Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Curativo, Notas de estudo de Enfermagem

Outro material muito bom do site s"ó enfermagem" sobre curativos

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 11/01/2010

tamara-perozin-agora-formada-12
tamara-perozin-agora-formada-12 🇧🇷

4.7

(51)

104 documentos

1 / 15

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
1
Curativo
ANATOMIA DA PELE
A pele é constituída de duas camadas principais – a epiderme e a derme.
Cada uma delas é composta de tipos de tecidos diferente e tem funções distintas
A epiderme, a camada mais externa da pele, e fina e avascular; e costuma regenerar-se
em 4 a 6 semanas. Suas funções básicas são manter a integridade da pele e atuar como
barreira física.
Constituída por várias camadas de células, a epiderme contém cinco subcamadas – o
estrato córneo, mais externo; o estrato lúcido; o estrato granuloso; o estrato espinhoso, e
a camada mais interna, o estrato germinativo, ou camada de células basais.
O estrato germinativo liga a epiderme a segunda e mais espessa das camadas da pele, a
derme.
A função da derme é oferecer resistência, suporte, sangue e oxigênio à pele. Essa
camada contém vasos sanguíneos, folículos pilosos, vasos linfáticos, glândulas sebáceas
e glândulas sudoríparas. A derme é composta de fibroblastos, colágeno e fibras
elásticas.
Os fibroblastos são responsáveis pela formação de colágeno, substância matricial, e
proteínas de elastina. O colágeno dá resistência à pele e a elastina é responsável pelo
rechaço cutâneo.
Espessos feixes de colágeno ligam a derme ao tecido subcutâneo e às estruturas de
suporte subjacentes, como fáscia, músculo e ossos.
O tecido subcutâneo é composto pelos tecidos adiposo e conjuntivo, além de grandes
vasos sanguíneos, nervos e vasos linfáticos.
A espessura da epiderme, da derme e subcutâneo variam entre diferentes pessoas e
partes do corpo.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Curativo e outras Notas de estudo em PDF para Enfermagem, somente na Docsity!

Curativo

ANATOMIA DA PELE

A pele é constituída de duas camadas principais – a epiderme e a derme. Cada uma delas é composta de tipos de tecidos diferente e tem funções distintas A epiderme, a camada mais externa da pele, e fina e avascular; e costuma regenerar-se em 4 a 6 semanas. Suas funções básicas são manter a integridade da pele e atuar como barreira física. Constituída por várias camadas de células, a epiderme contém cinco subcamadas – o estrato córneo, mais externo; o estrato lúcido; o estrato granuloso; o estrato espinhoso, e a camada mais interna, o estrato germinativo, ou camada de células basais. O estrato germinativo liga a epiderme a segunda e mais espessa das camadas da pele, a derme. A função da derme é oferecer resistência, suporte, sangue e oxigênio à pele. Essa camada contém vasos sanguíneos, folículos pilosos, vasos linfáticos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. A derme é composta de fibroblastos, colágeno e fibras elásticas. Os fibroblastos são responsáveis pela formação de colágeno, substância matricial, e proteínas de elastina. O colágeno dá resistência à pele e a elastina é responsável pelo rechaço cutâneo. Espessos feixes de colágeno ligam a derme ao tecido subcutâneo e às estruturas de suporte subjacentes, como fáscia, músculo e ossos. O tecido subcutâneo é composto pelos tecidos adiposo e conjuntivo, além de grandes vasos sanguíneos, nervos e vasos linfáticos. A espessura da epiderme, da derme e subcutâneo variam entre diferentes pessoas e partes do corpo.

FISIOLOGIA DA PELE

A pele é o maior órgão do corpo humano, constituindo cerca de 10% do peso corporal. Está constantemente exposta a agressões físicas, químicas e mecânicas, que podem ter conseqüências físicas permanentes ou não.

As seis funções da pele são:

  • Proteção: a pele atua como barreira física contra microrganismos e outras substâncias estranhas, protegendo contra infecções e perda excessiva de líquidos.
  • Sensibilidade: as terminações nervosas da pele permitem que a pessoa sinta dor, pressão, calor e frio.
  • Termorregulação: a pele ajuda a regular a temperatura corporal mediante vasoconstrição, vasodilatação e sudorese.

Quanto ao grau de contaminação: limpa, contaminada ou infectada.

Quanto à fase cicatricial: Define as três etapas: inflamatória, proliferativa e maturação.

Quanto à característica do exsudato: Descreve a sua presença ou ausência, aspecto, coloração e odor.

Quanto à característica do leito da ferida: Necrótico, fibrinoso, necrótico-fibrinoso, granulação e epitelização.

Quanto à cultura da secreção: Define o agente etiológico e a antibioticoterapia específica.

Segundo a Cor: Preta: indica a presença de necrose. O tecido necrótico torna mais lenta a cicatrização e proporciona um local para proliferação de microrganismos.

ESTADIAMENTO E DOCUMENTAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO

Estagio 1

Uma úlcera de pressão em estágio 1 é uma alteração observável relacionada com pressão na pele íntegra, cujos indicadores comparativos à área adjacente ou oposta do corpo podem incluir mudanças em um ou mais das seguintes condições: Temperatura da pele (aquecimento ou resfriamento) e/ou sensibilidade (dor, prurido). A úlcera manifesta-se como uma área definida de hiperemia persistente na pele pouco pigmentada, ao passo que, em peles mais escuras, a úlcera pode manifestar-se como tonalidades persistentes de vermelho, azul ou púrpura.

Documente e descreva somente comprimento e largura. Não é possível descrever a profundidade, pois a epiderme está íntegra, embora o tecido abaixo dela possa estar lesado. A avaliação das úlceras de pressão em estágio 1 pode ser difícil nos pacientes com pele mais escura.

Estágio 2 Perda cutânea de espessura parcial envolvendo epiderme ou derme. A úlcera é superficial e manifesta-se clinicamente por abrasão, flictema ou cratera rasa. Documente e descreva comprimento, largura e profundidade. Todas as úlceras de pressão em estágio 2 têm profundidade, pois a ferida já penetrou a epiderme. Nas úlceras de pressão superficiais, a profundidade pode ser descrita com inferior a 0,1 cm. Qualquer profundidade igual ou maior do que 0,1 cm deve ser medida com precisão, com ajuda de algum dispositivo para esse fim.

músculo e osso). Se houver tecido necrótico, o estadiamento exato da úlcera de pressão só será possível, quando a descamação ou a úlcera tiverem sido desbridadas e a base da ferida tornar-se visível.

FASES CICATRICIAIS

A reparação tecidual ocorre em três fases distintas, complexas, dinâmicas e sobrepostas. A liberação de mediadores ocorre em cascata, atraindo estruturas à periferia da região traumatizada. O conhecimento das fases evolutivas do processo fisiológico cicatricial é fundamental para o tratamento adequado da ferida.

Fase Inflamatória ou Exsudativa: Sua duração é de aproximadamente 48 a 72 horas. Caracteriza-se pelo aparecimento dos sinais prodrômicos da inflamação: dor, calor, rubor e edema. Mediadores químicos provocam vasodilatação, aumentam a permeabilidade dos vasos e favorecem a quimiotaxia dos leucócitos - neutrófilos combatem os agentes invasores e macrófagos realizam a fagocitose.

Fase Proliferativa: Tem a duração de 12 a 14 dias. Ocorrem neo-angiogênese, produção de colágenos jovens pelos fibroblastos e intensa migração celular, principalmente queratinócitos, promovendo a epitelização. A cicatriz possui aspecto avermelhado.

Fase de Maturação ou Remodelação: A terceira etapa pode durar de meses a anos. Ocorre reorganização do colágeno, que adquire maior força tênsil e empalidece. A cicatriz assume a coloração semelhante à pele adjacente.

FORMAS DE CICATRIZAÇÃO

Cicatrização Primária: Advém da sutura por planos anatômicos. Na cicatrização primária não há perda tecidual.

Pode ocorrer complicações como isquemia peri-sutura em decorrência de técnica inadequada, presença de corpo estranho, coleção de líquidos, hematomas e infecção superficial. Esses fatores poderão evoluir à deiscência de sutura cirúrgica.

Cicatrização Secundária: Quando a evolução cicatricial da ferida é espontânea chama-se secundária.

Cicatrização Primária Tardia Às vezes, para acelerar o processo de cicatrização secundária pode-se realizar aproximação das bordas da ferida com pontos de sutura simples. Tal procedimento é denominado cicatrização primária tardia. Fisiologicamente, o mecanismo de cicatrização é o mesmo, variando na duração do processo e nos resultados estético-funcional, que são melhores na cicatrização primária.

FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO Fatores Locais São fatores ligados à ferida, que podem interferir no processo cicatricial, tais como:

  • dimensão e profundidade da lesão,
  • grau de contaminação,
  • presença de secreções, hematoma e corpo estranho,
  • necrose tecidual e
  • infecção local.

Fatores Sistêmicos

  • Faixa etária: A idade avançada diminui a resposta inflamatória.
  • Estado Nutricional: O estado nutricional interfere em todas as fases da cicatrização. A hipoproteinemia diminui a resposta imunológica, síntese de colágeno e função fagocítica.
  • Doenças Crônicas: Enfermidades metabólicas sistêmicas podem interferir no processo cicatricial.
  • Terapia Medicamentosa Associada: A associação medicamentosa pode interferir no processo cicatricial, como, por exemplo:
  • antiinflamatórios,
  • antibióticos,
  • esteróides e
  • agentes quimioterápicos.

Tratamento Tópico Inadequado A utilização de sabão tensoativo na lesão cutânea aberta pode ter ação citolítica, afetando a permeabilidade da membrana. A utilização de soluções anti-sépticas também podem ter ação citolítica. Quanto maior for à concentração do produto maior será a sua citotoxidade, afetando o processo cicatricial. Essa solução em contato com secreções da ferida tem a sua ação comprometida.

ASPECTOS ÉTICOS NO TRATAMENTO DE FERIDAS

IMPERÍCIA É execução de uma função sem a plena capacidade para tal.

Tem ação bacteriana tanto para Gram positivas como Gram negativas, porém com maior efeito nas Gram negativas. A atividade germicida mantém-se mesmo na presença de materiais orgânicos. Possui as mesmas indicações e contra-indicações do PVPI.

CURATIVO

FINALIDADE

Remover o acúmulo de secreções e tecido morto da ferida ou da área de incisão; Diminuir o crescimento de microrganismo na ferida ou na área da incisão; Promover a cicatrização da ferida.

RESULTADO ESPERADO Cicatrização da ferida sem sinal de infecção.

INVESTIGAÇÃO A investigação deve enfocar os seguintes tópicos:

  • A prescrição médica e/ou de enfermagem;
  • O tipo e a localização da ferida;
  • O horário da última troca;
  • Alergias do paciente.

CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS Trocas de curativos são freqüentemente dolorosas: avaliar a necessidade relativa à dor e medicar o paciente 30 minutos antes do início do procedimento; Os pacientes geriátrico e pediátrico são freqüentemente imunodeprimidos e têm uma baixa resistência, sendo necessária uma estrita assepsia para minimizar a exposição aos microrganismos.

PROCEDIMENTO DE ENFERMAGEM MATERIAL Bandeja; Material de curativo; Cuba rim; Fita adesiva; Luvas de procedimento; Solução salina de 250 ml (bolsa) ou 125 ml (frasco); Algodão embebido em álcool 70%; Agulha 40x12; Pacotes de gazes; Saco de lixo branco; Solução recomendada

IMPLEMENTAÇÃO

  • Lavar as mãos e organizar o material; *Reduzir a transmissão de microrganismo.
  • Explicar o procedimento ao paciente e dar assistência às suas necessidades; *Diminuir a ansiedade; *Promover a cooperação.
  • Avaliar o nível de dor do paciente com uso de medicação e esperar que a medicação faça efeito antes de começar, quando necessário; *Diminuir o desconforto da troca de curativos.
  • Colocar a mesa ao lado da cama próxima ao local em que será feito o curativo; *Facilitar o gerenciamento do campo e materiais estéreis.
  • Colocar o material na mesa ao lado da cama; *Promover a rápida troca de curativo.
  • Saco de lixo ao lado da cama; *Facilitar a eliminação do material contaminado.
  • Abrir o pacote de curativo;
  • Abrir mais pacotes de gazes; *Se o curativo for muito grande.
  • Colocar a agulha no frasco de solução salina, previamente aquecida à temperatura corporal;
  • Calçar as luvas de procedimentos;
  • Retirar a fita adesiva, puxando em direção à ferida e remover o curativo sujo.

*Permite visualizar a área da ferida e do curativo e também a exposição para a limpeza.

  • MOLHAR O CURATIVO COM SOLUÇÃO SALINA, SE ESTIVER ADERIDO Á FERIDA, ENTÃO PUXAR SUAVEMENTE;
  • Colocar o curativo no saco de lixo;
  • Colocar a cuba rim abaixo da ferida;
  • Lavar a ferida com jato de soro morno;

*Para fazer a limpeza da ferida sem retirar áreas já regeneradas.

  • Pegar a pinça e fazer uma torunda de gaze;
  • Passar a gaze, em áreas que não tenha tecido de granulação, trocando a gaze sempre que necessário; *Prevenir a contaminação da ferida por microrganismos.
  • Usar medicação, pomada, óleo, recomendado pelo médico ou enfermeiro; *Seguir a prescrição de enfermagem ou médica. Colocar as gazes sobre a área da ferida ou incisão até que a área esteja completamente coberta; *Prevenir a contaminação do curativo ou ferida.
  • Fixar o curativo com fita adesiva;
  • Dispensar as luvas, os materiais e guardá-los apropriadamente; *Manter o ambiente organizado.
  • Posicionar o paciente com conforto;
  • Lavar as mãos; *Diminuir a expansão de microrganismos.

DOCUMENTAÇÃO Deve ser anotado no prontuário do paciente:

  • A localização e o tipo da ferida ou da incisão;
  • O estado do curativo anterior;
  • O estado da área da ferida/incisão;
  • A solução e os medicamentos aplicados na ferida;
  • As observações feitas pelo paciente;
  • A tolerância do paciente ao procedimento.