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Depressão: Sintomas, Medicamentos e Efeitos Colaterais, Notas de aula de Farmacologia

Uma descrição detalhada sobre a depressão, incluindo seus sintomas psiquátricos e fisiológicos, características da doença, diferentes tipos de medicamentos utilizados no tratamento e seus efeitos colaterais. Além disso, o texto discute a teoria da dessensibilização e a importância do sistema hipotálamo pituitária adrenal (hpa) no contexto da depressão.

Tipologia: Notas de aula

2021

Compartilhado em 14/04/2021

andre-nascimento-b2i
andre-nascimento-b2i 🇧🇷

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Farmacologia 2
Felipe
Antidepressivos
Nesta aula vai ser tratado as principais categorias de medicamentos
antidepressivos no qual vamos nos deparar na clínica, ou seja,
medicamentos que vão tratar transtornos unipolar (depressão). Esse único
polo deprimido é um maranhado de sentimentos como sensação de
tristeza, humor deprimido, sensação de autodesvalorização, sentimento
de culpa e afins.
A depressão é uma doença crônica incapacitante que acomete o estilo de
vida, faz seus pacientes paralisarem no tempo e CRONICIDADE de
natureza multifatorial, ou seja, os estressores da vida ligada a bagagem
genética e traumas infantis vão se tornar mais ou menos vulneráveis aos
fatos da realidade. Afeta todas as idades, principalmente os jovens, mas
também na clínica já se encontra crianças diagnosticadas depressivas, isso
significa que esse transtorno unipolar afeta todas as pessoas
independente de classe, raça, idade e afins. No entanto, as mulheres tem
2 a 3x maior vulnerabilidade de apresentar essa doença. Não se sabe
exatamente a causa disso, mas na clínica os experimentos vem mostrando
que as alterações hormonais que acontece nas mulheres tornam mais
vulneráveis aos fatos da realidade, tornando mais propenso de
desenvolver o episódio depressivo. O porquê disso vem dos hormônios
pelo qual apresenta mecanismos neuromodulatórios. A Tensão pré-
menstrual (TPM) é considerado um tipo de depressão.
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Farmacologia 2

Felipe

Antidepressivos

Nesta aula vai ser tratado as principais categorias de medicamentos antidepressivos no qual vamos nos deparar na clínica, ou seja, medicamentos que vão tratar transtornos unipolar (depressão). Esse único polo deprimido é um maranhado de sentimentos como sensação de tristeza, humor deprimido, sensação de autodesvalorização, sentimento de culpa e afins. A depressão é uma doença crônica incapacitante que acomete o estilo de vida, faz seus pacientes paralisarem no tempo e CRONICIDADE de natureza multifatorial, ou seja, os estressores da vida ligada a bagagem genética e traumas infantis vão se tornar mais ou menos vulneráveis aos fatos da realidade. Afeta todas as idades, principalmente os jovens, mas também na clínica já se encontra crianças diagnosticadas depressivas, isso significa que esse transtorno unipolar afeta todas as pessoas independente de classe, raça, idade e afins. No entanto, as mulheres tem 2 a 3x maior vulnerabilidade de apresentar essa doença. Não se sabe exatamente a causa disso, mas na clínica os experimentos vem mostrando que as alterações hormonais que acontece nas mulheres tornam mais vulneráveis aos fatos da realidade, tornando mais propenso de desenvolver o episódio depressivo. O porquê disso vem dos hormônios pelo qual apresenta mecanismos neuromodulatórios. A Tensão pré- menstrual (TPM) é considerado um tipo de depressão.

Característica da depressão

Basicamente os sintomas psiquiátricos da depressão eles são divididos em três categorias: 1 - Sintomas psíquicos: sensação de tristeza com alta desvalorização, sentimento de culpa, dificuldade de tomar decisões, dificuldade de se concentrar. Este é importante por que ocorre ativação do eixo HPA que promove uma mobilização desse eixo que vai elevar os níveis de cortisol e assim, danificar o hipocampo. Assim a pessoa tem dificuldade de se concentrar, de aprender e de memorizar. 2 - Sintomas fisiológicos: na clínica se depara com paciente que tem insônia, fica pensando na vida e não consegue dormir, mas, tem paciente com depressão que dorme o dia inteiro, especialmente quando esses pacientes toma como válvula de escape para fugir dos seus problemas, ou seja, depressão com hipersonolência. Isso é um parâmetro importante, pois tem antidepressivos que tem a característica de beneficiar pacientes que tem insônia. Vai se falar de medicamentos tricíclicos que por bloquear os receptores histamínicos (H1) terá uma ação anti-histamínico que vai levar a sedação, beneficiando esse paciente. Já para pacientes que apresenta anedonia, ou seja, a perca de sentir prazer não é recomendado medicamento tricíclico, pois o tipo é de levantar o astral e não seda-lo. Bloquear o receptor H1, pode ou não beneficiar o paciente. Tem pacientes que emagrecem e vem acompanhado de depressão com anorexia, mas também tem pacientes que vem acompanhado de hiperfágico, especialmente de alimentos doces, porque esse tipo de alimento mobiliza sistemas de neurotransmissores, especialmente a dopamina que dar a sensação de prazer pra compensar o seu quadro deprimido. Tem pacientes que perde o interesse sexual (libido).

As Quatro Teorias da Depressão

1  Teoria Monoaminérgica clássica da depressão postula baixa produção das monoaminas. Ela não explica totalmente por que existe drogas que mobiliza as monoaminas rapidamente, mas não tem efeito sobre o sintoma rapidamente. Então, não podemos explicar a depressão apena por deficiências de neurotransmissores. 2  Como no primeiro dia sobe rapidamente os níveis das monoaminas e mesmo assim não surte efeito, veio surgir uma nova hipótese que é a de sensibilização no qual foi descoberto nas amígdalas e no córtex cerebral (up-regulation), ou seja, aumento de receptores nestas estruturas como mecanismo de compensar a deficiência das monoaminas. Esse é uma hipótese no sistema que está desregulados, é como se fosse a mesma coisa da pessoa ter uma queda da pressão arterial e faz com que o coração bombeie mais rápido, para compensar esse sistema que está desregulado. Então, ao longo prazo (de 3 a 4 semanas) os antidepressivos vão elevar os níveis de monoaminas que vai dessensibilizar os receptores. 3  A teoria da dessensibilização não acontece isoladamente, pois é preciso da mobilização do eixo Hipotálamo Pituitária Adrenal (HPA), fazendo com que a hiperestimulação deste eixo em pessoas estressadas e deprimidas chegue a um excesso de cortisol no hipocampo promovendo a lesão neuronal. Assim, os antidepressivos demora a surtir efeito por que precisa mandar a mensagem para o núcleo no qual vai produzir neurotrofinas (NTFs) que vai estimular a produção de neurônios, ou seja, produção de neurogênese. 4  Mudanças plásticas, mudanças adaptativas via BDNF (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro). Palavra chave para todas as categorias de antidepressivos: BDNF (NEUROGÊNESE). Depois de 3 a 4 semanas é que começa estimular a produção de BDNF (novas arborizações dendríticas).

Categoria dos Antidepressivos

Primeira Categoria (tricíclicos)  São considerado de

primeira geração por ser o mais antigo.

Quem são esses medicamentos:

  • CLOMIPRAMINA
  • TRIMIPRAMINA
  • DOXEPINA
  • AMITRIPTILINA
  • DESIPRAMINA
  • NORTRIPTILINA
  • IMIPRAMINA Mecanismo de Ação: Bloqueia SERT e NART, ou seja, bloqueia os transportadores de recaptação das NA e SE. A partir desse momento que bloqueia esses transportadores, os neurotransmissores vão continuar na fenda sináptica ativando os seus respectivos receptores. A IMIPRAMINA é menos sedativa quando comparado a AMITRIPTILINA. Isso acontece pelo fato da AMITRIPTILINA bloquear também os receptores H1, causando uma maior sedação. Por que os receptores Histaminérgicos bloqueados causa o efeito sedativo? A histamina é um neurotransmissor agonista dos receptores H1 no qual tem como função de produzir o estado de alerta, vigília e saciedade. Logo, uma droga que seja antagônica a esse receptor vai causar funções opostas, ou seja, quando H1 é estimulado deixa no estado de alerta, mas quando é bloqueado causa sonolência. Além da sedação, esse receptor também causa ganho de peso. Isso pode causar um benefício na clínica para pacientes com quadro de depressão e anorexia. Porém, para aqueles que já apresenta sonolência não seria interessante o uso desse medicamento.

EFEITOS COLATERAIS NEM SEMPRE NOS PACIENTES, DEPENDE DA

SENSIBILIDADE DE CADA UM!!! Quando apresenta, com um tempo esses sintomas vão desaparecendo. O critério de primeira escolha é dependente do tipo de patologia que o paciente apresenta. Último efeito colateral: Trata a depressão mas leva a disfunção sexual. A maneira de melhorar esse quadro é diminuindo as doses e uma hora o organismo se adapta. Então é uma disfunção sexual no qual pode apresentar espermatozoide reduzido, mas NÃO É IMPOTENCIA SEXUAL, pois é um quadro reversível. Segunda Categoria – Segunda Geração Primeira subcategoria da segunda geração é que são inibidores da receptação da serotonina. É CRITÉRIO DE PRIMEIRA ESCOLHA, por que tem menos efeitos colaterais. Mecanismo de Ação: Bloqueias de forma seletiva a receptação da Serotonina, mas essa seletividade é relativa, já que é impossível um fármaco ser seletivo absoluto de um só receptor. Vantagens:

  • Não bloqueia os receptores H1. Já elimina o efeito sedativo e ganho de peso.
  • Não leva a hipotensão postural Não tem efeito anti-muscarínicos (boca seca, visão turva, constipação e retenção urinária). Quem são esses medicamentos:
  • FLUOXETINA (norfluoxetina)
  • PAROXETINA (M, NOS)
  • FLUVOXAMINA (Alfa-1)
  • SERTRALINA (IRNA, Alfa-1)
  • CITALOPRAM
  • ESCITALOPRAM

PAROXETINA tem um certo efeito anti-muscarínico. Também tem uma ação inibindo NOS (responsável pela síntese de óxido nítrico) no qual tem uma importância na disfunção sexual, principalmente nos homens, pois inibindo a NOSintase do corpo cavernoso inibir a ereção do homem. Tempo de Meia Vida: Fluoxetina  3 à 5 dias. Metabolizado no fígado, transformando em Norfluoxetina no qual aumenta o tempo de meia vida de 7 à 10 dias. Comparado aos demais é o fármaco que tem o maior tempo perdido. Efeito colateral início de tratamento tem característica de aumentar a ansiedade, pode apresentar crise de pânico e insônia. Também são efeitos parecido no início do tratamento, mas que some com o passar do tempo. Náuseas e vômitos, o porquê disso é pela elevação da serotonina na zona de gatilho quimiorreceptora que é o centro do vômito. Por elevar a SE no TGI leva a cólicas intestinais e diarreia. Disfunção sexual e não engorda. Esses medicamentos combinados com a classe IMAO pode ocorrer a síndrome serotoninérgica que deixa a pessoa desorientada, instabilidade autonômica, a pressão fica flutuante (sobe e desce), abalo neuromusculares no qual vai ocorrer tremores na musculatura esquelética. Por que inibidores das monoaminas oxidase junto com esses medicamentos ocorre a síndrome serotoninérgica? Porquê sem a MAO vai elevar mais ainda os níveis de serotonina. Outra subcategoria Inibidores seletivos da receptação da noradrenalina (inibidores da NAT). Os fármacos: são Maprotilina (tetracíclico) e Reboxetina. NÃO CAI NA PROVA!!! Categoria Inibidores da SET e NAT São similares aos tricíclicos no mecanismo, mas não tem a estrutura química tricíclicos. Vantagens comparada com os tricíclicos:

  • Não bloqueia H
  • Não Bloqueia muscarínicos

Os dois exemplos de medicamentos Atípicos:

  • MIRTAZAPINA
  • MIANSERINA No qual eles bloqueiam os receptores auto-alfa2 (eleva NA) e hetero-alfa (eleva SE). Ainda nesta categoria temos:
  • TRAZODONA
  • NEFAZODONA Mecanismo de ação: Antagonistas de H 2 e H 3 Também inibem a receptação de serotonina (SERT) e infelizmente bloqueiam o receptor Alfa-1 levando a hipotensão postural ou ortostático. Na NEFAZODONA há relatos de hepatoxicidade. Categoria Inibidores da MAO: Essa categoria eleva todas as monoaminas, mas em especial a NA e SE. Nós temos duas categorias: Inibidores irreversíveis e não seletivos (são irreversíveis por ocorrer ligações covalentes com a enzima monoaminas oxidase). E são chamados de não seletivos por que eles não descriminam as isoformas das monoaminas oxidases tipo A e B. Monoaminas Oxidase tipo A são enzimas que degradam preferencialmente a NA e SE Monoaminas Oxidase tipo B são enzimas que degradam preferencialmente a Dopamina. Exemplo de medicamento:
  • FENELZINA
  • TRANILCIPROMINA
  • ISOCARBOXAZIDA

Efeitos colaterais: Idem aos antidepressivos tricíclicos, exceto: sedação e ganho de peso, ou seja, não inibe H1. Esses fármacos (FENELZINA, TRANILCIPROMINA E ISOCARBOXAZIDA) tem a possibilidade de interação farmacológica com toda as substâncias simpaticomiméticas. O que seria isso? Que provoca ativação dos sistema simpático. Ex: ANFETAMINAS aumentam NA, descongestionantes nasais a base de EFEDRINA que, também eleva a NA promove a vasoconstrição, aumento da pressão arterial. Se combinar EFEDRINA OU ANFETAMINAS com INIBIDORES DA MAO, por elevar muito os níveis da NA vai ocorrer o princípio hipertensivos. [ Outro tipo de interação farmacológica é a interação do fármaco com alimento rico em tiramina. Quais são os principais alimentos ricos em tiramina? Vinhos, queijos, enlatados e lacticínios. Então, pacientes que ingere esses alimentos, a tiramina vai aumentar a liberação de NA que tendem a elevar a pressão arterial. Logo, esses alimentos com fármacos que aumenta os níveis de noradrenalina vai ter a somação das forças levando para o quadro de crise hipertensiva. INIBIDOR REVERSÍVEL DA MAO:

  • MOCLOBEMIDA Esse fármaco tem menor efeito adverso de crise hipertensiva. Não eleva a dopamina, só eleva a NA e a SE. Outras Opções:
  • AGOMELATINA Tem um mecanismo de ação completamente diferente das demais Mecanismo de Ação: Agonista de receptores melatoninérgicos (MT1 e MT2) Sua fisiologia: No SNC, a melotonina que é secretada pela glândula pineal, também é neurotransmissores que age em receptores do tipo melatoninérgicos. Ela apresenta duas funções: Sedação e modulação do humor.