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Goivagem: Processo de Corte com Eletrodo de Grafite, Notas de estudo de Gestão da Qualidade

Goivagem é um processo de corte utilizado na indústria para remoção de raízes de solda imperfeitas, remoção de dispositivos auxiliares de montagem e remoção de soldas com defeitos. O processo utiliza eletrodos de grafite, revestidos ou não, e correntes contínua ou alternada. A técnica de trabalho é específica e as fontes de energia devem ser adequadas. A seguir, encontram-se informações práticas sobre o processo, incluindo tipos de eletrodos, correntes recomendadas, técnica de trabalho e fontes de energia.

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 10/09/2012

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Goivagem
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www.infosolda.com.br/download/62dde.pdf
Prof. Luiz Gimenes Jr.
Introdução
Corte por Eletrodo de Grafite
Este processo também é chamado de goivagem a carvão, os eletrodos são
considerados não consumíveis, mas desgastam-se com o uso.
O processo utiliza uma tocha especial que assemelha-se ao alicate do processo
eletrodo revestido, adaptado com um orifício que direciona um jato de ar
comprimido para a expulsão do metal líquido proveniente da poça de fusão
formada pelo arco elétrico entre o eletrodo e a peça, conforme mostrado na Figura
1. Atualmente é empregado para remoção de raízes de solda imperfeitas,
remoção de dispositivos auxiliares de montagem, remoção de soldas com
defeitos, etc.
Figura 1 - Corte com Eletrodo de Grafite
Tipos de eletrodos
Diversos tipos de eletrodos são usualmente empregados no processo de
goivagem a arco, os mais comumente usados são os revestidos de cobre com
núcleo de grafite, estes prestam-se para serviço em corrente continua, são
disponíveis nas bitolas de 4,0 ate 25,4 mm.
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Prof. Luiz Gimenes Jr.

Introdução

Corte por Eletrodo de Grafite

Este processo também é chamado de goivagem a carvão, os eletrodos são considerados não consumíveis, mas desgastam-se com o uso.

O processo utiliza uma tocha especial que assemelha-se ao alicate do processo eletrodo revestido, adaptado com um orifício que direciona um jato de ar comprimido para a expulsão do metal líquido proveniente da poça de fusão formada pelo arco elétrico entre o eletrodo e a peça, conforme mostrado na Figura

  1. Atualmente é empregado para remoção de raízes de solda imperfeitas, remoção de dispositivos auxiliares de montagem, remoção de soldas com defeitos, etc.

Figura 1 - Corte com Eletrodo de Grafite

Tipos de eletrodos

Diversos tipos de eletrodos são usualmente empregados no processo de goivagem a arco, os mais comumente usados são os revestidos de cobre com núcleo de grafite, estes prestam-se para serviço em corrente continua, são disponíveis nas bitolas de 4,0 ate 25,4 mm.



Eletrodos de grafite de menor custo também são fabricados sem revestimento somente para corrente continua, mas são poucos utilizados restringindo-se a bitolas de até 9,5 mm, os eletrodos revestidos de cobre são geralmente preferidos, devido ao desgaste menor durante a operação do que os eletrodos nus, os eletrodos revestidos de cobre também podem ser fabricados para operarem em corrente alternada, nesses há a necessidade de se adicionar elementos estabilizadores de arco, estando disponíveis nos diâmetros de 4,0 ate 13,0 mm.

Na TABELA 1 são apresentados os tipos de corrente recomendadas para diversos tipos de materiais.

TABELA 1 - TIPO DE ELETRODO E CORRENTE RECOMENDADA Material Tipo de Eletrodo Fontes de Energia

CC CCEP aço CA CA CC CCEP aço inox CA CA CC CCEP (corrente alta) Ferro Fundido CA CA ou CCEN CC CCEP Ligas de cobre CA CA ou CCEN CA CA ou CCEN Ligas de níquel CC não recomendável

Técnica de trabalho

Para a excussão do corte é necessário fazer-se uma certa inclinação do eletrodo mostrado na Figura 2.

Figura 2 Técnica de remoção de metal



TABELA 3 - FONTES DE GOIVAGEM A ARCO

Tipo de Corrente Tipo de Fonte Observações

CC Motor de corrente constante

Recomendado para todas as bitolas de eletrodo

CC

Moto-gerador, Retificador de Tensão

Recomendado para bitolas acima de 6, mm

CA Transformador Usado para eletrodos especiais para CA

CC/CA Retificador Transformador - Retificador

Ar comprimido

A pressão de trabalho normalmente empregada para goivagem são da ordem de 5,6 a 7,0 Kgf/m2, tochas para serviço leve podem trabalhar com garrafas de ar comprimido com pressões em torno de 2,8 kgf/mm2, pressões acima de 7, kgf/mm2 algumas vezes são usadas, mas não oferecem nenhuma vantagem na eficiência de remoção de metal.

Na TABELA 4 é apresentado o consumo de ar comprimido de acordo com o diâmetro de eletrodo a ser utilizado.

TABELA 4 - CONSUMO DE AR COMPRIMIDO Diâmetro (mm) Aplicação Pressão (Kg/cm2) Consumo (l/min) 6,4 manual, serviço leve 2,8 85 8,0 manual, serviço leve 5,6 250 9,5 uso geral 5,6 450 16,0 semi-automático 5,6 700



Bibliografia

Luiz Gimenes Jr.., Processos Usuais de Soldagem II, FATEC-SP, 1995

Boletim Técnico Conarco ano 6 no 66 jun/