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descreve o funcionamento da comunicação entre as células
Tipologia: Resumos
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Filamentos de actina , 7 a 9 nn: determinam a forma da superfície da célula e locomoção da célula. Algumas dessas são estruturas dinâmicas, como os lamelipódios e os filopódios que as células usam para explorar o território e para se movimentarem. Arranjos mais estáveis permitem que as células fiquem aderidas a um substrato subjacente e permitem a contração dos músculos. Os feixes regulares do estereocílio na superfície de células do ouvido interno contém feixes de filamentos de actina que vibram como hastes rígidas em resposta ao som, e as microvilosidades, organizadas de modo semelhante na superfície de células epiteliais intestinais, ampliam enormemente a área de superfície apical para aumentar a absorção de nutrientes.
Filamentos intermediários, 10 a 12 nn : proporcionam resistência mecânica revestem a face interna do envelope nuclear, formando uma espécie de gaiola protetora para o DNA da célula; no citosol, esses filamentos são trançados sob a forma de fortes cabos que mantêm as camadas das células epiteliais unidas ou que auxiliam a extensão dos longos e fortes axônios das células neuronais. Eles também permitem a formação de determinados apêndices resistentes, como os pelos e as unhas. As subunidades de filamentos intermediários são simétricas e, portanto, não formam filamentos polarizados com duas extremidades diferentes, não catalisam a hidrólise de nucleotídeos. podem se dissociar rapidamente quando necessário. Na mitose, por exemplo, cinases fosforilam as subunidades, levando à sua dissociação.
Microtúbulos, até 25nn: determinam o posicionamento das organelas delimitados por membrana, promovem o transporte intracelular e formam o fuso mitótico que segrega os cromossomos durante a divisão
celular. Os microtúbulos, que são frequentemente encontrados em arranjos citoplasmáticos que se estendem para a periferia da célula, podem rapidamente reorganizar-se para formar um fuso mitótico bipolar durante a divisão celular. Eles podem também formar cílios, que funcionam como chicotes de impulsão ou dispositivos sensoriais na superfície das células, o u feixes firmemente alinhados que servem como pistas para o transporte de materiais sobre longos axônios neuronais., organização celular , ‘’ rede de trilhos’’ Obs : são os filamentos mais grossos
Polaridade Celular
Além de formar protrusões estáveis na superfície das células especializadas, o citoesqueleto também é responsável pela polarização geral das células, permitindo que elas apresentem diferenças entre suas regiões superiores e inferiores ou anteriores e posteriores. A informação de polaridade que é transmitida pela organização do citoesqueleto é muitas vezes mantida durante toda a vida útil da célula. As células epiteliais polarizadas usam arranjos organizados de microtúbulos, filamentos de actina e filamentos intermediários para manter as diferenças essenciais entre a superfície apical e a superfície basolateral. As células também devem manter uma forte aderência entre si para permitir que esta camada única de células atue de maneira eficiente como barreira física.
-células musculares. células enterócitas responsáveis pela gênese dos pseudópodes, das microvilosidades, do anél-contrátil. Encontrados no córtex celular - ancorados na membrana plasmáticas; Modelos de actina alfa-actina é expressa apenas nas células musculares beta-actina e a gama-actina são encontradas, em conjunto, em quase todas as células não musculares.
Subunidade Actina F (filamentosa) é um arranjo de actina G, unidos de modo cabeça-cauda e formando uma hélice rígida;ligada a um ADP Actina G (globular) é um polipeptídio associado a uma molécula de ATP/ADP
As subunidades de actina unem-se em um arranjo tipo cabeça-cauda para formar uma hélice rígida, dextrógira, que forma uma estrutura de aproximadamente 8 nm de largura (o menor entre os filamentos) chamada actina F ou actina filamentosa. Estrutura Extremidade (-) : também referida como ´´extremidade da ponta´´, atraí nucleotídeos lentamente , se dissociam Extremidade (+) : também referida como ´´extremidade da pena ´´, atraí nucleotídeos rapidamente que sã Esses nomes são uma alusão a uma flecha
Figura 16-11 Estruturas de um monômero de actina e de um filamento de actina. (A) O monômero de actina possui um nucleotídeo (ATP ou ADP) ligado a uma profunda fenda no centro da molécula. (B) Arranjo de monômeros em um filamento constituído por dois protofilamentos, mantidos juntos por contatos laterais, e que se enrolam um ao outro como duas fitas paralelas de uma hélice, com uma torção repetida a cada 37 nm. Todas as subunidades de um filamento apresentam a mesma orientação. (C) Fotomicrografia eletrônica de filamento de actina em coloração negativa. (C, cortesia de Roger Craig. Os filamentos de actina individualmente são bastante flexíveis. As proteínas acessórias provocam interligações e agrupam os filamentos em feixes, originando estruturas de actina de maior escala que são muito mais
“forma D” também referente ao nucleotídeo ligado (ADP).
PRINCIPAIS PROTEÍNAS ACESSÓRIOS DO CITOESQUELETO DE ACTINA QUE PODEM CONTROLAR A POLIMERIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DOS FILAMENTOS
-as células contêm proteínas que se ligam aos monômeros de actina e tornam a polimerização muito menos favorável.
Timosina: Retarda o processo de crescimento de um microfilamento. Processo: liga-se a monômeros de actina para bloqueá-los, não permitindo associações nem à extremidade (+), nem à (-) dos filamentos de actina, além de não poderem hidrolisar ou modificar os nucleotídeos aos quais estão ligados.
Profilina: Acelera o crescimento de um microfilamento. Processo: Liga-se à face do monômero de actina que é oposta à fenda de ligação do ATP, ao mesmo tempo em que deixa exposto o sítio do monômero que se liga à extremidade (+). A profilina é liberada assim que o monômero se liga ao filamento de actina. Ademais, a porfilina
compete com os sítios de ligação com a timosina. Profilina e Timosina competem pelo reconhecimento pela ligação a monômeros de actina individuais. Portanto regular a atividade da profilina é, também, regular a taxa de polimerização da actina. Entre eles, a fosforilação da profilina e a sua ligação a fosfolipídeos inositol.
Efeitos da timosina e da profilina na polimerização da actina. Um monômero de actina ligado à timosina é estericamente impedido de ligar-se e alongar a extremidade mais (1) de um filamento de actina (esquerda). Um monômero de actina ligado à profilina, por outro lado, é capaz de prolongar um filamento (direita). A timosina e a profilina não podem, ambas, ligarem-se a um único monômero de actina ao mesmo tempo. Em uma célula na qual a maioria dos monômeros de actina está ligado à timosina, a ativação de uma pequena quantidade de profilina pode produzir uma rápida organização dos filamentos. Como indicado (imagem inferior), a profilina se liga a monômeros de actina que são transitoriamente liberados do conjunto de monômeros ligados à timosina, encaminha-os para as extremidades mais (1) dos filamentos de actina, e é então liberada e reciclada para novos ciclos de alongamento do filamento
NUCLEAÇÃO DA ACTINA
Complexo Arp 2/3( iniciador da extremidade -) mesmo tempo auxilia a adição de novas subunidades a essa extremidade.
mais (+) do filamento de actina. A orientação oposta das cabeças no filamento espesso torna eficiente o deslizamento, um em relação ao outro, dos pares de filamentos de actina em orientação oposta, contraindo o músculo. No músculo esquelético, em que filamentos de actina cuidadosamente arranjados estão alinhados em arranjos de “filamentos finos” em torno dos filamentos grossos de miosina, o deslizamento dos filamentos de actina, controlado por ATP resulta em uma poderosa contração. As células musculares cardíacas e lisas contêm moléculas de miosina II organizadas de modo semelhante, apesar de estas serem codificadas por genes diferentes.
Processo do rigor – mortis ( no caso de não ter ATP) Sentido do + MIOCARDIOPATIA DILATADA E ACTINA Uma alteração gênica nos filamentos de actina cardíaca promove a miocardiopatia dilatada(doença do músculo do coração que impede o bombeamento adequado de sangue para o corpo, causando arritmias, coágulos de sangue), recomendado a análise do histórico familiar do paciente que apresenta essa enfermidade.
São polímeros da proteína tubulina. A subunidade de tubulina é, em si, um heterodímero formado por duas proteínas globulares intimamente relacionadas chamadas alfa-tubulina e beta- tubulina , sendo as subunidades firmemente unidas por ligações não covalentes. Cada monômero alfa ou beta tem um sítio de ligação para uma molécula de GTP(molécula energética ). O GTP ligado à alfa-tubulina encontra-se fisicamente ligado à interface do dímero e nunca é hidrolisado ou substituído; ele pode, portanto, ser considerado parte integrante da estrutura do heterodímero de tubulina. O nucleotídeo na beta-tubulina, em contraste, pode estar sob a forma de GTP ou GDP e é passível de substituição no dímero de tubulina solúvel (não polimerizado).
ESTRUTURA
É uma estrutura cilíndrica oca construída a partir de 13 protofilamentos paralelos, cada um composto de heterodímeros de alfa e beta- tubulina empilhados cabeça à cauda e enoveladas em forma de um tubo. O décimo terceiro filamento é iniciador , Ao longo do eixo longitudinal do microtúbulo, o “topo” de uma molécula de beta-tubulina forma uma interface com a “base” de uma molécula de alfa-tubulina da subunidade heterodimérica adjacente. Essa interface assemelha-se bastante à interface que mantém os monômeros alfa e beta unidos na subunidade dimérica e apresenta uma alta energia de ligação. Perpendicularmente a essas interações, são formados contatos laterais entre protofilamentos vizinhos. Nessa dimensão, os principais contatos laterais ocorrem entre
monômeros de mesmo tipo (alfa-alfa e beta- beta). Como os contatos longitudinais e laterais são repetidos durante a polimerização, um leve desemparelhamento entre os contatos laterais dá origem à rede de microtúbulos helicoidal. Visto que múltiplos contatos nesse arranjo mantêm unidas a maior parte das subunidades de um microtúbulo, a adição ou a perda de subunidades ocorre quase exclusivamente nas extremidades do microtúbulo_._ Esses contatos múltiplos entre subunidades fazem os microtúbulos serem rígidos e difíceis de serem flexionados , o que os torna os elementos estruturais mais rijos e resistentes encontrados na maioria das células animais. Portanto, a própria rede de microtúbulos tem uma polaridade estrutural distinta, com as alfa-tubulinas expostas na extremidade menos e as beta-tubulinas expostas na extremidade mais. Da mesma forma que para os filamentos de actina, a orientação regular e paralela de suas subunidades dá origem à polaridade estrutural e dinâmica dos microtúbulos, com as extremidades mais (+) crescendo e encolhendo mais rapidamente.
subunidades livre, é chamada instabilidade dinâmica. A mudança do crescimento para o encurtamento é chamada de catástrofe, enquanto a mudança para o crescimento é chamada de resgate.
Quepe GTP : região de tubulinas ligadas por mais tempo ao GTP , evitando a catástrofe no processo.
Anel de γ-tubulina A formação de um microtúbulo requer a interação de vários heterodímeros de tubulina, a concentração das subunidades de tubulina necessária para a nucleação espontânea de microtúbulos é muito alta. Portanto, a nucleação dos microtúbulos requer a ajuda de outros fatores. Enquanto alfa e beta-tubulinas são unidades fundamentais dos microtúbulos, outro tipo de tubulina, chamado y-tubulina, está presente em quantidades muito menores do que alfa e beta-tubulina e está envolvido na nucleação do crescimento dos microtúbulos. Os microtúbulos são geralmente nucleados a partir de uma localização intracelular específica conhecida como um centro organizador dos microtúbulos (MTOC) onde y-tubulina é encontrada em maior concentração A nucleação depende em muitos casos do complexo do anel da y-tubulina (y-TuRC). Dentro desse complexo, duas proteínas acessórias ligam-se diretamente à y- tubulina, juntamente com várias outras proteínas que ajudam a criar um anel espiral de moléculas de y-tubulina, o qual serve como molde para gerar um microtúbulo com 13 protofilamentos.
Muitas células animais têm um único e bem definido MTOC, chamado centrossomo, que está localizado próximo ao núcleo, e a partir do qual os microtúbulos são nucleados nas suas extremidades menos (-), enquanto as extremidades mais (+) apontam para fora e continuamente sofrem aumento e encurtamento. Um centrossomo geralmente recruta mais de 50 cópias de y-TuRC. Além disso, as moléculas de y-TuRC são encontradas no citoplasma, e os centrossomos não são absolutamente necessários para a nucleação de
microtúbulos, visto que sua destruição através de um pulso de laser não impede que ocorra a nucleação dos microtúbulos em outras partes da célula. Uma ampla variedade de proteínas com capacidade de ancoragem do
y-TuRC no centrossomo já foi identificada, mas os mecanismos que ativam a nucleação dos microtúbulos em MTOCs e em outros locais da célula ainda não estão completamente compreendidos
no ultimo par do gama -tubulina há 14 , todavia enovelam-se na forma de espiral , ficando um escondido no processo.
Principais proteínas acessórias presentes no citoesqueleto dos microtúbulos A polimerização e a despolimerização são reguladas por proteínas acessórias que auxiliam na estabilização dos filamentos e determinam quando os processos ocorrem.
Proteínas que agem sobre os dímeros αβ de tubulina: Estatmina (evita associação das subunidades), +TIPs (pode ligar as extremidades mais a membranas) Proteínas que agem sobre os microtúbulos: Catanina (quebra microtúbulos), MAPs (estabiliza microtúbulos) Ciensina 13: Se liga às extremidades mais dos microtúbulos, incentivando a despolimerização. XMPA215: Une-se aos microtúbulos, bloqueando a despolimerização (fortalece as ligações)
A cinesina 13 não consegue andar por cima dos microtúbulos. Caso ande por cima dos microtúbolos provoca a catastrofe. Duas classes principais de proteínas motoras em microtúbulos: as cinesinas e as dineínas. A cinesina-1(núcleo para fora ) tras, também chamada de “cinesina convencional” onde carrega organelas delimitadas por membrana do corpo celular em direção ao terminal do axônio, movendo-se na direção da extremidade mais (+) dos microtúbulos. A cinesina-1 é semelhante à miosina II, pois possui duas cadeias pesadas por motor ativo; essas cadeias formam dois domínios motores globulares de cabeça que são mantidos ligados por uma cauda alongada super torcida que é responsável pela dimerização da cadeia pesada. Uma cadeia leve da cinesina-1 se associa com cada cadeia pesada através de seu domínio de cauda e medeia a ligação à carga. Assim como a miosina, a cinesina faz parte de uma grande superfamília de proteínas na qual o elemento em comum é o domínio motor. Na cinesina-1 , pequenos movimentos no sítio de ligação ao nucleotídeo regulam a ligação e a dissociação do domínio motor de cabeça a uma região longa de ligação. Isso faz a segunda cabeça ser arremessada para frente ao longo do protofilamento mais perto da extremidade mais (+) do
mais (+).
A polimerização do fuso mitótico depende da reorganização do arranjo dos microtúbulos interfásicos para formar um novo arranjo bipolar de microtúbulos, com suas extremidades menos (-) concentradas nos polos e suas extremidades mais (+) sobrepostas no centro da célula ou conectadas aos cromossomos. Em todos os eucariotos, o evento central da mitose – a segregação dos cromossomos – depende de uma máquina complexa e bela denominada fuso mitótico. O fuso é um arranjo bipolar de microtúbulos, que separa as cromátides-irmãs na anáfase, segregando, com isso, os dois conjuntos de cromossomos a extremidades opostas da célula, onde eles são empacotados em dois núcleos-filhos. O núcleo do fuso mitótico é um arranjo bipolar de microtúbulos, no qual as extremidades menos (-) estão orientadas aos dois polos do fuso, e as extremidades mais (+) se irradiam para fora dos polos. As extremidades mais (+) de alguns microtúbulos chamados microtúbulos
interpolares sobrepõem-se com as extremidades mais (+) de microtúbulos de outro polo, resultando em uma rede antiparalela na região média do fuso. As extremidades mais (+) de outros microtúbulos – os microtúbulos do cinetocoro– são ligadas aos pares de cromátides-irmãs em grandes estruturas proteicas chamadas de cinetocoros, que estão localizados no centrômero de cada cromátide- irmã. Por fim, muitos fusos também contêm microtúbulos astrais que se irradiam a partir dos polos e contatam o córtex da célula, ajudando no posicionamento do fuso na célula. Na maioria das células somáticas animais, cada polo do fuso é orientado em uma organela proteica denominada centrossomo. Cada centrossomo consiste em uma matriz de material amorfo (chamada de matriz pericentriolar) que cerca um par de centríolos. A matriz pericentriolar nucleia um arranjo radial de microtúbulos, com suas extremidades mais (+) de crescimento rápido projetando-se para fora e suas extremidades menos (-) associadas ao centrossomo. A matriz contém uma série de proteínas, incluindo proteínas motoras dependentes de microtúbulos, proteínas com estrutura em super-hélice que ligam os motores ao centrossomo, proteínas estruturais e componentes do sistema de controle do ciclo celular. Mais importante, ela contém complexos em anel de y-tubulina, os quais são os componentes principais responsáveis pela nucleação dos microtúbulos.
-Principal representante é a queratina
ESTRUTURA todos os membros da família dos filamentos intermediários são proteínas alongadas com um domínio de a-hélice central conservado contendo 40 ou mais motivos heptâmeros repetidos que formam uma estrutura estendida supertorcida com outro monômero (ver Figura 3-9). Um par de dímeros paralelos associa-se de forma antiparalela produzindo um arranjo tetramérico (Figura 16-67). Diferentemente das subunidades de actina e de tubulina, as subunidades dos filamentos intermediários não contêm um sítio de ligação para um nucleotídeo Organizam-se em formas de feixe. o filamento intermediário organizado não apresenta uma estrutura polarizada, tão importante para os filamentos de actina e para os microtúbulos. Os tetrâmeros são empacotados lateralmente, formando um filamento que agrega oito protofilamentos paralelos, feitos a partir dos tetrâmeros
Figura 16-67 Modelo de polimerização dos filamentos intermediários. O monômero mostrado em (A) pareia