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código G, erosão a fio manual, comandos para usinagem a fio
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!





























































































Em 1950, já se dizia em voz corrente, que a cibernética revolucionaria, completamente, as máquinas ferramentas de usinagem, mas não se sabia exatamente como. Houve tendências iniciais de aplicar o computador para comando de máquinas, o que, de certa forma, retardou o aparecimento do CNC. Somente quando este caminho foi abandonado principalmente por ordem econômica, abriu-se para a pesquisa e o desenvolvimento do que seria o "Comando Numérico".
No conceito "Comando Numérico", devemos entender "numérico", como significando por meio ou através de números. Este conceito surgiu e tomou corpo, inicialmente nos idos de 1949/50, nos Estados Unidos da América e, mais precisamente, no Massachussets Institute of Technology, quando sob a tutela da Parsons Corporation e da Força Áerea dos Estados Unidos, desenvolveu-se um projeto específico que tratava do "desenvolvimento de um sistema aplicável às máquinas-ferramenta para controlar a posição de seus fusos, de acordo com os dados fornecidos por um computador", idéia, contudo, basicamente simples.
Entre 1955 e 1957, a Força Aérea Norte-Americana utilizou em suas oficinas máquinas C.N., cujas idéias foram apresentadas pela "Parson Corporation". Nesta mesma época, várias empresas pesquisavam, isoladamente, o C.N. e sua aplicação. O M.I.T., Massachussets Institute os Tecnology, também participou das pesquisas e apresentou um comando com entrada de dados através de fita magnética. A aplicação ainda não era significativa, pois faltava confiança, os custos eram altos e a experiência muito pequena. Da década de 60, foram desenvolvidos novos sistemas, máquinas foram especialmente projetadas para receberem o C.N., e aumentou muita a aplicação no campo da metalurgia. Este desenvolvimento chega a nossos dias satisfazendo os quesitos de confiança, experiência e viabilidade econômica.
Triângulo Retângulo
Um triângulo é dito retângulo quando um de seus lados possui um ângulo reto(90º). A o maior lado do triângulo retângulo chamamos hipotenusa (lado oposto ao ângulo reto), e aos outros dois chamamos de catetos.
No triângulo retângulo temos:
BC = HIPOTENUSA AC e AB = CATETOS
2 2 2
2 2 2 a b c
Exemplo: Calcular o valor da lado “a”
α
Calcular os valores indicados nas figuras seguintes:
α B = 12
C = 5
A =?
30º 6
Z
Z
5 60º^ a
A história não termina, mas abre-se nova perspectiva de desenvolvimento, que deixam de envolver somente Máquinas Operatrizes de usinagem, entrando em novas áreas. O desenvolvimento da eletrônica aliado ao grande progresso da tecnologia mecânica garantem estas perspectivas do crescimento.
Atualmente, as palavras "Comando Numérico" começam a ser mais freqüentemente entendidas como soluções de problemas de usinagem, principalmente, onde não se justifica o emprego de máquinas especiais. Em nosso país, já se iniciou o emprego de máquinas com C.N., em substituição aos controles convencionais.
Os ciclos automáticos, consistem em uma série de funções preparatórias pré- determinadas, que executam operações de usinagem através de uma única sentença de programação.
Estas sentenças de programação,comandam automaticamente os movimentos de todos os eixos e a utilização das funções auxiliares nelas contidas.
Os ciclos automáticos ajudam assim na execução de operações complexas tais como, desbaste, roscamentos, furações e outras, pois, eliminam a necessidade de informações repetitivas de programação.
Comentários
O caractere que define um comentário é o ponto e vírgula ( ; ). O texto de um comentário deverá estar logo após o caractere ";" através do qual é possível passar instruções ou informações ao operador.
Os comentários devem ser inseridos no final do bloco ou em blocos isolados, jamais no meio do bloco.
Um comentário poderá ter até 120 caracteres dos quais apenas 43 serão apresentados no campo de comentários da tela.
Obs: O comentário inserido no início do programa sem o número de bloco (função N), será apresentado ao lado do número do programa no diretório de programas do comando, caracterizando assim o nome do mesmo.
Chamada de ferramenta
A chamada das ferramentas operantes é feita através da função auxiliar "T" (formato T4, quatro dígitos), cujo os dígitos numéricos definem o número da ferramenta e corretor, e também pelas instruções inerentes a sua utilização tais como definição de Zero Peça, Faixa de rotação, Definição de rpm e Sentido de giro.
Lembramos que na troca de ferramenta automática é efetuada pela função "T", seguida pela função miscelânea "M06" que libera o giro de Torre.
Origem Zero peça
Através da função preparatória G54 ou G55 define-se a origem zero (X0,Z0), do sistema de coordenadas da peça.
Atenção: Este é um dado muito importante, pois caso queira iniciar uma usinagem no meio do programa, por exemplo para uma correção de medida, na falta da origem G54 ou G55 a ferramenta procura o zero máquina, e ai a colisão é inevitável.
O termo “Zero-Peça” corresponde a um ponto que serve como origem para a determinação dos perfis de trabalho, onde as coordenadas em X e em Z possuem valor zero (0,0). A seguir a sequência para o referenciamento do “Zero-Peça”.
Selecionar a tecla MDI, posicionar o cursor na última linha e digitar como segue: M12# S800# M3# e acionar a tecla “Enter” no painel da máquina.
Blocos de Usinagem
Um bloco de usinagem contém todas as informações necessárias à execução de uma etapa do programa. Está limitado em 43 caracteres por linha e pode ser subdividido em várias linhas de programação.
O número do bloco pode ser escolhido livremente, obedecendo a uma ordem de aparecimento na programação, porém, não deverá haver mais de um bloco com o mesmo número.
É permitida a programação sem numeração de bloco, porém, neste caso não será possível o adiantamento do programa para um bloco intermediário nem a utilização de instruções de salto.
Ponto de troca
O ponto de troca é um posicionamento definido na programação para promover as trocas de ferramentas necessárias à execução da peça.
Lembramos que para isso deve-se desligar o eixo árvore (através de M00 para troca manual ou M06 para troca automática) , e normalmente é efetuado através da sintaxe T00 seguida pelo Zero Peça e posicionamento desejado (Vide Estrutura Básica de Programação).
Final de Programa
O final do programa será representado por uma função miscelânea específica “M30”, entendida pelo comando, e tal instrução deverá estar sozinha na sentença e na última linha de programação, a qual promoverá o retorno ao início do programa.
Um programa CNC, deverá ser estruturado basicamente pelos seguintes elementos:
Cabeçalho de Programa
; Eixo # (Nome do Programa) N10 G99 # (Retorno ao Zero máquina) N20 G95 # (Programação de avanço por rotação) N30 G90 # (Programação no Sistema de Coordenadas Absolutas) N40 G71 # (Programação em Milímetros) N50 G20 # (Programação em diâmetro) N60 G18 # (Plano de trabalho X,Z) : Obs: Na maioria dos comandos estas funções de programação são "Default", ou seja, são condições básicas de funcionamento.
Chamada de ferramenta : N70 T00; T0101 DESBASTE # (Cancela corretores e avisa qual ferramenta vai entrar) N80 G54 # (Origem Zero Peça). N90 G00 X150. Z150. # (Posicionamento do Ponto de troca) N100 T0101 ; DESBASTE # (Chamada de ferramenta e corretores) N110 M06 # (Libera o giro de torre em caso de troca automática) :
Definição de rotação (com variação de rotação)
Final de programa : N300 T00 ; Final # (Cancela corretores de ferramenta) N310 G54 # (Origem Zero Peça). N320 G00 X150. Z150. # (Posicionamento do Ponto de troca) N340 M30 # (Final de programa)
Define-se como sistema de coordenadas absolutas o sistema de coordenadas onde o ponto a ser atingido pela ferramenta é dado tomando-se como referência o “zero-peça”.
20
80 30
Coordenadas Absolutas Movimento Coordenadas De Para X Z A 0 30 A B 30 30 B C 50 20 C D 80 20 D E 80 0