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Relatório sobre laboratório de poder calorifico
Tipologia: Provas
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Trabalho entregue a Profa. Dra. Lucilene de Oliveira Rodrigues, como requisito para aprovação na disciplina de EME606P do curso de graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Itajubá.
O poder calorífico de um combustível (PC) é a quantidade de calor desprendida quando se queima completamente a unidade de massa desse combustível sob determinadas condições. Não é possível medir diretamente essa quantidade de calor desprendida, mas este calor provoca um aquecimento num certo sistema conhecido (recipiente calorimétrico) e fornece uma diferença de temperatura na água nele contida( T). Na bomba calorimétrica uma certa massa de combustível é queimada, obtendo-se T. Conhecido T e a capacidade calorífica (C) do calorímetro (quantidade de calor necessária para aquecer o aparelho de 1º C), é fácil obter o PC. Sendo Q a quantidade de calor desprendida pela combustão da massa m: Desde que o calorímetro não sofra alterações, sua capacidade calorífica permanece constante e ela pode ser determinada pela combustão de uma substância de PC bem conhecido (normalmente ácido benzóico), medindo-se a elevação de temperatura da água do recipientecalorimétrico. Calcula-se C através da equação (2) Na determinação do PC de combustíveis sólidos ou líquidos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) manda seguir as normas ASTM (American Society for Testing Materials) nº D 407-44, D 271-58 e D 240-57 T. De acordo com a ASTM, tem-se: Poder Calorífico Superior em Volume Constante (PCSV cte): É a quantidade de calor produzida pela queima completa da unidade de massa de um combustível sólido ou líquido em volume constante, dentro de uma bomba calorimétrica contendo oxigênio nas seguintes condições: pressão inicial do oxigênio de 20 a 40 atm, temperatura final de 20 a 35º C, produtos na forma de cinzas, umidade presente no combustível e água resultante da combustão condensadas (água líquida), SO2, CO2 e N2 gasosos. O valor do PC é dito superior porque se recupera o calor de condensação da água.
Figura 1 - Tipos de calorímetros 2.2.2. Calorímetro para gases Para combustíveis gasosos, um calorímetro usado é o calorímetro Junkers (Figura 2). O calorímetro do tipo Junkers consiste de um vaso tubular vertical. O gás é queimado em um bico de Bunsen e os produtos de combustão passam através do tubo e descem pelo espaço anular, saindo para o ambiente Figura 2 - Calorímetro Junkers
(a) Calorímetro (b) bomba de aço inox, (c) Amostra do combustível a ser analisado, (d) Cadinho limpo para amostra, (e) Fio de algodão ou parafina, (f) Balança de precisão, (g) Cilindro de oxigênio. 3.2. PROCEDIMENTOS 1 - Ligar o calorímetro em 220V; a) Ligar primeiro o nobreak; b) Ligar a célula de medição; c) Ligar o sistema de refrigeração; d) Ligar o Computador em 110V; e) Espera em torno de 180 segundos para dar inicio aos testes. 2 - Tarar a balança com o cadinho, depois colocar o combustível no cadinho. 3 - Pesar o combustível. O valor da massa devera estar entre 0,4 e 0,7g. 4 - O fio de algodão ou parafina tem que estar em contato com o combustível a ser analisado. 5 - Se o nível de água esta baixo do mínimo, colocar água destilada no sistema de refrigeração, com o aditivo de limpeza, fechando em seguida. 6 - Abrir o cilindro e deixar o oxigênio puro numa pressão de 30 bares. 7 - A Figura 1 mostra o calorímetro IKA-Works C2000.
Combustivel Poder Calorífico Superior (mJ/kg) Óleo 1 38, Bagaço 1 16, 4.1.1. Equacionamento No calculo do poder calorífico superior deve-se eliminar a energia externa da ignição elétrica, queima do fio de algodão e outros, portanto: PCS =
m
Qz m Onde:
Foi possível observar que o óleo 1 tem quase o dobro do poder calorífico do bagaço 1, isto é, 1 kg do óleo 1 gera mais energia em sua queima do que que o bagaço 1. Apenas com esses dados não é possível definir qual combustivo é mais vantajoso pois devesse avaliar o custo final do mesmo, o que no qual envolve transporte, armazenamento, disponibilidade e outros.
[1] Roteiro de laborátorio [2] DA SILVA, D.R., et al., 2008. “Instrumentação de um Calorímetro”, Trabalho Final da disciplina Medições Térmicas, Depto. de Engenharia Mecânica, UFRGS, Porto Alegre. (Disponível em http://www.ufrgs.br/medterm/trabalhos/trabalhos-2008/INSTRUMENTAODEUMCAL ORMETRO.pdf acessado 12/09/15) [3] J. L. P. Camacho, “Laboratório de Química Tecnológica” (Disponível em http://sites.poli.usp.br/d/pqi2110/arquivos/apost-lab-qtg-2014.pdf acessado 12/09/15)