Baixe Cartilha alergia alimentar Proteste e outras Notas de estudo em PDF para Biotecnologia, somente na Docsity!
Cartilha da
Alergia Alimentar
4 Alergia Alimentar
Sumário
Direito à informação ...................................................................................... 3
Conheça a legislação ...................................................................................... 5
Guia sobre a alergia alimentar .................................................................... 6
O que é alergia alimentar ..............................................................................
Importância da leitura do rótulo .............................................................. 8
Decifrando os rótulos ..................................................................................... 9
Contaminação cruzada ................................................................................ 13
O que fazer em caso de emergência .........................................................
Dicas finais ........................................................................................................
Referências bibliográficas ........................................................................... 17
PROTESTE, a serviço do consumidor .......................................................
Campanha PÕE NO RÓTULO .......................................................................
Expediente
Cartilha da Alergia Alimentar
Realização: ProtEstE e PÕE No rÓtULo Coordenação editorial: Maria Inês Dolci e Cecilia Cury Redação final: Carlos thompson Projeto Gráfico: Marcus Vinicius Pinheiro Diagramação: Makemake Ilustrações: Perkins Assessoria de Imprensa e Jornalista Responsável: Vera Lúcia ramos, Mtb: 769 e Assessoria de Imprensa Põe no Rótulo: Mariana Claudino Mtb: 25302 Conteúdos e apoio editorial: Camila souza, David Passada, Fernanda ribeiro, João Dias Antunes, Manuela Dias, sonia Amaro, tatiana Viola de Queiroz e Vera Lúcia ramos. PÕE NO RÓTULO: Ana Maria A. Melo, Cecília Cury, Clarissa tambelli de oliveira, Mariana Claudino e Priscila tavares. revisão técnica: AsBAI - Dra. Ariana Yang
PROTESTE
Sede: Avenida Lúcio Costa, 6.240 – térreo Barra da tijuca CEP 22630- rio de Janeiro – rJ
Escritório em São Paulo: rua Machado Bittencourt, 361 – 6º andar – Vila Clementino CEP 04044-905 – são Paulo – sP
PÕE NO RÓTULO
www.poenorotulo.com.br https://www.facebook.com/poenorotulo
PROTESTE Associação de Consumidores 5
Conheça a legislação
O que é o Código de Defesa do Consumidor (CDC)?
o CDC, uma das mais avançadas leis do mundo de proteção aos direitos do consu-
midor, foi promulgado em 1990. Antes dele, faltava clareza na definição de respon-
sabilidade nas relações de consumo. Isso facilitava abusos em contratos, entrega de
produtos, prestação de serviços, propaganda etc. A lei nº 8.078/90 ampliou, então, a
cidadania das pessoas também como consumidoras.
Direitos Básicos do Consumidor (CDC)
1. Proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no for-
necimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
2. Educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços;
3. Informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com espe-
cificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem
como seus eventuais riscos;
4. Proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos
ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no forneci-
mento de produtos e serviços;
5. Modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcio-
nais, ou sua revisão caso se tornem excessivamente caras;
6. Efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais;
7. Acesso aos órgãos judiciários e administrativos;
8. Facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova;
9. Adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.
PROTESTE Associação de Consumidores 7
O que é alergia alimentar
A alergia alimentar é uma resposta exagerada do sistema imunológico relacionada
ao consumo de determinado(s) alimento(s). As reações são muito variadas, com
sintomas que podem surgir na pele (urticária, inchaço, coceira, eczema), no sistema
gastrintestinal (diarreia, dor abdominal, refluxo, vômito) e respiratório (rinoconjunti-
vite, tosse, rouquidão, chiado no peito), podendo, em alguns casos, haver o compro-
metimento de vários órgãos (reação anafilática). Nos casos mais graves, os sintomas
aparecem pouco tempo após o contato com o alimento alérgeno; em outros, podem
levar até dias para surgir.
os principais recursos diagnósticos incluem a história clínica (inclusive da introdução
de alimentos), exame físico e dieta de eliminação (exclusão de determinados alimen-
tos). Podem ser realizados testes cutâneos e sorológicos, também. Fechado o diag-
nóstico, serão fornecidas orientações visando à substituição do alimento excluído,
sendo recomendada a busca de opções que evitem deficiências nutricionais e até qua-
dros importantes de desnutrição, principalmente nas crianças.
Uma vez diagnosticada a alergia, o trata-
mento, geralmente, limita-se à observân-
cia de dieta de exclusão dos alérgenos. os
medicamentos específicos costumam ser
prescritos para o tratamento dos sinto-
mas (crise), sendo de extrema importân-
cia fornecer orientações ao paciente e aos
familiares para que se evitem novos con-
tatos com o alimento que desencadeia os
transtornos alimentares.
Muitos alimentos são capazes de provocar
alergia, porém, cerca de 90% das alergias
alimentares são causadas pelos seguin-
tes alérgenos: ovo, leite, amendoim, soja,
trigo, oleaginosas, peixes e crustáceos.
Estima-se que a alergia alimentar afete
entre 6% e 8% das crianças com menos
de três anos de idade, e de 2 a 3% da po-
pulação adulta no Brasil.
8 Alergia Alimentar
Importância da leitura do rótulo
Por diversos fatores relacionados à reali-
dade em que vivemos hoje, precisamos,
muitas vezes, consumir alimentos proces-
sados industrialmente. Com isso, pessoas
com alergia dependem das informações
sobre alérgenos (substâncias capazes de
desencadear uma reação alérgica) que
deveriam estar claramente contidas nos
rótulos dos produtos. Muitas vezes, a in-
formação não vem de forma tão clara no
rótulo do alimento pelo uso de denomina-
ção pouco acessível. também não se aler-
ta para a possibilidade de contaminação
cruzada no processo de produção, com
consequente risco de presença de traços de alérgenos, resquícios de ingredientes aler-
gênicos que podem estar presentes em um dado produto, apesar deste não conter esta
substância em sua formulação (ver mais sobre o assunto no item 4).
Pesquisa desenvolvida na Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança,
do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de são Paulo (HC-
-FMUsP), em 2009, mostrou que 39,5% das reações alérgicas estavam relacionadas a
erros na leitura de rótulos dos produtos .outra pesquisa, realizada nos Estados Unidos
em 2005, revelou que 16% das reações alérgicas durante a dieta de exclusão ocorriam
em função do não entendimento de um termo listado entre os ingredientes, e 22% pela
presença de componentes alergênicos não listados nos rótulos.
As dificuldades de compreensão na leitura do rótulo resultam de alguns fatores: a lis-
ta de ingredientes é apresentada em letra muito pequena, são usadas nomenclaturas
diferentes das que estamos acostumados para indicar um item potencialmente alergê-
nico, além da falta de informações sobre o risco de traços de alérgenos que surgem da
contaminação cruzada, em alguma fase do processo de produção.
Em outras palavras, NEM sEMPrE é fácil identificar na lista de ingredientes dos pro-
dutos itens como ovo, leite, amendoim, soja, trigo, oleaginosas e crustáceos. Em se
tratando de alimentos industrializados e altamente processados, é importante que o
consumidor consiga identificar, por exemplo, que caseinato de sódio e fosfato de lac-
toalbumina são proteínas do leite de vaca, podendo afetar pessoas alérgicas lácteos.
10 Alergia Alimentar
Quem tem alergia ao ovo deve prestar atenção aos seguintes alimentos e ingredientes que podem indicar a sua presença:
6 albumina 6 grânulo 6 ovovitelina
6 clara (egg white) 6 lipoproteína de baixa densidade 6 plasma
6 conalbumina 6 lecitina 6 ovo de galinha
6 flavoproteína 6 livetina 6 ovo em pó
6 fosvitina 6 lipovitelina 6 maionese
6 gema (egg yolk) 6 lisozima (E1 105) 6 simplesse
6 ovoglobulina 6 ovomucina 6 gemada
6 sólidos de ovo 6 ovomucóide 6 merengue
6 ovotransferrina 6 vitelina
6 globulina 6 ovalbumina
Produtos que podem conter ovo em sua composição:
6 biscoitos e bolachas 6 achocolatado 6 pudim 6 chocolate
6 macarrão 6 bolos e tortas 6 pães
Quem tem alergia a amendoim deve prestar atenção aos seguintes alimentos que podem indicar a sua presença:
6 amendoim 6 proteína hidrolisada de amendoim
6 castanhas artificiais ou naturais (risco de traços)
6 gordura vegetal (menos comum no Brasil) 6 óleo de amendoim
6 torrone 6 farinha de amendoim 6 marzipan
6 manteiga de amendoim 6 chili
Produtos que podem conter amendoim em sua composição:
6 biscoitos e bolachas 6 doces, como balas e chocolate 6 bolos e tortas
6 sorvete 6 vitamina D
PROTESTE Associação de Consumidores 11
Quem tem alergia a oleaginosas
deve ter atenção aos seguintes
alimentos que podem indicar
a presença de oleaginosas:
6 amêndoa 6 pecã 6 óleos vegetais, como o de amêndoa
6 avelã 6 pistache 6 marzipan
6 castanha de caju 6 macadâmia 6 molho pesto
6 castanha do Brasil (ou do Pará) 6 noz 6 praliné
6 pinoli 6 gianduia
Produtos que podem conter oleaginosas em sua composição:
6 biscoitos e bolachas
6 doces, como balas e chocolate 6 bolos e tortas^6 sorvete
6 mortadela 6 café saborizado
6 algumas bebidas alcóolicas podem conter aroma de oleaginosas
6 alguns produtos de higiene pessoal
Quem tem alergia a crustáceos ou
frutos do mar deve prestar atenção aos
seguintes alimentos e ingredientes
que podem indicar a sua presença:
6 camarão 6 marisco 6 siri
6 caranguejo 6 ostra 6 tropomiosinas
6 lagosta 6 parvalbuminas 6 molhos de salada
6 lula 6 polvo 6 tempero de comida oriental
PROTESTE Associação de Consumidores 13
Quem tem alergia ao trigo deve ter
atenção aos seguintes alimentos
e ingredientes que podem indicar
a presença de trigo:
6 farinha de trigo 6 bolos 6 biscoitos/bolachas
6 farelo de trigo 6 mistura para pão 6 glúten
6 flocos de trigo 6 mistura para bolo 6 temperos prontos
6 pães 6 cuscuz 6 sopas prontas
Se você tem intolerância ao glúten,
atenção aos seguintes alimentos
e ingredientes:
6 aveia
6 farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico
6 centeio 6 farinha de trigo integral
6 pães, bolos, massas e biscoitos feitos com algum desses cereais 6 cerveja 6 flocos de aveia 6 vodca
6 cevada 6 flocos de trigo 6 uísque
6 farelo de aveia 6 gim
6 farelo de trigo 6 malte
Contaminação cruzada
A contaminação cruzada é uma transferência de traços ou partículas do alérgeno de
um alimento para outro, diretamente ou indiretamente, ao longo do processo de pro-
dução. Ela pode ocorrer na área de manipulação de alimentos, mas também durante
o plantio, colheita, armazenamento, beneficiamento, industrialização e no transporte
desse produto. Por exemplo, quando um alimento sem qualquer ingrediente alergêni-
co é processado no mesmo equipamento de outro que possa causar alergia. Ainda que
se higienize o equipamento, pode haver resquícios da produção anterior, contaminan-
do, involuntariamente, outro produto.
14 Alergia Alimentar
Isso é muito importante, pois quantidades muito pequenas dos alérgenos podem ser
suficientes para desencadear uma grave reação alérgica, em alérgicos muito sensíveis.
Assim, para fazer escolhas seguras, o consumidor deverá ler atentamente os rótulos
para checar se há algum ingrediente alergênico. E, em seguida, entrar em contato com
um dos canais de atendimento ao consumidor para saber mais sobre a presença de
traços de alérgenos, questionando sobre o processo de produção do produto, se há
controle de alérgenos junto aos fornecedores de matéria-prima, se existe risco de con-
taminação na linha de produção, a fim de mapear, com segurança, se o produto pode
ser consumido por quem tem alergia a um dado ingrediente.
O que fazer em
caso de emergência
A exclusão de um determinado alimento não é tarefa fácil e a exposição acidental ocorre
com certa frequência. As reações mais leves podem desaparecer espontaneamente ou
responder aos anti-histamínicos (antialérgicos). Pacientes com história de reações gra-
ves, contudo, devem ser orientados a portar medicamentos específicos (dispositivo auto
injetor de adrenalina), mas se torna obrigatória uma avaliação em serviço de emergên-
cia para tratamento adequado e observação, pois, em alguns casos, pode ocorrer uma
segunda reação, tardia, horas após a exposição. Alguns indivíduos com alergia alimentar
grave podem ser orientados a portar braceletes ou cartões que os identifiquem, para que
cuidados médicos sejam imediatamente tomados em caso de acidente.
Dicas finais
1. Crianças e adultos com alergia podem ter uma vida absolutamente normal, bastan-
do seguir a dieta recomendada pelo médico/nutricionista e entender o problema em
questão para fazer as substituições alimentares adequadas.
2. Dê sempre preferência a alimentos frescos, preparados por você ou pessoas de sua
confiança. o rótulo dos alimentos industrializados pode não ser tão claro, com letras
miúdas, em contraste pouco legível, com lista de ingredientes de nomenclatura com-
plexa, além do risco da presença de traços de alérgenos não informados.
16 Alergia Alimentar
7. Frios (presunto, mortadela etc.) fatiados em padarias e mercados são geralmente
cortados na mesma máquina que os queijos, podendo ocorrer contaminação cruzada.
Prefira produtos embalados diretamente pelo fabricante.
8. No açougue, verifique se há risco de contaminação cruzada (carnes temperadas jun-
to de carnes in natura, por exemplo)
9. Para alérgicos à proteína do leite, é importante garantir o aporte de cálcio; inclua na
dieta: espinafre, brócolis, melado, feijão branco, tofu e couve cozida. se a ingestão de
cálcio por meio da alimentação estiver abaixo das necessidades fisiológicas pode ser
necessária a complementação de cálcio, importante para os ossos e os dentes. Crian-
ças precisam ingerir de 800-1000 mg de cálcio todos os dias. Consulte o seu médico ou
nutricionista para fazer a complementação adequada.
10. Para as crianças, o cuidado deve ser redobrado. É importante que a escola, os fa-
miliares, e os amigos, ou seja, todos que convivem com a criança saibam das restrições
alimentares.
11. Leia blogs, participe nas redes sociais de grupos de apoio, troque informações com
pessoas que enfrentam as mesmas dificuldades. A união faz a força!
12. se você amamenta um bebê que tem alergia alimentar, um profissional de saúde
poderá orientá-la a realizar dieta a fim de excluir os alérgenos, que podem passar pelo
leite materno. A amamentação é uma importante fonte de alimento, amor e carinho
para o bebê alérgico.
13. A informação é a principal ferramenta na prevenção de reações alérgicas e na ma-
nutenção da saúde.
PROTESTE Associação de Consumidores 17
Referências bibliográficas:
www.poenorotulo.com.br, acesso em 02/05/14.
http://community.kidswithfoodallergies.org/, acesso em 05/06/14.
www.foodallergy.org, acesso em 05/06/14.
http://www.girassolinstituto.org.br/restrito/receitas-culinarias.pdf, acesso em
http://www.sbai.org.br/secao.asp?s=81&id=306, acesso em 05/05/
http://foodsafetybrazil.com/iniciando-o-estabelecimento-de-um-programa-de-
-controle-de-alergenicos/#ixzz30qWrD6rp, acesso em 02/05/
http://www.scielo.br/pdf/rpp/v27n3/10.pdf, acesso em 05/05/
http://www.sbnpe.com.br/_n1/docs/revistas/volume27-3.pdf#page=57, acesso em
Simons E, Weiss CC, Furlong TJ, Sicherer SH. Impact of ingredient labe-
ling practices on food allergic consumers. Ann Allergy Asthma Immunol
2005;95:426-8. Disponivel em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/
s1081120610611660, acesso em 07/05/14.
http://www.dgidc.min-edu.pt/educacaosaude/data/.../a4_alerg_17outbr_cv.pdf,
acesso em 07/05/
http://foodsafetybrazil.com/?wpdmact=process&did=NDcuaG90bGluaw, acesso
em 26/05/
http://www.alergiaaoleitedevaca.com.br/_download/De_olho_no_rotulo.pdf, acesso
em 26/05/
http://www.riosemgluten.com/contaminacao_cruzada_por_gluten.htm, acesso em
http://www.riosemgluten.com/Consenso_Brasileiro_sobre_Alergia_Alimentar.pdf,
acesso em 01/07/14.
http://asbai.org.br/revistas/vol356/Guia-35-6.pdf, acesso em 30/06/14.
PROTESTE Associação de Consumidores 19
Campanha PÕE NO RÓTULO
A campanha Põe no rótulo foi criada em fevereiro de 2014 por famílias brasileiras de
alérgicos alimentares que não encontram opções seguras para seu consumo pela fal-
ta de informações nos rótulos. Juntas, pela internet, elas se mobilizaram para cons-
cientizar a população sobre a necessidade do direito à informação.
o problema da alergia alimentar é grave e merece atenção: atinge cerca de 5 mi-
lhões de crianças e aproximadamente 4 milhões de adultos somente no Brasil; a ten-
dência mundial aponta para o crescimento no número de casos.
Estas famílias querem segurança, de modo geral: comer com segurança, tomar
medicamentos com segurança, usar material escolar com segurança. A campanha
chama a atenção para a necessidade da rotulagem correta e com destaque dos ali-
mentos alergênicos, como leite, soja, ovo, crustáceos, amendoim, oleaginosas, peixes
e glúten.
A lista de ingredientes nem sempre traz nomes de fácil compreensão e em muitos
rótulos há falta de clareza em relação à presença dos principais alérgenos alimen-
tares. E omissão da presença de traços (contaminação com alergênicos ao longo da
produção), que podem causar desde reações leves, como intestino preso, vômitos e
baixo peso, a reações graves, como choque anafilático e fechamento de glote.
A campanha foi pauta de centenas de reportagens em tVs, rádios e jornais de todo o
país e ganhou apoio de famosos e pessoas públicas como Mateus solano, Zico, Paula
toller, Ziraldo, tiago Leifert, reynaldo Gianechhini, entre outros.
Para entrar em contato com a organização da campanha, o e-mail é poenorotulo@
gmail.com
APOIO: