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Como passar em provas e concursos
Tipologia: Esquemas
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Veja as dicas para passar em provas e concursos extraídas dos livros "COMO PASSAR EM PROVAS E CONCURSOS", de William Douglas e "COMO PASSAR NO VESTIBULAR", de William Douglas e Pachecão. l Ed. Impetus - www.comofazerprovas.com.br l Ilustrações: Rodrigo Mello.
Escolha uma das dicas abaixo:
É preciso mudar a atitude Acuidade significa, como ensina o Aurélio, "agudeza de percepção; perspicácia, finura". Finura, no sentido aqui tratado, e ainda segundo o Aurélio, significa "afiado, que tem vivacidade, sagaz". Essa qualidade, que pode ser resumida em "prestar atenção". Isto é o que mais falta quando alguém assiste a uma aula, lê um livro ou responde a uma questão de prova. Quantas vezes você não aprendeu alguma coisa apenas porque não estava atento, ou errou uma questão de prova (uma "casca de banana") porque não estava "ligado" no que estava fazendo? Apenas por falta de atenção, de acuidade.A regra básica aqui é, na lição de N. Poussin, a seguinte: "O que vale a pena ser feito vale a pena ser bem feito." (N. Poussin).
Assim, se você vai estudar, ler um livro, assistir a uma aula, fazer uma prova (isto é, se você decidiu fazer isto), faça bem feito. Para fazer bem é preciso acuidade, ou seja, prestar atenção. Esse princípio serve para tudo: trabalho, lazer, sexo etc
Não adianta se preocupar com coisas sobre as quais você não tem controle. Quanto às coisas sobre as quais você tem controle, faça algo para resolvê-las em vez de ficar se preocupando. Aprenda a alegrar-se com seus progressos.
Para você não depender da sorte ou do azar, você precisa saber um pouco mais do que o meramente necessário. Mesmo que caia o que você saiba menos, que o examinador seja rigoroso, que você não esteja num dia muito bom etc., você vai passar. Tirando isso, é certo que você, se já souber o básico, não dará azar sempre.
A sorte tem boa participação nas listas de aprovados. Quem não sabe nada nem a sorte pode ajudar, mas quem sabe um pouco às vezes dá sorte e passa logo. Se a sorte ajudar, ótimo, se não ajudar, vença assim mesmo.
Como não carregar peso e ter liberdade. Para mostrar um exemplo de como se pode carregar o que já passou, conto a história do monge, do discípulo e da donzela: Era a manhã de um belo dia. Um velho monge, acompanhado de um discípulo, estava para atravessar um córrego quando o jovem, avistando uma belíssima donzela, ofereceu-se para levá-la até a outra banda em seus braços, para que ela não molhasse seus pés. A moça recusou, mas disse que aceitaria a oferta de ser carregada pelo monge, que, em sua bondade, gentilmente acedeu. O mestre e seu aprendiz prosseguiram viagem até o anoitecer. Quando estavam para dormir, o rapaz comentou, num suspiro, e com a voz carregada de consternação: "Puxa, mestre, o senhor carregou aquela mulher linda nos braços..." O monge apenas disse: "É, meu filho, e você continua carregando-a em suas costas até agora..."
Quantidade x Qualidade do Estudo. Como tudo na vida, importa mais a qualidade do que a quantidade. Há quem estude doze horas por dia e seu resultado prático seja inferior ao de outro que estuda apenas uma hora por dia. Por quê? Por causa de inúmeros fatores, como a concentração, a metodologia e o ambiente de estudo. Mesmo assim, os estudantes e candidatos preocupam-se apenas com "quantas horas" ele ou o colega estuda por dia, e quase não se vê a preocupação com o "como" se estuda.
Quem se preocupa apenas com "quantas" horas se estuda, esquece do desperdício de tempo de estudo por causa de sua baixa qualidade.
Uma das vantagens de estudar com dedicação, é que até passar você sacrifica uma considerável parte do seu tempo, mas após sua aprovação pode refazer seu horário do jeito que preferir. Pode até voltar a fazer o que fazia, só que com sua vida mais resolvida, já curtindo o seu sucesso.
Uma hora de estudo com qualidade vale mais do que 5 horas de estudo sem qualidade. Contudo, cinco horas de estudo com qualidade valem mais do que 1 hora de estudo com qualidade. Assim, você deve reservar o maior tempo possível para estudo, apenas com o cuidado de separar tempo para descansar, relaxar etc.
Uma das maiores vantagens de organizar seu horário, é a liberdade e a paz de espírito que decorrem de se fazer aquilo que se decidiu. Na hora em que você monta seu quadro horário e de estudo, você é absolutamente livre. É você quem escolhe o que vai fazer, quando, como e onde. Além disso, você vai poder parar de levar livros para a praia. Já reparou que todo mundo leva e ninguém estuda, e que quem estuda acaba não curtindo a praia? Um bom quadro horário terá a hora para a praia e a hora para os livros. Isto vai melhorar sua concentração. Na hora do lazer, lazer; na hora de estudar, estudar
Há pessoas capazes de fazer o chamado multiprocessamento: estudam, vêem TV e conversam com a mulher ao mesmo tempo, e com razoável sucesso. Isto, contudo, não é muito freqüente. O ideal é a concentração, a atenção em uma tarefa de cada vez. Se uma pessoa consegue fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo, imagine o quanto não renderia se usasse todo esse potencial apenas para o estudo, na hora do estudo.
Na hora da aula, evite ficar "julgando" o professor ou os colegas. É muito comum alunos quererem dar "veredictos" sobre tudo, desde a competência do professor, até a capacidade do colega passar ou não no vestibular ou concurso. Julgue apenas a si mesmo e à matéria.
Use sua técnica de estudo e sua inteligência para ter uma "bola de cristal" indicativa do que o examinador vai fazer e perguntar. Você verá que não é muito difícil prever quais serão as questões que irão cair na prova. Considerando o concurso ou vestibular em questão, procure ver os assuntos que caem mais e os que raramente aparecem. Veja também as que já caíram há pouco tempo, os assuntos do momento etc. Se você treinar, poderá descobrir o que o examinador vai preferir etc. Não é uma atividade de adivinhação, é pensar interativamente, é ser inteligente, é colocar sua capacidade intelectual e sua técnica a serviço de seus objetivos.
Experimente reunir um grupo de amigos vestibulandos e preparar as questões que irão cair na prova, você verá que o índice de acerto será impressionante.
Quantidade de comida. Evite aquelas refeições enormes, que dão a sensação de que a barriga vai explodir, sono, azia etc. Faça refeições menores em quantidade, maiores em qualidade e, se necessário, mais freqüentes. É melhor fazer um lanche comedido e duas horas depois ingerir uma fruta, do que se empanturrar ou empanzinar. Não se abarrote de comida.
Estudo após as refeições. Existem pessoas que não se sentem bem ao estudar após as refeições. Se for esse o seu caso, utilize esse período (cerca de 30 minutos) para outras tarefas, entre as quais a atenção aos familiares, assistir notíciário na TV etc.
No mais das vezes, o "passar mal" é apenas falta de costume. Tente ver se é o seu caso.
POSIÇÃO DE ESTUDO. Quanto mais deitado, mais você vai dormir e menos estudar. Estude sentado, de modo a não prejudicar sua coluna. Coloque o livro em um ângulo de 30 ou 45 graus na mesa, a fim de não forçar seu pescoço para baixo. Para colocar o livro nessa posição, utilize um outro livro ou objeto, colocando-o embaixo do que você está lendo. É possível comprar bases para livros (iguais àquelas onde se colocam livros religiosos abertos em mesas ou estantes).
Evite deixar os pés dobrados, pois isso causará problema de circulação e dormência. Coloque-os à frente e plantados no chão ou sobre algum objeto que permita o seu movimento para frente e para trás, levando a uma boa circulação sangüínea e evitando inchaço e/ou edemas. Já se vendem algumas bases para sustentação dos pés.
Use cadeiras com regulagem de altura para manter o seu cotovelo no mesmo nível da mesa. Não se deve ficar encurvado sobre a mesa ou tendo que pendurar-se nela. Sente-se com o tronco ligeiramente inclinado para frente, a fim de evitar dores nas costas e controlar melhor sua postura.
MATERIAL DE ESTUDO. Ao sentar-se para estudar, tenha à mão tudo o que vai necessitar: papel, caneta, lápis, livros, apostilas etc. Não deixe algum material na prateleira, pois ou você vai perder tempo para pegá-lo (ou não volta) ou, como é a regra, por preguiça vai acabar não o consultando. Há quem goste de uma garrafa de água e um copo, ou um pacote de biscoitos. Você é quem sabe.
Assim como se deve ter em mãos o material útil, elimine (coloque longe) o material inútil. Uma mesa desorganizada prejudica a "organização" do cérebro e a concentração.
Ele trabalha melhor quando funciona com o coração. O cérebro é um fantástico serviçal, mas as coisas devem ser feitas e buscadas.
Com o coração. Faça uma programação correta daquilo que você quer, entre com coragem e disposição e as coisas irão funcionar melhor.
A IMPORTÂNCIA DA CAPACIDADE DE COMUNICAÇÃO. Concursos exigem um bom preparo para se comunicar por escrito e verbalmente. Uma coisa é deter o conhecimento da matéria, outra - bem diferente - é saber transportar esse conhecimento para o papel ou para o discurso. Um surdo-mudo que tenha assistido a um fato poderá lembrar-se dele perfeitamente e mesmo assim não lograr êxito em atuar como testemunha.
Imaginem dois candidatos. "A" estudou muito, aprendeu e memorizou tudo, mas não sabe redigir e nem falar bem, ao passo que "B" não estudou tanto e sabe apenas medianamente a matéria. "B", contudo, tem prática de redação e domina as técnicas básicas da oratória. Por saber comunicar-se melhor, a tendência é de que a nota de "B" seja superior à de "A".
MEORIZAÇÃO. Não há nada melhor para a memorização do que o estabelecimento de relações e associações. Relacione tudo o que você aprender com conhecimentos já consolidados em sua mente e a matéria entre si.
Uma das formas para memorizar é, ao invés de fazer uma lista linha a linha, fazer uma teia de aranha ou árvore ligando as informações, situando as mais importantes no centro e partindo delas para as bordas.
As pessoas normalmente gostam de esquemas, quadros sinóticos e fluxogramas porque "é mais fácil aprender".
Na verdade, gostam mais porque tais formas de apresentação estão mais próximas da forma como o cérebro armazena informações. Por isso se aprende mais.
CONSELHOS ÚTEIS PARA SE FAZER UMA PROVA. A primeira coisa que se precisa em uma prova é calma, tranqüilidade. Se você começar a ficar nervoso, sente-se e simplesmente respire. Respire calma e tranqüilamente, sentindo o ar, sentindo sua própria respiração. Após uns poucos minutos, verá que respirar é um ótimo calmante. Procure manter-se em um estado que combine calma e atenção.
Comece a ver a prova como algo agradável, como uma oportunidade, visualize- se calmo e tranqüilo. Lembre-se de que "treino é treino e jogo é jogo", e que os jogadores gostam mesmo é de jogar: a prova é a oportunidade de jogar pra valer, "à vera", de ir para o campeonato.
Mesmo quando não passamos, a prova nos dá experiência para a próxima vez. Comece a ver, sentir e ouvir "fazer prova" como algo positivo, como uma ocasião em que podemos estar tranqüilos, calmos e onde podemos render bem.
Vá fazer as provas. Há pessoas que deixam de fazer uma prova por não se considerarem "preparadas", e deixam de adquirir experiência, e até mesmo, algumas vezes, serem aprovadas. Mesmo que ainda esteja começando a se preparar, vá fazer as provas. Você irá adquirir experiência, verá como está o seu nível, como é estar "no meio do jogo" etc. Ao chegar em casa, procure nos livros as respostas: a fixação daquilo que você pesquisar nessa ocasião é sempre muito alta. Analise o gabarito e, se for possível, participe da vista de prova. Se o resultado for abaixo de sua expectativa, não desanime: apenas continue estudando e agregando conhecimentos. A coisa funciona assim mesmo: às vezes a gente "apanha" um pouco antes de começar a "bater".
Devo estudar enquanto aguardo o início da prova? Não. Não faça como muitos, que passam a véspera estudando até tarde, tomam café com um livro no meio do pão, sentam-se na sala e ficam, estressada e desesperadamente, "engolindo" livros para tentar pegar mais alguma coisa. Esse estado emocional não é produtivo. É até possível que, por sorte, a pessoa leia alguma coisa da prova, mas num universo grande de matérias, a probabilidade de isso ocorrer é pequena. A perda de tranqüilidade prejudica o rendimento do cérebro. É muito comum que durante a espera o cérebro mande perguntas "o que é ...", "o que acontece se...", "qual o conceito de...", "quantas classificações existem para..." etc. Não se deixe tomar pelo pânico, nem saia querendo achar respostas nos livros ou na vizinhança da sala. Se não achar a resposta, você terá estresse extra e, se achar, em cinco segundos seu cérebro vai mandar outras perguntas, uma atrás da outra. Assim, o candidato acaba "explodindo". A solução aqui é a seguinte: nessa hora apenas diga para si mesmo que se essa pergunta cair na prova, você irá lembrar-se da resposta.
Como já disse Edward de Bono, citado por Dryden e Vos (1996, p. 146), "Raciocínio vertical é cavar cada vez mais fundo no mesmo buraco. Raciocínio lateral é tentar de novo em outro lugar". Seguindo essa lição, devemos procurar desenvolver a "habilidade de buscar, com a mente aberta, novas idéias, olhar em novas direções, desafiar conceitos existentes
Eis um exemplo confirmador da lição de Einstein, de que a formulação da questão é mais importante do que (ou o caminho para) a resposta. Enquanto pensou-se em como içar navios, o problema era praticamente intransponível. Alguém teve a idéia de, ao invés de içar, fazer o navio boiar. Para isso, foram usadas milhares de bolinhas cheias de ar que, colocadas dentro do navio, o fizeram subir à tona. O modo de formular a pergunta e a mudança do para- digma permitiram uma solução. Experiência narrada por Barker no vídeo The business of Paradigms e no vídeo Ideas into Action (Melrose Films).
A criação de idéias é uma alternativa para solucionar problemas. O primeiro requisito (talvez o único) para criarem-se idéias é estar disposto a pensar, sem preconceitos contra novas soluções, nem que seja para no final optar-se pela solução mais conservadora. Como já dissemos, é preciso autoconfiança. Um dos primeiros passos para a criatividade é libertar-se do medo de errar, parecer tolo ou ser criticado. Repare no futebol: o artilheiro do campeonato com certeza errou inúmeros chutes a gol, mas é considerado pelos que acertou. A atividade de criação é parecida, já que nem sempre se tem sucesso. Contudo, o que importa é a capacidade e a coragem de criar, imaginar e experimentar.
A Muitas vezes deixamos de resolver um problema, ou evitar um, ou deixamos de fazer um acordo, ou chegar a uma solução apenas pela incapacidade de nos colocarmos na situação da outra pessoa. É preciso empatia, que nada mais é do que a capacidade para sentir o que sentiria, caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa. Ver as razões do outro, procurar entendê-lo, resolve muitos problemas e permite uma melhor comunicação.
"Em grande parte, o tempo efetivamente gasto com a leitura é desperdiçado com divagações. Algumas são sugeridas pelo próprio material, outras resultantes de simples distrações, ou em função do ambiente onde é realizada. Esta dificuldade em manter a atenção é causa de grandes problemas. É necessário que se desenvolva a concentração pelo emprego de meios capazes de fixar a atenção. Podemos dirigir facilmente a atenção para determinado assunto, porém só o interesse é capaz de mantê-la." (Ricardo Soares
Vivemos em uma cultura-se onde cultua apenas a vitória. É muito raro alguém admirar o segundo colocado, aquele que não venceu, que não foi o melhor. Em nossa cultura, presta-se honras ao vencedor, àquele que supera a todos. As pessoas só comemoram a vitória. Isto não é o ideal. Muitas vezes, o segundo colocado possui muito mais honra e glória que o primeiro, muitas vezes, o 5º colocado foi mais longe que aquele que chegou na primeira colocação. Como pode ser isto? Há ocasiões em que o 5º colocado superou-se muito mais, ultrapassou os seus próprios limites. Se você reparar as condições de treinamento atlético em Cuba, verá que seus atletas superam-se muito mais do que os de outros países, onde há toda uma infra-estrutura e conforto. O esforço e a participação no jogo vale tanto quanto, ou até mais do que a própria vitória.
Não se limite pela idéia da impossibilidade. Já foi mostrado que pelas leis da aerodinâmica o besouro não poderia voar: seu corpo é muito grande, suas asas pequenas etc. Contudo, o besouro voa. Brinca-se que ele o faz porque não estudou Física, e não sabe que não pode voar. Assim, não se limite pela idéia da impossibilidade. A crença na possibilidade gera a capacidade interior para trabalhar, persistir e conseguir. "Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez." Jean Cocteau Há pessoas fazendo cursos preparatórios porque todos fazem, porque a família quer, porque se precisam "enganar" de que estão tentando. Essas pessoas não se esforçam, porque no fundo não acreditam sinceramente que podem conseguir. E é preciso acreditar que o objetivo pode ser alcançado.
Todo professor tem seus pontos positivos e negativos. Não existe professor perfeito e, menos ainda, professor com o qual não possamos aprender alguma coisa. Entre em sala para aprender ao máximo possível com o professor, independentemente de sua opinião sobre ele.
Richard Edler (1997, p. 144), citando Whit Hobbs, expôs um bom conceito de sucesso: "Sucesso é acordar de manhã - não importa quem você seja, onde você esteja, se é velho ou se é jovem - e sair da cama porque existem coisas importantes que você adora fazer, nas quais você acredita, e em que você é bom. Algo que é maior que você, que você quase não agüenta esperar para fazer hoje." A compreensão humana do sucesso é muito equivocada. E posso provar isto: quantas pessoas você conhece que "venceram na vida", que "estão na crista da onda" e que não são felizes? E o que dizer daquele que, passando em algum concurso, torna-se vítima do orgulho e da vaidade, ou, pior, da arrogância? Que dizer daqueles que, a partir de um certo instante, passam a andar "com um rei na barriga"? Logo que a pessoa passa em um concurso, é normal um certo deslumbramento, e até euforia com o grande passo, com a grande e merecida conquista. Isso é humano. Porém, essa sensação deve passar depois das comemorações.
Cada um de nós é uma possibilidade. Temos a possibilidade de fazer o que queremos, de mudar, seguir, transformar, ser quem nós pretendemos ser. Em cada um de nós existe uma chance de felicidade. Cada oportunidade de tempo, trabalho, estudo, lazer, parceria, crescimento etc., traz consigo a ocasião, o ensejo de transformação para melhor, de progresso, de desenvolvimento pessoal. É a fé na construção de uma nova e melhor realidade que permite-nos aproveitar as oportunidades, para o que pesará positivamente nossa vontade e dedicação. Todos nós somos a possibilidade daquilo que queremos ser no futuro, e nossa vontade, se for suficientemente constante, transformará oportunidades em acontecimentos, em realidade.
Não tenha pressa em estudar. Às vezes pressa demais atrapalha. Isso é bem demonstrado pela história de um vigoroso lenhador que em um dia conseguiu derrubar 70 árvores, ao passo que o recorde era de 72 árvores. No dia seguinte, querendo entrar para a história, acordou um pouco mais cedo, trabalhou duro, mas cortou apenas 68 árvores. No dia imediato, acordou ainda mais cedo, esforçou-se ainda mais, almoçou correndo e cortou apenas 60 árvores. Assim, desgostoso e desolado, sentou-se à beira do refeitório. Um velho lenhador, já sem vigor físico mas experiente, ficou com pena do jovem e, chegando ao seu lado, perguntou: - Meu filho, quanto tempo você separou para afiar o machado? Aprender como montar um sistema de estudo eficiente, estudar corretamente, fazer provas e manter as atitudes adequadas significa exatamente isto: afiar o machado.
O subaproveitamento do cérebro. Nosso cérebro é muito mais sofisticado que o mais avançado dos computadores. Os índices de aprovação das pessoas em todas as espécies de exames e concursos mostram que o uso do cérebro e da inteligência sem se preocupar em como ele funciona está sendo insuficiente. A causa principal do fraco desempenho dos candidatos é o desperdício intelectual. Os candidatos, via de regra, não sabem ler com eficiência, não sabem estudar, não possuem suficiente habilidade de expressão escrita e verbal, em suma, subaproveitam sua capacidade. Isso ocorre porque poucos se preocupam em melhorar o próprio desempenho. Antes de aprender a matéria, é preciso aprender a aprender.
Uma das primeiras modificações que precisamos fazer no estudo é substituir a idéia de repetir o que é ensinado, numa posição passiva, e começar a raciocinar sobre a matéria, adquirindo uma posição ativa ou, como dizem alguns, proativa. Não devemos querer decorar, mas sim, através do aprendizado, memori zar o essencial, as regras básicas, e, assim, sobre esta base, utilizar nosso raciocínio. É preciso mudar a atitude. De fato, uma das principais falhas do sistema de ensino é a falta de preocupação com o raciocínio, a imaginação, a criatividade e o espírito crítico. Nos colégios a preocupação é muitas vezes entulhar matéria na cabeça do aluno ao invés de ensiná-lo a se comunicar e a pensar. Se você quer passar em qualquer concurso, vai ter que decorar algumas coisas, mas o grande macete é raciocinar.