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Caculo - de - Vigas, Notas de estudo de Engenharia Civil

apostila calculo de vigas, para engenharia civil

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 04/09/2009

diana-vidal-7
diana-vidal-7 🇧🇷

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ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 1
3 – Cálculo das Vigas
3.1 Introdução
Dando seqüência ao projeto do edifício exemplo, partiremos agora para o cálculo e
dimensionamento das vigas.
3.1.1 Ações
As ações geram solicitações nas estruturas. Estas solicitações são determinadas através
de teorias de cálculo estrutural. No caso geral, tem-se:
F = Fk Fd = γf Fk Sd
ou, em estruturas de comportamento linear,
F = Fk Sk Sd = γf Sk .
No caso da flexão simples, tem-se: Fd Md.
3.1.2 Resistências
As resistências são determinadas através de teorias apropriadas, a partir dos dados da
seção transversal e das características mecânicas dos materiais.
No caso da flexão simples tem-se, como dados:
f
ck (resistência do concreto);
f
yk (resistência da armadura); e
dimensões relativas da seção transversal (concreto e armadura).
Através de teoria apropriada determina-se o momento resistente último, Mu
3.1.3 Verificações de Segurança
Existe segurança adequada quando é verificada a condição: Md M
u. Por razões de
economia, faz-se Md = Mu.
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3 – Cálculo das Vigas

3.1 Introdução

Dando seqüência ao projeto do edifício exemplo, partiremos agora para o cálculo e dimensionamento das vigas.

3.1.1 Ações

As ações geram solicitações nas estruturas. Estas solicitações são determinadas através de teorias de cálculo estrutural. No caso geral, tem-se:

F = F (^) k → F (^) d = γf F (^) k → Sd

ou, em estruturas de comportamento linear,

F = F (^) k → Sk → Sd = γf Sk.

No caso da flexão simples, tem-se: F (^) d → M (^) d.

3.1.2 Resistências

As resistências são determinadas através de teorias apropriadas, a partir dos dados da seção transversal e das características mecânicas dos materiais.

No caso da flexão simples tem-se, como dados:

fck (resistência do concreto); fyk (resistência da armadura); e dimensões relativas da seção transversal (concreto e armadura).

Através de teoria apropriada determina-se o momento resistente último, M (^) u

3.1.3 Verificações de Segurança

Existe segurança adequada quando é verificada a condição: M (^) d ≤ M (^) u. Por razões de economia, faz-se M (^) d = Mu.

3.1.4 Tipos de Ruptura na Flexão

Em geral, tem-se o seguinte tipo de ruptura:

ƒ se As = 0, ou muito pequena ⇒ ruptura frágil (brusca) por tração no concreto; ƒ se As for muito grande (pequena deformação εs )⇒ ruptura frágil (brusca) por esmagamento do concreto comprimido; e ƒ se As for “adequada” ⇒ ruptura dúctil (com aviso), com escoamento da armadura e acompanhada de intensa fissuração da zona tracionada

3.2 Hipóteses de Cálculo na Flexão

Para o dimensionamento usual das vigas em concreto armado, deve-se respeitar as seguintes hipóteses de cálculo:

a) Manutenção da seção plana ;

As seções A e B passam para A’ e B’, quando fletidas, permanecendo planas conforme a figura a seguir:

b) Aderência perfeita entre concreto e armadura;

Inexiste qualquer escorregamento entre os materiais, em outras palavras, a deformação da armadura εs é admitida igual à deformação da fibra de concreto εc , junto a esta armadura.

c) Tensão no concreto nula na região da seção transversal sujeita a deformação de alongamento;

d) Diagramas tensão-deformação (de cálculo) no aço

ƒ aço de dureza natural: este aço apresenta patamar de escoamento conforme a figura d1.

e) Diagramas tensão-deformação (de cálculo) no concreto

ƒ diagrama parábola-retângulo

Figura e.

γc = 1,4 (coeficiente de ponderação da resistência do concreto) fcd = fck / γc 0,85 : coeficiente para considerar a queda de resistência do concreto para cargas de longa duração (efeito Rusch)

ƒ diagrama retangular simplificado

Figura e.

x = altura da zona comprimida, medida a partir da borda comprimida k = 0,85 , quando a largura da zona comprimida não diminui em direção à borda comprimida (seção retangular); em caso contrário usar 0,80.

f) Domínios de Deformação,

O estado limite último convencional ocorre quando o diagrama de deformação passa por um dos dois pontos, A ou B, na fig. f1).

Figura f.

σcd

0,85f (^) cd

0,002 0, 5

εc t t )

parábola do 2 o

patamar

As

Mud x

k fcd

0,8x

deformação de estado limite

h

d

As

0,

εyd 0,

A

B

x 34

x 23

D (^4)

D (^3)

D (^2)

4 3

2

Mud

Sendo:

d = altura útil da seção = distância do CG da armadura à borda comprimida x = altura da zona comprimida (medida a partir da borda comprimida)

Diz-se que o diagrama de deformação do tipo 2 está no domínio de deformação 2 quando a altura da zona comprimida obedece à condição:

x ≤ x 23 = 0,0035 d / (0,0035 + 0,010) = 0,259 d

Por sua vez, o diagrama de deformação encontra-se no domínio 3 de deformação quando a altura da zona comprimida obedece à condição:

x 23 ≤ x ≤ x 34 = 0,0035 d / (0,0035 + εyd )

Analogamente, o diagrama de deformação está no domínio 4 quando:

x 34 ≤ x ≤ d.

A seção que atinge o ELUlt. nos domínios D 2 e D 3 é dita sub-armada ou normalmente armada. Quando o ELUlt. é atingido no D 4 , a seção é dita superarmada. Trata-se de situação antieconômica, pois a armadura não é explorada na sua plenitude. Procura-se evitar o dimensionamento neste domínio.

3.3 Dimensionamento à Flexão

3.3.1 Seção Retangular à Flexão

A seção retangular com armadura simples é caracterizada da seguinte forma:

ƒ a zona comprimida da seção sujeita a flexão tem forma retangular; ƒ a barras que constituem a armadura está agrupada junto à borda tracionada e pode ser imaginada concentrada no seu centro de gravidade

ƒ Resultantes das tensões:

no concreto: R (^) cd = 0,85⋅fcd⋅b⋅0,8⋅x = 0,68⋅b⋅x⋅fcd na armadura: R (^) sd = As⋅σsd

h

d

b

x 0,8x

0,85f (^) cd Rc

Rsd

0,

d - 0,4x

Mud

As^ εu σsd

Figura 3.3.2.

Onde:

b /

a/

8 h (6h paralajeembalanco) b 2

f f 1

onde

0,6 emvaointernodeviga contínua

0,75 emvaoextremodevigacontínua

emvigaisostatica a l

l

l

sendo l o vão correspondente da viga.

Se a altura comprimida (0,8 x) for menor ou igual à espessura da laje (h (^) f ), tem-se uma seção retangular com armadura simples, já vista. Quando x for maior do que h (^) f, a forma da zona comprimida (sujeita à tensão 0,85fcd ) tem a forma de um “T”. A análise da seção pode ser feita como se indica a seguir.

Figura 3.3.2.

O problema pode ser equacionado subdividindo a zona comprimida em retângulos (1 e 2). As resultantes de tensão sobre as partes 1 e 2 valem:

Resultante do concreto na aba colaborante: R (^) cfd = 0,85 f (^) cd (bf - bw) h (^) f (1) Resultante do concreto na alma: R (^) cwd = 0,85 f (^) cd bw (0,8 x) (2)

bf

bw

Rsd

d

hf Mud

1 2 1 x 0,8x

0,85f (^) cd (^) Rcfd

Rcwd

εu As

As

bf

b 1 bw

h (^) f 0,

εu

0,85f (^) cd^ 0,85f^ c

Mud

A equação de equilíbrio de momento fornece:

M (^) ud = M (^) d = Mcfd + M (^) cwd = Rcfd (d - hf / 2) + M (^) cwd

ou

M (^) cwd = Md - Rcfd (d - hf / 2)

Este momento deve ser resistido pela parte 2 que é uma seção retangular b (^) w por d. Portanto

cd

2 w

cwd 0 , 425 b df

M

x 1 , 25 d 1 1

Com a posição da linha neutra, obtém-se a resultante do concreto na alma, R (^) cwd , através de (2).

A equação de equilíbrio de força permite escrever:

R (^) sd = As fyd = Rcfd + Rcwd

De onde se obtém a área de aço, As, necessária para resistir ao esforço solicitante.

3.3.3 Seção Retangular com Armadura Dupla

Quando se tem, além da armadura de tração As , outra A’ (^) s posicionada junto à borda oposta comprimida, diz-se que se tem seção com armadura dupla. Normalmente, ela é empregada para se conseguir uma seção sub-armada sem alterar as dimensões da seção transversal. A armadura comprimida A’ (^) s introduz uma parcela adicional na resultante de compressão permitindo, assim, aumentar a resistência da seção.

Seja o esquema de cálculo mostrado a seguir:

Figura 3.3.3.

Equilíbrio de força: R (^) sd = Rcd + R’ (^) sd As σsd = 0,68 b x fcd + A’ (^) sd σ’ (^) sd (a)

h d

d’

A’ (^) s

As

b

x ε’ (^) s

εc

0,4 d’ Rcd R’^ sd

Rsd

Md

Com x = x , tem-se, no domínio 3, εc = 0,0035 e no domínio 2:

εc = 0,010 x / (d – x ) (por semelhança de triângulos).

Logo: ε’ (^) s = εc ( x - d’) / x

que permite obter σ’ (^) sd (no diagrama σ x ε da armadura).

Finalmente:

A’ (^) s = R’ (^) sd / σ’ (^) sd e As = As1 + As.

3.4 Dimensionamento ao Cisalhamento

3.4.1 Modelo Simplificado para o Comportamento da viga (treliça

básica de Mörsch)

O panorama de fissuração, que se implanta na viga por ocasião da ruptura, sugere um modelo em forma de treliça para o seu esquema resistente (fig. 3.4.1.1). Esta treliça é constituída de banzos paralelos ao eixo da viga (banzo superior comprimido de concreto, e banzo inferior tracionado correspondente à armadura longitudinal de flexão), diagonais comprimidas de concreto inclinadas de 45 o^ (bielas diagonais) e pendurais correspondentes à armadura transversal. Esta armadura é, em geral, constituída de estribos distanciados de s e posicionados ao longo da viga, perpendicularmente ao seu eixo. As cargas atuantes na viga são substituídas por forças concentradas equivalentes aplicadas aos “nós” da treliça.

viga real modelo

Figura 3.4.1.

s s

45

z

Rcd

Rsd

pd pd. s

Os esforços na treliça múltipla podem ser estimados através de uma treliça mais simples, isostática, fig. 3.4.1.2, dita treliça clássica ou treliça de M ö rsch. Cada pendural nesta treliça representa (z/s) estribos, da treliça original, o mesmo ocorrendo com a diagonal comprimida.

Figura 3.4.1.

Do equilíbrio do ponto J, fig. 3.4.1.3, tem-se:

R (^) swd = Vd e R (^) cwd = Vd 2

Figura 3.4.1.

a) Tensão média na diagonal comprimida (biela comprimida de concreto)

Figura 3.4.1.

z

J

Rsd1 Rsd

Rswd =V (^) d Rcw

Rcd

Rcw V (^) d Rsd Rcw Rswd =V^ d Rsd Rsd

z

45

z=d/1,

Rcd

Rsd

z

z

bw h 1

onde: z / s = número de estribos no comprimento z de viga e

ρw w w

A

b s

= = taxa geométrica de armadura transversal.

3.4.2 Dimensionamento

a) Verificação do Concreto

Admite-se que a segurança de uma viga ao cisalhamento esteja devidamente atendida quando

τ (^) wd ≤ τwu = 0 3, ⋅fcd (não maior do que 4,5 MPa)

Com, b d

V

w

d τ (^) wd = (Vd = γf V)

De resultados de análises experimentais, permite-se considerar na flexão simples:

τc = 0 15, fck (em MPa).

b) Cálculo dos Estribos

Dessa forma, atribuindo à tensão de tração nos estribos o valor fywd, eles podem ser quantificados através da expressão:

ρ

τ τ w

wd c fywd

Onde fywd = 43,48 kN/cm^2 para os aços CA50.

3.4.3 Arranjos das armaduras

Também para o dimensionamento ao cisalhamento deve-se respeitar as seguintes condições:

a) Armadura transversal mínima (estribo mínimo)

ρw

para o CA CA min para o CA

A este estribo mínimo corresponde uma força cortante V*.

V*

b d (f ) 1,

= w^ ⋅^ ⋅^ ywd^ ⋅^ ρwmin^ +τc^.

b) Tipo de estribo

Normalmente, utiliza-se estribo de 2 ramos (para b (^) w ≤ 40 cm) e estribos de 4 (ou mais) ramos se b (^) w > 40 cm.

c) Diâmetro dos estribos (φt )

mm

b t ≤ φ ≤ w

d) Espaçamento dos estribos (s)

Recomenda-se obedecer às seguintes condições:

s

cm d CA CA

φ φ

As duas últimas condições são aplicadas quando se tem armadura comprimida de flexão (A’ (^) s ).

e) Cobertura do diagrama de força cortante

Costuma-se garantir a resistência ao cisalhamento, adotando-se estribos uniformes por trechos de viga. Desta forma, resulta a “cobertura em degraus” do diagrama de força cortante; cada degrau correspondendo a um trecho de estribo constante. A fig. 3.4.3. ilustra este procedimento. Para vigas usuais de edifícios, pode-se adotar, em cada vão, 3 trechos: um central correspondente à armadura mínima (ρwmin e V*), e mais dois trechos, adjacentes aos apoios do vão com estribos calculados para as respectivas forças cortantes máximas.

ƒ a força cortante devida a uma carga concentrada aplicada a uma distância a (a ≤ 2 h) do centro do apoio poderá, neste trecho de comprimento a, ser reduzida

multiplicando-se por

a 2 ⋅h

^

^

, fig. 3.4.3.3.

Figura 3.4.3.

Convém frisar que estas reduções só podem ser feitas para o cálculo da armadura transversal. A verificação do concreto (τwd ) deve ser feita com os valores originais, sem redução.

3.4.4 Armadura de Costura nas Abas das Seções Transversais

Normalmente, as abas das seções transversais estão submetidas a solicitações tangenciais. Junto à ligação (aba-alma) das seções das vigas esta solicitação atinge o valor máximo. Esta solicitação exige, no concreto armado, uma armadura de costura. Em vigas usuais de edifícios, podem ocorrer duas situações onde estas armaduras são necessárias, fig. 3.4.4.1. A primeira situação corresponde às seções dos vãos com abas comprimidas de seções T (flexão nos vãos das vigas normais) e, a outra, às seções de apoios internos das vigas contínuas, onde a armadura de flexão é distribuída também nas lajes (abas tracionadas).

Figura 3.4.4.1 - Situações usuais

b (^) f

armaduras área comprimida na flexão

Seção 1 - Vão

área comprimida na flexão

armaduras de flexão

Seção 2 - Apoio

Seção 1 - Vão

Seção 2 - Apoio

p

a P

h

V V (^) red = V [a / (2 h)]

a) Aba comprimida

A fig. 3.4.4.2 apresenta a situação típica correspondente à seção T submetida à flexão.

Fig. 3.4.4.2 - Aba comprimida

Considere-se a aba lateral de dimensão b’, fig. 3.4.4.3.

Figura 3.4.4.

A força cortante para determinação da armadura transversal da aba necessária é dada por:

V

b b fd V f

= (^) d

Da expressão de cisalhamento, tem-se que:

τ (^) fo f

d

f

fd f

fd f

b b

V

h z

V

h z

V

h d

(a)

bf

d ε

Rcd

Rsd

z

x

0,85 f (^) cd

As

b’ bf

b’

Rcd

Rcd+dRc

Rfd

Rfd +dRfd

τfo

hf

Figura 3.4.4.5 - Aba tracionada

Considere-se a aba indicada na fig. 3.4.4.6.

Figura 3.4.4.6 - Aba lateral

A cortante de cálculo resultante na aba considerada é dada pela expressão mostrada a seguir:

V

A

A

fd sfV s

= d

onde: Asf = área da seção de armadura de flexão contida na aba.

Analogamente ao caso anterior, tem-se que:

τ (^) fo

sf s

d

f

fd f

fd f

A

A

V

h z

V

h z

V

h d

(b)

Comparando-se a expressão do cisalhamento usual de viga (conforme o modelo da treliça clássica) com a expressão (b), pode-se concluir que ela permite imaginar a força cortante Vfd atuando na seção fictícia de dimensões hf x d. Logo, a armadura transversal, necessária no modelo da treliça clássica, é dada por:

área comprimida na flexão

armaduras de flexão (A (^) s)

parte da armadura de flexão, posicionada numa aba lateral (Asf )

0,

z

Rsd

Rcd

M (^) d

armaduras de costura

Rsd

Rsd +dRs

Rsf

Rsfd+dRsf

τfo hf

Rcd

z

ρ

τ f

fo fywd

onde ρf sf f

A

h

sendo A (^) sf a área total de armadura transversal da aba (armadura de costura) por unidade

de comprimento.

Normalmente, adota-se a armadura obtida desta maneira, como sendo suficiente para garantir a segurança da ligação entre a aba e a alma da viga. Deve-se, também, verificar

V

h d

fd f f

≤ 0 3, (^) cd (verificação da compressão na biela diagonal)

e

  1. ρf ≥ 0,14% (taxa mínima de armadura transversal para o CA50/60).

3.4.5 Armadura de Suspensão

Normalmente, os apoios das vigas são constituídos pelos pilares. Neste caso, diz-se que os apoios são do tipo direto. Algumas vezes as vigas se apóiam em outras vigas; constituem os apoios do tipo indireto. Quando as reações são aplicadas junto à face superior da viga de apoio, não existe a necessidade de armadura de suspensão. Esta situação é ilustrada na 3.4.5.1.

Figura 3.4.5.1 - Viga de pequena altura apoiada sobre uma viga de grande altura

A fig. 3.4.5.2 mostra, para o caso de viga de altura (h) maior do que a da viga de apoio (h (^) a), a necessidade de armadura de suspensão para a reação total, isto é, Z (^) d = Rd.

ha

h

viga de

viga i d