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Guias e Dicas
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CFTV - Basico - 2007, Notas de estudo de Eletrônica

Circuito Fechado de Tv

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 14/10/2010

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joao-paulo-silva-46 🇧🇷

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Marcelo Pereira Peres
www.guiadocftv.com.br
Módulo
1
Guia do CFTV
Guia do CFTV
Treinamento Básico
Guiado CFTV
Revisão 2.1
Janeiro de 2007
Copyright - Guia do CFTV 2006-2010
www.guiadocftv.com.br 1 Curso Básico de CFTV
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Marcelo Pereira Peres

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www.guiadocftv.com.br

Módulo

Guia do CFTV Guia do CFTV

Treinamento Básico Guiado CFTV Revisão 2. Janeiro de 2007 Copyright - Guia do CFTV 2006-

Índice

  • 1 Introdução........................................................................................................................
  • 2 O que é CFTV..................................................................................................................
  • 3 Iluminação e Lentes.........................................................................................................
    • 3.1 Iluminação para Sistemas de CFTV.........................................................................
    • 3.2 Lentes para CFTV.....................................................................................................
    • 3.3 Montante C/CS..........................................................................................................
    • 3.4 Velocidade Ótica.....................................................................................................
  • 4 Câmeras de CFTV.........................................................................................................
    • 4.1 Sensor de Imagem – CCD......................................................................................
    • 4.2 Resolução...............................................................................................................
    • 4.3 Tipos de Câmeras...................................................................................................
    • 4.4 Câmeras Fixas X Speed-Domes.............................................................................
    • 4.5 Caixas de Proteção para Câmeras.........................................................................
  • 5 Monitores para CFTV.....................................................................................................
  • 6 Processadores de Vídeo................................................................................................
    • 6.1 Seqüenciais de Vídeo.............................................................................................
    • 6.2 Quads.....................................................................................................................
    • 6.3 Multiplexadores.......................................................................................................
    • 6.4 Time-Lapses...........................................................................................................
  • 7 Sistemas de CFTV Digital..............................................................................................
    • 7.1 Gravadores Digitais – DVR's...................................................................................
    • 7.2 Compactação de vídeo...........................................................................................
  • 8 Internet, Redes Locais e Conexão Remota...................................................................
    • 8.1 Redes de Comunicação..........................................................................................
    • 8.2 Cabeamento de Redes...........................................................................................
  • 9 Acessórios para CFTV...................................................................................................
    • 9.1 Fontes de Alimentação...........................................................................................
    • 9.2 Cabeamento para CFTV.........................................................................................
  • 10 Tabela de Definição de Lentes....................................................................................
  • Referências Bibliográficas..................................................................................................

2 O que é CFTV Televisão (do grego tele - distante; e do latim vision - visão) ou Visão a distância. É um sistema eletrônico de transmissão de imagens e sons de forma instantânea. Funciona a partir da análise e conversão da luz e do som em ondas eletromagnéticas, para serem transmitidas para um local remoto, e de sua reconversão em um aparelho que recebe o sinal. CFTV, Circuito Fechado de Televisão, (Do Termo Inglês Closed Circuit TeleVision ou simplesmente CCTV), é um sistema de televisionamento que distribui sinais provenientes de câmeras localizadas em locais específicos, para pontos de supervisão pré-determinados. Os sistemas de CFTV normalmente utilizam câmeras de vídeo CCD (para produzir o sinal de vídeo), cabos, fibras óticas, transmissores/receptores sem-fio ou redes (para transmitir o sinal), processadores de vídeo (sequenciais, quads, multiplexadores, DVRs, Placas de Captura), monitores (para visualizar a imagem de vídeo captada) e por último os gravadores (Time-Lapses, DVRs, entre outros equipamentos de gravação). O sistema de CFTV não é aplicado somente com propósitos de segurança e vigilância; também é utilizado em outros campos como laboratórios de pesquisa, escolas ou empresas privadas, na área médica, assim como nas linhas de produção de fábricas para controle de processos. Até mesmo as explorações espaciais tem no CFTV uma de suas principais ferramentas e tecnologias de exploração. A bem da verdade, se analizarmos o exemplo das sondas espaciais, enviadas para galáxias remotas, em locais que o homem jamais esteve e até agora não possui recursos técnicos para ir, o CFTV é uma extensão dos olhos do homem. Com o aumento gradativo da aplicação dos sistemas de CFTV, a indústria de segurança tem obtido avanços consideráveis, produzindo uma linha completa de equipamentos como Time- Lapses, multiplexadores, quads, iluminadores infravermelho, Pan/Tilt, etc. Os desenvolvimentos mais recentes incluem câmeras IP (com servidor web) que utilizam a Internet para vigilância remota, além das placas de captura e DVRs que são gravadores digitais que permitem a gravação de grandes períodos de imagens em Discos Rígidos, além de diversos outros refinamentos e recursos.

Principais Dispositivos de CFTV Iluminação

  • Requisitos de Iluminação
  • Natural/Artificial Lentes
  • Lentes
  • Montante C/CS Componentes da Câmera

• CCD

  • Câmera
  • Suporte de Montagem
  • Cabeamento (ou, Transmissor Sem Fio) Processadores
  • Seqüencial
  • Quad
  • Multiplexador
  • Matriz de Vídeo Monitores
  • Televisores
  • Monitor ou Kit de Sistema de Observação
  • Monitor Profissional
  • Monitor LCD Gravadores Vídeo
  • Time Lapse
  • Placa de Captura de Vídeo
  • Digital Video Recorder (DVR) câmeras IP
  • Câmera IP
  • Web Server de Vídeo Alimentação
  • Fontes de Alimentação AC/DC
  • Sistema de No-Break Outros Equipamentos e Acessórios
  • Caixas de Proteção Externas
  • PTZ Speed Dome
  • Panoramizadores e Pan/Tilt
  • Detectores de Movimento
  • Amplificador de Vídeo
  • Distribuidor de Vídeo
  • Gerador de Data & Hora
  • Iluminador Infra-Vermelho

Dependo da aplicação e da iluminação da Cena a ser captada pelo sistema de CFTV será necessário implantar um sistema de iluminação artificial, formado por lâmpadas com iluminação visual ou através de iluminadores de infra-vermelho que geram iluminação para câmeras P&B sem que esta iluminação possa ser percebida pelo olho humano. Para visualizar corretamente uma imagem, uma câmera requer uma certa quantidade de luz produzida de uma forma natural ou artificial. As câmeras P&B trabalham com qualquer tipo de fonte de luz, porém as câmeras coloridas precisam de iluminação que contenha todas as cores do espectro visível. Natural - luz do sol, luz da lua Artificial - luz incandescente, fluorescente, mercúrio, Infravermelho etc. A luz que incide na superfície de uma cena é refletida pelo assunto a ser visualizado. Portanto, observe com cuidado a maneira pela qual a cena está refletindo a luz. Os objetos polidos e brilhantes produzem fortes reflexos, que podem comprometer a qualidade da imagem. As áreas com diferenças de iluminação, isto é, partes com muita reflexão de luz - ou muito claras - e partes com pouca reflexão - ou muito escuras - resultarão em imagens muito contrastadas.

3.2 Lentes para CFTV A principal função de uma lente é focar uma cena para o sensor CCD de uma câmera. Esta importante função é geralmente pouco avaliada, causando problemas após a instalação do sistema de CFTV. A lente tem o papel de direcionar a luminosidade refletida pelos objetos da cena captada diretamente para o sensor de imagem da câmera.

TIPOS DE LENTES

Íris Fixa

É o tipo mais simples de lente, tem um orifício para a entrada da luz, predefinido pelo fabricante, possui apenas o ajuste do foco. Devem ser utilizadas em locais com baixas variações de iluminação e com iluminação branca constante. As lentes utilizadas em micro-câmeras são deste tipo. Íris Manual A lente com íris manual permite que a lente seja ajustada de forma a ter sua íris direcionando a quantidade ideal de iluminação para o sensor CCD. Indicada para locais com iluminação especifica, muito intensa ou pouco intensa, é também recomendado o seu uso junto com a função ES (Eletronic Shutter ou obturador eletrônico) Auto-íris São lentes que são ajustadas automaticamente de acordo com o nível de iluminação do local. Elas possuem motores e sistemas de verificação que definem quando a íris deve ser aberta ou fechada. Existem dois tipos de lentes auto-íris atualmente disponíveis. As lentes tipo "Video" contém um amplificador interno que compara o sinal de vídeo proveniente da câmera para ajustar a iris para um nível pré-determinado. As lentes tipo "DC" não contém amplificador e são controladas por um circuito localizado na câmera para ajustar a íris. Varifocais As lentes varifocais são lentes com distância focal ajustável, também conhecidas como lentes com zoom manual pois podem efetuar o zoom através de ajuste no próprio corpo da lente. É uma lente com íris manual ou automática que possui um zoom manual de algumas vezes integrado. Permite projeto e instalação de CFTV sem risco de erros. Lentes Zoom Lentes Zoom geralmente possuem funções zoom/foco/iris motorizados ou zoom/foco motorizado com auto-iris incorporado. Todas as funções motorizadas são efetuadas pelo controlador da lente. Muitas lentes zoom são disponibilizadas com pré-posições. Estas lentes utilizam um resistor variável (potenciômetro) para indicar a posição do zoom/foco para o controlador. Em conjunto com um movimentador esta função permite ao operador visualizar grandes áreas, com a possibilidade de visualização de detalhes muito pequenos. 3.3 Montante C/CS Lentes Montante C

3.4 Velocidade Ótica Velocidade Ótica é a característica que determina a velocidade que uma lente direciona um sinal luminoso e é definido pelo número-f (f-number) como f/1,2, f/2,0, etc. Esta velocidade é determinada pela Distância Focal (DF) e o Diâmetro (D) de uma lente: f-number = DF/D. Quanto maior a DF, se o Diâmetro é o mesmo, maior será o f-number (como f/4 ou f/8). Lentes que direcionam menos luz para o sensor da câmera resultam em uma lente mais lenta. Quanto menor o f-number da lente (como f/1,2 ou f/1,4) uma maior quantidade de luz é transportada para o sensor da câmera. Se a DF for fornecida, com um maior Diâmetro, irá resultar em uma lente com um f-number menor que pode operar com níveis mais baixos de luz. Para concluir, podemos dizer que quanto menor o f-number, maior a quantidade de luz direcionada para o sensor da câmera e melhor é a qualidade da imagem. O f-number normalmente é marcado no corpo da lente, especialmente no anel de abertura da íris.

4 Câmeras de CFTV As câmeras são equipamentos destinados a converter níveis de iluminação e cor em sinais elétricos, seguindo certos padrões. Todas as câmeras possuem elementos (sensores) os quais são atingidos pela luz. Todo o sistema de visualização tem como ponto de início a câmera. A câmera cria a imagem através dos níveis de iluminação capturados do ambiente através da lente e do sensor de imagem CCD, essa imagem capturada é então processada e transmitida para o sistema de controle, como um quad, multiplexador ou DVR. Atualmente existem diversos tipos de câmeras projetadas para aplicações e ambientes específicos. Existem micro câmeras para aplicações simples, câmeras profissionais para aplicações de maior segurança ou exigência, câmeras speed domes para aplicações de grande porte e grande versatilidade, entre outras. Relacionamos abaixo algumas das características mais importantes das câmeras de CFTV, com uma breve descrição: Sensor de Imagem – Dispositivo de captação da imagem da câmera normalmente CCD, porém existem algumas variações conforme o fabricante. Tem se tornado comum a utilização de sensores de imagem tipo CMOS em câmeras de baixo custo. Existem no mundo poucos fabricantes de sensores CCD, pois a sua técnica de fabricação é bastante complexa. Existe uma relação bem distinta entre os sensores de primeira linha (Sony, JVC), os de segunda linha (Sharp). Sendo estes distribuídos aos fabricantes das câmeras, como SONY, JVC, EVERFOCUS, TOSHIBA, etc. CCD (Charged Coupled Device) - é o dispositivo responsável pela conversão das imagens visuais em sinais elétricos. Ele é composto por milhares de elementos sensíveis à luz. Desta forma, a imagem formada sobre o CCD é dividida em vários elementos de imagem, chamados de “Pixel”. Cada pixel contém as informações correspondentes a aquela área da imagem. Assim, o CCD funciona como um filme de uma máquina fotográfica, capturando imagem, com a diferença de poder ser lido, apagado e usado novamente. Este ciclo de leitura, sendo repetido rapidamente ( vezes por segundo) faz com que o sistema atue como um filme. O CCD recebe a luz através da lente e a transporta para a câmera para que ela possa processar a imagem para a visualização/gravação. Formato do CCD - Em CFTV a maioria das câmeras utilizam CCD de ⅓”. Existindo algumas câmeras mais modernas com CCD´s de ¼”, utilizado principalmente em speed domes ou câmeras IP. Existem ainda vários outros formatos utilizados em áreas específicas e de pesquisa, mas com o custo bem mais elevado, pois podem fornecer uma qualidade/resolução (detalhes) de imagem muito maiores. Os elementos de imagem do CCD estão dispostos numa área cuja proporção entre altura e largura é de 3 para 4. A medida desta área corresponde ao formato do CCD e é tomada na diagonal, em frações de polegada, podendo ser de ½, ⅓”, ¼”, etc. Resolução Medida em número de linhas horizontais de TV e corresponde à qualidade de imagem gerada. É a característica que irá definir a qualidade da imagem de uma câmera. Quanto maior o número de linhas melhor a qualidade da imagem gerada. Normalmente está entre 300 e 500 linhas para câmeras coloridas e entre 350 a 600 linhas para câmeras preto e branco. Iluminação Mínima – Também conhecida como Lux da câmera, é o nível de iluminação mínimo para uma imagem aceitável. Tem um valor característico entre 0,01 a 0,5 para câmeras preto e

4.1 Sensor de Imagem – CCD Um CCD, (Charge Coupled Device ou no português Dispositivo de Carga Acoplada) consiste de centenas de milhares de elementos de imagem individuais (pixeis) em um minúsculo chip de ½", ⅓", ou ¼". Cada pixel armazena um pequeno nível de sinal elétrico correspondente a luz incidente sobre ele. Os pixeis são dispostos precisamente sobre uma matriz, com registradores de deslocamento horizontais e verticais transferindo o sinal para o circuito de processamento da câmera. Esta transferência de sinal equivale a sessenta quadros por segundo. O CCD de ⅓" é o formato de sensor mais amplamente utilizado nos dias de hoje; seu tamanho é de 5,5mm (diagonal), 4,4mm (horizontal) e 3,3mm (vertical). O sensor com formato de ¼", recentemente utilizado em câmeras coloridas, possui 4mm (diagonal), 3,2mm (horizontal) e 2,4mm (vertical). O Obturador Eletrônico do sensor CCD tem a importante função de compensar a iluminação, obtendo uma imagem com melhor qualidade e confiabilidade, em locais com variação intermediária de iluminação, dispensando em alguns casos, o uso de lentes auto-íris. O sensor C-MOS (Complementary - Metal Oxide Semiconductor), é outro tipo de sensor de imagem, porém produz imagens com uma qualidade muito inferior aos sensores CCD, normalmente encontrado em web câmeras domésticas ou micro-câmeras de baixo custo.

4.2 Resolução Resolução de imagem descreve o nível de detalhe que uma imagem comporta. O termo se aplica igualmente a imagens digitais, imagens de vídeo e outros tipos de imagens. Quanto mais alta a resolução maiores detalhes da imagem serão apresentados. A resolução de imagem pode ser medida de várias formas. Basicamente, a resolução quantifica a proximidade entre as linhas da imagem. As unidades de resolução podem ser referidas por linhas por milímetro, linhas por polegada, etc ou ao tamanho total de uma figura (linhas por altura da imagem, também conhecidas simplesmente por linhas ou linhas de TV). A resolução de sistemas de CFTV normalmente é medida em linhas de TV,em um quadro de imagem. O número de linhas de TV verticais tem um máximo de 350 linhas no sistema NTSC de 525 linhas horizontais e não é variável. Porém as linhas de TV horizontais, que é o principal parâmetro de qualidade de uma imagem, varia dependendo da qualidade do conjunto câmera, lente, meio de transmissão e monitor. As câmeras digitais possuem uma resolução muito superior a das câmeras analógicas. Resolução da Câmera A indústria de Sensores CCD para Câmeras de Vídeo usam pixeis (elementos de imagem) como seu parâmetro de qualidade. Uma resolução média de uma câmera P&B no sistema EIA é de 510 pixeis horizontais por 492 pixeis verticais e é equivalente a 380 linhas. CCD's com alta resolução possuem 768(H) x 492(V) pixeis e são equivalentes a 570 linhas. A resolução média de câmeras coloridas está na ordem de 350 linhas e câmeras coloridas digitais de alta resolução possuem entre 450 e 480 linhas. As micro-câmeras em média possuem entre 300 e 330 linhas. Resolução do Monitor Os monitores no sistema NTSC possuem 525 linhas de varredura vertical independente de seu tamanho. Uma resolução horizontal de 700 linhas para monitores P&B representa um valor médio e um monitor com mais de 900 linhas representa um monitor de alta resolução em um sistema EIA. A resolução horizontal de monitores coloridos de média qualidade está por volta de 300 linhas e monitores com mais de 450 linhas são definidos como de alta resolução. Para ampliar a resolução do sistema, é recomendado escolher um monitor que possua uma melhor resolução do que a da câmera, para evitar a perda de definição nos pontos da imagem.

sejam cada vez mais utilizadas. Utilização: Residências, lojas, farmácias, consultórios, escritórios, corredores, garagens, indústria, estacionamentos, pátios, áreas perimetrais, etc. Câmeras Speed Dome São câmeras de CFTV extremamente avançadas, com movimentação motorizada normalmente em 360o^ de giro horizontal (giro infinito) e 90o^ de giro vertical. Possuem ainda, a integração de uma lente zoom de 12 a 30X. Além de várias programações entre presets (pré- posições), tours (sequência de movimentações), máscara de área, giro automático, função day/night, zoom digital, auto-track (busca de objetos ou pessoas), e ainda, várias outras funções de acordo com o modelo. Sua aplicação permite a cobertura de uma área muito grande, além de permitir que o zoom seja aproximado para colher informações muito mais detalhadas em determinada cena. Apesar de ser um tipo de equipamento extremamente avançado, sua instalação e configuração normalmente não é complicada, pois todos os seus comandos são sinais de dados controlados através de barramento serial tipo field-bus normalmente RS-485 ou RS-422. Através desse barramento é possível conectar várias câmeras em rede, normalmente com apenas dois fios de par trançado conectados em paralelo nas câmeras. Cada câmera possui sua configuração de endereçamento para localização e controle. O posicionamento das speed domes é feito normalmente por teclados ou mesas de controle específicos, com joystick ou teclas de setas. Estes teclados permitem, além da movimentação, efetuar toda a configuração das câmeras, definição de posicionamentos, referências, entre outras opções das speed domes. Um teclado pode controlar várias câmeras, bastando para isso selecionar o endereço da câmera a ser movimentada. Dependendo do fabricante, as speed domes e teclados de controle ainda permitem a integração com multiplexadores, Matrizes de vídeo, DVRs, etc, permitindo tanto o controle da speed dome através do DVR, como a configuração e operação centralizada dos processadores através do teclado. Outra opção também, é o controle das speed domes através de comandos via PC. Para isso, é necessário um conversor na porta serial do PC, para o tipo de barramento utilizado (Conversor RS-232 para RS-485). A partir desta, é possível controlar a câmera via software ou até mesmo remotamente via conexão web. Um detalhe importante é que nem todas as speed domes são compatíveis entre si, de forma que é importante verificar se o equipamento escolhido trabalha com ao menos um protocolo padrão, como Pelco-P ou Pelco-D. Utilização: Lojas de departamentos, condomínios, garagens, indústria, supermercados (entradas, caixas, depósito, setor de eletro-eletrônicos, setor de brinquedos, setor de vestuário, corredores principais), estacionamento, áreas perimetrais.

4.4 Câmeras Fixas X Speed-Domes Em quais situações e porque utilizar uma Speed Dome? Quando é mais vantajoso utilizar câmeras fixas? Quais as vantagens e desvantagens do uso destes equipamentos de alta tecnologia? A proteção de áreas de grande extensão nos leva a algumas questões criticas que irão determinar a aplicação de câmeras fixas ou speed-domes. Sendo assim, um projeto bem elaborado irá definir quais os equipamentos mais adequados para cada situação. Vejamos inicialmente as vantagens e desvantagens de cada um desses sistemas de proteção. Primeiros Movimentos – Panoramizadores e PTZs O dispositivo mais simples de movimentação é o chamado Panoramizador, Pan ou Scanner, que consiste em um motor e uma pequena caixa de redução utilizados para movimentação de câmeras de CFTV na horizontal. Possui um controlador bem simples com funções de movimento para a direita, esquerda, parado e o automático, onde a unidade irá girar até um ponto de final de curso que pode ser definido por grampos de fixação, e chegando neste ponto começa a girar no sentido oposto. A detecção do final de curso é feita por chaves que são pressionadas quando o limite é atingido. O uso de panoramizadores é bastante restrito e suas limitações também muito óbvias, mas ele teve seu papel na evolução do CFTV e hoje em dia ainda é aplicado em algumas situações. Suas limitações incluem a baixa velocidade, o sistema de interface e cabeamento com alimentação direta do motor, dificuldade de controle, limitação de ângulo de giro, fácil identificação da área que está sendo visualizada. Possuem normalmente um ângulo máximo de giro de 350 graus. PTZ é a abreviatura de Pan-Tilt e Zoom - São movimentadores que permitem a movimentação horizontal e vertical da câmera, utilizados em conjunto com uma câmera com lente zoom. Possuem uma mesa de controle com funções básicas de movimento para a esquerda, direita, para cima e para baixo, além do movimento de panoramizador automático, exatamente igual ao do panoramizador. Foram muito utilizados, mas hoje em dia tem sua aplicação cada vez mais restritas. Suas limitações caem praticamente nos mesmos problemas e limitações do panoramizador, mas tornam-se criticas também as questões relativas a distância de cabos com alimentação direta do controlador e da quantidade de cabos envolvidos no projeto. Para exemplificar, um PTZ típico possui um fio para controlar o movimento de cada direção, mais o comum e o automático, totalizando seis fios. Se acoplarmos uma lente tipo Zoom, então a quantidade de fios irá aumentar ainda mais, pois precisaremos de 2 fios para o Zoom, 2 fios para o foco, 2 fios para o controle de íris (se não for automática), entre outras conexões dependendo da lente utilizada; ou seja, teríamos que ter um total de 12 fios no mínimo, fora o cabo para o sinal de vídeo. Bem, a má noticia é que temos essa quantidade de cabos para uma câmera, se utilizarmos mais câmeras basta multiplicar a quantidade de câmeras pelo número de cabos em cada uma, que obviamente resultará em um número absurdo de cabos. Agregamos a isso ainda, a fácil identificação da direção do PTZ, que pelo seu design e forma são inconfundíveis, assim como sua direção de posicionamento. Sua baixa velocidade de movimentação, ausência de funções mais avançadas, como posições memorizadas, percursos programados, etc. O que são Speed Domes? São Câmeras avançadas com mecanismo de Lente Zoom de grande capacidade, movimentação em 360 graus horizontal e 90 vertical integrados. Além de um sistema de comunicação para longas distâncias em barramento, ou seja, diversas câmeras endereçadas utilizando a comunicação pelo mesmo cabeamento através de protocolos de comunicação tipo RS-485 ou RS-422, permitindo a instalação de várias câmeras na mesma conexão.

caixas de proteção externas, as quais bem posicionadas proporcionarão uma cobertura completa e simultânea da área a ser monitorada. Desta forma, teremos uma cobertura mais efetiva e segura, porém essa configuração não irá permitir visualizar maiores detalhes da imagem para reconhecimento, verificação de atividades, acompanhamento de movimentação, zoom para reconhecimento de face ou de numero de placa. Normalmente a mais cara das câmeras fixas tem um custo bem inferior a mais barata das speed domes. Sistemas de Câmeras Fixas Largamente utilizadas nas mais diversas aplicações, as câmeras fixas fornecem um ângulo de visão fixo e pré-definido, permitindo a visualização de áreas ou objetos específicos. De acordo com a aplicação, será definido o tipo de câmera, lente, funções, etc. Temos no mercado os mais diversos tipos e modelos de câmeras e acessórios disponíveis que permitem uma aplicação de acordo com a necessidade do local e do cliente, desde sistemas P&B, Color, Internos, Externos, Automáticos, Fixos, Digitais, Analógicos, Alta/Baixa Resolução, etc.. Além das tão utilizadas micro-câmeras que em muitas situações são instaladas em locais inadequados. Os pontos principais na definição de uma câmera são o tipo, o sistema de cor, a lente utilizada (que irá determinar a área coberta), e as funções disponíveis. As micro-câmeras não possuem grandes possibilidades de troca de lentes, utilização de lentes auto-íris para locais externos, além de não possuírem recursos como BLC, ATW, AGC, ES, Zoom Digital, Auto-Track, Áreas de Privacidade, entre outros. Já as câmeras, em sua maioria, além de possuírem uma maior resolução (maior número de linhas) que as micro-câmeras, podem aceitar os principais tipos de lentes, possuem normalmente várias funções de melhoria e compensação da imagem, e recursos de ajuste. E ainda, um circuito e montagem bem mais robustos e resistentes quanto a interferências e pequenas descargas. Normalmente as câmeras tem um custo mais alto que as micro-câmeras e muito mais baixo que as speed-domes, tendo um bom desempenho na maioria das aplicações, desde que tenham sido dimensionadas corretamente. A definição da área de visualização da câmera se dará pela distância focal da lente utilizada, A solução para manter a segurança do sistema de câmeras fixas e a versatilidade e agilidade de um sistema de speed domes é usar os dois sistemas em conjunto. Pois desta forma teremos a supervisão constante das áreas de risco através das câmeras fixas e a capacidade de acompanhar movimentos, fazer o reconhecimento, confirmar ações suspeitas, visualizar placas de veículos, utilizando speed domes, enfim todas as funções de aproximação. Mas logicamente isto só se aplica a instalações de grande porte e com capacidade de investimento compatível. Pensando ainda nos grandes projetos, vamos tomar como segundo exemplo um hipermercado. Analisando os locais a serem protegidos e inicialmente definindo as áreas de maior risco:

  1. Entradas
  2. Caixas
  3. Estoque
  4. Tesouraria
  5. Setor de Eletro-eletrônicos
  6. Setor de Brinquedos
  7. Setor de Vestuário
  8. Corredores Principais
  9. Estacionamento
  10. Áreas Perimetrais Enfim, todos os locais com objetos de maior valor e com maior interesse de proteção tanto contra desvios por visitantes como por desvios internos.

Definidas as necessidades de segurança, que tipo de sistema utilizaremos para proteção? Câmeras Fixas ou Speed Domes? Se escolhermos câmeras fixas, que tipo de lente utilizaremos? De fato a utilização de câmeras fixas neste caso nos trará alguns pontos importantes que irão definir a verdadeira utilidade para este sistema de CFTV. Poderíamos implantar, por exemplo, algumas câmeras e lentes com distância focal menor e ângulo maior (2,8 a 4 mm) para verificação de áreas específicas, mas neste caso teríamos imagens em nível de ambiente e com poucos detalhes, dificultando a verificação de ações suspeitas, assim como praticamente inviabilizando uma identificação pessoal mais precisa. Neste caso, o objetivo não é verificar a movimentação mas sim as ações em níveis menores, por exemplo, a pessoa colocou um objeto ou a mão no bolso? Estava ajeitando o casaco ou escondendo alguma coisa dentro dele? O que fazer então? Instalar diversas câmeras por corredor e lentes com distâncias focais maiores? (8 a 12mm), poderia melhorar a situação, mas ainda assim uma pessoa com conhecimentos básicos de CFTV poderia verificar o ângulo de captação da câmera ou verificar áreas mortas onde as câmeras não têm atuação. Além disso, a quantidade de câmeras necessária para cobrir toda as áreas de risco seria praticamente inviável. Teria ainda, a necessidade de sistemas de grande porte contendo diversos monitores, diversos gravadores e processadores de vídeo, exigindo também uma atenção excessiva e um número exagerado de operadores para o sistema de CFTV. Para estes locais mais críticos seria recomendada a utilização de Speed-Domes com altura e localização em pontos estratégicos, desde que o sistema tenha um operador controlando o posicionamento das câmeras e tenham sido programados os presets para os locais principais de supervisão, podendo o operador aproximar o zoom para visualizar com detalhes ações suspeitas, acompanhar o percurso de determinadas pessoas, verificar maiores detalhes para identificação e flagrar ações de roubo, desvio ou violação de mercadorias. Como auxilio para as Speed-Domes seria necessária a instalação de câmeras fixas de identificação na entrada das pessoas no mercado, permitindo a gravação para posterior identificação, além da definição na entrada de quem deverá ser monitorado com maior atenção ou não. Em nível de instalação física, a instalação de câmeras speed-domes é um pouco mais complexa que a instalação de câmeras fixas com a diferença nos tipos de suporte e fixação, que podem ser em postes através de abraçadeiras, parafusos, ou cintas, tipo pendante (no teto similar a um lustre de iluminação) ou ainda de parede. Quanto as conexões, são necessários apenas 3 tipos de conexões: alimentação, sinal de vídeo e barramento de controle. O barramento de controle normalmente segue os padrões RS-485 ou RS-422, utilizando apenas um par de fios para controle de um grande número de câmeras, normalmente ligadas em paralelo (pino a pino) com identificação a partir de endereçamento configurado em cada câmera para distâncias de até 1200 metros entre o primeiro e o último equipamento, sem a necessidade de amplificação ou colocação de qualquer outro dispositivo adicional. Para grandes distâncias é recomendada a utilização de adaptadores para par trançado ou fibras óticas, pois o mesmo cabo pode transmitir o sinal de vídeo em um par e no outro o sinal de comando do barramento RS485/RS422. Já para distâncias de até 250 metros, a utilização de cabos coaxiais é o mais comum para a transmissão do sinal de vídeo e um par trançado para o sinal de controle. Outro ponto importante das speed-domes é a questão do protocolo de comunicação, que na pratica define os comandos e respostas entre as câmeras e os teclados de controle, pois muitos equipamentos tem protocolos próprios e não permitem a conexão de equipamentos de outros fabricantes. Isso deve ser levado em conta prevendo futuras expansões e evitando ficar preso a um determinado tipo de sistema. Felizmente, hoje em dia, temos uma tendência da padronização dos protocolos da Pelco, que são o Pelco-P e Pelco-D, onde vemos diversos fabricantes e equipamentos no mercado que possuem estes protocolos como opção de programação.