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Um estudo dirigido sobre o currículo como dispositivo de trabalho pedagógico, analisando e refletindo críticamente sobre as teorias tradicionais, críticas e pós-críticas do currículo. O texto aborda o que é currículo, as características e implicações identificadas nas teorias tradicionais, a nova concepção de currículo apresentada pelas teorias críticas e as contribuições dos estudos pós-críticos.
Tipologia: Exercícios
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Componente curricular: Currículo e Trabalho Pedagógico Docente: Profa.Dra. Nathália Fernandes Egito Rocha Discente: Breno Alves de Lima Matrícula: 20190093670 Curso: Química Estudo dirigido-1ª Unidade Os objetivos da 1ª Unidade do nosso componente curricular são compreender o currículo como dispositivo de trabalho pedagógico e analisar e refletir criticamente sobre os fundamentos e concepções do currículo ao longo da história. A partir dos textos debatidos em sala, responda: 1- O que é currículo? O currículo é determinado como experiências de aprendizagem planejadas e guiadas e os resultados de aprendizagem não aceitos formulados através da reconstrução sistemática do aprendizado e de experiência, com o apoio da escola para o crescimento continuo do senso crítico, competência social e pessoal do discente. Em perspectivas mais amplas, é o conjunto de experiência por ele vivido, incluindo os processos de escolarização. 2- Como se configura e quais características e implicações do currículo foram identificadas no que se chamou de Teorias Tradicionais? As Teorias Tradicionais se configuram em teorias neutras, cientificas e desinteressadas. As teorias tradicionais, aceitar o atual cenário, os conhecimentos e os saberes dominantes, se concentram especificamente em questões técnicas. Enfim as teorias tradicionais se dividem em subcategorias: aprendizagem, ensino, metodologia, avaliação, didática, metodologia, organização, planejamento, eficiência e objetivos. 3- De que forma as Teorias Críticas do currículo buscaram apresentar uma nova concepção de currículo? Quais foram os fundamentos das denúncias e analises apresentadas? As Teorias Criticas em contraste com as teorias tradicionais, argumentam que nenhuma teoria é neutra, cientifica ou desinteressada, mas que está, inevitavelmente, implicada em relações de poder. As teorias criticas não se submetem a um constante questionamento, mas estão preocupados com as conexões entre saber, identidade e poder. Nesse sentido, as teorias críticas de currículo, ao se deslocar a ênfase dos conceitos pedagógicos de ensino e aprendizagem, permitiram ver a educação de uma nova perspectiva. 4- Quais contribuições os estudos Pós-Críticos trazem para o campo do currículo? O estudo Pós-Críticos que está ligado as teorias críticas, argumenta também ao contrario das teorias tradicionais que nenhuma teoria é neutra, cientifica e desinteressada, mas que está implicada em relação ao poder. Além disso, os estudos pós-críticos está preocupado com as conexões entre saber, identidade e poder. As teorias pós-críticas do currículo efetuaram um outro importante deslocamento na nossa maneira de conceber o
currículo que se resume nas seguintes categorias: identidade, alteridade, diferença, subjetividade, significado, discurso, saber-poder, representação, cultura, gênero, raça, etnia, sexualidade e multiculturalismo. 5- Quais as tensões existentes entre o currículo e a autonomia docente? As recentes políticas de avaliação centralizada quantitativa se dão por desempenhos, por etapas, para quantificar progressos, sequencias de ensino-aprendizagem reforçarem logicas progressivas, sequencias rígidas, aprovadoras, de alunos e mestres. As avaliações e o que avaliam e privilegiam passaram a ser o currículo oficial imposto às escolas. Por sua vez o caráter centralizado das avaliações tira dos docentes o direito a serem autores, sujeitos da avaliação do seu trabalho. A priorização imposta de apenas determinados conteúdos para avaliação reforça hierarquias de conhecimentos e consequentemente de coletivos docentes. O desencontro dessas tendências leva a tensões entre maiores controles. de um lado. E maior consciência do direito à autoria docente, de outro. Os embates estão postos nas escolas, nos encontros e no próprio movimento docente. Tentamos levantar e explicitar alguns elementos e avançar em posturas críticas diante desses embates entre autorias docentes e controles curriculares, de gestão e avaliação. Portanto, abrir novos tempos-espaços e práticas coletivas de autonomia e criatividade profissional, de outro, aprofunda no entendimento das estruturas, das concepções, dos mecanismos que limitam essa autonomia e criatividade, entende-los para se contrapor e poder avançar. 6- Por que o currículo é considerado por Miguel Arroyo como um território de disputa? Os saberes do trabalho docente disputam lugar nos currículos, denuncia que, lamentavelmente, contra os avanços de se educar partindo das vivências humanas ou desumanas dos sujeitos, vê-se nascer, nos dias de hoje, financiada pelas reformas educacionais, a função aulista do professor. Tal fato substitui a necessária função educadora da docência que é a própria arte de educar pelo frio cumprimento de metas do ensino por competência e de avaliação de resultados. Isso ocorre porque as políticas públicas da educação entendem que os saberes daqueles que frequentam a escola pública são desqualificados, sem crédito, sem valor; são saberes pobres, de pobres; pretendem educar os alunos para a empregabilidade, para esse tipo de trabalho que mais desumaniza do que humaniza. Para Arroyo, infelizmente, perdemos a possibilidade de substituir esse trabalho embrutecido e embrutecedor por um trabalho cujo princípio é a transformação do homem para que ele se integre à vida, ao mundo, enfim, às práticas sociais; perdemos a oportunidade de educar a partir do trabalho cujo princípio é educativo. O trabalho como princípio educativo é, para Arroyo, o elo perdido dos saberes docentes, mas também o elo a ser encontrado. 7- Quais alternativas são apresentadas por Arroyo objetivando a produção de currículos mais éticos, abertos, políticos e plurais? Uma forma de garantir esse direito será mapear a pluralidade de iniciativas que acontecem nas salas de aula e nas diversas áreas do conhecimento. Mapeá-las e avaliar seus significados inovadores e reveladores de opções políticos-pedagógicas profissionais. Apresentamos e comentamos algumas dessas iniciativas e de seus ricos significados. É dever dos docentes abrir os currículos para enriquecê-los com novos conhecimentos e garantir o seu próprio direito e o dos alunos à rica, atualizada e diversa produção de conhecimentos e de leituras e significados. Dessa forma, a abrir o conhecimento às indagações instigantes que vêm do real vivido pelos próprios