caule serve de suporte mecânico para as folhas e para as estruturas de reprodução do vegetal, sendo também responsável pela condução de água e sais das raízes para as partes aéreas e das substâncias aí produzidas, para as demais regiões da planta, estabelecendo assim, a conexão entre todos os órgãos do vegetal, acumulam reservas ou água ou actuam como estruturas de propagação vegetativa. O caule origina-se do epicótilo do embrião. O embrião desenvolvido consiste de um eixo hipocótilo-radicular , que apresenta em sua porção superior um ou mais cotilédones e um primórdio de gema. Esse primórdio de gema pode ser um grupo de células indiferenciadas ou apresentar-se mais diferenciado, com uma porção caulinar, o epicótilo , formando um pequeno eixo, nós e entrenós curtos, portando um ou mais primórdios de folhas. Todo esse conjunto é denominado plúmula. Figura 1 - Esquemas das
A região de transição entre o caule e a raiz é denominada colo. É uma região anatomicamente importante, pois é nessa região que ocorre uma reorganização gradativa dos tecidos condutores, passando os feixes de radias (os da raiz) a colateraias, picolaterais ou concêntricos. Estrutura primária O caule, tal qual a raiz, é constituído pelos três sistemas de tecidos: o sistema dérmico , o sistema fundamental e o sistema vascular. As variações observadas na estrutura primária do caule das diferentes espécies e nos grandes grupos vegetais está relacionada principalmente, com a distribuição relativa do tecido fundamental e dos tecidos vasculares. Nas coníferas e dicotiledôneas, o sistema vascular, geralmente, aparece como um cilindro ôco, delimitando uma região interna a medula , e uma região externa, o córtex. Nas monocotiledôneas, o arranjo mais comum é os feixes vasculares apresentarem uma distribuição caótica por todo o caule. Esquema do caule mostrando a posição dos meristemas primários e os tecidos primários deles derivados.http://www.ualr.edu/botany/plantti ssues.html
Epiderme A epiderme caulinar, derivada da protoderme , geralmente é unisseriada, formada de células de paredes cutinizadas e revestida pela cutícula. Nas monocotiledôneas, que não apresentam crescimento secundário, as células da epiderme podem desenvolver paredes secundárias , lignificadas. Nas regiões jovens do vegetal a epiderme do caule possui estômatos , mas em menor número que o observado nas folhas, podendo ainda apresentar tricomas tectores e glandulares. A epiderme é um tecido vivo e pode, eventualmente, apresentar actividade mitótica, uma característica importante, tendo em vista as pressões às quais o caule vai sendo submetido durante o seu crescimento primário e/ou secundário. Assim a epiderme responde a essas pressões, com divisões anticlinais de suas células, o que leva à distensão tangencial do tecido, principalmente, naquelas espécies que formam periderme apenas tardiamente. Córtex O córtex do caule em estrutura primária, geralmente, apresenta parênquima clorofilado. Na periferia, frequentemente, apresenta colênquima como tecido de sustentação, que pode aparecer em camadas mais ou menos contínuas ou em cordões, nas arestas ou saliências do órgão. Em algumas plantas, especialmente entre as gramíneas é o esclerênquima que se desenvolve como tecido de sustentação sob a epiderme. A camada interna do córtex é a endoderme , como na raiz. No entanto, no caule, a delimitação entre o córtex e o cilindro vascular não é tão facilmente visualizada, uma vez que nem sempre, a endoderme caulinar apresenta-se morfologicamente diferenciada. Nos caules jovens de algumas espécies herbáceas , como por exemplo, em Ricinus sp (mamona), as células da camada cortical interna podem acumular amido em abundância, sendo então reconhecidas como bainha amilífera.
Tanto o parênquima medular, quanto o cortical apresentam espaços intercelulares. Esse parênquima pode apresentar vários ibioblastos , especialmente células contendo cristais ou outras substâncias ergásticas , além de esclereídes. Se a espécie apresenta laticíferos, (estruturas secretoras de látex) eles podem estar presentes tanto no córtex como na medula. Sistema Vascular O pericículo é a região externa do cilindro vascular, e pode ser constituído de uma ou mais camadas de parênquima. No caule, o pericículo nem sempre é facilmente visualizado, como na raiz, no entanto, ele sempre está presente logo abaixo da endoderme. Os tecidos vasculares do caule, ao contrário do observado nas raízes, formam unidades denominadas feixes vasculares. O sistema vascular, geralmente, aparece como um cilindro ôco entre o córtex e a medula, podendo no entanto, assumir padrões mais complexos. Em algumas espécies, os feixes vasculares aparecem bem próximos um dos outros e o cilindro vascular aparece contínuo mas, freqüentemente, é constituído de feixes separados uns dos outros pelo parênquima interfascicular, os denominados raios medulares. A posição ocupada pelo xilema e pelo floema nos feixes vasculares também é bastante variada, mas o tipo mais comum de feixe é o denominado colateral , com floema voltado para a periferia do órgão e o xilema para o centro(Fig. 1). Em muitas famílias de dicotiledôneas, como por exemplo entre as Cucurbitaceae ( Cucurbita pepo - abóbora), o floema aparece tanto externamente, como internamente ao xilema, esses feixes contendo floema dos dois lados do xilema são denominados bicolaterais (Fig. 2). Os feixes onde um dos tecidos vasculares envolve o outro completamente são denominados concêntricos. Quando o floema envolve o xilema, o feixe é dito anficrival (Fig.3), este tipo é comum entre as pteridófitas; sendo considerado um tipo bastante primitivo. Quando o xilema que aparece envolvendo o floema, o feixe é denominado anfivasal (Fig. 4). Os feixes anfivasais são comuns entre as monocotiledôneas. Este último, é considerado um tipo derivado de feixe vascular. Entre algumas espécies de Eriocaulaceae (monocotiledônea) podemos encontrar ainda, os chamados feixes vasculares biconcêntricos com dois anéis de xilema aparecem separados pelo floema (Fig.5).
Figura 1 - Ricinus comunis - Feixe vascular colateral. Figura2 - Cucurbita pepo. Feixe vascular bicolateral. Figura3- Polipodium sp. Feixe vascular anficrival. http://www.uic.edu/classes/bi os Figura 4 - Cordyline sp. Feixes vasculares anfivasaais. Figura 5 - Paepalanthus speciosus. Feixe vascular biconcêntrico do escapo da inflorescência.
Estrutura Secundária do Caule A estrutura secundária do caule é formada pela actividade do câmbio vascular , que dá forma os tecidos vasculares secundários, e do felogênio que dá origem ao revestimento secundário - periderme. Os caules diferem bastante entre si, no arranjo e na quantidade de tecidos vasculares primários e no acúmulo de tecidos secundários. O sistema vascular primário pode formar, entre outros: um cilindro contínuo - sifonostele com os feixes bem próximos uns dos outros (Fig. 7A); um cilindro constituído de feixes separados por faixas mais largas de parênquima interfascicular- eustele (Fig. 7B) ou um arranjo mais complexo com os feixes isolados, distribuídos de maneira caótica - atactostele (Fig. 7C). Figura 7 - Esquemas dos três tipos básicos de caules vistos em corte transversal. Raven, et al. Biologia Vegetal, 2001. Crescimento Secundário em Monocotiledôneas As monocotiledôneas, geralmente, não apresentam crescimento secundário. Algumas espécies, no entanto, podem desenvolver caules espessos devido à formação de um câmbio, como acontece em Agave , Cordiline e Dracena. Nestas espécies, o câmbio forma-se a partir do parênquima localizado externamente aos feixes vasculares (pericíclico). Quando o câmbio entra
em atividade forma novos feixes vascualares e parênquima, para o centro do órgão, e apenas parênquima para a periferia do ógão. Nas palmeiras há um considerável aumento em espessura no caule, no entanto, este crescimento secundário acontece sem o estabelecimento de uma faixa cambial contínua. Esse crescimento é resultante de divisões e expansão de células do parênquima fundamental. Tal crescimento é chamado crescimento secundário difuso. Difuso, porque a atividade meristemática não está restrita a uma determinada região e secundário, porque ocorre em regiões já distantes do meristema apical, à custa de divisões das células parenquimáticas. Algumas monocotiledôneas formam peridermes como nas dicotiledôneas, como por exemplo em Dracaena , Aloe e nas palmeiras. Outras no entanto, apresentam um tipo especial de tecido protetor, o súber estratificado, como, por exemplo em Cordyline. (vide capítulo sobre Periderme) Nas monocotiledôneas que não crescem em espessura, a epiderme pode permanecer intacta ou até tornar-se esclerificada. O parênquima cortical pode transformar-se num tecido protetor, pela suberinização ou esclerificação das paredes de suas células. Crescimento Secundário “anômalo” em Dicotiledôneas Os caules trepadores conhecidos por cipós ou liana, apresentam crescimento secundário em espessura, diferente do apresentado anteriormente, e por isso dito “anômalo”. Este crescimento, pode ser muito variado, e um dos mais conhecidos, é o observada em Bougainvillea sp (primavera) com formação de várias faixas cambiais, que se formam centrifugamente, produzindo: xilema e parênquima para o interior do órgão, e floema e parênquima para a periferia. Assim, em cortes transversais do ógão, os tecidos resultantes aparecem como anéis concêntricos de feixes vasculares incluídos no parênquima. No caule de espécies trepadoras, há sempre uma grande produção de parênquima, o que garante flexibilidade para a planta, que enrola-se em suportes em busca de maior luminosidade.