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Não perca as partes importantes!





























































































Isenção de responsabilidade
O conhecimento contido neste livro provém da minha vivência e experiência como professor de inglês e estudante de idiomas estrangeiros, além de milhares de horas de estudo, pesquisa, ensino e prática da língua.
As práticas apresentadas aqui não correspondem a uma fórmula definitiva de aprendizado, mas sim a um modo de estudar sem perder tempo com regras gramaticais e exercícios ultrapassados e pouco eficazes. Essa fórmula ajudou milhares de alunos a aprender idiomas de modo prático e objetivo.
Qualquer pessoa que, de alguma maneira, tenha se sentido incomodada ou ofendida pelo conteúdo aqui contido pode entrar em contato comigo no e-mail: rhavi@ rhavicarneiro.com. Farei questão de atender você.
Direitos autorais
Este livro é protegido pelas leis de direitos autorais e não deve ser comercializado, distribuído, copiado, alterado ou veiculado em sites, blogs e mídias sociais. Qualquer violação dos direitos autorais estará sujeita a ações legais.
Nasci em uma casa de pais músicos, por isso, amo profundamente música e artes. No final de 2016, criei a página de Facebook Inglês com Rhavi Carneiro , na qual compartilho as sacadas de aprendizado que tive ao longo da minha vida como professor. A ideia da página é compartilhar as peculiaridades da língua, as quais eu não tive acesso com tanta facilidade e que eu aprendi pela observação, ao longo de anos de estudos, viagens e interações com falantes nativos. Ah, a propósito, meu nome é Rhavi Carneiro, nasci em Curitiba (Brasil), sou professor de inglês há mais de doze anos e apaixonado por idiomas. Essa obra é resultado das minhas experiências práticas de aprendizado e ensino. Meu objetivo é ajudar você com o que deu certo e a evitar o que não deu. Você terá acesso completo ao meu método de ensino, sem segredos ou condições. A ideia é que você aprenda a se comunicar, como eu me comunico no trabalho, na internet e com meus amigos mundo afora, de forma muito mais objetiva e acelerada. Esqueça quaisquer experiências frustrantes que já teve com o idioma, das escolas que seguem métodos tradicionais, com foco total na gramática. Deixe de se sentir incapaz ou de achar que precisa fazer um grande investimento para conseguir aprender! Vamos juntos, agora mesmo, seguir um caminho certeiro rumo à fluência!
Deixa eu te contar uma história para que entenda melhor. Naquela época, eu tinha um vizinho, um cara muito legal chamado Pedro. Ele era ator e tinha morado sua vida inteira nos Estados Unidos, portanto, falava inglês impecavelmente. Por ele saber que eu estava estudando inglês, toda vez que ele me via, tentava puxar papo comigo, em inglês, para me fazer praticar um pouco. Eu não sei qual era o problema, mas toda vez que ele abria a boca para dizer algo eu pensava: “ O que é isso? ”. Parecia chinês para mim! Um simples “ Hey, how’s it going bro?? ” soava como grego. As frases não faziam muito sentido, e a forma como ele pronunciava as palavras era superdiferente do que eu estava acostumado a ouvir em sala de aula. Convivi com essa dúvida até completar dezessete anos, quando fui morar nos Estados Unidos.
Lá, mais do que nunca, percebi que os nativos falavam muito rápido e frases enormes soavam como uma única palavra. Parecia outro idioma. Eu travava na hora de falar, esquecia as palavras e tinha dificuldades com pronúncia. Sabe aquele sentimento de que você passou anos estudando e parece que não aprendeu nada? Aquela trava total? Pois é, eu passei por isso.
Mas então uma coisa engraçada aconteceu. Após dois meses vivendo nos Estados Unidos, comecei a perceber uma melhora gigantesca no meu inglês. Aquelas frases que antes pareciam chinês, e soavam como uma palavra só, agora estavam claras e compreensíveis. Eu finalmente tinha me tornado capaz de falar inglês como eu queria, expressando sentimentos como determinação, medo e amor, com precisão. Comecei a me perguntar o porquê daquela melhora tão rápida e como, realmente, as pessoas aprendem idiomas. Existiria um atalho para a fluência?
Comecei a achar respostas quando fui para Nova York e, em uma grande biblioteca, encontrei um livro escrito por uma das maiores poliglotas de todos os tempos, Kató Lomb. Nesse livro, ela conta como aprendeu incríveis dezesseis idiomas, tornando-se tradutora e intérprete para muitos deles. Fiquei maravilhado com a possibilidade de falar tantos idiomas. Foi justamente esse interesse que me fez buscar um terceiro idioma: o francês.
Eureka: me tornei poliglota
Bem, você acabou de ler um pouco sobre a minha experiência aprendendo inglês. Mas foi somente quando eu aprendi minha terceira língua, o francês, que eu percebi que tinha algo incrível nas minhas mãos.
Alguns anos atrás, motivado pela ideia de mudar para a província canadense do Quebec, eu comecei a estudar francês. Devo dizer que essa experiência foi incrivelmente valiosa. Eu percebi que eu tinha uma forma simples e lógica de aprender uma nova língua. O que eu fiz então, peguei todas as experiências com o inglês que tive na minha infância e adolescência e organizei-as em um método de estudos eficiente, que em seis meses me tornou capaz de entender e falar francês com certa fluência e depois também o espanhol! Esse método já ajudou centenas de outras pessoas a aprender idiomas de maneira objetiva e eficaz.
Pois é, agora que você sabe um pouco do que eu passei durante meu processo de aprendizado, vamos falar sobre a razão pela qual muitas pessoas pensam que não são capazes de aprender idiomas. No próximo capítulo, falaremos sobre as maiores dificuldades pelas quais os alunos passam durante o processo de aprendizado e porque elas acontecem. O que eu posso te dizer logo de cara é: “VOCÊ NÃO É O PROBLEMA.”
A real importância do certificado Muita gente acha que deve se matricular em uma escola de idiomas para ter um certificado que comprove seu nível da língua e, assim, usá-lo no currículo ou eliminar matérias na universidade. Na realidade, certificados de escolas de idiomas têm pouquíssimo valor no mercado, uma vez que eles, normalmente, não traduzem o real conhecimento da pessoa. Além disso, a própria definição do que é um “nível intermediário” ou “nível avançado” varia muito de escola para escola. Quando um recrutador recebe um currículo com certificação de um idioma, no máximo, ele tem uma noção muito genérica de que você se dedicou a estudar a língua, e é claro que isso conta pontos, no entanto, ele não tem a mínima ideia sobre o seu nível real, se, por exemplo, está adequado às necessidades da vaga à qual você está concorrendo. O que realmente tem significância nesse processo são os exames de proficiência aplicados por grandes instituições de ensino internacionais que geram uma certificação que é reconhecida internacionalmente. Fora do Brasil, é bom dizer, franquias de idiomas famosas aqui são completamente desconhecidas. Esses exames são muito rigorosos e tem alta credibilidade, e mais importante, são o único tipo de comprovação válida de que você fala um idioma estrangeiro e está apto a participar de um processo seletivo para uma graduação, pós-graduação ou até mesmo para uma vaga de emprego. Além disso, em alguns países é exigida uma certificação internacional para conseguir um visto de imigração ou solicitar residência permanente. Existem vários exames de proficiência, cada qual adequado para um país ou situação específica. Vamos listar aqui alguns deles para que você saiba por onde começar.
Mito 01 :
Certificações de língua francesa
Os principais testes de proficiência em francês são o TCF, DELF e DALF. O TCF (Teste de Conhecimento do Francês) foi criado pelo CIEP (Centro Internacional de Estudos Pedagógicos) que o administra e fornece um atestado classificando o candidato em um dos seis níveis do Quadro Europeu Comum de Referência. É um teste de nível linguístico do Ministério da Educação Nacional Francês para quem deseja validar de maneira simples seus conhecimentos no idioma. O DELF (Diploma de Estudos em Língua Francesa) e o DALF (Diploma Aprofundado de Língua Francesa) são exames aplicados pela mesma instituição, para realizar essas provas, o candidato deve escolher para qual nível almeja ser testado. Há também a versão adaptada aos adolescentes, o DELF júnior. As provas acontecem quatro vezes por ano. Essas certificações são reconhecidas internacionalmente e frequentemente utilizadas pelos ministérios de educação.
Certificações de língua alemã
Na língua alemã, temos três exames conhecidos, o Goethe-Zertifikat é o teste de proficiência do Goethe-Institut, a instituição de língua e cultura alemã mais reconhecida mundialmente. Os testes seguem os padrões do Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas (CEFR) e certificações do nível A1 ao nível C2. O TestDaf (Teste de Alemão como Língua Estrangeira) é um exame para quem quer testar seu alemão em um nível de intermediário ao avançado. É um exame mais voltado para quem quer fazer algum curso de nível superior na Alemanha, pois testa conhecimentos de vocabulário acadêmico, bem como situações comunicativas mais voltadas para ambientes profissionais. Por fim, o Onset - diferente do TestDaf e do Goethe-Zertifikat - não segue um modelo tradicional de prova. O Onset é um tipo de “C-Test”. Um teste de proficiência em que o participante faz pelo computador. Esse exame é considerado novo, mas que se tornou importante, principalmente por estar associado ao Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), que proporciona a ponte entre instituições alemãs e brasileiras, através de bolsas para pós-graduação e cursos de línguas em universidades alemãs.
Certificações de língua italiana
As certificações de conhecimento da língua italiana mais importantes e reconhecidas são: CELI, CILS, PLIDA E IT. Todas elas são realizadas por universidades ou associações culturais italianas, as quais podem ser conveniadas em todo o mundo. A prova CELI (Certificazione di Conoscenza della Língua Italiana) é um certificado para adultos escolarizados, aplicado pela Università per Stranieri di Perugia. O exame verifica as competências linguísticas dos candidatos tanto no uso para interações sociais, quanto no estudo e no trabalho. O CILS (Certificazione di Italiano come Lingua Straniera) é uma certificação aplicada pela Università di Siena. O exame é subdividido em 6 níveis e o participante é avaliado em todos os âmbitos da comunicação. Para obter a certificação o candidato deve alcançar uma pontuação mínima em cada prova. O PLIDA (Progetto Lingua Italiana Dante Alighieri) é uma certificação realizada pela Sociedade Dante Alighieri de Firenze, destinada a pessoas que desejem atestar o próprio nível de conhecimento da língua. Por fim, o IT é um certificado realizado pela Università di Roma Tre que atesta o conhecimento do italiano como língua estrangeira. É composto por 3 partes: ouvido (compreensão de trechos), leitura e escrita.
Para prestar esses exames e obter certificação do seu nível no idioma, basta procurar uma instituição aplicadora, pagar uma taxa de inscrição e fornecer sua documentação pessoal. Você não precisa ter estudado em uma escola nem ter qualquer formalização ou certificado do seu nível de conhecimento. Geralmente, os certificados têm validade de dois anos, e você recebe o resultado na sua casa, uma semana depois do teste, podendo também conferir pela internet.
Portanto, não se preocupe com certificação de escola idiomas, e caso você já esteja em um nível mais avançado, ou tenha planos de estudar ou trabalhar fora do país, considere já começar a se preparar previamente para esses testes e já ir pesquisando mais a respeito.
Qual pronúncia devo aprender?
As pessoas costumam ter muitas inseguranças quanto a qual “tipo de inglês” aprender ou qual francês é culto, da França ou do Canadá, ou ainda, o espanhol correto é o falado na Espanha ou na América Latina. Talvez, a informação mais importante que você pode receber quanto a isso é que em todos os lugares, falantes de uma mesma língua se entendem e se comunicam e seja de qual origem você escolher estudar ou ainda em qual vocabulário ou pronúncia você vai se aprofundar, você sempre poderá se comunicar bem e poderá inclusive mudar de ideia. Você pode se deparar com vocabulários e dialetos diferentes, mas, com certeza, isso não te impedirá de se comunicar. Pense que, aqui mesmo dentro do nosso país, às vezes, vamos de um estado para outro e nos deparamos com palavras que nunca vimos antes, com significados completamente estranhos e que para nós pode até parecer meio bizarro. Mais que isso, pense em como algum carioca, paulista, mineiro, gaúcho, pernambucano, maranhense, acreano ou paranaense pronunciaria a seguinte frase: “A porta está aberta”. Será que seria da mesma maneira? Uma curiosidade em relação ao inglês: não existe “um” inglês britânico. Na ilha da Grã-Bretanha temos três países, Inglaterra, Escócia e país de Gales, e o inglês varia bastante entre eles. O inglês escocês e o inglês de Gales são bem mais “enrolados” que o inglês da Inglaterra, que é aquele que vem à mente das pessoas quando elas falam em “inglês britânico”.
Mito 03 :
Uma curiosidade é que apesar de a língua inglesa ter nascido na Inglaterra, antes mesmo da Unificação do Reino Unido, hoje, o inglês mais parecido com original, ou seja, aquele que se falava na Inglaterra até o início do século 19 é o falado nos Estados Unidos, em especial, na região nordeste do país. Em algum momento do século 19, a nobreza britânica passou a adotar maneirismos e trejeitos na forma de falar, para se diferenciar do restante da população.
Eventualmente todo o país acabou aderindo a essa nova forma “chique” de falar e é mais ou menos isso o que falam na Inglaterra e com variações no restante da Grã-Bretanha nos dias de hoje.