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cultura do caju, Notas de estudo de Agronomia

cultura do caju

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 16/05/2010

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Projeto Rondon
Acarau - Ceará
Curso de Caju
2006
1 -Aspectos Gerais
5 -Etapas da substituição de copas em cajueiro comum
6-Propagação do Cajueiro/Mudas
8-Tratos Culturais/Adubações
9-Pragas
10 -Doenças
11 -
Colheita/Beneficiamento MINI-FÁBRICA A GLP: 12 -Armazenamento
13- Bibliografia
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Projeto Rondon

Acarau - Ceará

Curso de Caju

1 -Aspectos Gerais

5 -Etapas da substituição de copas em cajueiro comum

6-Propagação do Cajueiro/Mudas

8-Tratos Culturais/Adubações

9-Pragas

10 -Doenças

11 -

Colheita/Beneficiamento MINI-FÁBRICA A GLP: 12 -Armazenamento

13- Bibliografia

1 - Aspectos Gerais:

- Segundos estudiosos a origem brasileira do cajueiro é um fato; o litoral nordestino é tido como centro de origem e dispersão do cajueiro comum, e Amazônia do cajueiro precoce. A planta está difundida pela América do Sul, América Central, África, Ásia; a partir de 1985 destacaram-se a Índia, Brasil, Moçambique, Tanzânia e Quênia como principais produtores de castanhas no mundo. No Brasil a quase totalidade da produção de castanhas situa-se nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

Internamente o Brasil consome pedúnculos do fruto, amêndoa da castanha e líquido da castanha; a comercialização da safra (1986) tem início 3 a 4 meses antes da colheita (castanha crua e pedúnculo). O Brasil exporta liquido da castanha (LCC) (quase toda a produção) e amêndoa da castanha (ACC) também quase a totalidade da sua produção;. Ceará (principalmente) e Rio Grande do Norte foram os maiores exportadores (1986).

A produção nacional de caju (1998) foi de 39.836 t., numa área colhida de 589. ha.

2 - Botânica/Variedades/Descrição:Composição: O cajueiro pertence à família Anacardiaceae, Dicotyledoneae, gênero Anacardium, espécies Anacardium occidentale, L. (cajueiro comum) e – supostamente – Anacardium occidentale, L. var, nanum (cajueiro precoce).

A palavra caju parece vir do termo "Acâi-ou" (língua tupi), que significa pomo amarelo; em línguas estrangeiras é conhecido como marañom (espanhol), cajou, anacardier (francês), cashew (inglês), anacardio (italiana). O cajueiro precoce é também conhecido como cajueiro anão, cajueiro-anão-precoce, cajueiro-do-ceará, cajueiro-do-ceará-de-seis-meses.

No cajueiro precoce destacam-se os clones

CCP06 (pedúnculo amarelo) CC09 (amarelado)

3 - Usos do Cajueiro: 3.1 - Árvore : espécie vegetal para florestamentos havendo registros do seu uso como árvore ornamental e para sombreamento. A casca do tronco é adstringente, rica em tanino, própria para o curtume; ainda a casca contém substância tintorial vermelho- escuro (tinge roupas, redes em linhas de pesca). Cortes no tronco deixam sair resina medicinal (expectorante) e de uso no preparo da cajuína a da jeropiga. As folhas novas servem para curtume e sua infusão (20% de folhas) é tida como medicinal (escorbuto infantil e angina de bismuto). 3.2 - A madeira , cor rósea, dura, revessa, que recebe bem o verniz, é resistente à água do mar sendo usada para fabricação de cavername de barcos. Apesar disso só é utilizada para lenha e carvão (infelizmente).

3.3 - Pedúnculo : rico em vitamina C é utilizado na alimentação do homem e de animais (bagaço da indústria). Ao natural o pedúnculo é consumido fresco (inteiro, cortado em rodelas, acompanhando feijoadas e tira-gosto de cachaça); esmagado produz suco refrescante – a cajuada -. Processado (em ações artesanais ou industriais) produz compotas, doces (cristalizados, em massa), caju-passa (ameixa), géleia; com o sumo produz-se sucos concentrados, cajuina (suco clarificado), vinho, vinagre, aguardente, licor, mel-de-caju. Com o suco fermentado (artesanalmente) fabrica-se as bebidas(mococoró e cauim); com pedúnculo + castanha jovens, - o maturi – prepara- se guisados e fritadas apetitosos.

3.4 - Castanha - Amêndoa: é processada e consumida como castanha assada e salgada em coquetéis ou como tira-gosto de bebidas sofisticadas; ainda a amêndoa inteira ou quebrada ou sob forma de farinha entra no preparo de bolos, doces, bombons, chocolates, acompanha sorvetes, além de fornecer óleo, altamente insaturado.

Os vários estágios de formação da castanha

3.5 - Mesocarpo do fruto: produz a resina LCC – líquido da castanha de caju – de uso industrial (resinas fenólicas, pós de fricção para indústria automotiva); é de uso medicinal (propriedades antissépticas, vermifugas e vesicantes).

4 - Clima/Solos para o cajueiro:

4.1 - Clima : planta exige altas temperaturas para seu desenvolvimento mas é bastante sensível ao frio e as geadas. A temperatura média anual deve estar em torno de 27ºC (24ºC e 28ºC) com limites entre 22ºC e 32ºC. Temperaturas baixas afetam negativamente a floração e a frutificação.

Chuvas requeridas entre 800 mm e 1600 mm distribuídos por 5 a 7 meses do ciclo com estação seca para floração/polinização do cajueiro.

Altitudes de até 600 m acima do nível do mar para explorações comerciais, umidade relativa do ar entre 70% e 80%; umidade acima de 80% na floração/frutificação promove incidência de doenças fúngicas que reduzem a produção.

Os ventos favorecem a polinização mas nunca devem estar a velocidades acima de 7m/seg pois provocam queda das flores e tombamento de plantas jovens.

4.2 Solos : devem ser profundos, bem drenados, com boa reserva de nutrientes, pH entre 5,5 e 6,5, areno-argilosos (argila 15-35%), sem toxidez por sais solúveis; relevo plano a ligeiramente ondulado (declividade até 8%), solos pouco suscetíveis à erosão que permitam a mecanização. Evitar cultivo em solos compactos, pesados e mal- drenados, com lençol freático elevado e em solos rasos.

5 -Etapas da substituição de copas em cajueiro comum A área ocupada com a cajucultura no Nordeste está estimada em 700.000 ha. Segundo estimativas, 62% dessas plantas produzem abaixo de 4 kg de castanha/safra. Em anos de normalidade climática a produção atinge 160.000 toneladas de castanha " in natura ", o que corresponde a uma produtividade de apenas 240 kg/ha. A tecnologia da substituição de copas consiste na substituição da parte aérea das plantas improdutivas por clones de alta produção e porte reduzido, preservando o sistema radicular e parte do tronco. A seguir são descritas as etapas do processo.

5.1 -Seleção das plantas

Baseados na produção de pelo menos 3 anos seguidos e na arquitetura das plantas, deve-se selecionar aquelas que produzem abaixo de 4 kg/ano, as atípicas (castanhola, eucalipto e orelha-de-onça) e as raquíticas para proceder à substituição de copa. Pode-se também aplicar a tecnologia em fileiras alternadas ou fazer a substituição total (a).

5.2 - Corte das Plantas

Utilizando uma motosserra, deve-se efetuar o corte em bisel a uma altura de 0,40m do solo. Devido à oferta natural de propágulo, que para as condições do estado do Ceará ocorre de julho a novembro, a decapitação das plantas deverá ser feita no período de abril a agosto.

5.3 - Seleção das Brotações

Com o objetivo de reduzir a competição entre os ramos que funcionarão como porta- enxerto, deve-se iniciar esta operação quando as plantas emitirem as primeiras brotações, o que varia conforme a idade do pomar. Recomenda-se selecionar aqueles mais vigorosos, localizados ao redor do tronco e próximos ao local do corte. A quantidade de brotações depende do número definitivo de enxertos que se deseja no final do processo.

6 -Propagação do Cajueiro/Mudas:

6.5 -Viveiro : em local ligeiramente inclinado de fácil acesso, próximo à fonte de água potável, fora da sombra de qualquer árvore e longe de plantações de cajueiros. Para plantas a serem enxertadas deverá haver ripado; para mudas pé-franco para florestamento, plantas a pleno sol. Os recipientes para mudas pé-franco devem ter as dimensões 25cm. (alt) x 19cm. (larg) x 0,15mm. (espess) e para plantas para enxertia 25cm. x 35-39cm. x 0,25mm.; de ordinário usa-se sacos de polietileno com 18 furos no terço inferior. Para mudas de cajueiro anão recipientes com dimensões 20cm. x 24,5cm. e 26cm. x 37cm.

O substrato (mistura de terra e outros) para encher os sacos pode ser composto de terra superficial arenosa, esterco de curral em pó (curtido), terra superficial de mata ou barro amarelo na proporção 5:1:4 enriquecido com 2,5 kg de superfosfato triplo e 1,0 kg de cloreto de potássio, por metro cúbico de substrato. Um metro cúbico de substrato é suficiente para encher 400 sacos (formato pequeno) e 134 sacos (formato grande).

12 a 16 horas antes do semeio as castanhas devem ser mergulhadas em água; em seguida tratadas com fungicida à base de PCNB 75 PM (dosagem 400g/100Kg de sementes). Semeia-se 1 semente por saco com a ponta para baixo (posição na planta) à uma profundidade de 3cm. A germinação pode dar-se em 12 a 25 dias (sementes novas, tipo médio, com 90-100% de germinação). Nos primeiros 30 dias irrigar diariamente com 0,5 litro de água por saco; em período seco irrigar 2 vezes/dia. Para controle da doença antracnose aplicar calda fungicida à base de captafol 480 (300g./ 100l. água) ou oxicloreto de cobre 50 (200-300g./100l.água) alternadamente a cada 7 a 10 dias; insetos podem ser controlados por aplicações de malatiom 50 E (150ml./ 100l. água). Essas aplicações devem ser feitas preventivamente. Ainda para antracnose, pode-se usar mistura de fungicidas benomyl 50 e mancozeb 80 (1g.+2,0g/ litro de água).

Em caso de necessidade de adubação suplementar usar adubo líquido 9-6-5 (NPK) diluindo-se 40 ml do produto em 10 litros de água e aplicar 150 ml da solução por saco, após 40-45 dias da germinação. Seis meses pós germinação a muda pé-franco estará apta (com 30-40 cm altura, 6 folhas verdadeiras verdes, maduras, sem manchas, planta vigorosa) para o plantio definitivo em campo.

De ordinário deve-se preparar 20% acima do número necessário de mudas para plantio (para permitir replantios).

Em geral os porta-enxertos de cajueiro precoce podem ser enxertados entre 3 e 5 meses; os para cajueiro comum entre 5 e 6 meses.

7 - Formação de Pomar:

7.1 -- Preparo da área: As operações podem ser feitas manualmente, mecanicamente e de forma mista (segundo extensão da área, disponibilidade de mão-de-obra, vegetação existente na área). Em áreas já trabalhadas efetua-se gradagens cruzadas aplicando-se o calcário dolomítico antes de cada (se análise de solos recomendar) a 90 dias antes do plantio incorporando-se até 20cm. de profundidade. Sem recomendação aplica-se o calcário na cova (fundo) cobrindo-se com um pouco de terra (na adubação básica).

7.2 - Espaçamento/coveamento: Para cajueiro comum de 10m x 10m até 15m x 15m (este mais próprio); para cajueiro precoce 7m x 7m (204 plantas/ha.) ou 9m x 7m x 7m (178 plantas/ha). Covas com dimensões 30cm x 30cm x 30cm (terrenos leves) e 40cm x 40cm x 40cm (terrenos pesados); na abertura da cova separar a terra dos primeiros 10 a 15cm de altura.

7.3 - Adubação de fundação (básica): trinta dias antes do plantio misturar 20 litros de esterco de curral em pó (bem curtido) + 500g. de superfosfato simples + 100g. de cloreto de potássio à terra separada, lançar na cova e enche-la com terra restante.

7.3 - Plantio: deve ser feito no início do período chuvoso, em dias nublados.

7.3.1 - No plantio direto semeia-se 2 castanhas por cova a 3-6cm de profundidade calcando-se a terra com o pé para comprimir; 2 a 3 meses pós germinação desbastar deixando a planta mais vigorosa.

7.3.2 - No plantio com mudas abre-se espaço na cova para o torrão, corta-se saco com canivete, coloca-se torrão no centro da cova e comprime-se a terra em volta dele.

Molhar a cova com 20l. de água e colocar capim seco (sem sementes) ou palha em volta da muda. Caso apresente-se período sem chuvas irrigar a cova duas vezes por semana com 20 litros de água.

7.3.3 - Consorciação: Em regiões de cerrado as culturas de soja e arroz; do litoral à caatinga as culturas de feijão vigna e mandioca. Cita-se ainda as lavouras de sorgo, gergelim, amendoim, maracujazeiro. Importante é manter distância hábil (1,0m a 1,5m.) da linha de plantio do cajueiro à lavoura consorciada. Consórcios são viáveis até o 5º ano de vida. Para pomares de cajueiro anão indica-se as lavouras de feijão, soja e amendoim.

8 - Tratos Culturais/Adubações:

Manter as plantas livres da concorrência de ervas daninhas, com capinas em

8.1 - "coroamento" em 2 a 3 operações/ano. Nas entrelinhas roçagem no período de chuvas e gradagem superficial na estação seca.

8.2 - Desbrota: eliminação de ramos laterais baixos (nascidos abaixo das folhas cotiledonares ou abaixo do ponto de enxertia), no desbate (plantio direto) ou no final do período chuvoso, no ano de implantação do pomar.

Ainda no ano de implantação aplicar, sob projeção da copa, em cobertura com incorporação, por planta e por vez, mistura de 55g. de uréia e 35g. de cloreto de potássio no "pegamento" e no final do período chuvoso.

8.3 - Poda de manutenção Na poda de manutenção, são eliminados basicamente galhos senis ou secos. A atenção, neste caso, é dada para a base do galho.

Na base do galho, inserção do galho no tronco, pode-se observar duas estruturas: a crista de casca na parte superior e o colar na parte inferior da base do galho. No momento da poda, estas duas estruturas deverão permanecer intactas. Quando o galho tem mais de 5cm de diâmetro, para a realização da poda, é necessário adotar o

Adulto é pequena mariposa cinza; a fêmea põe ovos na ponta dos galhos. Nascidas dos ovos as lagartinhas penetram no tecido mole em direção ao centro do galho abrindo galerias. O ataque resulta em folhas e inflorescencias murchas o que afeta a produção.

Controle : através pulverizações a serem iniciadas no começo da floração e frutificação, em número de seis, com intervalos de 10 dias. Entre os inseticidas indicados estão produtos à base de fenitrotiom CE 50, malatiom 50 CE, carbaryl 80 PM.

9.2 - Tripes : Selenothrips rubrocinctus Giard, 1901, Thysanoptera, Thripidae.

Adulto cor geral preta ou marrom escura com 1mm. de comprimento; a fêmea introduz ovos dentro da folha e deles saem formas jovens, ninfas, amareladas com faixa vermelha no abdome. Sugam a seiva das folhas, na face inferior as partes atacadas ficam amareladas e depois tomam cor prateada. Causam seca e queda das folhas, secamento das inflorescências e depreciação de frutos.

Controle : pulverização com jato de calda aplicado de baixo para cima com inseticidas à base de dimetoato 50 CE, monocrotofos 40, malatiom 50 CE, fenitrotiom 50 CE.

9.3 - Pulgão : Aphis gossypii, (Glover, 1975), Homoptera, Aphididae.

Adulto é inseto de corpo mole, pequeno, com/sem asas, cor de amarelo-claro a verde- escuro, vive em colônias numerosas que sugam intensamente as inflorescências causando secamento delas e reduzindo a produção.

Controle : pulverização das inflorescências com inseticidas à base de pirimicarb 500 PM, dimetoato 50 CE, malatiom 50 CE, paratiom metil 60 E.

Desfolhadores da planta:

9.4 - Besouro vermelho : (Crimissa sp. Coloptera).

Adultos são vermelhos, larvas são lagartas verde lodo; ambos destroem as folhas (larva mais voraz) após o período de produção.

9.5 - Lagarta saia justa : (Cicinnus sp. Lepidoptera).

Lagartas jovens ficam agrupadas nas folhas e "maduras" cada qual envolve-se em uma folha. O ataque dá-se no princípio da floração prejudicando a produção por diminuição da área foliar.

9.6 - Lagarta verde : (Eacles sp., Lepidoptera).

Adulto mariposa amarela, larva (lagarta) cor verde ou alaranjada ou amarela ou marrom. Pode alcançar 10cm. de comprimento, destroe o limbo foliar, pode desfolhar a planta.

Controle: lagarta saia justa pulverização com dibrom 58 CE, monocrotophos 40 SC, methidathion.

Outros: lagarta verde pulverizações com carbaryl 80 PM, triclorfom 50 S, (para lagartas pequenas) e Bacillus thuringiensis 25 B (0,5 kg/ha). Besouro vermelho : paratiom metil 60 E, fenitrotiom 50 CE, triclorfom 50 S.

9.7 - Traça das castanhas : Anacampsis sp., Lepidoptera.

Adulto é uma mariposa com 2cm. de comprimento e cor escura; a forma jovem é pequena lagarta rosa claro e cabeça preta que penetra pelo maturi (inserção castanha- pedúnculo) e destroe toda a amêndoa, onde empupa.

Controle: pulverização dos maturis com produtos à base de fenitrotiom CE 50, malatiom 50 CE.

Outras pragas : larva do broto terminal

, mosca branca (diazinom, fenitrotiom)

cigarrinha (monocrotophos, triclorfom)

, lagarta véu de noiva (triclorfom, dibrom)

, cochonilha (paratiom metil, fenitrotiom)

ácaro amarelo e ácaro das flores (enxofre),

nematoides (Xiphinema, Criconemoides).

10 - Doenças:

10.1 - Antracnose : doença por fungo Glomerella cingulata.

Sintomas de Antracnose nas Folhas e Frutos.

Amplamente disseminada, torna-se severa nos anos de maior intensidade de chuvas, notadamente, na floração. O agente ataca ramos, folhas, inflorescências, pedúnculos e frutos; aparecem manchas necróticas pardo-avermelhadas nas folhas deformando- as; nos ramos são lesões pardas, alongadas e deprimidas; frutos jovens secam e caem e pedúnculos mostram lesões necróticas, rachaduras e deformações. A doença ataca, também, o viveiro.

Controle: Poda de limpeza no fim do período chuvoso e antes do início de produção de folhas.

Pulverização da planta com fungicidas à base de benomyl 50, captafol 480, mancozeb, oxicloreto de cobre.

Plantio de variedades resistentes.

10.2 - Oídio : doença causada pelo fungo Oidium anacardii.

Folhas são alvo do ataque; aparece, no seu dorso, revestimento ralo branco- acinzentado e pulverulento nas áreas afetadas. Em seguida aparecem manchas escuras, bronzeadas, extensas, recobertas pela cinza. Sob ataque intenso as folhas secam prematuramente.

11.2.4 -. Autoclavagem O gerador de vapor/cozinhador proporciona o crescimento da castanha em relação à amêndoa e o endurecimento da sua casca, facilitando que o corte ocorra sem a quebra da amêndoa. Apresenta, também, a seguinte vantagem: possibilita o mínimo derramamento de LCC e todas as amêndoas ficam com a película envoltória completamente colada, protegendo-as de contaminação com referido líquido. 4. Autoclavagem

O gerador de vapor/cozinhador proporciona o crescimento da castanha em relação à amêndoa e o endurecimento da sua casca, facilitando que o corte ocorra sem a quebra da amêndoa. Apresenta, também, a seguinte vantagem: possibilita o mínimo derramamento de LCC e todas as amêndoas ficam com a película envoltória completamente colada, protegendo-as de contaminação com referido líquido

11.2.5 -. Resfriamento e secagem

Após a autoclavagem as castanhas devem permanecer em repouso, em local adequado, para o seu resfriamento e total secagem, visando um corte satisfatório nas máquinas manuais.

11.2.6 -. Corte manual As máquinas de corte manual são ajustadas aos tipos de castanha classificados anteriormente e fixadas em bancadas metálicas. Duas pessoas executam a operação: uma corta a castanha e outra retira, com estilete, a amêndoa que fica pregada na casca.

11.2.7 - Estufagem A estufa a GLP visa reduzir a umidade das amêndoas, facilitando o desprendimento da película. O ar quente (70º C) circula pelas bandejas removíveis da estufa por um período de 5 a 7 horas. Poderá ter seu controle operacional digitalizado, com programação de início e término de ciclo

11.2.8 - Resfriamento Para um melhor resfriamento até a temperatura ambiente, as amêndoas devem repousar espalhadas sobre mesas ou nas próprias bandejas, transferidas para o suporte

11.2.9 - Umidificação No gerador de vapor/câmara de umidificação , ainda com o objetivo de facilitar o desprendimento da película das amêndoas, elas são submetidas a um processo de umidificação por vapor saturado, que deve durar de 4 a 7 minutos.

11.2.10 - Reestufagem

Neste ponto a película fica descolada da amêndoa, porém úmida, devendo retornar à estufa por um período de 30 minutos para a sua secagem.

11.2.11 - Despeliculagem

Para a eliminação quase completa das películas, as amêndoas serão conduzidas ao despeliculador. À medida que o rolo gira, elas friccionam-se moderadamente umas nas outras.

11.2.12 -. Seleção e classificação

As amêndoas são levadas a uma mesa para serem classificadas manualmente quanto à sua dureza. As consideradas duras, por permanecerem com parte da película, serão raspadas manualmente. Também, é levado em conta o tamanho, a cor e a integridade das amêndoas.

11.2.13 -. Fritura

É de fundamental importância que seja processada com amêndoas classificadas, o que permitirá uma fritura uniforme. No fritador/centrífuga utiliza-se óleo de excelente qualidade, preferencialmente de milho ou soja. O conjunto é composto de um fritador a GLP e uma centrífuga, para a secagem.

A salga realiza-se com as amêndoas ainda quentes, utilizando-se sal refinado de boa qualidade, seco e sem impurezas, na quantidade de 1%-2% em relação ao peso da amêndoa.

,

11.2.14 -. Embalagem

O produto frito e salgado pode receber embalagens em pote com lacre em alumínio, para pesos líquidos entre 100 e 400 gramas. Outras alternativas são os sacos de propileno de baixa densidade ou metalizados.

11.3 - Armazenamento

13 - Biliografia

-BNB/ETENE/EPACE/EMBRAPA A cultura do cajueiro no Nordeste do Brasil Fortaleza, 1968

- EPABA – Empresa de Pesquisa Agropecuária da Bahia S/A Instruções Práticas para o Cultivo de Frutas Tropicais Circular Técnica nº 9 novembro 1988

http://www.cajucultura.com.br/