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Este resumo define a comunicação e a política como um todo e visa destacar suas co-relações no cenário atual. Contando com materiais diversos e recomendações de conteúdo visual (filmes e vídeos) para melhor compreensão.
Tipologia: Resumos
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Definição Propósito Análise da política moderna, da esfera pública, da democracia e da poliarquia considerando as novas mídias. Compreender o conceito e as origens do regime político democrático e analisar o papel das novas mídias nas formas de vida pública e política contemporâneas. O conceito contemporâneo de política, e a própria política moderna, tal como é praticada pela maior parte dos países atualmente, envolve quatro inovações ou quatro origens:
**_1. A inspiração no ideal da democracia grega
Para Foucault, apesar de característica das sociedades industriais, o poder disciplinar já estava presente no século XVII. Esse mecanismo de controle e sua conformação social atingiram seu apogeu no início do século XX. Para ele, as sociedades disciplinares são as sociedades burguesas com os seus horários rígidos, seus exames, e tudo isso convergindo para a formação de “corpos dóceis” aptos para trabalharem em fábricas com jornadas absurdas. “O corpo humano entra numa maquinaria de poder que o esquadrinha, o desarticula e o recompõe.” - Michel Foucault, 1997 Teorias da globalização: Definição Propósito A lógica da aldeia global e seus desafios, a inclusão digital e as relações sociais no mundo pós-moderno, a ação comunicativa na construção de uma nova coletividade, a globalização vs o globalismo e a pós-verdade. Compreender o conceito de globalização e seus efeitos no mundo contemporâneo. A globalização, em resumo, pode ser vista como um processo de integração de pessoas, de mercados e de culturas, por meio da tecnologia e da comunicação. Considerando o mundo em que vivemos, os efeitos dessa integração são sentidos na maior agilidade dos processos de tomadas de decisão de empresas e dos Estados, também no trato pessoal entre os indivíduos e nas questões da vida privada. Nesse sentido, a globalização fundamentou grandes transformações, criou concepções sobre as relações de trabalho e sobre as formas de produção de mercadorias, diversificou as possibilidades de serviços e promoveu o encontro e o diálogo entre pessoas em situações e em lugares muito diferentes. “Os aparatos tecnológicos e virtuais ganharam tamanha importância na sociedade contemporânea que se constituíram como instrumentos fundamentais para os indivíduos se entenderem na coletividade.” - Manuel Castells Crise da modernidade e as premissas da globalização: O novo equilíbrio da balança de poder imposto pelo fim da Guerra Fria apresentava o nascimento de uma Nova Ordem Mundial, com ampla permeabilidade ao outro. Ainda neste contexto, não existia mais um inimigo externo a combater e, do ponto de vista dos vencedores. As bases para a construção de um novo mundo estavam lançadas, tendo por pressuposto a ideia da liberdade, também. Sobre isso, a sustentabilidade se tornou a palavra de ordem dos novos tempos. Conceitualmente, é responsável por redefinir a moral e a ética baseadas no diálogo e na diversidade. Ela significa o compromisso de produzir com a preocupação de não comprometer as gerações futuras garantindo recursos e pluralidades. O eurocentrismo e as noções unidirecionais de progresso e desenvolvimento, tão marcantes na modernidade, deram espaço ao pensamento decolonial, no qual saberes e técnicas de grupos até então entendidos como inferiores foram valorizados. Como um desdobramento no campo intelectual das demandas dos países não alinhados, na segunda metade do século XX as universidades dos EUA e da Europa começaram a trazer pensadores de espaços considerados periféricos. Foi nessa conjuntura que Edward Said publicou seu livro Orientalismo , que é uma referência para os estudos subalternos. Do ponto de vista organizativo, o mundo pós-Guerra Fria estava conectado, não apenas entre os países centrais, mas também em relação aos periféricos ‒ de acordo com Amin (2003), O IBAS e o BRICS são dois exemplos da articulação entre países periféricos pelo desenvolvimento econômico mútuo.
“O sistema colonizou o mundo da vida” ¬ Jürgen Habermas. Neste caso, o sistema tem a ver com a produção material da riqueza, como uma força que impulsiona ao sucesso e à competição, sendo estes corporificados no dinheiro e nos negócios. Por outro lado, o mundo da vida é o espaço da interação humana, mediada pela cultura, pela vida comunitária e pela capacidade dos indivíduos de argumentar racionalmente. Ou seja, o dinheiro, os negócios e a visão para o sucesso deixaram de ser pressupostos do espaço público e adentraram as relações e as esferas privadas, fazendo com que o mundo da vida, nossas questões enquanto seres humanos em coletividade, passassem a responder como demandas de cunho econômico e produtivo. A solução proposta por Habermas (1989) para esse problema, que também aparece no trato com o Estado — uma vez que as tomadas de decisões não se basearam em um acordo mútuo, mas na imposição — está no estabelecimento de diretrizes no diálogo racional, simétrico e honesto entre os indivíduos. O entendimento entre os sujeitos na comunidade seria o pressuposto fundamental para a democracia. Essa conversa intermediada pela razão e pelo abandono das paixões não inviabiliza as redes sociais, mas reivindica que o ser humano — seja como indivíduo ou como representante de Estados Nacionais nas relações entre países — mantenha uma postura ética. Essa conversa em busca do entendimento mútuo, que pode se dar por quaisquer meios, é o que se chama de agir comunicativo. Globalismo: é um viés da crítica à globalização, distante da elaboração rebuscada da liquidez proposta por Bauman e da colonização do mundo da vida pelo sistema apontado por Habermas.Vale ressaltar que, do ponto de vista da literatura das Relações Internacionais e mesmo da Sociologia e da História, o termo globalismo não é usado, não caracterizando, por isso, uma categoria acadêmica e científica, mas que do ponto de vista do amplo debate social, não deve ser ignorado. Com forte teor conspiratório, esse termo surge denotando, pelo uso do sufixo ismo, uma constituição ideológica ou mesmo uma doença. O cerne da constituição desse pensamento está na negação da reflexão conjunta internacional sobre como lidar com os problemas de ordem global. A globalização, enquanto conceito academicamente estudado, e como já mostramos aqui, fruto da confluência entre tecnologia e informação, transformou sensivelmente todo o globo ao conectá-lo. Isso trouxe novas formas indissociáveis de pensar os negócios e as culturas, como também questões que não respeitam as fronteiras imaginadas das nações como a radiação, o efeito estufa e até mesmo os movimentos imigratórios forçados. Pós-verdade: Esse fenômeno da proliferação de enunciados distorcidos com o objetivo de moldar a opinião e a percepção dos indivíduos, ao serem compartilhados sistematicamente, mobilizam a opinião pública causando impactos na economia, na política, na saúde e na vida social. Esse processo é tão alarmante, que o termo pós-verdade, que caracteriza esse fenômeno, foi escolhido pela Universidade de Oxford como a palavra do ano de 2016. Fake News: Notícias falsas são uma forma de imprensa marrom ***** que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio, ou ainda online, como nas mídias sociais. Imprensa marrom é uma expressão de cunho pejorativo, utilizada popularmente no Brasil para se referir à imprensa sensacionalista. Cidadania: Segundo Dalmo de Abreu Dallari: “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo”. Em teoria, o conceito de cidadania envolve um conjunto de direitos e deveres que um indivíduo precisa exercer no convívio com uma sociedade. Exercer a cidadania está diretamente conectado com exercer seus direitos (como o de ir e vir) mas também tem a mesma relação com o cumprimento dos deveres de cada um. A globalização fundamenta a cidadania, visto que, integra e homogeneiza diversos povos, visando a ideia de extinguir as barreiras do mundo, como um todo. Entretanto, destaca-se as problemáticas que constantemente são responsáveis por segregar grupos de pessoas menos favorecidas.
De acordo com o historiador José Murilo de Carvalho (2004), aqui no Brasil, a palavra cidadania só foi cair no gosto popular depois de 1985, com o fim da Ditadura Militar. Isso tem razões óbvias, pois falar sobre cidadania envolve o reconhecimento de direitos fundamentais, tais como: civis e políticos, sociais, econômicos, culturais e o respeito à dignidade. Eles devem ser assegurados pelo Estado. No entanto, o histórico da cidadania vai acontecer muito antes desse período, a Antiga Grécia, em meados do século VIII a.C., em uma sociedade na qual os homens eram considerados livres e iguais e viviam na chamada pólis grega. Nesse início, havia um paradoxo, ser cidadão não era para todos. Apenas aqueles que possuíam riquezas e propriedades de terra poderiam ser considerados cidadãos da pólis. Já é possível perceber uma relação entre cidadão e cidade — sim, tem tudo a ver. A forma como nos organizamos em sociedade e nas cidades precisa ser respaldada por direitos e deveres, e isso passa pela nossa prática cidadã. Ademais, na Idade Média, com o feudalismo, a cidadania também encontrou obstáculos para ser realizada. A Igreja Católica era quem administrava as cidades, e o exercício desse poder era hierárquico e inquestionável. Dessa forma, falar sobre cidadania ainda não era possível, pois se entre os gregos, a cidadania seria a igualdade entre os homens, no feudalismo, o poder estava centrado nas mãos dos religiosos, e ninguém poderia contestá-lo. Avançando no tempo, veremos que, com o Renascimento (séculos XIV e XVI), a palavra cidadania ganha novos significados. Era considerado cidadão aquele que se destacava na cidade-Estado, no caso, a elite dominante. Mas já é possível vislumbrarmos, nesse período, uma mudança em relação à forma de pensar o mundo. As pessoas não mais explicavam os fenômenos sociais a partir de uma origem divina, mas o homem assume um papel central na vida citadina. Nesse período, saberes como a Ciência, a Literatura, e as Artes ganham espaços e passam a orientar as visões das pessoas. Estamos na famosa época do humanismo. Com a Carta de Direitos das Organizações das Nações Unidas, em 1948, o conceito de cidadania se torna pleno. Nela, está escrito que todos os homens são iguais perante a lei, independentemente de raça, credo e etnia. Todos também podem buscar o seu sustento por meio de um salário digno, ascendendo socialmente pelos estudos. Todos têm direito à saúde, à moradia digna e, claro, ao lazer. Voltando aos termos cidade e cidadania, precisamos ressaltar que a luta pelos direitos sempre se deu no interior de um espaço territorial e envolveu quem vai tutelar esses direitos. No caso de uma nação, estamos falando do Estado. Em outras palavras, a relação das pessoas com o Estado e com a nação vai determinar e muito a extensão da cidadania. As pessoas se tornam cidadãos na medida em que começam a se sentir parte de uma nação e de um Estado. A Constituição outorgada de 1824, que regeu o país até o fim da Monarquia, estabeleceu os três poderes tradicionais:
**_1. Executivo
inquieta, pelo seu caráter polissêmico e desafiador, que permeia questionamentos sobre passado, presente e futuro. Convivemos com a cultura híbrida, com imagens mentais, imagens-lembranças, imaginárias, reais e, neste intrincado processo a imagem não somente reproduz a natureza, mas possui um real intrínseco, de simulacros e simulações.
1. Adeus, Lênin!, direção Wolfgang Becker, 2004. Fonte: Filmow. 2. Alberto Manguel — Multiculturalismo: benção ou maldição? Canal Fronteiras do Pensamento, Youtube. Publicado em: 27 fev. 201 3. Amor sem escalas, direção Jason Reitman, 2009. Fonte: Filmow. 4. Diálogos com Zygmunt Bauman. In: Instituto CPFL. Publicado em: 16 ago. 2011 5. Encontro com Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá. Youtube. Publicado em: 21 mar. 2015. 6. Globalismo vs. Globalização, Episódio com David Magalhães, Canal Em Dupla, com Consulta, Youtube. Publicado em 11 fev. 2019. 7. Marshall McLuhan, Maria Isabel Moura Nascimento. In: Revista Educação, n. 46, out. 2001, Unicamp. 8. Metodologias Ativas para Educar, Canal Futura, Youtube. Publicado em 11 jan. 2018. 9. Quem tem medo do globalismo, David Magalhães. In: Carta Maior. Publicado em: 19 nov. 2018. 10. Vidas Entregues (curta), direção Renata Prata Biar, 2019. Fonte: ABET. Referências: AUMONT, J. A Imagem. Campinas: Papirus, 1993. BAUDRILLARD, J. A Troca Simbólica e a Morte. Lisboa: Edições 70, 1976. BAUDRILLARD, J. La Transferência del Mal Ensayo sobre los Fenômenos Externos. Barcelona: Anagrama, 1991. BAUDRILLARD, J. Simulacros e Simulações. Lisboa: Relógio D’Água, 1992. BAUDRILLARD, J. A Arte da Desaparição. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1997. BAUDRILLARD, J. O Sistema dos Objetos. São Paulo:Perspectiva, 2004. MACHADO, A. Pré-Cinemas e Pós-Cinemas. Campinas:Papirus, 1997. MELLO, H. A Cultura do Simulacro: Filosofia e Modernidade em Jean Baudrillard. São Paulo: Loyola, 1998. PIETROFORTE, A. Semiótica Visual: Os Percursos do Olhar. São Paulo: Contexto, 2004.