Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Cerade Abelhas, Notas de estudo de Agronomia

CeradeAbelhas.pdf

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 12/03/2010

Roseli
Roseli 🇧🇷

4.6

(91)

219 documentos

1 / 22

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E CULTURA
DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA ANIMAL
C
CE
ER
RA
A
D
DE
E
A
AB
BE
EL
LH
HA
AS
S
Organizadores:
Prof. Alfredo Alcides Goicochea Huertas
(Departamento de Biologia Animal – UFV)
Luís Gustavo Garay
(Graduando Agronomia – UFV)
Veríssimo Gibran Mendes de Sá
(Doutorando – Entomologia – UFV)
Viçosa - MG
2009
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Cerade Abelhas e outras Notas de estudo em PDF para Agronomia, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E CULTURA

DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA ANIMAL

C

C

E

E

R

R

A

A

D

D

E

E

A

A

B

B

E

E

L

L

H

H

A

A

S

S

Organizadores:

Prof. Alfredo Alcides Goicochea Huertas

(Departamento de Biologia Animal – UFV)

Luís Gustavo Garay

(Graduando Agronomia – UFV)

Veríssimo Gibran Mendes de Sá

(Doutorando – Entomologia – UFV)

Viçosa - MG

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

1

Índice

História e Origem ...................................................................................

Função da Cera na Colméia.....................................................................

Características físico-químicas da cera...................................................

Cera: Importância para apicultura ..........................................................

Cera Alveolada .......................................................................................

Produção e Comercialização ..................................................................

Produção Comercial ...............................................................................

Métodos e técnicas para purificar cera ...................................................

Processo do Saco .........................................................................

Derretedor ou Purificador Solar ..................................................

Derreterdor ou Purificador à Vapor ............................................

Cera bruta ...............................................................................................

Confecção de lâminas lisas ....................................................................

Confecção de cera alveolada ..................................................................

Utilização da cera alveolada ..................................................................

Inimigos da cera .....................................................................................

Conclusão ...............................................................................................

Sugestões de leitura ................................................................................

Anexos ....................................................................................................

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

3

Função da Cera na colméia

A matéria–prima da cera é o próprio mel que as abelhas transformam em

gordura. É necessário ingerir aproximadamente 6 a 7 quilos de mel para produzir 1

quilo de cera e a média de produção de cera é de 2% da produção de mel. Por isso, que a

presença da cera alveolada é de grande importância para reduzir o consumo de mel e o

tempo gasto pelas abelhas na construção dos favos. A forma hexagonal dos favos é

importante para a sustentação dos mesmos na colméia devido a sua estruturação e

também para o armazenamento de suas crias e de seus alimentos: mel, pólen, água, além

da geléia real. Centenas de abelhas operárias participam na edificação de um só alvéolo,

e cada operária se mantém em atividade por aproximadamente um minuto. Para a abelha

a cera representa seu primeiro e principal material de construção, na arquitetura de suas

colméias. Com as minúsculas placas de cera ela inicia a construção dos seus depósitos

de mel, pólen e berços para a prole, os alvéolos de base hexagonal. Sempre emprega a

cera nos trabalhos mais delicados, e nunca o desperdiça em obras secundárias. A cera é,

portanto, um elemento vital para o enxame, sem o qual não existiria a colméia.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

4

Características físico-químicas da cera

A cera apresenta densidade de aproximadamente 0,960 a 0,987 g/cm³ e seu

ponto de fusão varia entre 60 a 65°C. É insolúvel em água e solúvel em óleos voláteis,

éter, clorofórmio e benzeno. Sua coloração pode variar de acordo com a contaminação

por pólen e também por partículas de própolis. Os favos se tornam escuros por causa da

saliva das abelhas, da própolis e de fragmentos deixados pelas crias por ocasião das

mudas da pele, dejeções das crias e emanações do corpo das abelhas adultas.

A cera de A. mellifera é constituída por mais de 300 componentes que podem ser

resumidos de seguinte forma: encontra-se 70 a 72% de ésteres, 14 a 15% de ácidos

céricos livres, 12% de hidrocarbonetos (principalmente saturados) e 1% de alcoóis.

Apesar de sua composição ser bastante complexa, a cera é de fácil identificação, pois

suas características físicas são estáveis. Apresenta consistência plástica acima de 30°C,

podendo ser moldada, porém é dura e quebradiça quando fria. Dentre as várias

características a cera das abelhas possui propriedades impermeabilizantes, emolientes,

amaciantes, moldantes, cicatrizantes, purificantes, antiinflamatórias. O Regulamento

Técnico, do Ministério da Agricultura, que fixa a identidade e qualidade de cera de

abelhas define a mesma como um produto de consistência plástica, de cor amarelada,

muito fusível, secretada pelas abelhas para formação dos favos nas colméias.

Cera: Importância para apicultura

Para o apicultor a cera é um produto indispensável para o manejo racional de

suas colméias, podendo ser obtida de raspas de quadros, favos velhos e quebrados,

dentre outros. Esta cera deve ser purificada para ser reutilizada pelo apicultor.

A cera que o apicultor beneficiará é proveniente dos materiais dos favos em

geral, num processo conhecido como extração de cera. A transformação de cera bruta

em cera alveolada é um processo delicado que exige bastantes cuidados para não

danificar a cera, tais como: extrair a cera dos favos velhos (mais escuros), que contêm

maior quantidade de impurezas, separadamente da cera dos opérculos e dos favos claros

(mais novos) que ainda não foram utilizados para postura e desenvolvimento de crias.

Também é preciso retirar os favos que foram atacados por traças, evitando, assim, uma

possível contaminação.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

6

Outros usos estão na fabricação de cremes para calçados; em materiais para

impermeabilização; indústria de armamento; lustres para pisos; móveis, couros e lentes

telescópicas; na fabricação de graxas, ungüentos; na composição de fitas adesivas,

gomas de mascar, tintas; em enxertos e vernizes.

A produção mundial de cera de abelhas é em torno de 11.500 a 19.000 toneladas

e o Brasil é o 13º produtor mundial. Os principais importadores são os Estados Unidos

(consome cerca de 30% da cera existente no mercado internacional) seguidos da

Alemanha, Reino Unido, Japão e França. Os maiores exportadores são o Chile,

Tanzânia, Brasil, Holanda e Austrália. Vários autores concordam que as melhores ceras

do mundo são produzidas no Brasil e no Chile.

Produção comercial

Até 1977, os principais estados brasileiros produtores de cera de abelhas eram

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, alternando-se no 1º lugar. A partir daí, as

maiores produções passaram a ser dos estados do Piauí e Bahia.

A produção de cera no Brasil foi crescente até 1966, quando chegou a 1.

toneladas sendo que a produção de mel apresentou situação semelhante. Desde então, a

produção de cera foi se reduzindo até 1981 quando atingiu a quantia e 505 toneladas. A

partir dessa data a produção vem aumentando consideravelmente, atingindo 1.

toneladas.

Matéria-prima para a produção apícola, a cera foi muito utilizada e valorizada no

passado, porém passou por um período de depreciação, sendo substituída por ceras

sintéticas, que possuem um custo menor. Contudo, devido a suas características

peculiares de aroma e plasticidade, seus efeitos medicinais e a tendência mundial em se

consumir produtos naturais, a demanda por cera de abelhas retomou seu crescimento.

Atualmente existe uma escassez total ou sazonal desse produto nos países

industrializados. Em 2003 e 2004, o Piauí foi o maior exportador de cera de abelha

bruta no Brasil, comercializando, nesse período, 10.200 e 5.000 quilos, respectivamente.

Embora o montante exportado tenha sido reduzido em quase metade, devido à alta do

preço, a arrecadação foi maior em 2004 (US$ 35.274,00) do que em 2003 (US$

31.584,00). A Holanda é o maior importador da cera de abelha piauiense, seguido dos

Estados Unidos e da Alemanha.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

7

Métodos e técnicas para purificar a cera

Há diversas técnicas para o processo de purificação de cera que baseia-se

essencialmente, no seu derretimento e filtração. Os principais métodos de purificação da

cera são:

Processo do Saco

É um processo antigo utilizado para o beneficiamento da cera. É o método mais

simples e, por isso, mais utilizado pelos iniciantes na apicultura. Porém, seu rendimento

é baixo e a qualidade da cera extraída costuma ser inferior, pois não há controle da

temperatura nesse processo.

Os materiais utilizados são: recipiente com água, saco de tecido poroso e uma

fonte de calor. Assim, os favos são colocados dentro do saco e junto é colocado um peso

para o saco afundar, e esses são colocados dentro do recipiente contendo água, porém o

saco de tecido com a cera e os pesos não devem tocar o fundo do recipiente, que é

colocado sob a fonte de calor. A cera derreterá e atravessará o tecido, se juntando com a

água. Então, o saco de tecido, com todas as impurezas são retirados do recipiente. A

água com a cera que restaram no recipiente são retiradas da fonte de calor e então

deixadas em repouso até a cera se solidificar, quando então pode ser retirada.

Posteriormente, é necessário raspar as impurezas superficiais contidas na cera. E aquela

que apresentar cor escura deve ser purificada novamente, em água limpa, para remover

ainda mais os resíduos solúveis. O processo é repetido quantas vezes forem necessárias.

É preciso cuidado ao se realizar esse processo pois o material é inflamável.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

9

É aconselhável que haja uma peneira com malha de 2 a 3 mm dentro do

dispositivo que receberá a cera, evitando dessa forma que o bagaço se misture com ela.

Dentre as vantagens do método é possível enumerar a possibilidade de

derretimento de todo tipo de cera, além das impurezas ficarem aderidas à tela do

tambor, o que melhora a qualidade da cera. Entretanto, é preciso estar atento ao nível da

água todo o tempo e a limpeza da tela deve ser feita enquanto a mesma permanece

aquecida, o que ajuda a retirada da sujeira, uma vez que a cera residual e a sujeira se

solidificam rapidamente.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

10

Cera Bruta

Cera bruta é a cera purificada obtida através dos diferentes métodos de

purificação anteriormente mencionados. Depois do processo de extração ela é derretida

novamente e colocada em fôrmas ou recipientes a fim de se obter blocos homogêneos

em tamanho e peso, que serão armazenados, preferencialmente em local coberto, fresco,

com luminosidade, em sacos plásticos de primeiro uso, com boa ventilação e fazendo

observações periódicas. Todos esses cuidados são necessários para evitar possíveis

ataques de traças da cera.

Confecção de lâminas lisas (processo semi-industrial)

Os blocos de cera bruta, depois de purificados, são utilizados na fabricação de

lâminas de cera lisa e posteriormente, alveolada. Para isso, esses blocos são derretidos

em banho-maria a uma temperatura máxima de 75ºC para a produção das lâminas lisas.

Para se produzir essas lâminas são utilizados moldes de madeira (material que não adere

cera), com as mesmas medidas da parte interna de um quadro ou caixilho de ninho. Se

os moldes tiverem tamanho maior, juntamente com o cilindro alveolador, é preciso

cortar as lâminas no tamanho padrão.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

12

do seu derretimento, preparar o cilindro alveolador com água e detergente neutro e

esperar 24 horas para alveolar as lâminas lisas.

A cera alveolada apresenta diversas vantagens para o apicultor e para a colméia,

dentre elas: guia e alinhamento para a construção de favos; garante a construção de

favos perfeitos; economia de tempo com menor desgaste das abelhas; economia de mel

na nutrição; limita o nascimento de zangões, que necessitam de alvéolos maiores; favos

mais resistentes; precocidade para a produção de mel, resultando em melhor

aproveitamento das floradas.

Utilização da cera alveolada

A cera alveolada é utilizada nos quadros que irão para as caixas de colméias. A

fixação da cera ocorre da seguinte maneira: na parte superior do quadro, há um friso

onde a cera é fixada jogando-se a própria cera derretida. Depois, é utilizado um

incrustador elétrico, de aproximadamente 12 volts, fazendo uma circulação de carga

elétrica, onde os arames se aquecem e a cera sofre um derretimento superficial no local

em contato, fixando-se neles após o resfriamento.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

13

Inimigos da cera

Os principais inimigos da cera são as traças. Existem dois tipos de traças que

atacam a cera, a menor Achroia grisella e a maior Galleria mellonella (Lepidoptera:

Pyrallidae). No Brasil, ambas as espécies são relacionadas à A. mellifera desde 1938. A

traça da cera encontra-se disseminada em condições naturais, podendo-se afirmar que

não existem colméias ou enxames encontrados em condições de campo livres da

presença dessa praga, ocorrendo invasão das colônias por mariposas que ovipositam em

frestas das colméias.

As perdas de cera podem atingir até 645g por melgueira quando não se utiliza

nenhuma técnica de armazenamento e manejo dos favos. Os prejuízos são enormes para

a colméia e para o apicultor.

Para o armazenamento dos favos de cera durante a entressafra é necessária a

utilização de técnicas de conservação dos favos para evitar o aparecimento da traça. Os

prejuízos causados pela traça da cera têm incentivado pesquisadores a buscarem

métodos alternativos de controle. Inicialmente, métodos químicos foram desenvolvidos

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

15

Conclusão

A cera purificada tem menor probabilidade de ser atacada pela traça, ainda mais

se acondicionada imediatamente em sacos plásticos de preferência de primeiro uso, e

guardado em lugar iluminado e arejado.

A cera é um produto da colméia que tem seu valor tanto para as abelhas como

para o homem e cabe a nós apicultores saber produzi-la com qualidade e economia.

Atualmente a produção de cera pode ser uma atividade a ser desenvolvida na

entressafra do mel, pois ao utilizar a nutrição artificial das abelhas, é possível obter boa

quantidade de cera branca, de qualidade e com altos valores no mercado, gerando mais

renda no apiário.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

16

Sugestões de leitura

Sites da internet:

Ambiente Brasil - http://www.ambientebrasil.com.br

Apiário-UFV - http://www.ufv.br/dbg/bee/bem-vindo.htm

Apiguarda - http://www.apiguarda.com

Breyer & Cia - http://www.breyer.ind.br

Macmel - http://www.macmel.net

Zovaro - http://www.zovaro.com.br

Livros e outras produções técnicas:

COSTA, P.S.C.; OLIVEIRA, J.S. Manual Prático de criação de abelhas. 1ª ed. Aprenda

Fácil, 2005. 424 p. : il.

MARTINHO, M.R. A criação de abelhas. 2ª ed. Globo, 1989. 180 p. : il.

SCHENK, E. O apicultor brasileiro. Guia completo de Apicultura no Brasil. 7ª ed.

Continente, 1938. 324 p. : il.

GUERRA, M. DE S. Bionomia das traças de cera (Galleria mellonella L. e Achroia

grisella F. Lepidoptera, Galleridae). Piracicaba, São Paulo: Dissertação de

Mestrado ESALQ-USP, 1973 133 p.

MAGALHÃES, E. O. Manual de Apicultura. Modulo I. CD p/ ADRs/Ba. 2004

ZOVARO, R. Cera: Seu Beneficiamento e Utilização. Anais do XIII Congresso

Brasileiro de Apicultura, 14 a 17/11/2000. Florianópolis, SC.

DIAS, L. F. Controle biológico da traça da cera. Informativo Zum Zum, Florianópolis:

v.35, n.301, 7 p., 2001.

BRIGHENTI, D.M.; CARVALHO, C.F.; BRIGHENTI, C.R.G. e CARVALHO, S.M.

Perda de cera em favos de Apis mellifera Linnaeus, 1758 (Hymenoptera: Apidae) por

Galleria mellonella (Linnaeus, 1758) e Achroia grisella (Fabricius, 1794) In: XII

Congresso Brasileiro de Entomologia, 2004. Gramado. Anais... Gramado, 2004. 695 p.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

18

ao calor da mão, fratura granulosa, odor lembrando o do mel, sabor levemente

balsâmico e ainda com traços de mel;

2.2.2. Cera de abelhas branca ou pré-beneficiada - Quando tiver sido descolorida pela

ação da luz, do ar ou por processos químicos, isenta de restos de mel, apresentando-se

de cor branca ou creme, frágil, pouco untuosa e de odor acentuado.

2.3. Designação (Denominação de Venda): Cera de Abelhas.

3. Referências:

  • ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT. Plano de

Amostragem e Procedimentos na Inspeção por atributos- 03.011 - NBR 5426 -

JAN/1985.

  • AOAC. Official Methods of Analysis of the Association of Analitical Chemists.

Arlington, , 1992.

  • AOAC. Official Methods of Analysis of the Association of Analitical Chemists, 16

th

Edition, cap. 4.1.03, 1995.

  • BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/
  • Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de

Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores / Industrializadores de Alimentos,

  • BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Resolução GMC 36/93 -

Mercosul, Portaria nº. 371, de 04/09/97 – Regulamento técnico para Rotulagem de

Alimentos.

  • BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria 001, de 07 de

outubro de 1981. Métodos Analíticos Oficiais para Controle de Produtos de Origem

Animal e seus Ingredientes: Métodos Físico-Químicos, Cap. 2, p. 3, met. 3, 1981.

  • BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria SIPA nº 06/84 -

Normas Higiênico-Sanitárias e Tecnológicas para Mel, Cera de Abelhas e Derivados,

  • BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Programa Nacional de

Controle de Resíduos Biológicos. Instrução Normativa n. 3 de 22 de Janeiro de 1999.

  • BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria 248, de 30 de

dezembro de 1998, publicada no DOU de 05 de janeiro de 1999. Estabelece o Método

Oficial para Detecção de Paenibacillus larvae em Mel e Produtos Apícolas.

C u r s o : C e r a d e A b e l h a s U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e V i ç o s a

  • 1 3 d e j u l h o d e 2 0 0 9

19

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 540, de 27 de outubro de 1997 – Publicada

no DOU de 28 de outubro de 1997. Regulamento Técnico: Aditivos Alimentares –

definições, classificação e emprego.

  • BRASIL. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de

Origem Animal. Decreto n

30.691, de 29 de março de 1952.

  • FAO/OMS. Organización de las Naciones unidas para la Agricultura y la

Alimentacíon. Codex Alimentarius, CAC/vol. A, 1985.

  • ICMSF - Microorganismus in foods. 2. Sampling for microbiological analysis:

Principles and specific applications. University of Toronto. Press, 1974.

  • ICMSF. Compendium of Methods for Microbiological Examination of Foods, 1992.

4. Composição e Requisitos:

4.1. Características Sensoriais:

4.1.1. Aspecto: sólido amorfo;

4.1.2. Aroma: característico (lembra o mel);

4.1.3. Cor: branca a amarelada;

4.1.4. Consistência: macia e friável.

4.2. Requisitos físico-químicos:

4.2.1. Ponto de fusão: 61ºC a 65° C;

4.2.2. Solubilidade: insolúvel em água, solúvel em óleos voláteis, éter, clorofórmio e

benzeno.

4.2.3. Índice de acidez: 17 a 24 mg KOH/g;

4.2.4. Índice de ésteres: 72 a 79;

4.2.5. Índice de relação ésteres e acidez: 3,3 a 4,2;

4.2.6. Ponto de saponificação turva: máximo de 65ºC;

4.3. Acondicionamento: O produto deverá ser embalado com materiais adequados para

as condições de armazenamento e que lhe confiram uma proteção apropriada contra a

contaminação.