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Trabalho sobre NBR 10844 (Instalações Prediais de Águas Pluviais)
Tipologia: Trabalhos
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Relatório apresentado ao curso técnico de Edificação como avaliação da disciplina de Hidráulica. Professor: Rafael
Ipatinga/MG Maio de 2010
1.1 – Objetivo...................................................................................................
4.1 Materiais.................................................................................................... 7
5.1 Fatores Meteorológicos............................................................................. 7 5.2 Área de Contribuição................................................................................. 8 5.3 Vazão do projeto........................................................................................ 8 5.4 Calhas........................................................................................................ 5.5 Coberturas Horizontais de Lajes.............................................................. 11 5.6 Dimensionamentos dos Condutores Verticais......................................... 12 5.7 Dimensionamento dos Condutores Horizontais....................................... 14
As instalações prediais de águas pluviais são de grande importância em edifícios onde existe um propósito de economizar a água. Pois basicamente se trata de uma coleta de água das chuvas, que com isso, irá proporcionar ao proprietário do edifício uma economia muito significativa em quantidade de água potável utilizada.
Toda a água que é coletada das chuvas é depositada em um reservatório, essa água apesar de não ser potável, serve para varias aplicações no dia a dia, como: lavar carros, regar jardins, abastecimento das caixas de bacias sanitárias, lavar pisos e garagens, etc.
✓ Escoar a água sem provocar ruídos escessivos;
✓ Resistir aos esforços mecânicos atuantes na tubulação; ✓ Garantir indeformabilidade através de uma fixação da tubulação. As águas pluviais não devem ser lançadas em redes de esgoto usadas apenas para águas residuárias (despejos, líquidos domésticos ou industriais).
Segundo CREDER (1995), os códigos de obras dos municípios, em geral, proíbem o caimento livre da água dos telhados de prédios de mais de um pavimento, bem como o caimento em terrenos vizinhos. Tal água deve ser conduzida aos condutores de águas pluviais, ligados a caixas de areia no térreo; daí, podendo ser lançada aos coletores públicos de águas pluviais.
Aplica-se a drenagem de águas pluviais em coberturas, terraços, pátios, etc.
Apresentam-se abaixo algumas das definições associadas aos conceitos de hidrologia e hidráulica:
✓ (^) Altura pluviométrica: é o volume de água precipitada (em mm) por unidade de área, ou é a altura de água de chuva que se acumula, após certo tempo, sobre uma superfície horizontal impermeável e confinada lateralmente, desconsiderando a evaporação. ✓ Intensidade pluviométrica: é a altura pluviométrica por unidade de tempo (mm/h). ✓ Duração de precipitação: é o intervalo de tempo de referência para a determinação de intensidades pluviométricas. ✓ Período de retorno: número médio de anos em que, para a mesma duração de precipitação, uma determinada intensidade pluviométrica é igualada ou ultrapassada apenas uma vez. ✓ Área de contribuição: soma das áreas das superfícies que, interceptando chuva, conduzem as águas para determinado ponto da instalação.
✓ Tempo de concentração: intervalo de tempo decorrido entre o início da chuva e o momento em que toda a área de contribuição passa a contribuir para determinada seção transversal de um condutor ou calha. ✓ Calha: canal que recolhe a água de coberturas, terraços e similares e a conduz a um ponto de destino. ✓ Condutor horizontal: canal ou tubulação horizontal destinada a recolher e conduzir águas pluviais até locais permitidos pelos dispositivos legais. ✓ Condutor vertical: tubulação vertical destinada a recolher águas de calhas, coberturas, terraços e similares e conduzí-las até a parte inferior do edifício.
✓ Perímetro molhado: linha que limita a seção molhada junta as paredes e ao fundo do condutor ou calha. ✓ Área molhada: área útil de escoamento em uma seção transversal de um condutor ou calha. ✓ Raio hidráulico: é a relação entra a área e o perímetro molhado.
✓ Vazão de projeto: vazão de referência para o dimensionamento de condutores e calhas. ✓ Coeficiente de deflúvio superficial: quantidade de chuva que escoa superficialmente.
4.1 Materiais As calhas devem ser feitas de chapas de aço galvanizado, folhas-de-flandres, chapas de cobre, aço inoxidável, alumínio, fibrocimento, PVC rígido, fibra de vidro, concreto ou alvenaria. Vejamos alguns tipos de calha:
Q = vazão de projeto (l/min); I = intensidade pluviométrica (mm/h); A = área de contribuição (m²).
5.4 Calhas As calhas de beiral e platibanda devem, sempre que possível, ser fixadas centralmente sob a extremidade da cobertura e o mais próximo desta.
A inclinação das calhas de beiral e platibanda deve ser uniforme, com valor mínimo de 0,5%. As calhas de água-furtada têm inclinação de acordo com o projeto da cobertura.
Quando a saída não estiver colocada em uma das extremidades, a vazão de projeto para o dimensionamento das calhas de beiral ou platibanda deve ser aquela correspondente à maior das áreas de contribuição.
Quando não se pode tolerar nenhum transbordamento ao longo da calha, extravasores podem ser previstos como medida adicional de segurança. Nestes casos, eles devem descarregar em locais adequados.
Em calhas de beiral ou platibanda, quando a saída estiver a menos de 4m de uma mudança de direção, a Vazão de projeto deve ser multiplicada pelos coeficientes da Tabela a seguir:
Tabela 1. Coeficientes Multiplicativos da Vazão de Projeto
O dimensionamento das calhas deve ser feito através da fórmula de Manning-Strickler, indicada a seguir:
Onde: Q: Vazão de projeto (l/min); S: área molhada em m^2 ; Rh: raio hidráulico em m; I: declividade da calha em m/m;
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n: coeficiente de rugosidade K: 60. A Tabela a seguir indica os coeficientes de rugosidade dos materiais normalmente utilizados na confecção de calhas.
Tabela 2. Coeficientes de Rugosidade A Tabela 3 fornece as capacidades de calhas semicirculares, usando coeficiente de rugosidade n = 0,011 para alguns valores de declividade. Os valores foram calculados utilizando a fórmula de Manning-Strickler, com lâmina de água igual à metade do diâmetro interno.
Tabela 3. Capacidades de calhas semicirculares com coeficientes de rugosidade n = 0,011 (Vazão em L/ min)
5.5 Coberturas Horizontais de Lajes As coberturas horizontais de laje devem ser projetadas para evitar empoçamento, exceto aquele tipo de acumulação temporária de água, durante tempestades, que pode ser permitido onde a cobertura for especialmente projetada para ser impermeável sob certas condições.
As superfícies horizontais de laje devem ter declividade mínima de 0,5%, de modo que garanta o escoamento das águas pluviais, até os pontos de drenagem previstos.
A drenagem deve ser feita por mais de uma saída, exceto nos casos em que não houver risco de obstrução.
Quando necessário, a cobertura deve ser subdividida em áreas menores com caimentos de orientações diferentes, para evitar grandes percursos de água.
Os trechos da linha perimetral da cobertura e das eventuais aberturas na cobertura (escadas, clarabóias etc.) que possam receber água, em virtude do caimento, devem ser dotados de platibanda ou calha.
Como foi visto, o sistema de coleta de água das chuvas em edificações é praticamente para fins não potáveis, mas poderão ser utilizadas para varias outras funções, onde o principal é a economia de água potável.
Como a atenção ao meio ambiente é uma preocupação que vai crescer muito, então uma das praticas sustentáveis no setor seria o aproveitamento de fontes alternativas de água em edifícios, pois assim, estariam contribuindo para minimizar os impactos ambientais causados pelas enchentes e também irá contribuir para um ganho econômico significativo na edificação.
Instalações prediais de águas pluviais http://www.ebah.com.br/instalacoes-prediais-de-aguas-pluviais- nbr-10844-pdf-a24613.html