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Poder Calorífico Inferior e Outros Conceitos Relacionados a Combustíveis, Notas de estudo de Física

Este documento explica o poder calorífico inferior e superior de diferentes tipos de combustíveis, como gasolina, álcool etílico, álcool metílico, benzol e óleo diesel. Além disso, aborda conceitos relacionados aos combustíveis, como calor latente, peso específico e viscosidade. O documento também fornece fórmulas para determinar o poder calorífico inferior e limites máximos comerciais para o peso específico de carburantes.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 21/10/2013

Marcela_Ba
Marcela_Ba 🇧🇷

4.6

(200)

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É a quantidade de calor produzido por 1kg de combustível, quando este entra em
combustão, em excesso de ar, e os gases da descarga são resfriados de modo que o vapor de
água neles seja condensado.
Poder Calorífico Inferior
É a quantidade de calor que pode produzir 1kg de combustível, quando este entra
em combustão com excesso de ar e gases de descarga são resfriados até o ponto de ebulição
da água, evitando assim que a água contida na combustão seja condensada.
Como a temperatura dos gases de combustão é muito elevada nos motores
endotérmicos, a água contida neles se encontra sempre no estado de vapor, portanto, o que
deve ser considerado é o poder calorífico inferior e não o superior.
Fórmulas para determinar o poder calorifico inferior.
Para a gasolina: Para o benzol:
PCI = PCS - 780 Kcal/Kg PCI = PCS - 415
Para álcool etílico: Para o óleo diesel:
PCI = PCS - 700 PCI =PCS - 730
Para álcool metílico:
PCI = PCS - 675
PCI = PODER CALORIFICO INFERIOR
PCS = PODER CALORIFICO SUPERIOR
- Calor Latente:
A demora ou rapidez com o qual os corpos se fundem ou liquefazem, tem sua
explicação no calor latente, que e a quantidade de calor absorvido pelos corpos na sua
mudança de estado, sem que haja aumento aparentemente de temperatura.
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É a quantidade de calor produzido por 1kg de combustível, quando este entra em combustão, em excesso de ar, e os gases da descarga são resfriados de modo que o vapor de água neles seja condensado.

Poder Calorífico Inferior É a quantidade de calor que pode produzir 1kg de combustível, quando este entra em combustão com excesso de ar e gases de descarga são resfriados até o ponto de ebulição da água, evitando assim que a água contida na combustão seja condensada. Como a temperatura dos gases de combustão é muito elevada nos motores endotérmicos, a água contida neles se encontra sempre no estado de vapor, portanto, o que deve ser considerado é o poder calorífico inferior e não o superior.

Fórmulas para determinar o poder calorifico inferior. Para a gasolina: Para o benzol: PCI = PCS - 780 Kcal/Kg PCI = PCS - 415

Para álcool etílico: Para o óleo diesel: PCI = PCS - 700 PCI =PCS - 730

Para álcool metílico: PCI = PCS - 675

PCI = PODER CALORIFICO INFERIOR PCS = PODER CALORIFICO SUPERIOR

- Calor Latente:

A demora ou rapidez com o qual os corpos se fundem ou liquefazem, tem sua explicação no calor latente, que e a quantidade de calor absorvido pelos corpos na sua mudança de estado, sem que haja aumento aparentemente de temperatura.

O calor latente necessário à fusão ou liquefação varia com sua natureza. Na passagem do estado líquido ao gasoso, o líquido não muda de temperatura enquanto dura sua transformação, e todo calor empregado é absorvido para produzir mudança de estado.

- Peso Específico

É a relação entre o peso de uma substância e o de um volume igual de água destilada, a uma temperatura de 4ºC. É o peso de uma substância por unidade de volume, densidade. Comercialmente, é usado para diferenciar os diversos tipos de combustíveis e permite calcular ainda o volume, peso e consequentemente, a tonalidade térmica que é expressa em kilocalorias por litro de mistura (cal/L). Para o peso específico dos carburantes, os limites máximos geralmente admitidos são 0,705 a 0,770kg/dm^3. O peso específico da gasolina oscila entre 0,840 e 0,890kg/dm^3.

- Viscosidade

A viscosidade se explica pela força de coesão das moléculas do fluido. Ao se tentar deslocar uma camada de água sobre outra, por exemplo, é necessário vencer a força de resistência provocada pela atração entre as moléculas das duas camadas. Para os óleos lubrificantes há uma escala arbitrária estabelecida pela Society of Automotive Engineers, os graus SAE, que são expressos por dezenas inteiras, sendo o óleo mais fino ou menos viscoso de grau igual a 10.

5) Gasolina

Os aditivos geralmente são:  chumbo tretametila Pb (C2H5) e  chumbo tretaetila Pb (CH3) Entre os dois aditivos, o mais eficaz é o chumbo tretaetila. A adição destes aditivos ao combustível causa os seguintes inconvenientes:  Produz formação de depósitos de óxido de chumbo, ocasionando corrosão nas paredes dos cilindros  São tóxicos  Não podem ser utilizados nos combustíveis empregados para alimentar motores com catalisadores no tubo de descarga. A percentagem adicionada destes aditivos no combustível, com a finalidade de aumentar o número de octanas, varia na ordem de 0,08 cm3/litro a 0,9 cm3/litro. Na figura abaixo é representado a curva da variação do NO da gasolina em função da adição do chumbo tetraetila.

NO (motor)

90 88 86 84 82 80 78 76 74

0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 cm^3 /litro

A figura abaixo representa curvas do ISO-OCTANO e HEPTANO em função do teor de chumbo adicionado.

100% ISO-OCTANO 110 105 75% 100 50% 95 25% 90 0% 85 80 75 70

Chumbo Tetraetílico cm^3 /litro

6) Óleo Diesel

Índice de Cetano

O número de cetano de um óleo combustível corresponde ao percentual volumétrico de cetano e alfametilnaftaleno contido neste óleo. Quando maior for o número de cetano, menor será o retardo de ignição o por conseguinte melhor será sua capacidade de incendiar-se. Um óleo diesel comumente empregado em motores térmicos tem o número de cetano compreendido entre 40 e 60. Os melhores óleos diesel são encontrados nas frações perto do querosene.

  • SANCHES , José Gonzalez - Vallés - Motor Endotermico. Barcelona (Espanha), Editorial científico - Médica, 1970
  • Enciclopédia Britânica do Brasil - vol. V, VIII, XV