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Este texto discute a importância da música na educação infantil e a formação de professores na área. Aborda as vantagens da música para o desenvolvimento integral da criança, as deficiências atuais na formação musical nas escolas e as necessidades urgentes de qualificação dos professores. Além disso, o texto reflete sobre a necessidade de abordar vários aspectos na formação dos professores, incluindo questões relacionadas ao desenvolvimento humano, cultura e sociedade.
Tipologia: Resumos
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O presente estudo tem como objetivo refletir sobre a inserção da música no cotidiano da educação infantil e o papel do professor frente à mesma. Para tanto, inicialmente abordamos algumas questões relacionadas à forma como a música participa do desenvolvimento da criança e às habilidades que a mesma desenvolve em relação à música nas diferentes etapas do desenvolvimento infantil. Também tratamos do objetivo do ensino da música nesse nível de ensino e da responsabilidade que o educador possui nesse sentido. Na sequência tratamos da formação de professores da educação infantil uma vez que é a partir dela que se configura um dos aspectos que permeia a prática do profissional que atua junto às crianças nas instituições formais de ensino. Sobre a formação desses professores ressaltamos a importância da prática nesse processo já que a mesma deve ser concebida como eixo central no currículo de formação de professores. Também discorremos sobre os desafios que recai tanto sobre os profissionais da educação infantil quanto aos seus formadores, que precisam atualizar-se continuamente no que diz respeito às tendências e práticas da sociedade moderna. Finalizamos o presente trabalho refletindo sobre a necessidade que formação dos profissionais da educação infantil assume no sentido de que a mesma aborde vários aspectos que vão desde questões relacionadas ao desenvolvimento humano até noções de cultura e sociedade, incluindo o papel da música nesse processo, uma vez que a presença da música na vida dos seres humanos é incontestável se considerarmos que a mesma tem acompanhado a história da humanidade, ao longo dos tempos, exercendo as mais diferentes funções.
A presença da música na vida dos seres humanos é incontestável, uma vez que ela tem acompanhado a história da humanidade, ao longo dos tempos, exercendo as mais diferentes funções. Além disso, é possível afirmar que ela está presente em todas as regiões do globo, em todas as culturas, em todas as épocas, ou seja, a música é uma linguagem universal, que ultrapassa as barreiras do tempo e do espaço. No entanto, nos meios acadêmicos da área da Educação, a música tende a ser vista como ornamental, pouco substantiva, ou é tratada de forma pouco científica; no campo da Música, é pouco valorizada ou carece de concepções mais sólidas a respeito da Educação Infantil como primeira etapa da educação básica. Em relação à Educação Infantil é importante considerar que a música está presente, de modo inequívoco, no cotidiano das crianças. Nesse sentido, os brinquedos musicais fazem parte da vida da criança desde muito cedo é por meio dos acalantos, das parlendas, dos brinquedos ritmados entre mãe e bebê, que se estabelecem as primeiras experiências lúdico-musicais da vida humana.
Mais tarde, outros tipos de brincadeiras musicais, cada vez mais dinâmicas e diversificadas, vão ampliando os referenciais auditivos das crianças, num processo sempre crescente. Ainda de acordo com a autora, este processo tende a se intensificar com o acesso aos meios de comunicação de massas e a diferentes fontes sonoras, processo esse atualmente bastante disseminado junto às diferentes camadas da população brasileira. Também é importante salientar que ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, realizar brinquedos rítmicos, são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical, além de propiciar a vivência de elementos estruturais dessa linguagem. A relevância da inserção musical na educação infantil também está fundamentada na própria Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (Lei no 9394/96) quando afirma que a finalidade da educação infantil está relacionada ao desenvolvimento integral da criança, ou seja, pensando nesses termos, a música assume um papel fundamental no processo de desenvolvimento infantil em seus vários aspectos.
A relação afetiva das crianças com a música acontece, de acordo com Borges, desde muito cedo podendo ser facilmente comprovada nas reações de prazer que as mesmas apresentam ao serem embaladas, às cantigas de ninar, nos primeiros movimentos de dança, independentemente do contexto histórico-cultural em que estejam inseridas. Oliveira, Bernardes e Rodriguez afirmam que as crianças, mesmo antes de aprenderem a falar, se expressam através de movimentos, sons e ritmos. Para as autoras, a convivência com os diferentes sons e ruídos é de suma importância, pois através dos mesmos se faz descobertas e com elas, o conhecimento e a exploração do diferente. Ainda de acordo com as autoras, a primeira descoberta dos sons e do ritmo se dá através do próprio corpo e do ambiente ao redor. Por ser criativo, o ser humano rompe continuamente os esquemas repetidos das experiências anteriores e vai explorando novos caminhos. Quando a criança escuta uma música, ela se concentra e tende a acompanhá-la, cantando e fazendo movimentos com o corpo. Isso desenvolve o senso do ritmo nos pequeninos. Aprendendo a ouvir, a criança pode repetir uma música, recriando-a. É importante que nós, educadores, valorizemos o ato de criação da criança, para que ele seja significativo no seu contexto de desenvolvimento. A música é um fenômeno corporal. De acordo com a autora, a criança, ao nascer, passa a ter contato com um universo sonoro que se localiza em torno dela, ou seja, os sons produzidos pelos objetos e pelos seres vivos. Assim, sua relação com a música se torna imediata, seja através dos aparelhos sonoros de sua casa, seja através do acalanto da mãe e do canto de outras pessoas. A autora também ressalta o fato das crianças gostarem de acompanharem as músicas com movimentos corporais, seja com palmas, sapateados, volteios de
instrumentos musicais e objetos variados, podendo-se incluir os materiais recicláveis. Para Jeandot a música é linguagem e, dessa forma, deve-se seguir, no que diz respeito à música, o mesmo processo de desenvolvimento que se adota quanto à linguagem falada, ou seja, é necessário que a criança seja exposta à linguagem musical e dialogue com ela sobre e por meio da música. A autora também coloca que da mesma forma que acontece com a linguagem, cada grupo social, cada civilização possui sua expressão musical própria. Nesse sentido, antes que o educador transmita sua cultura musical própria é importante que o mesmo investigue o universo musical do qual a criança faz parte, encorajando, com isso, a criação de novas formas de expressão através da música. No entanto, Borges afirma que, embora se concorde com a importância que a música tem na educação das crianças, é freqüente se deparar, nas classes pré- escolares, com atividades musicais limitadas exclusivamente à reprodução de cantigas utilizadas com finalidades apenas didáticas, quando as mesmas deveriam ligar-se primordialmente às emoções, no sentido de proporcionar um momento de prazer ao ouvir, cantar, tocar e inventar sons e ritmos. Para a autora, se a música for utilizada na educação infantil apenas com o objetivo de ensinar conceitos matemáticos, anunciar o momento da história ou do lanche ou reforçar hábitos de higiene, a função primeira da mesma estará sendo desvirtuada. E para que isso não aconteça, é necessário que o professor seja sensível à expressão musical, o que não significa que o mesmo tenha que ser um especialista em música ou que saiba, necessariamente, tocar algum instrumento. Ele deve sim, estar consciente de que, em contato com a música, a criança poderá:
É de conhecimento e consenso entre os educadores que se os bebês e as crianças pequenas forem adequadamente estimulados os mesmos desenvolvem a inteligência e as emoções, construindo, com isso, conhecimentos e valores. A partir da constatação de que as experiências da primeira infância são de fundamental importância para o desenvolvimento do ser humano, o papel do profissional da educação infantil deve ser submetido a um profundo processo de estudos e reflexão e, em decorrência, as exigências relacionadas à sua formação devem ser repensadas. Em 1996, a LDB estabeleceu que a educação infantil é a primeira etapa da educação básica, e tem por finalidade promover o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade. Sobre a formação dos professores, a LDB determina, no artigo 62, que para atuar na educação básica é preciso nível superior em universidades ou institutos superiores de educação, admitindo como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil, bem como nas séries iniciais do ensino fundamental, a de nível médio, na modalidade norma. Prevê ainda que em um prazo de dez anos só serão admitidos professores habilitados em nível superior ou formados em serviço. O Plano Nacional de Educação estabelece como meta um Programa Nacional de Formação dos Profissionais de Educação Infantil para garantir que todos os dirigentes de instituições deste nível de ensino possuam, no prazo de cinco anos, formação em nível médio e, em dez anos, nível superior.
Os cursos de formação de docentes para a Educação Infantil nos níveis médio e superior devem adaptar-se, com a maior urgência, às exigências de qualificação dos educadores para as crianças de 0 a 6 anos, considerando as transformações familiares e sociais, as características sempre mais acentuadas das sociedade de comunicação e informação, e suas conseqüências sobre as crianças, mesmo as de mais baixa renda. Partindo disso, é possível perceber o desafio que recai tanto sobre os profissionais da educação infantil quanto aos seus formadores, que precisam atualizar-se continuamente no que diz respeito às tendências e práticas da sociedade moderna. O próprio Conselho Nacional de Educação alerta sobre a formação dos profissionais da educação infantil quando ressalta sobre a exigência de medidas práticas e imediatas entre as universidades e os centros de ensino superior, que em regime de colaboração com os sistemas públicos e privados de instituições para as crianças de 0 a 6 anos, podem e devem contribuir através de formas criativas e solidárias, com o grande esforço nacional, para potencializar e qualificar os profissionais de Educação Infantil mo Brasil. Schmitz e Maciel afirmam que, mais do que ensinar coisas, o educador de crianças necessita estabelecer um ambiente de relacionamentos no qual as crianças possam vivenciar e praticar as diversas peculiaridades e aspectos de sua personalidade em formação. Nesse sentido, o que se constitui como sendo de fundamental importância na formação dos profissionais da educação infantil não reside na aprendizagem de várias disciplinas formais. É necessário que esse profissional aprenda a compreender, respeitar e promover a mente, os valores, os hábitos e as atividades das crianças.
Ao reconhecer as crianças como seres íntegros, que aprendem a ser e conviver consigo próprias, com as demais e o meio ambiente de maneira articulada e gradual, as Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil devem buscar a integração entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da vida cidadã, como conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores. Embora se observe que a formação do profissional da Educação Infantil esteja sendo alvo de discussões no Brasil, é possível constatar que, apesar das mudanças sociais e políticas ocorridas neste campo, ainda há muito por se fazer. Embora a LDB contemple pontos acerca da formação de professores da educação infantil, a mesma não esclarece sobre qual deve ser o perfil desse profissional. Paralelo a tal situação, Monteiro e Marques afirmam que existe um descomprometimento das universidades em estar colocando no mercado de trabalho, profissionais que contemplem em sua formação as especificidades do trabalho com crianças pequenas. Para as autoras, a crítica recai sobre dois pontos. Por um lado se tem a má formação dos profissionais que já estão na prática, pois muitas vezes os mesmos não possuem subsídios teóricos que lhes possibilitem um movimento reflexivo especialmente no que diz respeito à atuação junto à criança além da observação de seu desenvolvimento. Em contrapartida existe uma formação acadêmica que sofre críticas em função de centrar-se apenas em teorias e não vinculando a prática nesse processo,tendo também uma formação deficitária, uma vez que saem da faculdade se o conhecimento do cotidiano das creches, com um aluno , com uma família pensada dentro de padrões de uma estrutura de classe média alta, que não coincidem com a diversidade de sujeitos e situações com as quais deverá trabalhar. Ao se avaliar essas questões tratadas acima, percebe-se uma urgente necessidade de ressignificação das concepções relacionadas à educação infantil, especialmente no que se refere à formação dos profissionais a ela destinados. Portanto, é possível reconhecer que a formação dos profissionais da educação infantil necessita abranger vários aspectos que vão desde questões relacionadas ao desenvolvimento humano até noções de cultura e sociedade. É claro que o mesmo não será um especialista em todos os aspectos atrelados à sua formação, mas deverá sim, estar atento a todas as dimensões que dizem respeito à criança e à sua formação, incluindo aí o papel da música nesse processo.
Em se tratando das questões relacionadas à formação de professores Nóvoa afirma que a mesma deve estimular uma perspectiva crítico-reflexiva que forneça ao professor “os meios de um pensamento e que facilite as dinâmicas de auto-formação participada”. Assim, torna-se possível ao professor desenvolver as habilidades necessárias para atuar em sala de aula junto aos alunos no sentido de formá-los, sem deixar, no entanto, de considerar que estar em formação implica em um investimento pessoal, um trabalho livre e criativo sobre os percursos e os projetos próprios, com vistas à construção de uma identidade.
Educação Infantil nos níveis médio e superior devem adaptar-se, com a maior urgência, às exigências de qualificação dos educadores para as crianças de 0 a 6 anos, considerando as transformações familiares e sociais, as características sempre mais acentuadas das sociedade de comunicação e informação, e suas conseqüências sobre as crianças, mesmo as de mais baixa renda. Partindo disso, é possível perceber o desafio que recai tanto sobre os profissionais da educação infantil quanto aos seus formadores, que precisam atualizar-se continuamente no que diz respeito às tendências e práticas da sociedade moderna. O próprio Conselho Nacional de Educação alerta sobre a formação dos profissionais da educação infantil quando ressalta sobre a exigência de medidas práticas e imediatas entre as universidades e os centros de ensino superior, que em regime de colaboração com os sistemas públicos e privados de instituições para as crianças de 0 a 6 anos, podem e devem contribuir através de formas criativas e solidárias, com o grande esforço nacional, para potencializar e qualificar os profissionais de Educação Infantil mo Brasil. Mais do que ensinar coisas, o educador de crianças necessita estabelecer um ambiente de relacionamentos no qual as crianças possam vivenciar e praticar as diversas peculiaridades e aspectos de sua personalidade em formação. Nesse sentido, o que se constitui como sendo de fundamental importância na formação dos profissionais da educação infantil não reside na aprendizagem de várias disciplinas formais. É necessário que esse profissional aprenda a compreender, respeitar e promover a mente, os valores, os hábitos e as atividades das crianças. Daí surge a necessidade de que ao reconhecer as crianças como seres íntegros, que aprendem a ser e conviver consigo próprias, com as demais e o meio ambiente de maneira articulada e gradual, as Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil devem buscar a integração entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da vida cidadã, como conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores. Embora se observe que a formação do profissional da Educação Infantil esteja sendo alvo de discussões no Brasil, é possível constatar que, apesar das mudanças sociais e políticas ocorridas neste campo, ainda há muito por se fazer. Embora a LDB contemple pontos acerca da formação de professores da educação infantil, a mesma não esclarece sobre qual deve ser o perfil desse profissional. Paralelo a tal situação, Monteiro e Marques afirmam que existe um descomprometimento das universidades em estar colocando no mercado de trabalho, profissionais que contemplem em sua formação as especificidades do trabalho com crianças pequenas. Embora se observe que a formação do profissional da Educação Infantil esteja sendo alvo de discussões no Brasil, é possível constatar que, apesar das mudanças sociais e políticas ocorridas neste campo, ainda há muito por se fazer. Embora a LDB contemple pontos acerca da formação de professores da educação infantil, a mesma não esclarece sobre qual deve ser o perfil desse profissional. Paralelo a tal situação, Monteiro e Marques afirmam que existe um descomprometimento das universidades em estar colocando no mercado de trabalho, profissionais que contemplem em sua formação as especificidades do trabalho com crianças pequenas. tendo também uma formação deficitária, uma vez que saem da faculdade se o conhecimento do cotidiano das creches, com uma aluno e um aluno idealizados, com uma família pensada dentro de padrões de uma estrutura de classe média alta,
que não coincidem com a diversidade de sujeitos e situações com as quais deverá trabalhar. Ao se avaliar essas questões tratadas acima, percebe-se uma urgente necessidade de ressignificação das concepções relacionadas à educação infantil, especialmente no que se refere à formação dos profissionais a ela destinados. Portanto, é possível reconhecer que a formação dos profissionais da educação infantil necessita abranger vários aspectos que vão desde questões relacionadas ao desenvolvimento humano até noções de cultura e sociedade. É claro que o mesmo não será um especialista em todos os aspectos atrelados à sua formação, mas deverá sim, estar atento a todas as dimensões que dizem respeito à criança e à sua formação, incluindo aí o papel da música nesse processo.