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UM BOM ARQUIVO DE APOIO PARA O INÍCIO DA DISCIPLINA CALCULO NUMÉRICO
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!










Prof. Dr. Jerson R. P. Vaz
Belém-PA Brasil
1. Introdução
O estudo de métodos numéricos constitui-se como um grande passo para o entendimento de novas ferramentas matemáticas passíveis de serem aplicadas na solução de problemas de engenharia, que eventualmente podem parecer insolúveis devido a complexidade analítica envolvida. O uso dessas ferramentas foi acelerado com o surgimento de equipamentos eletrônicos sofisticados como os PCs, que incentivou o crescimento de métodos numéricos cada vez mais robustos, tornando o estudo dos métodos numéricos, uma disciplina imprescindível em qualquer curso científico. Neste curso é desenvolvido um estudo sobre os métodos numéricos mais comumente utilizados, onde alguns conceitos importantíssimos para a compreensão e o entendimento de técnicas numéricas serão abordados, objetivando suas aplicações na engenharia. Desta forma, os seguintes conceitos serão estudados:
Objetivo geral Proporcionar ao aluno conhecimentos para utilizar métodos numéricos como ferramenta na solução de problemas de engenharia.
Conteúdo Introdução; Erros e incertezas; Solução numérica de sistemas de equações lineares e não-lineares; Interpolação e aproximação de funções; Diferenciação e integração numérica; Prática de cálculo numérico computacional.
da máquina. Considera-se para se ter uma precisão de n dígitos, o dígito n+1 , caso este seja menor ou igual a 5, corta-se na posição do dígito n ; caso contrário, aplica-se o arredondamento para cima. Por exemplo, deseja-se, novamente, o número 1,2356123456 com apenas três casas decimais. Então cortamos o número na posição que se encontra o dígito 5, e somamos uma unidade a este mesmo dígito, pois o dígito 6 é maior que quatro, resultando em 1,236. A Tab. 1 mostra uma comparação entre os erros de arredondamento por corte e simétrico em relação a um valor exato. Além de indicar um problema que é comum nos processos iterativos – propagação dos erros.
Tab. 1: Erro de arredondamento – propagação.
2.3.2. Acurácia e precisão
A qualidade de um resultado é dita exatidão (“acurácia”). A exatidão tem a responsabilidade de informar se um resultado emitido por uma máquina digital é bom ou ruim. Já a precisão, em termos práticos, corresponde ao número de dígitos significativos do sistema de representação de uma máquina digital. Esta distinção entre dois conceitos, que na linguagem coloquial são sinônimos, é fundamental para a matemática computacional. É surpreendente ver quanta confusão isso causa, mesmo para pessoas que deviam conhecê-los. Um computador pode ter uma grande precisão, mas produzir resultados com exatidão muito ruins. Essa confusão entre esses conceitos é revelada claramente pelos fabricantes de computadores e aqueles usuários que pensam que uma maior precisão é um passaporte automático para altas exatidões nos resultados. Desta maneira é oferecido pelos fabricantes precisão simples, alta precisão e algumas vezes precisão estendida, fazendo com que um usuário não satisfeito com a exatidão dos resultados obtidos em precisão simples, os recalcule com
maior precisão. Isso nem sempre vai garantir uma melhor exatidão. Como exemplo basta considerar a expressão:
1040 500 10 40 610 10 45 400 10 45 1510 ,
que terá como resposta zero em muitas máquinas disponíveis hoje em dia. O usuário não sabe em geral quantos dígitos são necessários para garantir a resposta correta e o problema de se conseguir uma aritmética computacional com exatidão ótima, só foi conseguido a partir dos trabalhos do Prof. U. Kulish e sua equipe na Universidade de Karlsruhe (Alemanha) a partir de 1979.
2.3.3. Erro de truncamento
São erros provenientes da utilização de processos que deveriam ser infinitos ou muito grandes para a determinação de um valor e que, por razões práticas, são truncados. Estes processos infinitos são muito utilizados na avaliação de funções matemáticas, tais como, exponenciação, logaritmos, funções trigonométricas e várias outras que uma máquina pode ter. No presente curso, estudaremos o erro de truncamento associado à aplicação da série de Taylor, dada por:
(^)
2 (^0) 1! '^0 2! '' (^0)! 0 0! 0
n (^) n n n n f x f x h^ f x h^ f x h^ f x h f x n n
onde
x x 0 h , em que x Df e h x.
O erro cometido com o truncamento da série no termo de ordem n é dado por:
(^11) 1!
n n n e x h f n onde x (^) 0 h.
Entãocos 0 , 01 1 0 ,^0120 , 99995
2 e o erro de truncamento
(^) 1
1 1!
(^) n n fn n e x h ^ sen ^ e x x sen x 2 1! 6
21 3 2
para x 0 , 01 , fica
e sen 6 sen
3 2 6.^0 ,^16.^10
como sen 1 e f x x x e 2 x
2 cos 1 2 , então:
cos 0 , 01 0 , 99995 0 , 16. 10 ^6
Esta expressão indica que pelo menos os 5 primeiros algarismos significativos são iguais aos algarismos do valor real de cos 0 , 01 .
3. Aproximação de Funções
3.1. Série de Taylor e sua aplicação na aproximação de funções e derivadas
O desenvolvimento em série de Taylor constitui uma ferramenta bastante eficaz para o cálculo de aproximação de funções e derivadas, pois, toda função analítica pode ser representada por uma série de potências em x - x 0 , cuja representação, neste caso, é a própria série de Taylor.
2 (^0) 1! '^0 2! '' (^0)! 0
h h h^ n n f x f x f x f x (^) n f x
Cuja forma em notação sigma é
2 0!^0 1!^ '^0 2!^ ''^0!^0
k^ k^ k o o o o o k k
f x f^ x^ x^ x^ f x x^ x^ f x x^ x^ f x x^ x f x k k
^
onde x x 0 h , em que x Df.
O erro cometido com o truncamento da série no termo de ordem n é dado por:
(^1 ) 1!
k (^) k k e x h f k
(^) onde x 0 h.
3.2.Série de Taylor na aproximação de funções
Neste item, vamos aplicar a série de Taylor para aproximar a solução de algumas funções. Em seguida, faremos uma breve análise dos resultados quando comparados com os valores da solução exata. Antes de aplicar a série de Taylor, é necessário conhecer o critério de convergência de D’Lembert, cuja aplicação é bastante comum nas séries de potências.
Aplicação A
Vamos executar o mesmo procedimento, feito na APLICAÇÃO 1, com a
Passo 1 Novamente, para aplicar a série de Taylor precisamos conhecer a função no ponto inicial x 0 e as suas derivadas neste mesmo ponto. Desta forma, temos:
x
f n x ^ n^ n
Passo 2 Vamos agora, aplicar a série de Taylor para aproximar a função
2 (^0) 1! '^0 2! '' (^0)! 0
h h h^ n n f x f x f x f x f x n
Desta maneira, a série fica
(^2 3 4 ) 1 1 2 3 4
h h h n h^ n f h h n
(^2 3 4 ) ln 1 2 3 4 1 h h h (^) n h^ n h h n
h 1 , o que resulta em:
n , e os respectivos erros absolutos quando comparados com os resultados exatos
n^ Valor Aproximado^ Valor Exato^ Erro Absoluto 1 1 0.6931 0. 2 0.5 0.6931 0. 3 0.8333 0.6931 0. 4 0.5833 0.6931 0. 5 0.7833 0.6931 0. 6 0.6167 0.6931 0. 7 0.7595 0.6931 0. 8 0.6345 0.6931 0. 9 0.7476 0.6931 0. 10 0.6456 0.6931 0. 5000 0.6930 0.6931 1 10 ^4
Observe que quanto maior é o número de termos menor é o erro absoluto e conseqüentemente mais próximo está a solução aproximada da solução exata.
3.3.Série de Taylor na aproximação de derivadas A série de Taylor, também, é uma poderosa ferramenta para aproximar derivadas de qualquer ordem. Essa característica, forma a base para o entendimento de um método bastante eficiente e rápido conhecido como o método das diferenças finitas (DF) , que é largamente utilizado para solucionar inúmeros problemas físico-matemáticos, apesar de ser um método bastante antigo. Sua utilização em grande escala é justificada pelo alto grau de
3.3.2.Aproximação de derivadas de segunda ordem Neste item, para aproximar a derivada de segunda ordem, é necessário expandir a série de Taylor de duas maneiras diferentes. A primeira consiste em desenvolver a série executando passos positivos, ou seja, passos avançados h. A segunda, desenvolver a série executando passos negativos, passos atrasados h. Desta forma, os desenvolvimentos em série de Taylor, fica
2 3 (^0 0) 1! '^0 2! ''^0 3! ''' 0 f x h f x ^ h^ f x h^ f x h f x
e
2 3 (^0 0) 1! '^0 2! ''^0 3! ''' 0 f x h f x ^ h^ f x h^ f x h f x
Somando as duas parcelas e truncando no termo de segunda ordem, temos
2 0 0 2 0 2 2 '' 0 f x h f x h f x ^ h f x
Arrumando a expressão
20 0 20 0
h
f x h f x f x h dx
d f x
Na forma discreta
2 1 2 1
h
f f f dx
d f i i i , onde h x (chamado de passo)
Essa expressão aproxima uma derivada de segunda ordem, e é um esquema de diferenças finitas de segunda ordem. Neste caso, para determinar a segunda derivada de uma função em um ponto, é necessário conhecer três pontos da função.
Aplicação A Determinar f ' 2 , utilizando tanto a aproximação por série de Taylor quanto a solução exata, a partir de f x ln x com h 0. 1.
Passo 1
A solução exata é bastante simples de se calcular. Basta derivar uma vez
a função f x ln x e depois substituir o valor 2, ou seja, como x f ' x ^1 ,
então 0. 5 2 f ' 2 ^1 .
Passo 2
Para a solução aproximada, precisamos determinar o valor da função em x 0 e em x 0 h. Desta forma, como x 0 2 e x 0 h 2 0. 1 2. 1 , fazemos:
f x 0 ln x 0 ln 2 0. 693
f x 0 h ln x 0 h ln 2 0. 1 0. 742
Aplicando a fórmula aproximada para a derivada de primeira ordem, temos: