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Classificação de risco e manejo do paciente
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!

Pessoa que viva ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha presença de Aedes aegypti , que apresenta febre , usualmente entre 2 e 7 dias , e apresenta duas ou mais das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, exantema, mialgia, artralgia, cefaleia, dor retroorbital, petéquias ou prova do laço positiva e leucopenia. Também pode ser considerado caso suspeito, toda criança proveniente ou residente em áreas com transmissão de dengue, com quadro febril agudo, usualmente entre 2 e 7 dias, e sem foco de infecção aparente
Iniciar hidratação dos pacientes de imediato de acordo com a classificação, enquanto aguarda exames laboratoriais. Hidratação oral para pacientes do Grupo A e B enquanto aguarda avaliação médica. Hidratação venosa para pacientes dos grupos C e D.
Sem sangramento espontâneo ou induzido (prova do laço negativa), sem sinais de alarme, sem condição especial, sem risco social e sem comorbidades.
Ambulatorial
Em observação até resultados de exames
Seguir conduta do Grupo A
Hematócrito Normal em mais de 10% ou crianças >38% mulheres > 44% Homens > 50%
Hematócrito Aumentado
Hidratação domiciliar = Grupo A
Clínica e do hematócrito em 4 horas (após etapa de hidratação)
Reavaliação clínica e laboratorial diária ou imediata na presença de sinais de alarme. Entregar cartão de acompanhamento da dengue. Acompanhar o paciente até 48h após a queda da febre.
Estabilização hemodinâmica durante 48 horas; Ausência de febre por 48 horas; Melhora visível do quadro clínico; Hematócrito normal e estável por 24 horas; Plaquetas em elevação e acima de 50.000/mm3; Ausência de sintomas respiratórios
Aumento de hematócritos ou surgimento de sinais de alarme
Tratamento em leito de observação: hidratação oral supervisionada ou parental Adultos 80ml/kg/dia, sendo 1/3 em administrados em 4 horas e na forma de solução salina. Crianças Conforme cálculo de hidratação do Grupo A, oferecendo 1/3 do volume em 4 horas Hidratação venosa se necessário: Soro fisiológico ou Ringer Lactato – 40ml/kg/4h.
Leito de internação por um período mínimo de 48h
Adultos e crianças Hidratação IV imediata: 10 ml/kg/h em 2 horas, com soro fisiológico ou ringer lactado.
Hidratação IV imediata, independente do local de atendimento. Adultos e crianças Hidratação IV com solução salina isotônica: 20 ml/kg em até 20 minutos; Repetir esta fase até três vezes se necessário.
A avaliação deve ser contínua e na presença de qualquer sinal de agravamento ou choque a reavaliação médica deve ser imediata.
Reavaliação clínica a cada 15-30 minutos e hematócrito após 2 horas.
Melhora clínica e de hematócrito. Retornar para a fase de expansão do Grupo C
Se resposta for adequada, tratar como Grupo C.
Melhora clínica e laboratorial. Sinais vitais e PA estáveis, diurese normal e queda do hematócrito
Primeira fase: soro fisiológico 25 ml/Kg em 6 horas; Se melhora: 25 ml/kg em 8 horas, sendo 1/3 com soro fisiológico e 2/3 de soro glicosilado. Crianças Regra de Holliday-Segar:
Leito de terapia intensiva
Hidratação oral Adultos 60 a 80ml/kg/dia, sendo 1/3 com solução salina oral e 2/3 com ingestão de líquidos caseiros (água, suco de frutas, chás, água de coco etc). Crianças Precoce e abundante, com soro de reidratação oral, oferecido com frequência sistemática, completar com líquidos caseiros para crianças <2 anos, oferecer 50 – 100 ml (1/4 a ½ copo) de cada vez; para crianças >2 anos, 100-200ml (1/2 a 1 copo) de cada vez. Hidratação no domicílio: 1/3 com SRO – até 10 kg: 130 ml/kg/dia; de 10 a 20 kg: 100 ml /kg/dia ; acima de 20 kg: 80 ml/kg/dia Repouso Sintomático
Os sinais de alarme e agravamento do quadro costumam ocorrer na fase de remissão da febre. Retorno: Retorno imediato na presença de sinais de alarme ou a critério médico. Entregar cartão de acompanhamento da dengue. Reavaliar o paciente nesse período (3º ao 6° dia da doença).
a) Presença de sinais de alarme ou de choque, sangramento grave ou comprometimento grave de orgão (grupos C e D). b) Recusa na ingestão de alimentos e líquidos. c) Comprometimento respiratório: dor torácica, dificuldade respiratória, diminuição do murmúrio vesicular ou outros sinais de gravidade. d) Impossibilidade de seguimento ou retorno a unidade de saúde. e) Comorbidades descompensadas como diabetes mellitus, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, uso de dicumarínicos, crise asmática etc. f) Outras situações a critério clínico.
Se SUSPEITA DE FEBRE AMARELA também - além do HEMOGRAMA, solicitar TGO(AST),TGP (ALT), BILIRRU- BINAS, URÉIA, CREATININA, SÓDIO, POTÁSSIO, INR (TP). CUIDADO COM A HIPER HIDRATAÇÃO.
Com sangramento de pele espontâneo ou induzido (prova do laço +), ou condição clínica especial ou risco social ou comorbidades e sem sinal de alarme.
Presença de algum sinal de alarme. Manifestação hemorrágica presente ou ausente.
Com sinais de choque. Hemorragia grave; disfunção grave de órgãos. Manifestação hemorrágica presente ou ausente.
Pesquisar sangramento de pele espontâneo, Prova do Laço +, condição clínica especial, risco social ou comorbidades Pesquisar Sinal de Alarme^ Pesquisar Sinal de Choque
hipotensão arterial (fase tardia do choque); cianose (fase tardia do choque); acumulação de líquidos com insuficiência respiratória.
Seguir conduta do Grupo C
Repetir fases de expansão até três vezes. Resposta inadequada = conduzir como grupo D
Condições clínicas especiais e/ou risco social ou comorbidades: lactentes (menores de 2 anos), gestantes, adultos com idade acima de 65 anos, com comorbidades. Exames complementares: hemograma obrigatório e outros exames laboratoriais de acordo com a condição clínica associada. Reclassificar os pacientes após cada avaliação clínica e resultado de exames seguindo protocolo da dengue e vigilância clínica específica (condições associadas). Obs: Dengue diagnóstico e manejo clínico adulto e criança - Ministério da Saúde – 2016 - 5ª edição http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/marco/30/dengue-manejo-adulto-crianca-5d.pdf
Prova do Laço: Verificar a PA (deitada ou sentada); Calcular o valor médio: (PA sistólica + PA diastólica)/2; Insuflar novamente o manguito até o valor médio e manter por cinco minutos em adulto (em criança, 3 minutos) ou até o aparecimento de micro petéquias ou equimoses; Desenhar um quadrado de 2,5 cm (ou uma área ao redor da falange distal do polegar) no antebraço; Contar o número de micro petéquias no quadrado. A prova será positiva se houver 20 ou mais petéquias em adultos e 10 ou mais em crianças.
No caso de resposta inadequada, caracterizada pela persistência do choque, deve-se avaliar:
1. Se o hematócrito estiver em ascensão, após a reposição volêmica adequada - utilizar expansores plasmáticos. 2. Se o hematócrito estiver em queda e houver persistência do choque - investigar hemorra- gias e avaliar a coagulação.