Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


COMO ESTUDAR SERIAMENTE, Trabalhos de Filosofia

O trabalho versa sobre reflexões em torno dos estudos feitos pelos jovens de Benguela e não só. É fruto novo que vem contribuir para o melhor proveito dos estudos.

Tipologia: Trabalhos

2012

Compartilhado em 10/12/2012

helder-fortes-de-freitas-7
helder-fortes-de-freitas-7 🇧🇷

1 documento

1 / 49

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Hélder de Jesus Fortes de Freitas
MONOGRAFIA
HÉLDER DE JESUS FORTES DE FREITAS
ORIENTADOR: Pe. Hermenegildo F. D. Kambiete
BENGUELA – 2010
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31

Pré-visualização parcial do texto

Baixe COMO ESTUDAR SERIAMENTE e outras Trabalhos em PDF para Filosofia, somente na Docsity!

MONOGRAFIA

HÉLDER DE JESUS FORTES DE FREITAS

ORIENTADOR: Pe. Hermenegildo F. D. Kambiete BENGUELA – 2010

Hélder de Jesus Fortes de Freitas

MONOGRAFIA

ORIENTADOR: Pe. Hermenegildo F. D. Kambiete BENGUELA – 2010

AGRADECIMENTOS

Aos meus pais que desde sempre se mantiveram fiéis à minha formação académica e às minhas exigências; ao Padre José Andrade pelas suas aulas de Língua Portuguesa, que me foram muito úteis para a elaboração deste trabalho bem como o interesse pela leitura que despertou em mim; à Paulina José Pacheco, que me auxiliou na recolha de dados para fomentar as causas que estão na base do insucesso aos estudos; aos meus irmãos que muito se dedicam aos estudos, de quem frequentemente me servi para compreender e argumentar questões ligadas à percepção e assimilação das matérias.

«JÁ NÃO HÁ RESPEITO POR NADA. OS ESTUDANTES IMPEDEM

QUE OS CURSOS SE DESENVOLVAM TRANQUILAMENTE. TODA A

GENTE SE REFUGIA NAQUILO DE QUE ‘OS TEMPOS SÃO

DIFERENTES’. NÃO HÁ MANEIRA DE MANTER OS JOVENS NO

RECTO CAMINHO».

SANTO AGOSTINHO (Séc. IV d.C.)

SUMÁRIO

DEDICATÓRIA

AGRADECIMENTOS

EPÍGRAFE

ABREVIATURAS E SIGLAS

INTRODUÇÃO ----------------------------------------------------------------------- 8

I CAP. ESCLARECIMENTOS PERTINENTES ------------------------------ 11

1.1 – Natureza do Verbo Estudar ------------------------------------------ 12 1.2 – Estudar – o que é? ----------------------------------------------------- 12 1.3 – Decorar ou Estudar ---------------------------------------------------- 14 1.4 – Onde se pode ter um Estudo Sério -------------------------------- 15 1.5 – Como Estudar Seriamente ------------------------------------------- 16 II CAP. SITUAÇÃO ACTUAL DOS JOVENS FRENTE AO ESTUDO SÉRIO -------------------------------------------------------------------------------- 19 2.1 – Os Jovens Versus Estudo Sério ------------------------------------ 20 2.2 – Causas Deste Défice -------------------------------------------------- 21 2.2.1 – A Corrupção ------------------------------------------------------- 22 2.2.2 – A Falta de Material Didáctico nas Escolas ------------------ 23 2.2.3 – As Preocupações do Tempo Presente ---------------------- 25 2.2.4 – A Falta de Vontade dos Jovens ------------------------------- 26 2.2.5 – As cábulas --------------------------------------------------------- 28 2.3 – Os Jovens Diante do Álcool ----------------------------------------- 29 III CAP. PROPOSTAS PARA SE EVIDENCIAR UM ESTUDO SÉRIO 31 3.1 – O Silêncio Interior Como Coordenador das Actividades Intelectuais --------------------------------------------------------------------------- 32

3.2 – A Necessidade de Aprofundar o Estudo da

  • Língua Portuguesa -----------------------------------------------------------------
    • 3.3 – O Interesse Pela Leitura Assídua -----------------------------------
      • 3.3.1 – Ler – o que é? ------------------------------------------------------
      • 3.3.2 – Tipos de Leitura ----------------------------------------------------
        • 3.3.2.1 – Leitura Oral ou Leitura em Voz Alta -----------------------
        • 3.3.2.2 – Leitura Silenciosa ---------------------------------------------
        • 3.3.2.3 – Leitura de Significado ----------------------------------------
        • 3.3.2.4 – Leitura de Estudo ---------------------------------------------
        • 3.3.2. 5 – Leitura Crítica ou Reflexiva ---------------------------------
    • 3.4 – A Importância da Alimentação: -------------------------------------- - Os Nutrientes que Facilitam o Funcionamento do Cérebro ----
    • 3.5 – O Exercício Físico Como Factor Indispensável aos Jovens --
  • CONCLUSÃO -----------------------------------------------------------------------
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS -------------------------------------------

não terem um estudo sério, um estudo que possa edificar o próprio município de Benguela bem como o País que está em crescimento. Se a juventude é a alavanca do desenvolvimento do País, como pode originá- lo se não estuda como manda a própria etimologia da palavra estudar? Só através do estudo aturado e acurado é que se desenvolve o cérebro, e por seu turno, um cérebro lúcido traz desenvolvimento. Temos como escopos neste trabalho, entender o problema em geral, apresentar ao leitor a sequência lógica do pensamento que se mostrará pela exposição dos assuntos, manifestar aos jovens estudantes o valor da dedicação aos estudos e o mérito da leitura assídua, e procurar a solução do problema em foco de forma a engrandecer os estudos realizados pela juventude do município de Benguela. Com efeito, para a edificação do trabalho em exposição, servímo- nos de dois métodos (fenomenológico e indutivo) e de uma técnica (entrevista) - fenomenológico , porque por seu intermédio tivemos a possibilidade de identificar a essência do problema, dado que este método é baseado na estrutura, essência da questão; indutivo , porque nos ajudou a entender a situação particular do jovem estudante, isto é, a sua atitude ante os estudos com o propósito de se compreender o problema bem como podermos sugerir as possíveis soluções; e entrevista, porque nos auxiliou a manter o contacto directo com alguns jovens estudantes que nos forneceram o prospecto geral das propostas que se levantaram, de modo que se possa ter um estudo sério. Dificuldades não faltaram mormente no modo como identificar as causas e solucionar o problema. Mas como a pesquisa e a reflexão são amigas da ciência, foi possível vencer e ultrapassar os problemas. Por isso, o trabalho será muito útil e proveitoso para quaisquer estudantes; ele vem mostrar ao estudante benguelense e não só, o prestígio da dedicação, sacrifício, persistência e do zelo aos estudos, porque afinal estudar é mesmo sinónimo de sacrifício, fazer esforço e de dedicação mas que tem sempre frutos surpreendentes e duradouros.

O trabalho está revestido de três capítulos. Cada capítulo é sequência ou reflexo de outro. O primeiro intitula-se Esclarecimentos Pertinentes, em virtude de nos descrever minuciosamente o que é um Estudo Sério, na convicção de se entender o trabalho no seu todo. O segundo capítulo – Situação Actual dos Jovens Frente ao Estudo Sério , mostra o comportamento, o quotidiano dos jovens diante dos estudos. Trata-se de um relato que vem denunciar tudo que perturba o jovem estudante e faz com que ele não estude seriamente, desde a sua atitude psicológica até às radiações, frutos da globalização que muitas das vezes são vistos de forma negativa pelo jovem não contribuindo, contundo, para o estudo sério. Finalmente o terceiro capítulo que se intitula Propostas para se Evidenciar um Estudo Sério, oferece aquilo que costumamos chamar de contributos, soluções. As propostas visam ajudar o jovem estudante a desencadear um estudo sério e acima de tudo a valorizar o hábito pela leitura assídua por causa dos méritos que ela proporciona ao estudante (aumento da capacidade intelectual, capacidade de argumentação e retenção da matéria e outros). Esperamos, portanto, que este trabalho contribua para o desenvolvimento intelectual do estudante e posteriormente com a sua dedicação, empenho, zelo aos estudos venha dar um grande avanço no crescimento do País, uma vez que Angola vive um período de restauração, renovação, construção. E a par destas exigências está o jovem, que só poderá contribuir com o seu estudo sério, sincero e honesto.

1.1 – NATUREZA DO VERBO ESTUDAR

O vocábulo estudar tem sido usado por muitos estudantes, pois, faz parte do seu léxico quotidiano mesmo que seja entendido diferentemente. Por um lado, o termo estudar marca a vida de quaisquer estudantes; por outro lado, ele é só aplicado por quem exerce uma actividade mental, racional. A palavra estudar é de natureza latina; provém do verbo da 2ª conjugação «studěo, ēs, ēre, ŭi: ter gosto por; ter dedicação por; entregar-se a; trabalhar por; aplicar-se a» 1

. «É uma aplicação zelosa interessada em qualquer coisa, devoção, afeição, aplicação ao estudo» 2 . Como vimos, a ideia de estudar exposta no parágrafo anterior, dá crédito que os latinos eram homens de muita dedicação aos estudos, tinham afeição, amor, zelo pelos estudos. Deste modo, retemos esse exemplo e aplicamo-lo às actividades académicas que constituem o intento dos jovens estudantes. Portanto, estudar não é uma actividade mesquinha, fruto de indolência, de pequeno esforço; estudar exige uma acção persistente, tenaz. 1.2 – ESTUDAR – O QUE É? No item anterior sobre a etimologia do termo estudar, vimos o significado que o verbo estudar apresenta; trata-se de um rigor, de um trabalho árduo cujo efeito engrandece quem o aplica. (^1) A. Gomes FERREIRA. Dicionário de Latim – Português. Porto. Porto Editora. 1987. P. 1100. (^2) José Pedro MACHADO. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. 7 ed. Vol. II. Lisboa. Livros Horizontes. 1995. P. 498.

Estudar é uma realidade necessária que tem a ver com todos que almejam atingir metas e contornar obstáculos. Note-se que, Ulisses para engendrar o magno Cavalo de Tróia teve que estudar a estrutura que teria o cavalo e como este poderia entrar no território Troiano de forma a alcançar a vitória sobre os Troianos. Estudar consiste em aplicar todas as faculdades intelectuais à aquisição de novas noções, conhecimentos que visem o desenvolvimento do indivíduo, bem como a sua socialização 3 . Naturalmente, estudar sempre foi uma vantagem para o desenvolvimento do cosmos, do mundo por causa da pesquisa científica que exige estudo sério, visto que «estudar é aplicar as faculdades intelectuais à pesquisa científica» 4 . Estudar não é como diziam os sofistas – uma actividade fácil. A partir da sua etimologia, estudar é uma prática penosa que exige muita disciplina, persistência e pensamento positivo quando se quer alcançar um alvo. Estudar não é uma actividade passiva em que nos sentamos diante dum livro e lemos uma e outra vez para ver se acabamos por fixar na memória as coisas que vamos lendo. […]. Estuda-se enfrentando o livro e os apontamentos com dinamismo, sempre prontos a manejá- los, utilizá-los e dominá-los. […]^5. Em conclusão, o estudo sério não se relaciona com uma actividade passiva, indolente, porque estudar em si é uma prática inveterada na qual estão assentes a tenacidade e o sacrifício como acções activas. Logo, estudar não é uma realidade fácil, é pelo contrário, sinónimo de sacrifício que o estudante vai empreendendo no decorrer dos seus estudos e investigações. (^3) Cf. J. Almeida COSTA; A. Sampaio e MELO. Dicionário da Língua Portuguesa. 6 ed. Portugal. Porto Editora. 1991. P. 45. (^4) Ibid. P. 45. (^5) Francisco KAPITIYA. Método de Estudo. 2 ed. Benguela. Secretariado Diocesano de Pastoral. 2007. P.

Contudo, estudar confina-se na reflexão, no raciocínio, com o objectivo de se compreender a matéria para depois ser gravada na mente com naturalidade. Decorar e estudar são dimensões distintas, mas não se estuda só e nem se decora só, ambas dimensões equivalem-se de tal maneira que o que se estudou seja assimilado ou gravado na mente. 1.4 – ONDE SE PODE TER UM ESTUDO SÉRIO «O isolamento é o laboratório para o Espírito; a solidão interior e o silêncio são as asas com que ele voa. Todas as artes, simples Homens ou Homens-Deus, todos pagaram tributo ao isolamento, à sua vida silenciosa […]». SARTILIANGES A Sociologia da Educação exerce um poder coercivo quanto a este ponto, porque ela prima pela organização e tranquilidade do lugar onde se providenciam quaisquer trabalhos intelectuais. Efectivamente, o estudo sério carece de um lugar que não cause falta de vontade ao estudar. O estudo sério surte efeito quando o lugar onde se vai produzir qualquer assunto seja propício e agrade ao sujeito a fazer a produção. Esse lugar deve ser «calmo, arrumado e confortável» 10 , de modo que o estudo venha a ser frutífero. Tal como o isolamento é o laboratório para o Espírito, o ambiente de estudo deve ser um lugar isolado de distracção, perturbação e incómodo, uma vez que o «trabalho fecundo não se compadece com a dispersão duma vida agitada e caprichosa» 11 . (^10) António ESTANQUEIRO. Aprender a Estudar: Um Guia Para o Sucesso Na Escola. 6 ed. Lisboa. Texto Editora. 1995. P. 18. (^11) Francisco KAPITIYA. Op. Cit. P. 34.

Efectivamente, o lugar de estudo exige condições que já foram descritas nos parágrafos anteriores: silencioso, tranquilo, arrumado, confortável e que desperte o poder volitivo do sujeito. Mas, para além dessas condições, o lugar para se ter um estudo sério deve ter «iluminação adequada sem reflexos» 12

. Essa iluminação deve vir pela esquerda, dado que a Biologia sustenta a ideia de que os seres humanos tendem mais a olhar pelo lado esquerdo ao invés do direito; razão pela qual a luz deve manifestar-se pelo lado esquerdo. A vantagem de uma boa iluminação justifica-se pela razão de ela reduzir a fadiga do estudo e proteger os olhos 13 . Com toda a certeza, o lugar de estudo é um dos requisitos para o sucesso escolar, para se ter um estudo sério que possa dissipar dúvidas e abrir horizontes de um estudante. Assim, esse lugar não pode ser um qualquer; pelo contrário, deve ser silencioso, calmo, bem iluminado, ventilativo e acima de tudo deve ser um lugar que dê um bom moral ao estudante. 1.5 - COMO ESTUDAR SERIAMENTE Até aqui dissemos que o estudo sério obedece a muitos factores. Um deles é o lugar que deve ser calmo, tranquilo e proporcionador de motivação ao estudante. Mas, será, na realidade, o lugar a condição mais exequível para se ter um estudo sério? Ou temos que ter em consideração a atitude psicológica do próprio estudante, para que consiga estudar seriamente? Na verdade, a psicologia influi bastante na compreensão deste assunto, uma vez que o estudo sério tem repercussões no cérebro do (^12) DESPERTAI. Op. Cit. P. 143 (^13) Cf. Id. P. 143.

extra-sensorial, bem como tornar mais aguda a intuição 20

. Com efeito, estudando neste nível, o estudante aprende com mais facilidade e grava melhor na memória. Um dos aspectos de estudar seriamente no nível alfa é gostar da matéria que se vai estudar; se nunca se gostou, é evidente que se procurem razões, argumentos, algo que faça gostar, dado que se aprende mais, gasta-se menos energia, pois, se evitaram conflitos de intenções 21 . Portanto, apresentamos, em seguida, algumas técnicas para se providenciar um estudo sério:  Ler atentamente uma ou mais vezes o que se deve aprender, procurando compreendê-lo bem;  Gravar o aprendizado na mente por partes, não passando ao ponto seguinte sem se ter antes aprendido bem e decorado os conceitos anteriores;  Aprendida a lição, decora-se por inteiro e com pausa, como se a estivesse a recitar na aula 22 . 20 Cf. Id. P. 58. (^21) Cf. Ibid. P. 60. (^22) Cf. Marcelo González MARTÍN. Op. Cit. P. 543.

II CAP. SITUAÇÃO ACTUAL DOS JOVENS FRENTE AO

ESTUDO SÉRIO

No 1º capítulo vimos o que é ‘estudar seriamente’, isto é, apresentámos o tema na sua originalidade. No presente capítulo, o objectivo será saber como é que os jovens encaram o estudo sério; é o confronto do 1º capítulo com a realidade dos nossos dias, na perspectiva de se saber se os jovens estudam seriamente, e se não, identificar quais as principais causas deste défice.