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Material obtido no site da APACAME, Tendo como autor João Sobenko, Apicultor, membro do Departamento Técnico da APACAME
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!


























A impressão que se tem é de que as nossas abelhas aborígenes, tanto as Trigonas quanto as Meliponas, têm pouco apreço, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste. Isso talvez por motivo da produção de mel ser pouca, mas também por não existirem caixas práticas para o seu manejo. Essas abelhas pequenas têm também seu valor, já que para algumas plantas elas são as únicas polinizadoras, e como são inofensivas, em suas caixinhas bem pintadas, servem até para enfeitar varandas ou sacadas. Fiz vários tipos de caixas, mas a que as abelhas aceitaram melhor foi esta, cujo desenho está publicado no final da matéria. Este tipo de caixa segue o próprio instinto das jataís, de construir seus potinhos de mel e pólen acima do ninho. Basta observar a sua posição quando se tiram ninhos de árvores, barrancos, muros ou caixas de luz. A posição das melgueiras segue o sistema das Apis, onde podemos aumentar ou diminuir o número delas, conforme a força da família, sem interferir no ninho. As medidas constantes do desenho são internas, porque as caixas devem ser feitas com paredes grossas, cuja espessura deve ser de 2,5 a 3 centímetros, já que essas abelhas sofrem muito com as variações do tempo. Convém pintar cada caixa com cores diferentes, pois as jataís se guiam muito pelas cores. Na parte frontal é aconselhável fazer um desenho abrangendo toda à frente, para facilitar a manutenção das melgueiras sempre na mesma posição. Com os desenhos aqui publicados, torna-se fácil à construção desse tipo de caixas. Se alguém tiver meios e quiser fabricá-las seria muito útil. Aconselha-se fazer a base com madeira pesada para dar boa estabilidade da caixa, como também a tampa com madeira grossa para manter o calor interno.
Para extrair o mel começa-se pela melgueira superior. Com um palito de dente abre-se um pequeno furo no potinho; se aparecer mel abre-se mais o buraco, mas se aparecer pólen fecha-se o furinho. Abertos todos os potinhos de mel, pega-se a melgueira e vira-se rapidamente sobre um recipiente coberto com uma tela fina para evitar a entrada de abelhas. Enquanto o mel estiver escorrendo, prepara - se a segunda melgueira, e assim por diante. Aconselha-se não tirar o mel da primeira melgueira, a que fica logo acima do ninho, por dois motivos: o primeiro para não irritar as abelhas expondo o ninho, uma vez que esta melgueira o mantém isolado;o segundo é para deixar para as abelhas um pouco de mel e pólen, pois junto ao ninho não existem esses alimentos, porque as crias não são alimentadas pelas abelhas, como as Apis. O movimento para virar e desvirar as melgueiras deve ser rápido, evitando ao máximo o escorrimento do mel e assim impedir a atração dos Forídeos. Para destacar uma melgueira da outra, pode-se usar o próprio formão do apicultor ou uma faca forte de cozinha. Quanto mais bem assentadas forem as melgueiras, isto é, quanto menos frestas houver entre elas menos grudadas estarão. O mel também pode ser extraído usando-se uma seringa, mas é muito mais demorado, mesmo usando- se uma seringa grande. * A APACAME denominou esta caixa "Colméia Sobenko para Jataí".
1 – Base 2 – Plataforma 3 – Ninho 4 – Melgueiras 5 - Tampa
Segue Abaixo Desenho da Colméia Desenhos de Anton Kaupa
A tampa do ninho é apoiada sobre duas pequenas barras de madeira e a tampa da melgueira é apoiada diretamente sobre a melgueira. As barras de apoio para a tampa menor fica pregada na parte interna das laterais da caixa, a 0,5 cm da borda superior e a 0,5 cm da frente. Quando se constrói uma colméia, deve-se lembrar que não se deve usar cola, somente pregos. Normalmente as abelhas de qualquer família são sensíveis as substancias químicas. Podem ser pintadas, não só para melhor conservação, como também para melhor estética. Se forem colocadas com relativa proximidade, devem ser pintadas de cores diferentes para facilitar a orientação das campeiras. A pintura deve ser feita só por fora, nunca por dentro da caixa. Após a construção e povoamento da caixa, deve-se coloca-la sobre cavalete para proteger o enxame das formigas e outros predadores rastejantes.
Fig. 4 - Medidas da Parte Externa Fig. 5 - Medidas da melgueira (todas as medidas são em cm) (todas as medidas são em cm)
Manejo do Ninho:
Para colocar o ninho de Jataí dentro dessa da caixa, primeiro deve-se usar parte do cerume que envolve o ninho para formar uma base para o apoio do mesmo. Esse mesmo cerume para fazer um anel e colocar envolta da entrada, o que facilitará a atração das operárias e a construção de um novo canudo de entrada. Caso não exista o cerume, fazer cilindros de cera de Apis ( Apis mellifera ) ou abelha comum ,como algumas pessoas dizem, com cerca de 0,5 cm de altura e 0,5 cm de diâmetro, ou então bolinhas de aproximadamente 0,5 cm de diâmetro. Colocar 3 a 4 desses cilindros/bolinhas no fundo, no local reservado para o ninho, e apoiar o ninho sobre eles. Se for feito em épocas de temperatura quente, não será necessário cobrir com lâminas de cera.
Da Melgueira:
Para extrair o mel, basta retirar a melgueira e fechar a caixa. Levar a melgueira para um lugar apropriado, limpo e com telas nas janelas. A tela da janela deverá ter malha grande o suficiente para dar passagem das jataís que saem e que essa malha seja pequena o suficiente para impedir a entrada de Apis. Deixar a melgueira em frente a um ventilador ligado para espantar as operárias e deixar os potes livres. Outro método que pode ser usado é utilizando um vidro transparente com uma tampa com dois furos tendo dois pedaços de mangueira de 3/8 ou ½ encaixados nos furos, conforme figura 6. Por um dos tubos o meliponicultor suga com aboca o ar e pelo outro as operárias são sugadas para dentro do vidro. Para facilitar, pode-se usar um mini aspirador preso em um dos tubos ao invés de usar a boca. Esse material pode ser confeccionado pelo próprio meliponicultor. Depois que as abelhinhas forem embora, fura-se os potes (pode ser com a ponta de um garfo, com palito de dente ou um pedaço de fio de arame de aço inox grosso de comprimento de 25 cm, afiado em uma das pontas) e vira-se a melgueira de cabeça para baixo sobre uma tela bem fina, que servirá de peneira, sobre um vasilhame limpo. Deixa-se escorrer de 40 minutos até 1 hora. Após escorrer o mel limpar as melgueiras com água limpa e com ajuda de algodão, para restos de mel que se encontrem nas paredes da melgueira. Levar a melgueira de volta para a caixa, de modo que as abelhas possam reaproveitar o material. Deve-se tomar cuidado para não deixar a caixa suja de mel, evitando que inimigos das abelhas sejam atraídos, principalmente os forídeos.
Fig. 6 - Sugador Observação Final
Até hoje observamos curiosamente que a Jatai não depositam favos de cria na melgueira, somente na área reservada para o ninho. Poderão depositar potes de pólen em pequenas proporções, espalhadas na melgueira, na época de produção, quando estão preparando uma enxameação. Nesse caso o melhor é fazer a divisão de enxame. Caso alguém, em outra região, venha a utilizar esse tipo de caixa e observar comportamentos diferentes da abelha Jataí, por favor entre em contato conosco, em algum dos endereços abaixo. Caso tenha ficado alguma dúvida, também entre em contato conosco.
Gaspar Guilliani Rua Paulo Sechi, 425 - Vista Alegre - Concórdia - SC - CEP 89.700-000Tel: (049) 442- Guilherme J. de Paiva Caixa Postal 253 - Concórdia- SC - CEP 89.700-000Tel: (049) 444- mailto:%[email protected]
1- Fundador da ARAPI - Associação Regional dos Apicultores em Concórdia, SC Sócio-Proprietário de ApiáriosGuilliani, Palestrante convidado no II CONCA. 2- Zootecnista com especialização em impacto ambiental, Apicultor, Conselheiro financeiro da ARAPI.
MELIPONICULTURA ( Criação de Abelhas Indígenas sem Ferrão) Espaço destinado a orientá-los, passo a passo, na criação de nossas abelhas nativas, com o intuito de preservá-las e ao mesmo tempo usufruir de suas benesses
Meliponário instalado no Parque da Água Branca
Para criar abelhas nativas devemos reservar um local adequado que tenha todos os requisitos necessários para obtermos sucesso. Esta área chamaremos de meliponário. Para mantê-las primeiramente precisamos analisar a existência de floradas (pasto apícola), ou seja, as espécies de flores da região; devemos anotar as épocas em que as floradas acorrem a presença de água potável, evitar correntes de ventos que possam prejudicar o vôo das abelhas. Locais sombreados devem ser preferidos, melhor será se colocarmos as colméias sob arbustos, o que também facilita o trabalho do meliponicultor. Árvores com frutos grandes devem ser evitadas, como por exemplo: manga, abacate, laranja, jaca, cuja queda poderá acarretar danos nas colméias. Na montagem do meliponário devemos obedecer uma distância mínima entre as colméias, ou seja de 1 metro para as abelhas pequenas e 2 metros para as abelhas médias e grandes. Manter o meliponário a uma distância mínima de, pelo menos, 600 metros de apiários de Apis mellifera.
Montagem do meliponário: caixas, cavaletes e coberturas
COLMEIAS (CAIXAS) Trataremos dos materiais a serem usados na montagem propriamente dita do meliponário, ou seja: caixas, cavaletes e coberturas. Inicialmente, falaremos de diversos modelos de caixas que naturalmente abrigarão as famílias, a escolha de determinado tipo ficará a critério do meliponicultor, mesmo porque existe no mercado um número expressivo delas. A título de informação citaremos algumas já usadas pelos nossos colegas, criadas no dia a dia do manejo e, fruto de muita observação e, modelos criados pelos nossos pesquisadores e estudiosos no assunto. Se você quiser construí-las, daremos os gabaritos de alguns modelos mais usados. Uma vez construídas as caixas e montado o meliponário convém numerar as caixas o que facilitará as anotações que você irá elaborar para acompanhamento do manejo e desenvolvimento das abelhas. Devemos levar em consideração, para uso das caixas, as espécies de abelhas que se vai criar, o tamanho do ninho, forma de manejo etc. Devemos escolher um modelo que facilitará a colheita de Mel, sem molestar o ninho e, o mais importante, o tamanho adequado como potencial de néctar e pólen oferecidos na região do meliponário. MODELOS: PNN - Paulo Nogueira Neto; Kerr, Capel Vertical, Capel Horizontal, Baiano, Isis, Maria, Uberlândia, Juliane, Sobenko, Guiliani etc..
MODELOS DE CAIXAS: MODELO PNN = PAULO NOGUEIRA NETO
Em termos de medidas as gavetas são todas iguais, com exceção da última, que contém uma tábua par fechar, por baixo, o espaço da cria, e outra para fechar o vão ao lado oposto da cria. Devemos observar também que as medidas das gavetas são internas. Esta colméia pode ser usada para as seguinte abelhas, desde que observadas as medidas que se seguem:
Para abelhas Jataí (Tetragonisca angustula). Usar 03 Gavetas. Gavetas Grande piso central Pequeno piso Largura 16,0cm 16,0cm 6,0cm Comprimento 40,0cm 25,0cm 9,0cm Altura 04,0cm Espessura 02,0cm 02,0cm 02,0cm
Para abelhas Mandaçaia (Melipona quadrifasciata). Usar 03 Gavetas. Gavetas Grande piso central Pequeno piso Largura 16,0cm 16,0cm 04,0cm Comprimento 40,0cm 22,0cm 10,0cm Altura 06,0cm Espessura 02,0cm 02,0cm
Para abelha Uruçú ( Melipona scutellaris). Usar 04 gavetas. Gavetas Grande piso central Pequeno Piso Largura 22,0cm 22,0cm 06,0cm Comprimento 50,0cm 28,0cm 14,0cm Altura 75,0cm Espessura 02,0cm 02,0cm
MODELO KERR:
Medidas usadas para Jataí ( Tetragonisca angustula) Estas medidas podem ser usadas, também, para abelhas mosquito mirim (plebeia -spp) Largura 20,0cm Comprimento 20,0cm Altura 20,0cm
Medidas usadas para Uruçú ( Melipona scutellaris) Largura 30,0cm Comprimento 30,0cm Altura 30,0cm
Medidas usadas para Mandaçaia (Melipona quadrifasciata) Largura 25,0cm Comprimento 25,0cm Altura 25,0cm OBS: Estas medidas são internas podendo, a espessura das tábuas, ser de 1,5cm a 3,0cm de acordo com a temperatura da região.
Colméia muito usada no Norte e Nordeste para abelhas Uruçú e Mandaçaia Medidas usadas para abelha Uruçú Largura 22,0cm Comprimento 50,0cm Altura 22,0cm
Medidas usadas para abelha Mandaçaia Largura 18,0cm Comprimento 40,0cm Altura 18,0cm Devemos usar madeira com 1,5cm de espessura e todas as medidas são internas.
MODELO ISIS
São as preferidas para a criação de abelhas Uruçú, principalmente para fins comerciais.
Na impossibilidade de encontrar caixas prontas no mercado é preciso mandar fazê-las ou, com alguma habilidade, construí-las. É importante que a madeira seja leve, de cheiro agradável e resitente, sem nenhum tratamento. Citamos algumas mais usadas principalmente no Norte e Nordeste: Vinhático amarelo, Castanho, Louro verdadeiro, Jaqueira, Ingauçú, Imburana etc.. No Sul encontamos com facilidade o Pinho, Cedrilho etc.. Depois de prontas devemos impermiabilizá-las e pintá-las com cores claras, ex: amarelo, verde claro, azul claro, cinza claro etc.. E só externamente
Especificação: (Medidas internas) Tamanho da caixa 38,0 x 47,0 x 14,0cm Espessura da madeira 02,0cm Medidas do ninho 20,0 x 38,0 x 14,0cm Espessura do ninho Tábua separadora 1,5cm Tamanho da Tampa do Ninho 21,0 x 40,0cm Tamanho das melgueiras 9,5 x 43,5 x 12,0cm Espessura da tábua da melgueira 1,5cm Tamanho da tampa da melgueira 15,0 x 40,0cm Espaço entre a melgueira e o corpo da caixa 0,5cm Diâmetro do furo de entrada da caixa 1,1cm
MODELO MARIA Esta caixa é muito usada por quem cria abelha com fins comerciais. Sua particularidade é facilitar a colheita de mel sem prejudicar o ninho.
Esta caixa pode ser construída com as mesmas madeiras usadas na caixa Isis. São indicadas para a criação das abelhas: Uruçú amarelo (Melipona fasciata rufiventris), Uruçú Verdadeiro (Melipona scutellaris), Mandaçaia (Melipona quadrifasciata), Tiuba amarela(Scaptotrigona xanthotricha), Uruçú Mirim (Melipona Cesiboi) Jataí (Tetragonisca angustula), Moça Branca (frisiomellita varia) etc. Devemos observar para cada espécie a ser criada uma medida específica. Exemplos: Para Uruçú Amarelo e Uruçú Verdadeiro. (Medidas internas)
Tamanho da caixa 20,0 x 20,0 x 80,0cm Espessura da madeira 02,0cm Medidas do ninho 20,0 x 20,0 x 20,0cm Espessura da tábua separação ninho 1,5cm Tamanho da tampa 26,8 x 86,8cm Beiral da tampa 3,5cm Espessura da tábua do beiral 1,0cm Furos da parte de frente 02,0cm Furos na parte traseira 2,2cm Tamanho das melgueiras 17,5 x 19,0 x 26,0cm - Vol. 8,6 L. Espessura da tábua da melgueira 1,0cm Folga entre a melgueira e o corpo caixa 5 mm Folga entre a tampa e o corpo da caixa 8 mm Localização do furo da entrada no centro do ninho 7,0cm do piso Diâmetro do furo entrada 1,1cm
MODELO JULIANE Esta caixa é bastante prática e oferece algumas vantagens. O tamanho da câmara de cria é muito eficiente e o túnel interno possui o comprimento aproximado da colméia na natureza, ou seja, o tubo de acesso tem 20,0cm até a zona dos favos de cria. Na abertura da caixa, quando da inspeção, manejo e principalmente na colheita de mel, o ninho permanece intocável, evitando que as abelhas sejam molestadas e mantendo-se a temperatura interna. Sendo as gavetas móveis, facilita o manejo na extração do mel. Se usarmos a pratica da cera moldada na gaveta, ocorre um aumento na produção do mel, uma vez que extraído o mel, elas retornam para a caixa com a cera praticamente intacta.
DESCRIÇÃO E MEDIDAS INTERNAS DA CAIXA Comprimento da caixa 24,0cm Largura da caixa 15,0cm Altura da caixa 18,0cm Podemos usar qualquer madeira, com espessura, de preferência , de 2,5cm, bem seca e bem aparelhada, sem tratamento. N a montagem da caixa, devemos usar parafusos o que evita o empenamento das tábuas e dá mais resistência à mesma. O parafuso, no caso de abertura da caixa, sai facilmente evitando assim movimentos bruscos.
Como foi dito na matéria anterior, podemos criar nossas abelhas pendurando as caixas nas árvores, nas varandas das casas etc.. Mas, sempre colocando dispositivos de proteção contra os predadores e invasores. Quero informá-los de que uso um cavalete individual idealizado por um sócio da APACAME, o Sr. Álvaro Chaves, que também é usado para a colmeia de Apis, construído de Cimento e ferro e por isso de grande durabilidade. Para conhece-lo basta consultar o número 36 da MENSAGEM DOCE do mês de maio/96, página 11, matéria “CAVALETE ÁLVARO CHAVES”. Para exemplificar, aqui esta um cavalete simples de baixo custo e de fácil construção.
Cavalete comum a 80,0cm do solo.
IMPLANTAÇÃO DO MELIPONÁRIO COM A ESCOLHA DA ABELHA IDEAL
CAPTURA E POVOAÇÃO DO MELIPONÁRIO As abelhas escolhidas para a povoação do meliponário dependerão da finalidade que se deseja, ou seja, lazer, ornamentação, pesquisa ou fins comerciais. Deverão ter preferência as espécies existentes na sua região. Se a finalidade for a produção de mel, o meliponicultor deverá optar por uma só espécie que seja abundante na região, conseguindo, com isso, uma quantidade grande de enxames e mais rapidez na montagem do meliponário. Fazendo isso, o meliponicultor conseguirá obter um mel padronizado, que atenderá um mercado específico e exigente. Escolhida a espécie a ser criada, o povoamento do meliponário será feito transferindo ninhos naturais para colméias (caixas) racionais, divisão de colônias, ou captura com caixas isca. Quanto a captura de ninhos encontrados, só devem ser feitos em caso de demolições de muros, paredes, casas velhas, queimadas e desmatamento, sempre pensando na preservação das espécies. Para a transferência de ninhos necessitamos dos seguintes materiais: formão apícola; aspirador de insetos; faca; peneira de malha fina e um recipiente para colher o mel e o pólen. Como devemos proceder com ninhos alojados em cavidades, frestas de pedras e ocos de árvores? Devemos localizar a entrada do ninho, medir 30cm acima e 30cm abaixo. Comece a abrir com muito cuidado nestes locais usando uma serra, machado, formão, facão, talhadeira ou ponteiro, etc. Feita a remoção da parede lateral do ninho observe com muita atenção a sua arquitetura. Os favos de cria poderão ser horizontais, helicoidais (em forma de caracol), em forma de discos e em forma de cachos, dependendo da espécie, ao contrário da Apis que constroem os favos verticalmente. Em algumas espécies existe um invólucro de cerume envolvendo a cria. Outra curiosidade é que o mel e o pólen são armazenados em potinhos e também encontramos própolis e detritos nas colônias, sem contar com a presença de ácaros e outros insetos vivendo em simbiose (associação).
NINHO Como dissemos anteriormente, as abelhas sem ferrão têm uma maneira de construir seus ninhos completamente diferente da abelha do mel (Apis mellifera ). É maravilhosa a formação do ninho e o desenvolvimento de suas crias. Consiste em uma seqüência condensada; a construção das células de cria; aprovisionamento; colocação do ovo e fechamento. Observamos então que as células de cria são preparadas em quatro fases: 1- fase de construção; 2- fase de colar (pronta); 3- aprovisionamento e com ovo; 4- fechada. Este processo também ocorre com as abelhas solitárias.
Nas abelhas indígenas sem ferrão, também existe um desenvolvimento social elevado que permite, de acordo com a idade, e cada qual com a sua função a formação e evolução da família. Dentro da célula o ovo se desenvolve em larva que após ter ingerido o alimento larval (mel e pólen), se transforma em pupa. Esse processo de alimentação é denominado de alimentação maciça, ao contrário das abelhas Apis e da Bombus (mamangava), onde as células permanecem abertas e as operárias oferecem com freqüência pequenas quantidades de alimento. Na abelhas indígenas sem ferrão não existe o contato entre a população adulta e as larvas em desenvolvimento.
MEMBROS DA COLÔNIA Numa família de abelhas sem ferrão encontramos uma sociedade bem desenvolvida, as colônias possuem uma rainha, várias gerações de operárias, cada qual auxiliando em várias tarefas e cuidando da prole. Operárias : Uma operária é facilmente reconhecida pela presença de aparelho coletor de pólen, a corbícula, localizada no terceiro par de patas. As operárias ao nascer são quase brancas, mas à medida que vão envelhecendo adquirem uma pigmentação de acordo com sua espécie. Elas realizam todo o trabalho na colônia, de acordo com a idade, como na Apis mellifera , a média de vida das operárias em Meliponíneos é de 30 a 40 dias. Existem algumas espécies que durante o inverno param as suas atividades e, em conseqüência o período de vida é maior. Elas praticamente hibernam, é o caso das abelhas do gênero Plebéia (mirim). Macho : O macho é facilmente reconhecido por ter a cabeça mais arredondada do que a das operárias, não tem corbícula, não coletam néctar nas flores, o abdômen difere da operária por possuir dois gonóstilos visíveis a olho nu, peças da genitália que servem para segurar as fêmeas durante a cópula. Observando bem veremos que a postura do macho é de estar sempre alerta com as antenas esticadas, costumam também ficar em grupos à espera da princesa para fecundá-la, pode também apresentar desenhos na cabeça diferente das operárias e da rainha. Na falta, ou escassez de alimentos na colônia, ou logo após a fecundação da rainha, eles podem ser mortos pelas operárias. Uma outra atividade dos machos que foi observada é que eles desidratam o néctar trazido pelas operárias para seu próprio sustento. Na presença de rainhas virgens ns colméia formam-se grandes quantidades de machos ao seu redor na espera da sua saída para fecundá-la durante o vôo nupcial. O aparecimento dos machos na colônia geralmente acontece na época em que há abundância de alimento, células reais e antes do inverno ou da estação chuvosa. Rainha : As rainhas na tribo Meliponini nascem em células iguais a das operárias, a rainha recém nascida deste gênero é do mesmo tamanho que as operárias, pois não há células reais (realeiras), a diferenciação de castas tem base genética, o tamanho do corpo da rainha em relação às operárias tem proporções diferentes. Quando são fecundadas o abdômen cresce muito, elas não conseguem mais voar. Já as rainhas das tribos Trogonini e Sestrimellitini , nascem em células reais geralmente construídas nas periferias dos favos; essas rainhas que eclodem de células reais são bem maiores que as operárias. A função da rainha na colmeia é a postura, a fim de perpetuar a espécie e manter a união da família através do feromônio. Ao nascerem apresentam uma certa atratividade e as operárias a seguem onde elas forem. Constroem geralmente em torno da rainha uma célula de aprisionamento feita de cerume onde a rainha jovem fica sozinha ou acompanhada por algumas operárias esperando por uma decisão: ou substituir a rainha fecundada da colmeia se esta morrer, ou se estiver doente ou, sair para formar um novo ninho com as operárias, pelo processo da enxameagem ou, ser morta pelas operárias.
Transferência de ninho e cuidados preliminares. Inicialmente devemos transferir para a colméia racional ( caixa), os favos de cria onde provavelmente estará a rainha. Devemos transferir com muito cuidado para não amassá-los, evitando também, alterar a sua posição, não os colocando de cabeça para baixo. Tem acontecido alguns acidentes com iniciantes em meliponicultura, porque colocam durante a transferência, os favos em posição vertical, amassando-os e comprimindo-os uns contra os outros, impedindo a circulação das operárias e ao mesmo tempo esmagando-as e causando acidente, também, com a rainha. Quando da transferência, não devemos expor a cria e nem separar os favos uns dos outros e, nem procurar a rainha por mera curiosidade, porque sabemos de antemão, que ela se encontra entre os favos de cria. Na manipulação dos favos, durante a transferência, devemos observar a relação entre o diâmetro do oco onde o ninho se encontra e dos favos de cria. Alguns ninhos apresentam inúmeros favos de pequeno diâmetro que precisam ser separados para ocuparem o espaço destinado `a cria na colméia. Nesta oportunidade devemos ter o máximo de cuidado para não ferir a rainha. Se conseguirmos transferir o ninho inteiro bem melhor, mas se for necessário a manipulação dos favos, faça-a nos mais velhos, com
Fazem parte do manejo, as revisões das colméias durante o ano, antes e após as floradas; o movimento de entrada e saída das abelhas; observar a presença de inimigos interna e externamente e eliminá-los; fortalecer as famílias fracas; multiplicar os enxames fortes, através de divisões; na época de produção colocar melgueiras; no inverno devemos ter o máximo cuidado com os enxames reduzindo espaços para melhorar o aquecimento; colocar alimentador, fornecendo alimento para fortalecer e desenvolver as famílias.
MODELO DE FICHA PARA REVISÃO MELIPONÁRIO: DATA DA REVISÃO: RESPONSAVEL: DADOS OBSERVADOS NA REVISÃO: COLMEIA NÚMERO: Diâmetro dos favos Número de favos Presença de rainha fecundada Presença de rainha virgem Presença de células reais Presença de células de aprisionamento Número de células em construção Número de potes de mel Número de potes de pólen Número de potes vazios Existência de depósitos de própolis Existência de depósito de cera Existência de parasitas Desgaste alar da rainha Ataque de Forídeos Outros
Waldemar Ribas Monteiro, conservacionista. Departamento de Abelhas Indígenas da APACAME
Divisão da Família (colônias). Em meliponicultura, tal qual em apicultura, podemos multiplicar os enxames, através da divisão das colônias, com isto promovendo o seu desenvolvimento. A divisão da colônia somente deverá ser feita quando a mesma estiver bastante forte, em épocas propícias. A melhor época para a divisão é durante as grandes floradas, principalmente na primavera. No universo das abelhas indígenas (nativas), principalmente na tribo dos Trigonini, elas constroem, geralmente, células reais na periferia dos favos. Citamos como exemplo: Abelha Jataí, Arapuá, Iraí, Mandaguarí etc. Logicamente sem uma realeira ou uma rainha não há condições de fazermos a divisão. Muitas vezes essas rainhas quando nascem, ficam reclusas em potes modificados chamados de células de aprisionamento cercadas por operárias. Normalmente as realeiras de que falamos medem aproximadamente 5mm de comprimento e 4mm de diâmetro(Células Reais). Já nas abelhas de porte maior, como a Uruçu, Mandaçaia, Jandaíra, da tribo dos Meliponini elas não constroem realeiras, as rainhas nascem de células iguais as das operárias e vivem livres pela colônia e são facilmente reconhecidas; o que determina este fenômeno são fatores genéticos. A primeira atenção que devemos ter para com a divisão de uma colônia é a presença ou não de células reais, rainhas virgens (princesas) ou até mesmo com rainhas fecundadas (fisogástricas). Pois bem, escolhemos um dia quente e claro e com ausência de ventos, que é ideal para verificarmos o ninho. Iniciamos o processo retirando a cera (invólucro) que envolve o ninho (crias), em seguida, como dissemos anteriormente, observamos se há realeiras ou mais de uma rainha. Se houver realeiras as encontraremos nos favos centrais, teremos alguma dificuldade no início, mas com dedicação e paciência conseguiremos. Encontrando a realeira, devemos retirá-la juntamente com o favo na qual ela se encontra. Em seguida, retiramos mais 4 (quatro) favinhos de cria (favos claros) colocando-os na caixa definitiva. Não devemos mexer nos favos escuros. Devemos colocar na caixa alguns potes de mel e pólen intactos. Não devemos colocar potes abertos ou com vazamento. Descartar batume ressecados, aproveitar somente o batume em bom estado, tomar cuidado para não ferir os favos escuros e principalmente os potes de pólen para não receber o ataque de Forídeos (mosquitinho rápido) que pode dizimar totalmente as colônias, procurar não derramar mel que poderá afogar as abelhas. Para concluir: Retiramos o canudo de cera da colméia (mãe) colocando-o na entrada da nova caixa (filha), em seguida levamos a colméia (mãe) à uma distância mínima de 50 metros. Como vimos, a nova
caixa que ficará no local da caixa (mãe), passará a se chamar caixa (filha), onde se formará nova família com as abelhas esvoaçantes (campeiras) e em poucos dias nascerá a nova rainha e assim teremos uma nova colméia. Observação: temos que ter o cuidado de colocar a caixa nova (filha) na mesma altura, direção, posição e local onde se encontrava a colméia (mãe) para não desnortear as campeiras. Prática: Colméia (mãe) mudará de local e ficará com a rainha antiga, favos de crias novas, abelhas aderentes, pólen e mel. Colméia (filha) ficará com a rainha nova, ou realeiras, favos de crias nascentes, campeiras, pólen e mel.Quando da montagem dos favinhos na nova caixa (filha), colocamos entre um e outro, pequenas bolinhas de cera para que as abelhas possam transitar entre os mesmos. Feito isso, fechamos a caixa (mãe) e vedamos todas as frestas com fita crepe, tapamos a entrada com tela de metal e transferimos a caixa à distância já mencionada, assim permanecendo por dois dias. NOTA: Nas colônias da tribo meliponini, não devemos nos preocupar. A simples transferência de alguns favos maduros (crias nascentes) garante a presença de rainhas virgens na colônia (filha), geralmente uma média de 15%.
PROCESSO DE MULTIPLICAÇÃO COM RAINHA Entre este processo e o primeiro, existe pouca diferença, se a colméia (família) que foi aberta, tiver mais de uma rainha, que é bem possível, capturamos uma delas prendendo-a numa caixa de fósforos vazia, ou em um Bob de cabelo. Tome cuidado de não tocar a rainha com as mãos, use um pedaço de cera. E seguida transferimos quatro favinhos de cria, alguns potes de mel e pólen (intactos) e parte do batume, tudo para a caixa nova (filha), soltamos a rainha na caixa e transferimos a colméia (mãe) à 50 metros de distância e mantemos com a caixa o mesmo procedimento do método anterior. EM TEMPO: Feita a transferência vede ambas as caixas com fita crepe.
Alimentação e Alimentadores para Meliponíneos. Como todo apicultor sabe que, na escassez de alimentos (néctar e pólen), torna-se necessário alimentar as abelhas principalmente no inverno e na época de muita chuva. No caso das abelhas indígenas sem ferrão não é diferente, temos que recorrer à alimentação artificial para a manutenção de uma razoável taxa de construção de células, estimular a postura da rainha e ao mesmo tempo o desenvolvimento das crias. Podemos oferecer às abelhas esses alimentos de várias maneiras: a) - XAROPE: O xarope é uma mistura de açúcar (cristal) com água fervida. A concentração dessa mistura dependerá da espécie a ser alimentada. Podemos determinar a concentração desse xarope através de um teste muito simples: Prepara-se o xarope em diversas concentrações de açúcar 50% - 60% - 70% - 80%. Coloca-se o xarope num alimentador feito de uma mangueira transparente (conforme ilustração), e vedada nas duas extremidades com algodão que deverá ser embebido no alimento. Usar de preferência algodão de paina (Chorisia speciosa). Coloque os quatros alimentadores, um com cada uma das concentrações acima, no interior da colméia, (na alça) (melgueira) e após meia hora observe qual deles foi mais consumido. Este método é apenas um exemplo, existem vários outros que podem ser adotados. Uma vez selecionada a concentração do xarope, adequado à colônia, passe a utilizá-la quando necessário. b) - CANDI: O cândi é uma pasta cremosa, feita de uma mistura de mel com açúcar na proporção de 2 : 1 e levada ao fogo brando até dar ponto. Após resfriar coloque esta pasta na região dos potes da colônia. Faça esta operação com o máximo de higiene possível para evitar o ataque de predadores e a contaminação do alimento. Como vimos, o alimento artificial pode ser preparado de várias maneiras. Há meliponicultores que empregam o mel de Apis para alimentar as nativas (indígenas); eu desaconselho, mas não podemos descartar a idéia baseando-se na experiência do Prof. Dr. Kerr, que utiliza o mel de Apis em seu meliponário localizado em Uberlândia -MG. Pois bem, até agora falamos da alimentação energética, mas como não poderia deixar de ser é preciso falar também sobre a alimentação protéica. Existem várias formas de se oferecer alimentação artificial a base de proteínas e vitaminas, em substituição ao pólen. Vamos dar alguns exemplos: primeiramente podemos oferecer o próprio pólen da mesma espécie, caso haja em abundância no seu meliponário em famílias fortes; em segundo lugar, como no caso dos energëticos, podemos procurar outras fontes de proteínas que enumeramos a seguir: leite em pó; farinha de soja; Meritene pó (encontra-se nas farmácias)e até mesmo pólen de Apis moído em liquidificador (pó), colocado em potes vazios da espécie a ser alimentada, em pelo menos 1/3 dos potes, ou em potes feitos com cera de Apis (fechado). NOTA: Para dar xarope de reforço às colméias mais fracas, o meliponicultor pode oferecer o xarope, pelo menos, um mês de antecedência as grandes floradas.
na colméia; a postura é muito rápida e chega a botar cerca de 300.000 ovos, e as larvas dessa mosca desenvolvem-se mais rapidamente que as larvas das abelhas, comendo todo o alimento das larvas levando- as à morte. O forídeo é o único inseto que pode eliminar completamente um meliponário. Esta praga é terrível, não existe controle eficaz. As medidas são quase sempre preventivas. Vejamos: Evitar abrir potes de pólen ou favos de cria nova. O pólen com seu cheiro característico e já fermentado atrai os forídeos, o que também acontecer com o alimento larval nas crias novas. Devemos ter muita atenção quando estivermos fazendo captura, transferência ou divisão. O trabalho deve ser feito o mais rápido possível. Em caso de dúvidas devemos descartar os potes de pólen e as células de crias novas devem ser manipuladas com o máximo de cuidado para não serem feridas. Se notar algum forídeo por perto procure vedar a caixa com fita crepe. Caso encontre uma família atacada, o melhor é queimá-la ou isola-la completamente com um saco plástico. Em alguns casos, determinadas espécies de abelhas, conseguem sobreviver ao ataque dessas famigeradas moscas. A recuperação das colônias atacadas pode ou não se viabilizar, mas é preciso muito cuidado para não haver contaminação total do meliponário. Com muita paciência e dedicação do meliponicultor poderá ser dada uma ajuda à colméia atacada. Como exemplo: Podemos tapar a entrada da caixa e afastá-la o mais longe possível do meliponário, retirar da colméia todos os potes de pólen e as crias novas, retirar e limpar com um pano limpo todas as larvas de forídeos e em seguida alimentar freqüentemente as abelhas e fazer diariamente um acompanhamento para saber a evolução da família atacada. Finalizando, sabemos que colméias fortes e bem alimentadas resistem mais ao ataque de inimigos e pragas.
BOMBA EXTRATORA DE MEL DE ABELHAS NATIVAS José Feliciano Nunes, meliponicultor, fundador da CAPEL Cooperativa dos Apicultores de Pernambuco. O meliponicultor José Feliciano Nunes, de Camaragibe, Recife - PE, desenvolveu um equipamento, que ele chamou de “Bomba Extratora de Mel de Meliponas”, conforme se vê na foto e no desenho detalhado que, temos a certeza, em muito auxiliará o trabalho dos meliponicultores, na coleta de mel nos meliponários. Meliponicultor (foto) coletando mel em colméia de Uruçu, utilizando a Bomba Extratora.
Estrutura da Bomba:
1 - Alavanca; 2 - Corpo da bomba formado pelo cilindro externo, tendo no seu interior o êmbolo e a alavanca; 3 - Válvula para extrair o ar da bomba quando o êmbolo é baixado; 4 - Mangueira que faz a ligação da bomba com a garrafa onde é armazenado o mel; 5 - Mangueira sugadora cuja ponta será colocada no pote de mel para sugá-lo; 6 - Garrafa onde será depositado o mel sugado dos potes da colméia; 7 - Pedestal que serve para fixar a bomba no chão, com os pés, deixando as mãos do meliponicultor livres para abrir a colméia e os potes de mel.
Manuseio: Como se vê na foto, o meliponicultor fixa a bomba, com um dos pés, ficando com as mãos livres para abrir a colméia e abrir os potes de mel que serão colhidos; Em seguida, introduz a ponta da mangueira sugadora (5) dentro do pote de mel e puxa, para cima, o êmbolo, fazendo com que o mel seja rapidamente sugado para o interior da garrafa onde ficará depositado (6); Após a operação acima descrita o êmbolo é novamente baixado para a posição inicial, repetindo-se a operação nos outros potes. Recomenda-se que a garrafa, onde será depositado o mel, seja de vidro e a sua tampa de material firme, para não deformar quando esta sendo sugado o mel. Outro cuidado é não deixar que o mel depositado chegue até as duas pontas da mangueira, dentro da garrafa, pois se isto ocorrer o mel sugado passará para o interior do corpo da bomba, onde esta o êmbolo. Qualquer dúvida escreva para o meliponicultor: José Feliciano Nunes. Rua José Izidio Silva, 16 - Timbi / Camaragibe Recife – PE. 54762-750 ou telefone para ele: ( 081) 445-2739 / 445- 6762 ou 458-1448.
I Simpósio Brasileiro Sobre Própolis e Apiterápicos
Realizado na Universidade de Franca, nos dias 18,19, e 21 de agosto de 1999, tivemos a grata satisfação de contatar a proeminente professora e pesquisadora Prof. Margarita Medina Camacho, do México, que encontrava - se presente ao evento, em companhia da nossa ilustre cientista Dra. Marilda Cortopassi Lurindo (USP). A visitante falou-nos a respeito de seu projeto, desenvolvido no México, com as abelhas nativas sem ferrão ( Abejas sin aguijón) os meliponídeos. Esse trabalho vem contribuindo para a melhoria do conhecimento sobre essas abelhas no que tange principalmente o seu manejo e conservação. A Prof. Margarita presenteou-nos com um belíssimo livro sobre as abelhas nativas encontradas no México, que fará parte do acervo da biblioteca da APACAME, e trouxe-nos algumas fotos de meliponários mexicanos. Queremos registrar a nossa alegria em poder desfrutar da amável companhia da Profa. Margarita durante todo o evento. A pesquisadora Prof.a Margarita Medina Camacho e nosso diretor Waldemar Ribas Monteiro.
VISITA TÉCNICA À PEDREIRA
Pedreira é uma cidade distante 130 km da capital paulista, está situada na região de Campinas às margens do Rio Jaguarí, tem clima ameno e uma população aproximada de 35.000 habitantes.
O meliponicultor Luciano junto às suas abelhas.
Foi nessa cidade que o Departamento de Abelhas Indígenas Sem Ferrão da APACAME, através de seu Diretor Waldemar Ribas Monteiro, visitou o meliponário do engenheiro agrônomo José Luciano Panigassi. Nessa visita foram discutidos assuntos atinentes à atividade em questão, e também foram feitas observações sobre novas caixas racionais em experiência, visando notadamente maior adaptabilidade das abelhas nativas e, conseqüentemente a melhor opção para a produção de mel.
Três projetos estão em andamento: um para Trigonini, principalmente para a Jataí; outro para Meliponini, evidenciando a Mandaçaia; e finalmente outro para as abelhas subterrâneas, as geotrigonas.