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Análise de Edições: Garrett e Normas de Transcrição, Notas de estudo de Teorias da Comunicação

Este documento discute as diferenças entre edições de obras de almeida garrett, particularmente em relação às normas de transcrição. Ele aborda questões sobre a autenticidade de textos, a importância da introdução e a necessidade de explicações para leitores. O texto também discute o papel do editor na elaboração de uma edição crítica, incluindo a seleção e aplicação de normas de transcrição.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 12/12/2013

Jacirema68
Jacirema68 🇧🇷

4.5

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Prólogo dos editores
Apêndice
Acto I
Acto II
Acto III
Prólogo dos editores
Apêndice
Ao Conservatório Real
4 - Mediasat, 2004
(Sem índice)
Prólogo
Personagens
Primeiro Acto
Acto Segundo
Acto Terceiro
Prefácio original do autor
Ao Conservatório real
Á memoria ao conservatório
Ao drama
Numa lista podemos analisar dois tipos de coisas, os elementos e a ordenação.
Primeiro a descrição (Referente à tabela acima):
A primeira coisa os elementos do índice são aurorais ou não? São de Garrett ou não? Pertence à
edição de referência ou não?:
1 Está na edição de referência. (Frei Luís de Sousa drama – sabemos nas notas que tem 3 actos) -
Não fazemos nada. A bibliografia não está no original e não é feita por Garrett. Tudo o que é
estranho à edição de referência destacamos de alguma maneira.
2 Introdução não é de Garrett. Questionário também não.
3 O prólogo é o dos editores e não foi feito por Garrett. O facto de estar primeiro acto e acto
segundo e terceiro diz nos que a edição não foi bem revista. Pode ser de má qualidade.
A verde O que não aparece nas edições novas comparadas à de referência.
- Tem índice ou não tem índice? (Referente à tabela acima)
Na minha edição tem os pontos do drama e pessoas.
Quando não existe índice temos de verificar as unidades de conteúdo da nossa edição Títulos a
negrito e centrados para reconstruir o índice.
Falamos dos elementos agora da ordem (Referente à tabela acima):
- Devemos pensar de uma maneira generosa em relação ao editor da edição.
- Das 4 edições há uma única que não começa com um texto alheio a Garrett – A primeira edição é
mais bruta que as outras, ou seja, entramos directamente no conservatório real sem uma explicação
prévia das personagens. Começamos com um texto introdutório? - A minha edição tem um prólogo
que explica o drama e quem são as pessoas envolvidas, ou seja, tem uma introdução.
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Prólogo dos editores

Apêndice

Acto I Acto II Acto III

Prólogo dos editores Apêndice

Ao Conservatório Real

4 - Mediasat, 2004 (Sem índice)

Prólogo

Personagens Primeiro Acto Acto Segundo Acto Terceiro Prefácio original do autor Ao Conservatório real Á memoria ao conservatório Ao drama

Numa lista podemos analisar dois tipos de coisas, os elementos e a ordenação.

Primeiro a descrição (Referente à tabela acima): A primeira coisa – os elementos do índice são aurorais ou não? São de Garrett ou não? Pertence à

edição de referência ou não?: 1 – Está na edição de referência. (Frei Luís de Sousa drama – sabemos nas notas que tem 3 actos) -

Não fazemos nada. A bibliografia não está no original e não é feita por Garrett. Tudo o que é estranho à edição de referência destacamos de alguma maneira.

2 – Introdução não é de Garrett. Questionário também não.

3 – O prólogo é o dos editores e não foi feito por Garrett. O facto de estar primeiro acto e acto segundo e terceiro diz nos que a edição não foi bem revista. Pode ser de má qualidade. A verde – O que não aparece nas edições novas comparadas à de referência.

  • Tem índice ou não tem índice? (Referente à tabela acima)

Na minha edição tem os pontos do drama e pessoas. Quando não existe índice temos de verificar as unidades de conteúdo da nossa edição – Títulos a negrito e centrados para reconstruir o índice.

Falamos dos elementos agora da ordem (Referente à tabela acima):

  • Devemos pensar de uma maneira generosa em relação ao editor da edição.
  • Das 4 edições há uma única que não começa com um texto alheio a Garrett – A primeira edição é mais bruta que as outras, ou seja, entramos directamente no conservatório real sem uma explicação

prévia das personagens. Começamos com um texto introdutório? - A minha edição tem um prólogo

que explica o drama e quem são as pessoas envolvidas, ou seja, tem uma introdução.

O primeiro texto é sempre o mais importante porque é a primeira experiência com a obra. O papel introdutório antes estava dedicado a um papel de Garrett e agora é feito por outros editores.

10ª Aula – 12/03/

Uma edição é semelhante a uma maquina doméstica na medida em que deve vir acompanhada por um manual de instruções. O fundamental é dar informação. O organizador da edição deve dar explicações e o leitor deve esperar essas mesmas explicações. Estas explicações devem aparecer na introdução, é o primeiro contacto do leitor com o livro. Nós devemos ler o texto que a edição nos apresenta de acordo com as nossas expectativas mas a introdução ajuda caso não cumpra essas mesmas expectativas.

As 5 primeiras perguntas essenciais:

1 – Este texto é deste autor?

Foi Almeida Garrett que escreveu este texto? Isto serve para distinguir o autor. Certificar o leitor que o texto foi de facto escrito pelo autor. Dos 5 textos que estão na obra original de FLS um é

alheio a Garrett, a ultima apreciação é de Rebelo da Silva.

Sub pergunta – Vamos focar-nos na memória, o drama e as notas. Estes textos aparecem

maioritariamente. Se por acaso nalgum destes textos tiver havido algum tipo de lapso podemos dizer que este texto é de Garrett?

R: Se apresenta problemas no texto é difícil dizer que foi Garrett que o escreveu. 2 – Esta edição é deste editor?

Distinção entre empresa comercial (casa editora) e uma pessoa ou conjunto que fazem a

apresentação de um texto de um autor. Quase todas as edições escolares são dependentes de outras edições anteriores.

3 - Editar ou não editar?

Esta pergunta é feita antes de fazer a avaliação de critérios. Podem haver casos em que um texto nunca tenha sido editado e também podem haver casos em que não vale a pena editar um texto –

Editar um texto significa trabalho e quando é apresentado a uma editora significa mais custos.

Sabendo que FLS é um texto importante e tem bastantes edições podemos perguntar-nos se vale a pena editá-lo outra vez?

R: Pelo facto de termos mais edições escolares significa sempre que tem de haver uma nova edição. Continua a ser um livro escolar. Exemplo: Justificava-se fazer uma edição crítica da obra do Padre

António Vieira? - Não, porque já existe uma edição de óptima qualidade e apresenta patamares de exigência muito altos.

4 – Fazer uma edição de que tipo?

  1. Testemunho: Reprodução mecânica (edição facsimilada, edição digital) Reprodução não-mecânica (edição diplomática)

Selecção e aplicação - O público que eu quero servir com esta edição lida bem com o conteúdo que eu escrevi ou não?

Apresentação: A legibilidade é assegurada? - Se o livro tiver sido mal impresso a legibilidade não é assegurada. Os caracteres estão bem ou mal definidos? Tem uma boa densidade? O texto ocupa de maneira excessiva a página? O livro está bem encadernado? Também entram ilustrações, etc...

Editar ou não editar? - Fazer uma edição crítica da obra do Padre António Vieira? - Não. Porque já tem uma edição de óptima qualidade e apresenta patamares de exigência muito altos.

Quando o texto não faz sentido:

  • Não faz sentido para mim? - O texto tem de fazer sempre sentido e quando não faz sentido nós paramos. Quando não faz sentido em termos da compreensão daquilo que está a ser dito, ou a culpa é nossa ou do autor. Se for nossa teremos de consultar dicionários e outras ferramentas.
  • Não faz sentido para o autor? Assinalar na nossa edição coisas que não façam sentido – coisas banais.

11ª Aula - 21/03/

Apontamentos de erros, diferenças e desvios entre edições

Inicio do Acto Primeiro

  • ... principio do Século dezassete: - dois pontos na edição de referência.
  • camera (câmera)

Todas as edições que apresentam a em vez de e, não estão a transcrever o que está no texto de Garrett, mas estão a adaptar o som.

Representações gráficas diferentes do mesmo som. Quando o som não é o mesmo significa que existe um desvio nas edições já não tem a ver com as normas de transcrição. O mesmo som representado de maneira diferente - é isto que temos de ver.

  • A pode passar a  = câmera = camera – isto é para registar.
  • No dezassete – temos o dois ss o t
  • Em relação à pontuação (vamos só dar atenção á mais expressiva. Em relação ás virgulas não fazemos nada a não ser que altere o significado)
  • Dar indicação se as consonantes estão em posição inicial, media ou final
  • Fenómenos vocálicos, consonânticos e de pontuação - o que temos a dizer das NDT.
  • Tapeçaria – tapeçarias – desvio ou erro – não entra nas normas de transcrição
  • “ e de donde” - Temos de ver de acordo com dois critérios: Neste séc escrevia-se de donde e em algum dos outros textos ele escreve de donde? - Se sim é erro da minha edição, se não é erro da edição de referência. Temos de pensar que a ortografia de hoje é a regra por onde temo-nos de regular. Palavras compostas com hífen passam a palavras compostas sem hífen.

Cena I do acto II

  • shaindo – saindo
  • n'esta = nesta – não é usado o apostrofo na ortografia actual. -! para. = isto é um desvio que entra contra o programa de escrita contra Garrett.
  • Menina.... - é um desvio. Podem ser ter enganado a escrever o ponto em vez do ponto de exclamação.
  • In passa para En

Cena 4 acto III

  • consoante duplo traço à consoante simples – succeder – suceder
  • annos – anos

Substituições de pontos – importante

  • perdoai- me ... se escapara desta crise terrível? - Aqui não seria ponto de exclamação em vez de interrogação? Este caso é importante. Pode ser outro erro da edição de referência.

12ª Aula - 02-04-

Mais desvios das edições:

  • Sem acento – com acentuação
  • Alteração da vogal
  • Temos de referir página e linha
  • Acento agudo – acento grave
  • Com apostrofo e sem apostrofo (caso do D' Alma para De Alma. Quando o som não é o mesmo ignoramos)
  • Orphan – Orfã - vogal consoante --> vogal acentuada
  • Sem hífen com hífen – supressão de hifenização e vice versa
  • Tam – tão – fenómenos de nasalização
  • Dous – dois – isto não pertence ás normas de transcrição porque o som é diferente – é um erro e deve ser assinalado mais tarde.
  • consoante dupla – passa para simples
  • eliminação de consoantes surdas
  • dae-lh'e --> dai-lhe 2 casos: dae – dai / lh'e – lhe (apostrofização e mudança de vogal)
  • ; - para? - erro
  • Mâos – é um erro da edição de referência
  • Senhor – Sr. - outras regras (abreviação de palavras)

13ª Aula - 04-04-

Nas palavras scena, magdalena, cancto, sahir, hontem, aplica-se a regra da supressão da consoante – isto são consoantes surdas e passam a suprimidas – é isto que temos de fazer nas NDT.

Kebir – Quibir – K passa a QU e>i – é um desvio– representação de oclusivas. - é NDT