Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Equilíbrio de Forças em Cascas Cilíndricas: Equações de Equilíbrio e Deslocamento, Notas de estudo de Engenharia Civil

Documento que apresenta as equações de equilíbrio de momentos e deslocamento para um elemento cilindríco de casca submetido a esforços de membrana, flexão e corte. O texto também discute as relações entre deslocamento e esforços, as condições de fronteira e o cálculo de momentos flectores e esforços transversos.

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 21/07/2015

eng-antonio-cambundo-6
eng-antonio-cambundo-6 🇧🇷

4.5

(158)

541 documentos

1 / 29

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Flexão de Cascas Cilíndricas 3.1
Capítulo 10
Flexão de Cascas Cilíndricas
10.1 Equações Gerais de Cascas Cilíndricas Flectidas
10.1.1 Equações de Equilíbrio
Considere-se num ponto de uma casca cilindrica cujo estado de tensão é definido
a partir dos esforços generalizados, representados na figura 10.1 e que são:
Esforços de membrana θxsx NeN,N
Esforços de flexão xssx MeM,M
Esforços de corte sx TeT
onde x
M e s
M são momentos flectores por unidade comprimento, xs
M é um
momento torsor por unidade de comprimento e sx TeT são esforços cortantes por
unidade de comprimento, sendo o eixo dos xx com a direcção do eixo de casca
cilíndrica e
θ
=adds onde a representa o raio de curvatura de casca cilíndrica.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Equilíbrio de Forças em Cascas Cilíndricas: Equações de Equilíbrio e Deslocamento e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Civil, somente na Docsity!

Capítulo 10

Flexão de Cascas Cilíndricas

10.1 Equações Gerais de Cascas Cilíndricas Flectidas

10.1.1 Equações de Equilíbrio

Considere-se num ponto de uma casca cilindrica cujo estado de tensão é definido

a partir dos esforços generalizados, representados na figura 10.1 e que são:

‰ Esforços de membrana Nx ,NseNxθ

‰ Esforços de flexão Mx ,MseMxs

‰ Esforços de corte Tx eTs

onde M (^) x e M (^) s são momentos flectores por unidade comprimento, M (^) xs é um

momento torsor por unidade de comprimento e Tx eTs são esforços cortantes por

unidade de comprimento, sendo o eixo dos xx com a direcção do eixo de casca

cilíndrica e ds = adθonde a representa o raio de curvatura de casca cilíndrica.

Forças por unidade de comprimento Momentos por unidade de comprimento

Figura 10.1: Esforços generalizados.

Os sentidos indicados para os esforços na figura 10.1 correspondem aos sentidos

positivos adoptados para os esforços generalizados.

O raio de curvatura da superfície média, superfície cilíndrica é designado por a e é

considerado elevado quando comparado com a espessura t de casca.

O elemento ABCD de casca está limitado por duas secções rectas infinitamente

próximas definidas por x e x + dx e por duas geratrizes infinitamente próximas

definidas por s e s + ds.

O equilíbrio de forças traduz-se na equação vectorial

( ) (N i N j T k) p i p j p k 0 s

N i N j T k x

x xs x xs + s − s + 1 + 2 + 3 = ∂

∂ G^ G G G G G G G G

e a equação de equilíbrio de momentos traduz-se na equação vectorial:

( ) (M i M j) T i T j 0 s

M i M j x

xs x s − xs − s + x = ∂

∂ G^ G G G G G

Tendo em conta que:

s

i

x

k

x

j

x

i

G G G

a

j

s

k e a

k

s

j

G G G G

T θ

N θ

A

B

D

Tx

M θ

Mx θ

Mx θ

Mx

k

j i

Nθx

N x

Nx θ

k

j

i

ds

a dθ

p 0 s

N

x

N

1

x xs

  • = ∂

p 0 s

N

x

N

2

xs s

  • = ∂

p 0 a

N

s

M

x s

M

x

M

3

s 2

s

2 xs

2

2

x

2

  • − = ∂

Estas equações são insuficientes para calcular os esforços de flexão e de

membrana.

10.1.2 Relações Deformações-Deslocamentos

Considere-se o elemento ABCD na vizinhança do ponto e sobre a superfície

média da casca, como se representa na figura 10.2, sendo A ( x,θ), B ( x+ dx,s),

C ( x,s+ ds) e D ( x+ dx,s+ds). Na configuração deformada os pontos ocupam a

posição A', B', C' e D' como se representa na figura 10.2. Designando por u, v, e w os

deslocamentos sofridos pelo ponto A é possível calcular os deslocamentos sofridos

pelos pontos B e C, ou seja:

O deslocamento do ponto A é

AA' ui v j wk

G G G

Figura 10.2: Configuração deformada do elemento ABCD.

B

D

C

k

j i

A

B'

C'

D'

A'

AC ad j

AB dxi

G

G

= θ

O deslocamento do ponto B é:

dx k x

w dx j w x

v dx i v x

u BB' u

G G G

O deslocamento do ponto C é:

( ) ( ) ds s

wk ds wk s

vj ds i vj s

u CC' u ∂

G

G

G G

Tendo em conta que

a

j

s

k e a

k

ds

d j

G G G G

obtém-se:

ds k a

v

s

w ds j w a

w

s

v ds i v s

u CC' u

G G G

Tendo em conta que AB dxi

G

= e AC dsj

G

= obtém-se:

dxk x

w dx j x

v dxi x

u A' B' 1

G G G

ds k a

u

s

w dsj a

w

s

v dsi 1 s

u A' C'

G G G

As componentes da deformação ε (^) x, εs e ε (^) xs do tensor da deformação na

ausência de mudanças de curvatura são:

x

u x ∂

ε = a

w

s

v

ε (^) θ= e u

v

s

u (^2) xs ∂

ε = 10.

Se se considerarem as coordenadas x e θ em lugar de x e s, as componentes da

deformação são:

x

u x ∂

ε =  

= w

v

a

θ

ε (^) θ e x

u v

a

(^2) x ∂

θ

ε (^) θ 10.

2

2

2

2

s x

w

s

w M D ν

x s

w M D 1

2

xs ∂ ∂

= −ν 10.

onde D representa o módulo de rigidez à flexão que é definido do seguinte modo:

2

3

Ee D −ν

As equações 10.16 e 10.17 conjuntamente com as equações 10.6, num total de

nove equações permitem o cálculo de ( N x ,NseNsx), (M x ,MseMsx) e

(u ,vew), sendo os esforços transversos calculados por uso das equações de equilíbrio

eliminadas para efeitos de obtenção das equações 10.6, as quais podem ser escritas em

termos dos deslocamentos, fazendo uso das equações 10.17 com a seguinte forma:

2

2

2

2

x s

w

x

w

x

T D

2

2

2

2

s s

w

x

w

s

T D 10.

Note-se que a teoria acabada de obter tem uma aproximação que resulta de se

eliminarem os termos Ts /aeMxs/a, no caso de não se considerar esta aproximação,

há que distinguir entre N (^) xs e N (^) sx e entre M (^) xs e M (^) sx, sendo o estado de tensão

definido considerando seis equações de equilíbrio.

10.1.4 Equações de equilíbrio em termos dos deslocamentos

Substituindo as equações 10.16 e 10.17 nas equações 10.6, obtém-se as equações

de equilíbrio em termos dos deslocamentos que são:

k

p

x

w

x s a

v

s

u

x

u (^1)

2

2

2

2

2

  • = ∂

ν ∂

∂ ∂

+ν ∂

−ν ∂

k

p

a

w

x s s

u

x

v

s

v (^2)

2

2

2

2

2

+^ = 

+ν ∂

−ν ∂

D w p 0 a

w

s

v

x

u

a

k + ∇∇ −^3 = 

ν

O operador ∇ representa 2

2

2

2

x ∂s

e consequentemente

4

4

2 2

4

4

4 2

s

w

x s

w 2 x

w w w ∂

Por solução das equações 10.19 pode obter-se o campo de deslocamentos u, v e

w.

A solução geral das equações 10.19 pode escrever-se com a seguinte forma:

u = u 1 +u 2 v = v 1 +v 2 w =w 1 +w 2

onde u 1 , v 1 e w 1 representa uma solução geral do sistema homogéneo de equações

obtido do sistema 10.19 (p 1 = p 2 =p 3 = 0 )e u 2 , v 2 e w 2 representa uma solução

particular do sistema de equações 10.19 calculada de tal modo que u, v e w satisfaçam

as condições de fronteira.

As condições de fronteira mais frequentes que se encontram nas aplicações

práticas são:

1 - ao longo do bordo x = constante

♦ Bordo encastrado

u = 0, v = 0, w = 0 e 0 x

w

♦ Bordo simplesmente apoiado

k

p

a

w

dx

d w

k

D

dx

du

a

3 4 2

4

      • =

ν b) 10.

Tendo em conta as relações esforços-deslocamentos, 10.16, conclui-se que

a

w

dx

du N (^) x k ν ou seja w k a

N

dx

du (^) x ν = − 10.

Substituindo este resultado na equação 10.22b obtém-se:

k

p

a

w

dx

d w

k

D

w k a

N

a

3 4 2

4 x

      • =  

ν ν

ou seja

aD

N

D

p 4 w dx

d w 4 3 x 4

4 ν

  • β = − 10.

com

( ) 2 2

2 4

e a

3 1 ν β

Note-se que a N (^) x pode ser obtido através da equação

p 0 dx

dN 1

x

  • = ou seja N p 1 dx

x

0 x =^ −∫ 10.

sendo N (^) x independente da deformação da casca cilíndrica e constante em todo o

comprimento da casca. No caso de ser p 1 = 0 , como é o caso de um reservatório de

pressão, N (^) x é uma constante calculada através das condições de fronteira.

A solução geral da equação pode ser escrita com a forma:

w = wc +wp 10.

sendo w (^) c a solução complementar da equação em 2º membro e w (^) p uma solução

particular da equação.

A solução da equação

4 w 0 dx

d w 4 4

4

  • β = 10.

toma a forma

mx m m 1

w (^) c = (^) ∑ A e

sendo A (^) mconstantes arbitrárias.

Substituindo 10.29 em 10.28 obtém-se:

A (m 4 ) e 0

4 4 mx Σ (^) m + β = 10.

donde obtém a equação característica com a forma

m 4 0

4 4

  • β = ou seja m = ± 2 β 4 − 1 10.

A solução complementar w (^) c, toma a forma:

( ) ( ) ( ) ( 1 i) x 4

1 i x 3

1 i x 2

1 i x w (^) c A 1 e A e A e A e

  • β − β − + β − − β = + + + 10.

Tendo em conta que:

( ) ( )

i x ix ix ix e e 2

e e e sen x 2

cos x

β β β β β β

− − = + = − 10.

obtém-se a solução complementar com a forma:

w C e cos x C e sen x C e cos x C e sen x

x 4

x 3

x 2

x c 1 β^ β β β

β β − β −β = + + + 10.

A solução particular da equação 10.25 pode ser considerada com a forma:

a

N

p Ee

a w

x 3

2

p

ν

Uma vez conhecido o deslocamento w, os esforços são facilmente calculados.

Os momentos flectores e os esforços transversos unitários são facilmente

calculados a partir de w, por uso das equações

2

2

x dx

dw M = −D e 3

3 x x dx

dw D dx

dM T = =− 10.

ou seja

M 2 D e [C 4 cos x C 3 sen x]

2 x x β^ β β

β = + −

T 2 D e [ ( C 4 C 3 ) cos x (C 3 C 4 )sen x]

3 x x β^ β β

β = − + + −

Substituindo as condições 10.38 nas equações 10.40 obtém-se:

para x = 0

4 o

2 2 D β C =M ou seja 2 D

M

C

2

o 4 β

( 3 4 ) o

3 − 2 D β C +C =T ou seja 2 D

T

2 D

M

C

3

o 2

o 3 β β

Substituindo as constantes 10.41 na equação 10.37 obtém-se:

( ) ( ) cos x

2 D

T

e sen x cos x 2 D

M

w x 3

x o 2

o β β

β β β

β = − −

Substituindo as constantes 10.41 nas expressões 10.40 obtém-se os momentos e

esforços transversos com a forma seguinte:

( ) e sen x

T

M M e cos x sen x

x o x x o β β

β β

−β −β = + +

T 2 M e sen x T e [cos x sen x]

x o

x x β^ o β β β

β β = − + −

− −

Na extremidade x = 0, o deslocamento é máximo e tem o valor

2 D

T

2 D

M

w 0 3

o 2

o

β β

e a inclinação é:

2 D

T

D

M

dx

dw 0 2

o o

x 0 β β

θ (^)  = + 

=

As expressões 10.43 permitem a obtenção das tensões resultantes da aplicação de

momentos e esforços transversos no extremo de uma casca cilíndrica longa.

10.2.2Casca Cilíndrica Curta Sujeita a Distribuição Axissimétrica de Momentos e

Esforços Transversos nos Extremos

Considere-se uma casca cilíndrica de dimensão finita sujeita a distribuição de

momentos e esforços transversos nos extremos como se representa na figura 10.4, na

ausência de esforços axiais, N (^) x = 0 e na ausência de pressão interior, p 3 = 0. A

solicitação pode considerar-se simétrica em relação ao plano médio como se representa

na figura. Nestas condições a solução geral da equação 10.25 tem a forma:

w e ( C cos x C sen x) e ( C 3 cos x C 4 sen x)

x 1 2

x β β β β

β β = + + +

Figura 10.4: Casca cilíndrica curta sujeita a distribuição de esforços transversos e

momentos nos extremos.

Esta solução pode ser escrita com a forma:

( ) ( )

w C e cos x C e sen x C e C e sen ( L x)

L x 4

L x 3

x 2

x = 1 + + + −

− − − − − − β β β

β β β β

ou

w C A^ (^ x)^ C B(^ x)^ C A[ (^ L x)] C B[ (^ L x)]

= 1 β + 2 β + 3 β − + 4 β − 10.

To

a

o x

To

Mo

Mo

To

To

Mo

Mo

L

( L) [ 1 A( L)] [ 1 D( L)] B( L) [ 1 C( L)] 2 e ( senh L sen L)

L β β β β β β β

β ∆ = + − + − = +

O deslocamento, w (^) oe a inclinação θ (^) opara x = 0 são facilmente obtidas, sendo

2 D

T

L

2 D

M

w 0 L 3

o 2 H

o M β

δ β β

δ β

2 D

T

L

D

M

L

dx

dw 0 2

o H

o M

o

β

θ β β

θ = =θ β + 10.

onde

senh L sen L

senh L sen L M L^ H L β β

β β δ β θ β

senh L sen L

cosh L cos L H L β β

β β δ β

senh L sen L

cosh L cos L M L β β

β β θ β

10.2.3 Casca Cilíndrica Submetida a Carregamentos Antissimétricos nos Extremos

Considere-se a casca cilíndrica finita, representada na figura 10.5, sujeita a

carregamentos uniformes de esforços transversos e momentos flectores antissimétricos

em relação ao plano médio.

Figura 10.5: Carga antissimétrica. Casca cilíndrica.

To

To

To

To

a

o

Mo

Mo

Mo

Mo

L

O deslocamento radial, w tem a forma geral:

w = C 1 A (β x) +C 2 B( βx) +C 3 A[β ( L−x)] +C 4 B[β ( L−x)] 10.

Como o carregamento é antissimétrico

C 1 = −C 3 e C 2 =−C 4

As condições de fronteira são:

para x = 0 M (^) x = Mo e Tx =To

para x = L M (^) x = −Mo e Tx = −To 10.

Substituindo uma destas condições nas equações 10.49 obtém-se as constantes

[ ( )] [ ( )] 

= − =− 1 A L

2 D

T

1 C L

2 D

M

L

C C

3

o 2

o

1

1 3 β β

β β β

[ ( )] ( ) 

= − = B L

2 D

T

1 D L

2 D

M

L

C C

3

o 2

o

1

2 4 β β

β β β

onde as funções A (β L ), B (β L), C (β L )e D (β L)são as funções definidas no caso

anterior e

( L) [ 1 A( L)] [ 1 D( L)] B( L) [ 1 C( L)] 2 e [senh L sen L]

L 1 β^ β β β β β β

β ∆ = − + − + = −

O deslocamento e a inclinação para x = 0 são:

2 D

T

L

2 D

M

w 0 L 3

' o 2 H

' o m β

δ β β

δ β

2 D

T

L

D

M

L

dx

dw 0 2

' o H

' o m

o

β

θ β β

θ = =θ β + 10.

onde

senh L sen L

senh L sen L L L

' H

' m β β

β β δ β θ β −

Figura 10.6: Casca cilíndrica sujeita a esforços num dos extremos.

Resolvendo o sistema de equações 10.62, obtém-se:

C 1 = [α 4 T 1 −α 2 M 1 ] [/α 1 α 4 −α 2 α 3 ]

C 2 = [α 1 T 1 −α 3 M 1 ] [/α 2 α 3 −α 1 α 4 ]

C 3 = ( A− 2 B) C 1 +( 2 A+B) C 2

C 4 = BC 1 −AC 2 10.

onde A = A(β L), B = B(β L), α 1 =− 2 B, [ ]

2 2 α 2 = − 1 + 2 AB+A +B ,

A 3 B A 2 AB

2 2 α 3 = − − + ,

2 2 α 4 =A + 2 AB+B −A , T T / 2 D

3 1 =^ o β e

M M / 2 D

2 1 = o β

O deslocamento e a inclinação para x = 0 e para x = L são:

o =^ − 1 T 1 cosh 2 L cos 2 L 2

senh 2 L sen 2 L M cosh 2 L cos 2 L 2

cosh 2 L cos 2 L w β β

β β

β β

β β

2 D

T

cosh 2 L cos 2 L 2

cosh 2 L cos 2 L

D

M

cosh 2 L cos 2 L 2

senh 2 L sen 2 L

dx

dw 2

o o o

β β β

β β

β β β

β β  

T o

To

a

Mo

Mo

L

x

L =^ − − 1 T 1

cosh 2 L cos 2 L 2

2 senh Lcos L cosh Lsen L M cosh 2 L cos 2 L 2

4 senh L sen L w β β

β β β β

β β

β β

2 D

T

cosh 2 L cos 2 L 2

4 senh Lsen l

D

M

cosh 2 L cos 2 L 2

2 senh Lcos L cosh Lsen L

dx

dw 3

L o o

β β β

β β

β β β

β β β β

O mesmo resultado seria obtido se a solução tivesse sido obtida considerando os

resultados dos casos 10.2.2 e 10.2.3, usando o princípio da sobreposição de efeitos.

O efeito de bordo manifesta-se até uma certa distância tornando-se irrelevante a

partir de determinado valor de x. As soluções têm todas as mesmas características, uma

constante a multiplicar por um factor que exibe um andamento exponencial tendente

para zero do tipo oscilatório. O deslocamento, a inclinação, o momento flector e o

esforço transverso diminuem com

x e

− β , uma vez que [ 3 ( 1 )]^ ea

2 1 /^4 β = − ν , x ea

é um parâmetro que caracteriza o comportamento da casca. Por exemplo, x ea= 4

ocorre quando βx = 5. 12 , para o qual é e 0. 005976

x

− β que é uma quantidade

insignificante. Pode portanto afirmar-se que para distâncias L (^) B > 4 ea, os efeitos de

bordo são irrelevantes. A quantidade L (^) B = 4 ae é conhecida por comprimento de

atenuação dos efeitos de bordo ou comprimento do amortecimento.

10.2.5 Casca Cilíndrica Longa Sujeita a um Anel de Carga

Considere-se a casca cilíndrica representada na figura 10.7 sujeita a uma carga

uniformemente distribuída de intensidade H como se representa.

Figura 10.7: Casca cilíndrica sujeita a um anel de carga.

TE

To

P

P

To

TE

P

a

x

z