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Teoria de Controle
Tipologia: Notas de estudo
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Compartilhado em 01/03/2012
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Nota de aula de Controle Autom ´atico e Servo Mecanismo
Prof Luiz Vasco Puglia Prof MSc F ´abio Delatore
S ˜ao Paulo 2009
O curso descrito nestas notas de aula que segue, objetiva a compreens ˜ao de calculo de compen- sadores pelo m ´etodo cl ´assico, abordando as t ´ecnicas de lugar das ra´ızes e resposta em freq ¨u ˆencia, par- tindo de uma revis ˜ao matem ´atica que permita a compreens ˜ao das ferramentas utilizadas, identificac¸ ˜ao das modelagens usuais e descric¸ ˜ao em blocos de sistemas. Posteriormente s ˜ao definidos os crit ´erios de qualidades necess ´arios a controle e finaliza com o dimensionamento dos controladores pelos m ´etodos:
O fluxo do desenvolvimento destes estudos ´e apresentado abaixo, em forma de diagrama de blocos e a cada mudanc¸a de capitulo ´e reapresentado, localizando o estagio em curso.
Compensador
Introdu¸c˜ao
Revis˜ao de Laplace
Modelagem Matem´atica
Diagrama de Blocos
Resposta Temporal
Estabilidade
Erro Estacion´ario
Lugar Ra´ızes
An´alise pelo Lugar Ra´ızes
Projeto pelo
Ziegler Nichols
An´alise por Resp. Freq. (^) Resp. Freq.
Projeto por
Controle Digital
Lembrete Todas as notas aqui contidas foram extra´ıdas da literatura b ´asica e complementar proposta na ementa do curso, abaixo descrita. Para maior profundidade matem ´atica, devemos buscar os recursos necess ´arios nas refer ˆencias indica- das, pois estas notas de aulas se prop ˜oem a servir de um guia r ´apido de calculo para compensadores. Agradecimentos especiais aos professores Jos ´e Barbosa Junior, Fabrizio Leonardi, Paulo Alvaro Maia, Heraldo Silveira Barbuy, entre tantos outros que de uma forma ou outra ofereceram grande contribuic¸ ˜ao a este trabalho.
Datado de antes de Cristo, temos na historia relatos da construc¸ ˜ao do primeiro sistema de con- trole em malha aberta, de um rel ´ogio a base de gotejamento de agua em um recipiente graduado. Posteriormente, o primeiro controle autom ´atico mec ˆanico, realizado foi de James Watt, constru´ıdo no s ´eculo XVIII e consistia em um controlador centr´ıfugo para regulac¸ ˜ao de velocidade de maquina a va- por, que podemos observar no esquema que segue. A seguir, importantes estudos foram realizados em teoria de controle por Minorsky, Hazen e Nyquist, entre outros. Em 1922, Minorsky trabalhou em controladores autom ´aticos para pilotar navios, determinando sua es- tabilidade a partir de representac¸ ˜oes do sistema por equac¸ ˜oes diferenciais. Em 1932, Nyquist desenvolveu um procedimento para determinar estabilidade de sistemas em malha fechada com base na resposta estacionaria em malha aberta com excitac¸ ˜ao senoidal. Em 1934, Hazen, que introduziu o termo ”servo mecanismos” para denominar sistemas de controle de posic¸ ˜ao, discutiu o projeto de servo mecanismo a rel ˆe capaz de seguir muito de perto, uma excitac¸ ˜ao vari ´avel no tempo.
Apresentamos a seguir alguns conceitos e definic¸ ˜oes bastante utilizados em controle
Representac¸ ˜ao do comportamento de um organismo ou planta atrav ´es de uma equac¸ ˜ao diferen- cial, seu modelo matem ´atico, que apresentam ordem 0, 1 , 2, ... em func¸ ˜ao dos coeficientes da equac¸ ˜ao e isto define a classe do sistema.
Sistema de Ordem 0 Este tipo apresenta uma equac¸ ˜ao diferencial do tipo y(t) = Ku(t), sendo K uma constante qualquer, isto significa que a sa´ıda ser ´a a entrada multiplicada por uma constante e um exemplo t´ıpico ´e um divisor de tens ˜ao resistivo e seu comportamento ´e sempre est ´avel. Podemos deduzir que y(t) = 1/ 10 u(t) e graficamente se considerarmos um sinal de entrada u(t) = degrau de amplitude unit ´aria, obtemos:
u(t) y(t)
9K Ω 1K Ω
Compensador Revis˜ao de Laplace
Revis ˜ao de transformada de Laplace para controle A transformada de Laplace ´e uma ferramenta matem ´atica utilizada para soluc¸ ˜ao de equac¸ ˜oes diferenci- ais lineares. Possibilita a convers ˜ao de func¸ ˜oes comuns como seno, co-seno, exponenciais em func¸ ˜oes alg ´ebricas no dom´ınio de uma vari ´avel complexa s (dom´ınio de laplace). Operac¸ ˜oes de diferenciac¸ ˜ao e integrac¸ ˜ao s ˜ao substitu´ıdas por operac¸ ˜oes alg ´ebricas no plano complexo e ao final a equac¸ ˜ao tem- poral resultante pode ser obtida pela transformada inversa de Laplace, com muito mais facilidade que que o caminho direto da operac¸ ˜ao no dom´ınio do tempo. Outra vantagem deste m ´etodo ´e a utilizac¸ ˜ao de t ´ecnicas gr ´aficas para previs ˜ao de desempenho de sistemas sem a necessidade de resoluc¸ ˜ao das equac¸ ˜oes diferencias que o descrevem. Observe que a revis ˜ao aqui proposta esta direcionada apenas aos conte ´udos necess ´arios a controle, sendo a ferramenta de Laplace muito mais profunda do que aqui apresentado.
Equação diferencialdomínio do tempo Transf. Laplace EquaçãoAlgébrica
Difícil Fácil
equação difer.Solução da(tempo) Transf. inv. de Laplace^ Solução daequaçãoalgébrica
Exemplo 2.1. Como exemplo para fixar este conceito, segue uma soluc¸ ˜ao de uma equac¸ ˜ao diferencial de 1◦^ ordem pelos dois m ´etodos citado Dada uma equac¸ ˜ao diferencial de 1◦^ ordem (^) dt dy(t) + 2 y(t) = u(t), considerando um sinal de entrada do tipo degrau, temos:
Soluc¸ ˜ao no dom´ınio do tempo
y′ (t) + 2y(t) = u(t), com y(0) = 0 sendo y′^ + py = q calculamos o fator integrador I = e ∫ (^) p(t)dt
p(t) = 2 → I = e ∫ (^2) dt = e^2 t sendo (uv)′^ = u′v + uv′, vem [ y′ (t) + 2y(t) = u(t)
e^2 t
|{z}^ y′^ (t) u′
|{z}^ e^2 t v
|{z}^ e^2 t v′
= u(t)e^2 t ( 2 y (t)e^2 t )′ (^) = u ∫ (t)e^2 t ( 2 y (t)e^2 t )′ (^) =^ ∫ u (t)e^2 t e^2 ty(t) = e 2 t 2 u(t)^ +^ K y(t) =
u(t)e^2 t 2 +^ K e^2 t^ =^
u(t) 2 +^ Ke
− 2 t com a condic¸ ˜ao inicial y(0) = 0 0 = u 2 (t )+ Ke^0 → K = − u 2 (t) y(t) =^12 − 12 e−^2 t
Soluc¸ ˜ao no dom´ınio de Laplace
d dt y(t)^ + 2y(t)^ =^ u(t) −^ L−−f(−t→)
sY(s) + 2Y(s) = U(s)
Y(s) (s + 2) = U(s)
Y(s) = (^) (sU + 2) (s) =^ s (s 1 + 2) =^ K s^1 +^ (sK + 2)^2
K 1 = (^) s (^) s (s 1 + 2) s=
K 2 = (^) (s + 2) (^) s(s 1 + 2) s=− 2
Y(s) = (^21) s − (^) 2 (s 1 + 2)^ L
− (^1) F(s) −−−−−→
y(t) =^12 − 12 e−^2 t
Func¸ ˜ao complexa de vari ´avel complexa Definimos uma func¸ ˜ao complexa F (s), quando possu´ımos uma parte real e uma parte imaginaria vari ´avel em func¸ ˜ao de s, tal que: F(s) = Fx + jFy, onde Fx eFy s ˜ao quantidades reais. Sua Magnitude e argumento s ˜ao dados por:
F(s) =
Fx^2 + Fy^2 e θ = arctan F Fyx
com o ˆangulo medido no sentido anti-hor ´ario a partir do semi-eixo real positivo.
Exemplo 2.1.1. Para os pontos do exemplo anterior, podemos calcular a vari ´avel complexa da func¸ ˜ao, para cada um dos pontos.
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