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Conceitos dos modelos atomicos, Exercícios de Química

para cada modelo atômico, qual o acontecimento/fenômeno que ao longo da história da química desencadeou a elaboração e a transição para um novo modelo explicativo da matéria em nível atômico e subatômico. Ou seja, afinal de contas que fenômeno aconteceu para que Thomson elaborasse um novo modelo atômico? E assim sucessivamente [...], explique as razões ou necessidades que levaram Rutherford a romper com o modelo de Thomson e, por fim, explicite que necessidades tivemos para avançar explicações.

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 16/10/2020

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CONCEITOS DO MODELOS ATÔMICOS
Modelo Atômico de Dalton - foi proposto por John Dalton e defendia a ideia de que o átomo
consistia de uma esfera maciça e indivisível. Dalton propôs seu modelo baseando-se nas leis
ponderais de Lavoisier e de Proust. Dalton propôs ainda que durante as reações químicas os
átomos não eram modificados. O modelo atômico proposto por Dalton ficou conhecido
popularmente por "BOLA DE BILHAR". No modelo de Dalton o átomo era uma esfera maciça
semelhante a uma bola de sinuca e indivisível, ou seja, não era possível dividi-lo em parte
menores.
Modelo Atômico de Thomson - foi proposto pelo cientista J. Thomson no final do século XIX.
Thomson fez uma experiência utilizando uma ampola de Crookes (um tubo de vidro com dois
polos, um positivo e outro negativo, contendo gás à baixíssima pressão). Ao submeter a ampola
a um campo elétrico externo Thomson observou que o gás presente dentro do tubo passava a
emitir uns raios, os quais ele chamou de raios catódicos, pois iam sempre em direção ao polo
positivo do tubo, sugerindo que esses raios tivessem então carga negativa. Desta forma
Thomson acabara de descobrir o ELÉTRON. Thomson propôs então que: Ao contrário do
proposto por Dalton o átomo é sim divisível em uma partícula ainda menor, o elétron; Os raios
emitidos pelo gás no interior do tubo nada mais eram que os elétrons; O átomo consistia de
uma esfera positiva, não maciça, mas sim incrustada de elétrons. O modelo proposto por
Thomson ficou conhecido popularmente por "PUDIM de PASSAS". No modelo de Thomson o
átomo era uma esfera positiva na qual os elétrons estariam distribuídos, de maneira semelhante
às passas em um pudim.
Os tubos de raios catódicos: Nos anos que se seguiram a 1855, quando se desenvolveu os tubos
de raios catódicos, muitos cientistas estudaram as propriedades da eletricidade. Um tudo de
raios catódicos simples é um tubo de vidro em que foi feito vácuo, tendo em cada extremidade
eletrodos de metal, um negativo(cátodo) e um positivo(ânodo). Quando se aplicam altas
voltagens aos eletrodos, os raios catódicos (correntes de elétrons) fluem do cátodo para o
ânodo. A DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO CARGA/MASSA DO ELÉTRON: Uma vez que os raios
catódicos são um fluxo de elétrons, aqueles constituem um meio ideal para o estudo das
propriedades dos elétrons. Os raios que se movem em linha reta são independentes do material
dos eletrodos e do gás residual que existe no tubo. Eles tornam as paredes do tubo
fluorescentes(brilhantes), formam uma sombra quando se coloca um objeto em seu caminho e
podem ser desviados por um imã. A RADIOTIVIDADE E A DERRUBADA DP MODELO DE
THOMSON: W. K. Röntgen estudava raios emitidos pela ampola de Crookes. Repentinamente,
notou que raios desconhecidos saíam dessa ampola, atravessavam corpos e impressionavam
chapas fotográficas. Como os raios eram desconhecidos, chamou-os de RAIOS-X. Henri
Becquerel tentava relacionar fosforescência de minerais à base de urânio com os raios X. Pensou
que dependiam da luz solar. Num dia nublado, guardou uma amostra de urânio numa gaveta
embrulhada em papel preto e espesso. Mesmo assim, revelou uma chapa fotográfica. Iniciam-
se, portanto, os estudos relacionados à RADIOATIVIDADE. O casal Curie Pierre e Marie Curie
formou uma notável parceria e fez grandes descobertas, como os elementos polônio, em
homenagem à terra natal de Marie, e rádio, de “radioatividade”, ambos de importância
fundamental no grande avanço que seus estudos imprimiram ao conhecimento da estrutura da
matéria. O EXPERIMENTO DE RUTHERFORD: Ernest Rutherford, Convencido por J. J. Thomson,
começa a pesquisar materiais radioativos e, aos 26 anos de idade, notou que havia dois tipos de
radiação: Uma positiva (alfa) e outra negativa (beta). Assim, inicia-se o processo para
determinação do NOVO MODELO ATÔMICO. Rutherford propõe a dois de seus alunos - Johannes
Hans Wilhelm Geiger e Ernerst Marsden - que bombardeassem finas folhas de metais com as
partículas alfa, a fim de comprovar, ou não, a validade do modelo atômico de Thomson. Como
o átomo, segundo Thomson, era uma espécie de bolha gelatinosa, completamente neutra, no
momento em que as partículas Alfa (numa velocidade muito grande) colidissem com esses
átomos, passariam direto, podendo sofrer pequeníssimos desvios de sua trajetória. Rutherford
observou que: (1) a maioria das partículas alfa atravessam a lâmina de ouro sem sofrer desvios;
(2) algumas partículas alfa sofreram desvios de até 90º ao atravessar a lâmina de ouro; (3)
algumas partículas alfa RETORNARAM.
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CONCEITOS DO MODELOS ATÔMICOS

Modelo Atômico de Dalton - foi proposto por John Dalton e defendia a ideia de que o átomo consistia de uma esfera maciça e indivisível. Dalton propôs seu modelo baseando-se nas leis ponderais de Lavoisier e de Proust. Dalton propôs ainda que durante as reações químicas os átomos não eram modificados. O modelo atômico proposto por Dalton ficou conhecido popularmente por "BOLA DE BILHAR". No modelo de Dalton o átomo era uma esfera maciça semelhante a uma bola de sinuca e indivisível, ou seja, não era possível dividi-lo em parte menores. Modelo Atômico de Thomson - foi proposto pelo cientista J. Thomson no final do século XIX. Thomson fez uma experiência utilizando uma ampola de Crookes (um tubo de vidro com dois polos, um positivo e outro negativo, contendo gás à baixíssima pressão). Ao submeter a ampola a um campo elétrico externo Thomson observou que o gás presente dentro do tubo passava a emitir uns raios, os quais ele chamou de raios catódicos, pois iam sempre em direção ao polo positivo do tubo, sugerindo que esses raios tivessem então carga negativa. Desta forma Thomson acabara de descobrir o ELÉTRON. Thomson propôs então que: Ao contrário do proposto por Dalton o átomo é sim divisível em uma partícula ainda menor, o elétron; Os raios emitidos pelo gás no interior do tubo nada mais eram que os elétrons; O átomo consistia de uma esfera positiva, não maciça, mas sim incrustada de elétrons. O modelo proposto por Thomson ficou conhecido popularmente por "PUDIM de PASSAS". No modelo de Thomson o átomo era uma esfera positiva na qual os elétrons estariam distribuídos, de maneira semelhante às passas em um pudim. Os tubos de raios catódicos: Nos anos que se seguiram a 1855, quando se desenvolveu os tubos de raios catódicos, muitos cientistas estudaram as propriedades da eletricidade. Um tudo de raios catódicos simples é um tubo de vidro em que foi feito vácuo, tendo em cada extremidade eletrodos de metal, um negativo(cátodo) e um positivo(ânodo). Quando se aplicam altas voltagens aos eletrodos, os raios catódicos (correntes de elétrons) fluem do cátodo para o ânodo. A DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO CARGA/MASSA DO ELÉTRON: Uma vez que os raios catódicos são um fluxo de elétrons, aqueles constituem um meio ideal para o estudo das propriedades dos elétrons. Os raios que se movem em linha reta são independentes do material dos eletrodos e do gás residual que existe no tubo. Eles tornam as paredes do tubo fluorescentes(brilhantes), formam uma sombra quando se coloca um objeto em seu caminho e podem ser desviados por um imã. A RADIOTIVIDADE E A DERRUBADA DP MODELO DE THOMSON: W. K. Röntgen estudava raios emitidos pela ampola de Crookes. Repentinamente, notou que raios desconhecidos saíam dessa ampola, atravessavam corpos e impressionavam chapas fotográficas. Como os raios eram desconhecidos, chamou-os de RAIOS-X. Henri Becquerel tentava relacionar fosforescência de minerais à base de urânio com os raios X. Pensou que dependiam da luz solar. Num dia nublado, guardou uma amostra de urânio numa gaveta embrulhada em papel preto e espesso. Mesmo assim, revelou uma chapa fotográfica. Iniciam- se, portanto, os estudos relacionados à RADIOATIVIDADE. O casal Curie – Pierre e Marie Curie – formou uma notável parceria e fez grandes descobertas, como os elementos polônio, em homenagem à terra natal de Marie, e rádio, de “radioatividade”, ambos de importância fundamental no grande avanço que seus estudos imprimiram ao conhecimento da estrutura da matéria. O EXPERIMENTO DE RUTHERFORD: Ernest Rutherford, Convencido por J. J. Thomson, começa a pesquisar materiais radioativos e, aos 26 anos de idade, notou que havia dois tipos de radiação: Uma positiva (alfa) e outra negativa (beta). Assim, inicia-se o processo para determinação do NOVO MODELO ATÔMICO. Rutherford propõe a dois de seus alunos - Johannes Hans Wilhelm Geiger e Ernerst Marsden - que bombardeassem finas folhas de metais com as partículas alfa, a fim de comprovar, ou não, a validade do modelo atômico de Thomson. Como o átomo, segundo Thomson, era uma espécie de bolha gelatinosa, completamente neutra, no momento em que as partículas Alfa (numa velocidade muito grande) colidissem com esses átomos, passariam direto, podendo sofrer pequeníssimos desvios de sua trajetória. Rutherford observou que: (1) a maioria das partículas alfa atravessam a lâmina de ouro sem sofrer desvios; (2) algumas partículas alfa sofreram desvios de até 90º ao atravessar a lâmina de ouro; (3) algumas partículas alfa RETORNARAM.

Modelo Atômico de Rutherford: MODELO PLANETÁRIO; Para que uma partícula alfa pudesse inverter sua trajetória, deveria encontrar uma carga positiva bastante concentrada na região central (o núcleo), com massa bastante pronunciada. Ao comparar o número das partículas emitidas com as partículas que foram desviadas Rutherford deduziu que o raio do átomo seria 10.000 a 100.000 vezes maior que o raio do núcleo e a maior parte do átomo é constituída por espaços vazios. Rutherford propôs que o NÚCLEO, conteria toda a massa do átomo, assim como a totalidade da carga positiva (chamadas de PRÓTONS). Os elétrons estariam girando circularmente ao redor desse núcleo, numa região chamada de ELETROSFERA. Surge, assim, o átomo nuclear. O PROBLEMA DO MODELO ATÔMICO DE RUTHERFORD: Para os físicos, toda carga elétrica em movimento, como os elétrons, perde energia na forma de luz, diminuindo sua energia cinética e a consequente atração entre prótons e elétrons faria com que houvesse uma colisão entre eles, destruindo o átomo, algo que não ocorre. Portanto, o Modelo Atômico de Rutherford, mesmo explicando o que foi observado no laboratório, apresenta uma incorreção. Modelo Atômico de Bohr: modelo proposto por Niels Bohr aperfeiçoando o modelo de Rutherford e postulando que: Os elétrons encontram-se na eletrosfera em movimentos circulares (órbitas circulares) ao redor do núcleo; A eletrosfera é dívida em camadas; Movimentando-se em uma mesma camada os elétrons não absorvem nem emitem energia; Ao receber energia o elétron é "pula" para as camadas de cima, ficando instável, ao retornar a camada onde estava inicialmente ele emite energia luminosa, este é o princípio de funcionamento dos fogos de artifícios; O modelo de Bohr é as vezes também denominado como RUTHERFORD-BOHR, já que foi um aperfeiçoamento do modelo de Rutherford. No modelo de Bohr o átomo era uma esfera contendo um núcleo positivo ao redor do qual os elétrons estariam em órbitas na eletrosfera que era dividida em sub-níveis de energia. O modelo de Bohr é o mais próximo do aceitado atualmente. POSTULADOS DE BOHR: A ELETROSFERA está dividida em CAMADAS ou NÍVEIS DE ENERGIA (K, L, M, N, O, P e Q), e os elétrons nessas camadas, apresentam energia constante. Em sua camada de origem (camada estacionária), a energia é constante, mas o elétron pode saltar para uma camada mais externa, sendo que, para tal, é necessário que ele ganhe energia externa. Um elétron que saltou para uma camada de maior energia fica instável e tende a voltar a sua camada de origem. Nesta volta, ele devolve a mesma quantidade de energia que havia ganhado para o salto e emite um FÓTON DE LUZ. A DESCOBERTA DO NÊUTRON: Em 1932, James Chadwick descobriu a partícula do núcleo atômico responsável pela sua ESTABILIDADE, que passou a ser conhecida por NÊUTRON, devido ao fato de não ter carga elétrica. Por essa descoberta ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1935. PARTÍCULAS DO ÁTOMO: Os prótons têm carga elétrica positiva, os elétrons carga negativa e os nêutrons não têm carga nenhuma. Modelo Atômico atual: Com base nos conhecimentos atuais o modelo atômico mais aceito é chamado Modelo da Nuvem Eletrônica também conhecido por modelo de Schrodinger, porém proposto com base nos trabalhos de diversos cientistas. Esse modelo admite a existência de partículas ainda menores que os prótons, elétrons e nêutrons, como por exemplo os neutrinos. Segundo esse modelo não é possível saber com exatidão, num dado instante a posição de um elétron em relação ao núcleo do átomo, portanto não se fala em órbitas, mas sim em zonas em que há maior probabilidade de encontrar o elétron.