Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Curso Matematica Basica, Exercícios de Tecnologia Industrial

Curso em 24 aulas super interessantes que aborda a Matemática Elementar com exemplos de uso no cotidiano, curiosidades, a História da Matemática, exercícios e testes de avaliação.

Tipologia: Exercícios

2012

Compartilhado em 03/01/2012

roberto-pinheiro-3
roberto-pinheiro-3 🇧🇷

5

(1)

1 documento

1 / 272

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
MATEMÁTICA
MATEMÁTICA MATEMÁTICA
MATEMÁTICA
ELEMENTAR
ELEMENTARELEMENTAR
ELEMENTAR
Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO
AcervoSaber
Sua fonte de trabalhos escolares na NET
htt p:/ /www. ace rvo saber.com.br
1
CURSO DE
MATEMÁTICA BÁSICA
Autor: ROBERTO PINHEIRO
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Curso Matematica Basica e outras Exercícios em PDF para Tecnologia Industrial, somente na Docsity!

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

CURSO DE

MATEMÁTICA BÁSICA

Autor: ROBERTO PINHEIRO

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

  • OBJETIVO.................................................................................................................................................. Sumário
  • INTRODUÇÃO
  • AULA 1 - SISTEMAS DE NUMERAÇÃO...................................................................................................
    • 1.1. Introdução
    • 1.2. Sistema de numeração egípcio
    • 1.3. Sistema de numeração chinês........................................................................................................
    • 1.4. Sistema de numeração romano......................................................................................................
    • 1.5. Sistema de numeração mesopotâmico
    • 1.6. Sistema de numeração indo-arábico
    • 1.7. Algarismos.....................................................................................................................................
    • 1.8. Aplicações dos sistemas numéricos.............................................................................................
    • 1.9. O ábaco - Origem e história..........................................................................................................
  • AULA 2 - ARITMÉTICA, GEOMETRIA E ÁLGEBRA
    • 2.1. Aritmética
    • 2.2. Geometria......................................................................................................................................
    • 2.3. Álgebra
  • AULA 3 - SÍMBOLOS MATEMÁTICOS
    • 3.1. Símbolos matemáticos - Origem...................................................................................................
  • AULA 4 - CONJUNTOS
    • 4.1. Conceitos Básicos.........................................................................................................................
    • 4.2. Representação dos conjuntos
    • 4.3. Tipos de conjuntos
    • 4.4. Operações com conjuntos
    • 4.5. Número de elementos de um conjunto.........................................................................................
    • 4.6. Produto Cartesiano
    • 4.7. Conjunto das partes de um conjunto A.........................................................................................
    • 4.8. Teste de avaliação - Conjuntos
    • 4.9. Conjuntos - Resolução do Teste de Avaliação.............................................................................
  • AULA 5 - CONJUNTOS NUMÉRICOS
    • 5.1. Conjunto dos números naturais
    • 5.2. Conjunto dos números inteiros
    • 5.3. Conjunto dos números racionais
    • 5.4. Conjunto dos números irracionais
    • 5.5. Conjunto dos números reais
    • 5.6. Conjunto dos números complexos
    • 5.7. Intervalos numéricos
    • 5.8. Teste de avaliação - Conjuntos numéricos
    • 5.9. Resolução do Teste de Avaliação
  • AULA 6 - CÁLCULO ELEMENTAR..........................................................................................................
    • 6.1. Regra dos sinais
    • 6.2. Expressões aritméticas
    • 6.3. Valor absoluto ou módulo
    • 6.4. Sinal de Somatória........................................................................................................................
    • 6.5. Múltiplos e Divisores
    • 6.6. Números pares e números ímpares
    • 6.7. Números primos............................................................................................................................
    • 6.8. Números compostos
    • 6.9. Divisibilidade
    • 6.10. Fatoração
    • 6.11. Máximo Divisor Comum (MDC)
    • 6.12. Mínimo Múltiplo Comum (MMC)
    • 6.13. Teste de avaliação - Conjuntos numéricos
    • 6.14. Resolução do teste de avaliação................................................................................................
  • AULA 7 - FRAÇÕES E DÍZIMA PERIÓDICA........................................................................................... Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO
    • 7.1. Frações
    • 7.2. Dízima periódica
    • 7.3. Teste de avaliação - Conjuntos numéricos
    • 7.4. Resolução do Teste de Avaliação
  • AULA 8 - DIVISÃO PROPORCIONAL.....................................................................................................
    • 8.1. Divisão em duas partes diretamente proporcionais
    • 8.2. Divisão em várias partes diretamente proporcionais
    • 8.3. Divisão em duas partes inversamente proporcionais...................................................................
    • 8.4. Divisão em várias partes inversamente proporcionais.................................................................
    • 8.5. Divisão em duas partes direta e inversamente proporcionais......................................................
    • 8.6. Teste de avaliação - Divisão proporcional....................................................................................
    • 8.7. Resolução do Teste de Avaliação
    1. REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA....................................................................................
    • 9.1. Regra de três simples
    • 9.2. Regra de três composta..............................................................................................................
    • 9.3. Teste de avaliação - Regra de três.............................................................................................
    • 9.4. Resolução do Teste de Avaliação
  • AULA 10 - POTENCIAÇÃO
    • 10.1. Quadrado e cubo de um número - origem
    • 10.2. Regras.......................................................................................................................................
    • 10.3. Quadrado de um número terminado em "5".............................................................................
    • 10.4. Potência de um número decimal entre 0 e 1............................................................................
    • 10.5. Teste de avaliação - Potenciação.............................................................................................
    • 10.6. Resolução do Teste de Avaliação
  • AULA 11 - RADICIAÇÃO
    • 11.1. Raiz - Origens
    • 11.2. Regras.......................................................................................................................................
    • 11.3. Transformação de radicais compostos em radicais simples....................................................
    • 11.4. Produto de 2 radicais de índices diferentes
    • 11.5. Divisão de 2 radicais de índices diferentes
    • 11.6. Cálculo de raiz quadrada
    • 11.7. Teste de avaliação - Radiciação...............................................................................................
    • 11.8. Resolução do Teste de Avaliação
  • AULA 12 - PRODUTOS NOTÁVEIS
    • 12.1. Quadrado da soma
    • 12.2. Quadrado da diferença
    • 12.3. Produto da soma pela diferença...............................................................................................
    • 12.4. Produto da soma pelo trinômio.................................................................................................
    • 12.5. Produto da diferença pelo trinômio...........................................................................................
    • 12.6. Cubo da soma...........................................................................................................................
    • 12.7. Cubo da diferença.....................................................................................................................
    • 12.8. Teste de avaliação - Produtos Notáveis
    • 12.9. Resolução do Teste de Avaliação
  • AULA 13 - RACIONALIZAÇÃO..............................................................................................................
    • 13.1. Fator racionalizante...................................................................................................................
    • 13.2. Fator racionalizante de +
    • 13.3. Fator racionalizante de -
    • 13.4. Fator racionalizante de +
    • 13.5. Fator racionalizante de -
    • 13.6. Teste de avaliação - Racionalização
    • 13.7. Resolução do Teste de Avaliação
  • AULA 14 - MÉDIAS Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO
    • 14.1. Média aritmética simples
    • 14.2. Média aritmética ponderada
    • 14.3. Média harmônica.......................................................................................................................
    • 14.4. Média geométrica......................................................................................................................
    • 14.5. Média quadrática.......................................................................................................................
    • 14.6. Desigualdades entre as médias clássicas................................................................................
    • 14.7. Teste de avaliação - Médias
    • 14.8. Resolução do Teste de Avaliação
  • AULA 15 - MATEMÁTICA FINANCEIRA BÁSICA.................................................................................
    • 15.1. Porcentagem.............................................................................................................................
    • 15.2. Conceitos fundamentais
    • 15.3. Juros simples
    • 15.4. Juros compostos
    • 15.5. Diagrama de Fluxo de Caixa
    • 15.6. Séries de pagamentos
    • 15.7. Taxas de juros...........................................................................................................................
    • 15.8. Desconto Simples
    • 15.9. Teste de avaliação - Matemática Financeira............................................................................
    • 15.10. Resolução do Teste de Avaliação
  • AULA 16 - RELAÇÕES E FUNÇÕES....................................................................................................
    • 16.1. Relações
    • 16.2. Função - Definição
    • 16.3. Classes de função.....................................................................................................................
    • 16.4. Coordenadas cartesianas
    • 16.5. Classificação de funções a partir de suas representações gráficas
  • AULA 17 - FUNÇÃO DO 1º GRAU (FUNÇÃO AFIM)............................................................................
    • 17.1. Raiz ou zero de uma função do 1º grau
    • 17.2. Função do 1º grau crescente....................................................................................................
    • 17.3. Função do 1º grau decrescente................................................................................................
    • 17.4. Estudo do sinal para uma função do 1º grau
  • AULA 18 - EQUAÇÕES DO 1º GRAU
    • 18.1. Soluções de uma equação
    • 18.2. Sistema de equações do 1º grau..............................................................................................
    • 18.3. Sistema impossível
  • AULA 19 - INEQUAÇÕES DO 1º GRAU
    • 19.1. Inequações do 1º grau com 1 variável
    • 19.2. Inequações do 1º grau com 2 variáveis....................................................................................
    • 19.3. Sistema de inequações do 1º grau...........................................................................................
  • AULA 20 - FUNÇÃO DO 2º GRAU (FUNÇÃO QUADRÁTICA)
    • 20.1. Raízes de uma função do 2º grau
    • 20.2. Relações entre coeficientes e raízes........................................................................................
    • 20.3. Vértice de uma parábola...........................................................................................................
    • 20.4. Domínio e imagem de uma função quadrática.........................................................................
    • 20.5. Aplicação prática das parábolas...............................................................................................
    • 20.6. Cálculo da área de uma parábola.............................................................................................
    • 20.7. Cálculo de equações biquadradas
    • 20.8. Estudo do sinal para a função do 2º grau.................................................................................
  • AULA 21 - INEQUAÇÕES DO 2º GRAU
  • AULA 22 - INEQUAÇÕES PRODUTO E QUOCIENTE
    • 22.1. Inequação Produto....................................................................................................................
    • 22.2. Inequação Quociente
  • AULA 23 - FUNÇÃO MODULAR
  • AULA 24 - EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES MODULARES
    • 24.1. Equações modulares
    • 24.2. Inequações modulares..............................................................................................................

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

OBJETIVO

Por que motivo muitas pessoas detestam matemática e tem tantas dificuldades no

seu aprendizado??? Acredito que isto ocorra pela forma que ela é ensinada nas escolas. O aluno não consegue entender por que deve aprender um mundo de fórmulas e fazer

cálculos tão trabalhosos, já que não vê aplicações práticas para uso no seu dia-a-dia.

Dessa forma a matéria acaba tornando-se para ele terrivelmente maçante e entediante.

Também é interessante observar que mesmo entre alunos que frequentam cursos de nível superior, muitos enfrentam dificuldades em diversas matérias, por não possuírem

um bom domínio de matemática elementar.

Este curso tem por objetivo fazer com que se aprenda matemática elementar de

uma forma simples e prazerosa. Nele será abordado a História da Matemática com o rela- to de diversos acontecimentos históricos para ilustrar a importância da matemática no de-

senvolvimento das civilizações, desde a Antiguidade até os dias atuais. Além de diversas

curiosidades, você ficará conhecendo inúmeras aplicações práticas e situações em que a

matemática pode ser útil no nosso dia-a-dia.

INTRODUÇÃO

A palavra matemática originou-se na Grécia. Do grego "mathematike" e do latim

"mathematica" significa "a ciência que se ensina" ou "o que é ensinado".

Um dos objetivos do ensino da matemática é fazer com que as pessoas aprendam

a resolver os problemas da vida cotidiana. A matemática está presente em todos os ra-

mos de atividade do ser humano. É imprescindível para o desenvolvimento de todas as

outras ciências. Muitas vezes a utilizamos sem nos dar conta de sua importância.

Quando o homem se encontra diante de problemas que envolvem a necessidade

de quantificar, ele utiliza a linguagem matemática. Isso vem ocorrendo ao longo da histó-

ria, desde tempos remotos. A possibilidade de matematizar situações da vida é encontra-

da em praticamente todos os povos, nas mais variadas regiões e culturas. É uma coisa própria do ser humano.

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

AULA 1 - SISTEMAS DE NUMERAÇÃO

1.1. INTRODUÇÃO

Um sistema de numeração é um conjunto de regras que permite escre- ver todos os números naturais através de símbolos.

Numerais ou algarismos são os símbolos usados para a representação dos números.

Em algumas culturas antigas (Egito, China, Grécia e Roma), os números eram representados por símbolos específicos. Seu valor não dependia da posição, e sim do símbolo. Os números eram representados por símbolos escritos um ao lado do outro, normalmente em ordem decrescente, entre os quais se subtendia a soma.

Os gregos e os romanos usavam letras do alfabeto como algarismos.

No ábaco, as bolinhas são todas iguais, mas o valor de cada bolinha de- pende do arame em que ela está. Certamente, foi esta característica do ábaco que fez surgir a idéia de dar valores diferentes a um mesmo algarismo, depen- dendo do lugar em que ele está escrito.

Por exemplo, em 3333, o algarismo 3 assume diferentes valores:

aqui, o 3 vale 3 unidades ou 3 aqui, o 3 vale 3 dezenas ou 30 aqui, o 3 vale 3 centenas ou 300 aqui, o 3 vale 3 unidades de milhar ou 3000

Antes de aparecer o sistema de numeração desenvolvido pelos hindus, o princípio posicional já aparecia em sistemas de numeração, como o dos babilô- nios, por exemplo.

Porém, foi com o sistema de numeração hindu que o princípio posicional ganhou força total. Mas isto só aconteceu com a criação de um símbolo para o nada (zero).

Algarismos romanos são cada um dos símbolos representativos dos núme- ros, no sistema romano de numeração (I, V, X, L, C, D, M).

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

Algarismos arábicos são cada um dos símbolos representativos dos núme- ros, na notação atualmente adotada e que se baseia no sistema decimal de nu- meração (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9). Dizemos, por exemplo, que 507 é um nú- mero de três dígitos ou três algarismos.

O sistema de numeração que normalmente usamos é o sistema decimal (base 10); no entanto existem outros sistemas de numeração, como por exem- plo, o sistema sexagesimal (de base 60) que é usado em medição de ângulos ou em unidades de tempo e o sistema binário (base 2) que é usado em computação.

Daremos enfoque a alguns dos primeiros sistemas, seus símbolos e regras de uso, bem como á evolução na forma de representação dos números, até che- garmos ao sistema utilizado hoje em dia.

1.2. SISTEMA DE NUMERAÇÃO EGÍPCIO

Um dos primeiros sistemas de numeração de que se tem notícia é o dos e- gípcios. Os numerais egípcios também são conhecidos como hieróglifos e foram criados há, aproximadamente, 5 mil anos.

O sistema de numeração egípcio baseava-se em sete números-chave: 1, 10, 100, 1000, 10000, 100000, 1000000.

Os egípcios usavam símbolos para representar esses números.

O sistema de numeração criado pelos egípcios tornou possível a escrita de números muito grandes, a partir da idéia de agrupamentos.

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

Os hieróglifos egípcios são quase todos figuras da flora e da fauna do Nilo, além dos utensílios que eles utilizavam. Mas a notação egípcia deixou de ser pic- tográfica para ser ideográfica, quando as figuras já não mais representavam elas mesmas e era preciso decifrá-las. Por exemplo, a flor de lótus, com seu caule, não significava mais flor de lótus e sim mil; um dedo indicador, ligeiramente incli- nado, representava dez mil; uma rã ou girino de rabo bem caído representava cem mil; um homem ajoelhado, erguendo os braços para o céu, representava um milhão, etc.

1.3. SISTEMA DE NUMERAÇÃO CHINÊS

Os caracteres tradicionais do sistema numérico chinês são esses:

Esses símbolos são ainda usuais tanto na China como no Japão, mas para os cálculos eles utilizam o sistema indo-arábico.

1.4. SISTEMA DE NUMERAÇÃO ROMANO

De todas as civilizações da Antiguidade, a dos romanos foi sem dúvida a mais importante. Seu centro era a cidade de Roma. Desde sua fundação, em 753 a.C., até ser ocupada por povos estrangeiros em 476 d.C., seus habitantes en- frentaram um número incalculável de guerras de todos os tipos. Inicialmente, pa- ra se defenderem dos ataques de povos vizinhos, mais tarde, nas campanhas de conquista de novos territórios. Foi assim que, pouco a pouco, os romanos foram conquistando a Península Itálica e o restante da Europa, além de uma parte da Ásia e o norte da África. Apesar de a maioria da população viver na miséria, em Roma havia luxo e muita riqueza, usufruída por uma minoria rica e poderosa. Poupas luxuosas, comidas finas e festas grandiosas faziam parte do dia-a-dia da elite romana. Os romanos foram muito espertos. Eles não inventaram símbolos novos para representar os números; usaram as próprias letras do alfabeto.

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

Os numerais romanos sofreram um longo processo de evolução. Veja al- guns exemplos de como os símbolos se transformaram:

O cinco, a princípio, era escrito assim:

indicando os cinco dedos da mão. Depois, com o passar do tempo, ele foi simplificado para:

O cinqüenta teve a seguinte transformação:

O mil teve a seguinte transformação:

Na época de Cristo, os símbolos que tinham seu uso generalizado eram os seguintes:

Letras Valores I 1 V 5 X 10 L 50 C 100 D 500 M 100

Outras modificações aconteceram. Os romanos, que utilizavam um princí- pio aditivo, agrupando até quatro símbolos iguais para representar um novo nú- mero, passaram a utilizar um princípio subtrativo, que consistia em escrever à esquerda de um símbolo maior, um valor menor que dele devia ser subtraído.

Atualmente os algarismos romanos são usados principalmente:

  • Nos números de capítulos de um livro.
  • Nas cenas de um teatro.
  • Nos nomes de papas e imperadores.
  • Na designação de congressos, olimpíadas, assembléias...
  • Em alguns mostradores de relógio.

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

Primeiro determinavam a letra de maior valor. C = 100.

Depois subtraíam de C o valor da letra que vem antes. XC = 100 - 10 =

Por fim, somavam ao resultado os valores das letras que vêm depois de C.

XCVI = 90 + 5 + 1 = 96

  1. O número 1000 é representado pela letra M. Assim, MM corresponde a 2000 e MMM a 3000. E os números maiores que 3000? Para escrever 4000 ou números maiores que ele, os romanos usavam um traço horizontal sobre as letras que representavam esses números.

  2. Um traço multiplica o número representado abaixo dele por 1000. Dois traços multiplica o número abaixo deles por 1 milhão.

O sistema de numeração romano foi adotado por muitos povos, porém as- sim como no sistema egípcio, também na numeração romana era trabalhoso es- crever certos números. Veja:

três mil oitocentos e oitenta e oito: MMMDCCCLXXXVIII

1.5. SISTEMA DE NUMERAÇÃO MESOPOTÂMICO

O simples fato de termos dez dedos inspirou o homem a contar em grupos de 10. Os matemáticos chamaram esta prática de contagem na base dez ou na base decimal.

O sistema de numeração normalmente usado na Mesopotâmia, diferente- mente dos utilizados pela maioria das civilizações tanto antigas quanto modernas não era o decimal (base 10) e sim o sexagesimal (base 60). Talvez a base ses- senta tenha sido adotada conscientemente e legalizada no interesse da metrolo- gia, pois uma grandeza de sessenta unidades pode ser facilmente subdividida em metades, terços, quartos, quintos, sextos, décimos, dozeavos, quinzeavos, vigé- simos e trigésimos, fornecendo assim dez possíveis subdivisões. Qualquer que te- nha sido a origem, o sistema sexagesimal de numeração teve vida notavelmente longa, pois até hoje restos permanecem, infelizmente para a consistência, nas u- nidades de tempo e medida dos ângulos, apesar da forma fundamentalmente de- cimal de nossa sociedade.

No sistema numérico da Mesopotâmia, a unidade era representada por este

sinal , parecido com uma cunha.

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

Para escrever dez, eles usavam o mesmo símbolo, porém em posição hori- zontal:. Assim escreviam os números de 10 a 20 da seguinte forma:

O cinquenta e nove era escrito assim:

Talvez fosse a inflexibilidade do material de escrita mesopotâmio, talvez fosse uma centelha de inspiração o que fez com que os babilônios percebessem que seus dois símbolos para unidades e dezenas bastavam para representar qualquer inteiro, por maior que fosse, sem excessiva repetição. Isso se tornou possível pela invenção, que fizeram, há cerca de 4000 anos, da notação posicio- nal (o mesmo princípio que assegura a eficácia de nossa forma numeral). Isto é, os antigos babilônios viram que seus símbolos podiam ter função dupla, tripla, quádrupla ou em qualquer grau, simplesmente recebendo valores que dependes- sem de suas posições relativas na representação de um número.

As cunhas no símbolo cuneiforme para cinquenta e nove são agrupadas bem juntas de modo a formar quase o equivalente de uma única cifra. Um espa- çamento adequado entre grupos de cunhas pode estabelecer posições, lidas da direita para a esquerda, que correspondem a potências crescentes da base; cada grupo tem então um "valor local" que depende de sua posição.

Dessa forma o número 63 era representado da seguinte forma: , ou seja um grupo de sessenta mais três. O símbolo da esquerda, separado dos outros três, vale sessenta.

Curiosidade: Em 1800 a.C., os sumérios, habitantes do Oriente Médio, desenvolveram o mais antigo sistema numérico conhecido. Em vez dos dez alga- rismos de hoje (0, 1, 2, 3... até 9), o sistema caldeu tinha 60 símbolos. O sistema de frações sexagesimais foi transferido à Grécia e posteriormente para a Europa, sendo até hoje clara a sua influência, que se perpetuou através do hábito de me- dir o tempo (1 hora tem 60 minutos; cada minuto tem 60 segundos) e os ângulos (o círculo tem 360º, que é seis vezes 60).

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

1.7.2. Algarismo e algoritmo - Origem e história

É curiosa a origem da palavra algarismo. No ano de 825 d.C. o trono do Império Árabe era ocupado pelo Califa al-Mamum. Ele tinha interesse que seu reino se transformasse em um grande centro de ensino, onde se pudesse dominar todas as áreas do conhecimento. E para atingir esse objetivo, contratou e trouxe para Bagdá os grandes sábios muçulmanos daquela época.

Mohammed ibm-Musa al-Khowarizmi

Entre esses sábios estava o matemático e astrônomo árabe Mohammed ibm-Musa al-Khowarizmi. À ele foi destinado a função de traduzir para o árabe os livros de matemática vindos da Índia. Numa dessas traduções al-Khowarizmi se deparou com aquilo que ainda hoje é considerado, a maior descoberta no campo da matemática: O Sistema de Numeração Decimal.

al-Khowarizmi escreveu vários livros. Num deles, intitulado "Sobre a arte hindu de calcular", baseado provavelmente numa tradução árabe de Brahmagup- ta, al-Khowarizmi fez uma exposição minuciosa dos numerais hindus. Esse livro foi levado para a Europa e traduzido para a língua latina, que na época era falada pelos estudiosos europeus.

O matemático italiano Leonardo Fibonacci (1180-1250) foi o primeiro euro- peu a usar os algarismos arábicos. O livro em que Fibonacci descreve o novo sis- tema de numeração é um clássico célebre completado em 1202 que tem o título de "Liber abaci" (ou livro do ábaco). Até então, os europeus utilizavam os alga- rismos romanos, como o I (que vale 1), o V (5) e o X (10). Fibonacci também a- dotou o zero, que os europeus já conheciam, mas na prática, não empregavam.

Leonardo de Pisa (Fibonacci)

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

Apesar de al-Khowarizmi nunca ter manifestado nenhuma pretensão de o- riginalidade quanto ao sistema, cuja origem hindu ele assumiu como fato, leitores europeus descuidados começaram a atribuir não só o livro, mas a numeração, ao autor. Dessa forma o sistema de numeração ficou conhecido como o de al- Khowarizmi, ou mais descuidadamente, algorismi que acabou dando origem ao termo algarismo.

O termo algoritmo também deriva do nome de Al-Khowarizmi e significa, de uma forma geral, qualquer regra especial de processo ou operação (como o método de Euclides para encontrar o máximo divisor comum, por exemplo).

1.7.3. A origem do zero

Ao que tudo indica a noção do zero surgiu na Índia. O uso do zero pelos hindus é registrado no século VII, na obra "Brahmasphutasidanta" (A abertura do universo), do matemático BRAHMAGUPTA.

Muitos cálculos efetuados pelos hindus eram realizados com a ajuda de um ábaco, instrumento que para a época poderia ser considerado uma verdadeira máquina de calcular.

O ábaco usado inicialmente pelos hindus consistia em meros sulcos feitos na areia, onde se colocavam pedras. Cada sulco representava uma ordem. Assim, da direita para a esquerda, o primeiro sulco representava as unidades; o segundo as dezenas e o terceiro as centenas. No exemplo ao lado temos a representação do número 203, ou seja, 2 centenas mais três unidades.

Sulco vazio do ábaco indica que não existe nenhuma dezena. Mas na hora de escrever o número faltava um símbolo que indicasse a inexistência de deze- nas. E, foi exatamente isso que fizeram os hindus, eles criaram o tão desejado símbolo para representar o sulco vazio e o chamaram de Sunya (vazio). Dessa forma, para escrever o número representado no ábaco de areia, escreviam o 2 para as centenas, o 3 para as unidades e entre eles faziam o desenho do sulco vazio, para indicar que não havia no número nenhuma dezena.

Ao introduzir o desenho do sulco vazio entre os dois outros símbolos os hindus criaram o zero que, desde aquela época já se parecia com o que usamos hoje. Esses conhecimentos foram transmitidos aos povos árabes, que entraram em contato com os hindus através de atividades comerciais, guerras e conquis- tas.

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

1.8. APLICAÇÕES DOS SISTEMAS NUMÉRICOS

É bastante lógico que usemos o sistema decimal como base para todos os cálculos matemáticos do dia-a-dia pelo simples fato de temos DEZ dedos nas mãos... fica fácil contar nos dedos quando precisamos.

Os babilônios utilizavam o sistema de numeração sexagesimal e não o decimal. As medidas usadas para ângulos e para a contagem das horas são he- ranças do sistema numérico de base 60 usado pelos antigos povos da Mesopotâ- mia.

Considerada muito prática, a base 60 pode ser dividida por vários números (1, 2, 3, 4, 5, 6 e 12) sem recorrer ao uso de frações. Seus múltiplos também permitem expressar com facilidade alguns fenômenos físicos.

O sistema de frações sexagesimais foi transferido à Grécia e posteriormen- te para a Europa, sendo até hoje clara a sua influência, que se perpetuou através do hábito de medir o tempo (1 hora tem 60 minutos; cada minuto tem 60 segun- dos) e os ângulos (o círculo tem 360º, que é seis vezes 60).

Computadores usam o sistema binário por um motivo simples: Existem apenas dois níveis de tensão presentes em todos os circuitos lógicos: níveis baixo e alto (que são chamados de 0 e 1 por conveniência... para podermos medi-los sem ter que recorrer a um multímetro!).

O sistema hexadecimal também tem o seu lugar: é a forma mais abrevi- ada de escrever um conjunto de bits.

1.9. O ÁBACO - ORIGEM E HISTÓRIA

O ábaco é um aparelho digital de cálculo simples que permite realizar todas as operações aritméticas básicas. Consiste normalmente de um tabuleiro ou mol- dura de madeira composto de uma série de cordões ou fios paralelos. Nesses fios são enfiadas bolinhas perfuradas, que podem ser movidas livremente.

Ábaco

As operações são efetuadas mudando-se a posição de algumas bolas em relação à outras e, através de uma complexa manipulação pode-se inclusive ex- trair raízes.

MATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICAMATEMÁTICA

ELEMENTARELEMENTARELEMENTARELEMENTAR

Curso de Matemática Básica Autor: ROBERTO PINHEIRO

O ábaco durante milhares de anos foi o único instrumento que a humani- dade possuía para as operações de calcular. Segundo a lenda, o ábaco foi inven- tado ao redor do ano 2000 a.C. por um mandarim chinês com o nobre intuito de facilitar ao povo fazer contas e assim conhecer o valor das mercadorias que era obrigado a entregar como impostos. Esse mandarim foi degolado por ordem do Imperador, pois ao mesmo interessava manter o povo na mais completa ignorân- cia.

Na antiga Mesopotâmia, os comerciantes já utilizavam o ábaco. O ábaco também era usado no antigo Egito, de onde foi para a Grécia e para Roma. Além do número de pedras ou botões, os egípcios utilizavam cores em seu ábaco, para facilitar os negócios: bolas brancas, por exemplo, indicavam o crédito a favor do cliente e as negras registravam os débitos.

Um pouco diferente, o ábaco romano consistia de um tabuleiro com diver- sos sulcos paralelos pelos quais deslizavam pedras ou botões. Seu funcionamen- to, porém era semelhante ao do ábaco atual. Essa máquina de calcular antiga ti- nha um importante papel nas transações comerciais. Principalmente lembrando- se que no sistema de numeração greco-romano ainda não existia o zero, o que provocava uma grande dificuldade para o cálculo escrito.

A partir do século XII, na Europa, este sistema de cálculo foi sendo paula- tinamente substituído por outros. Atualmente na China e no Japão, o ábaco ainda é usado na maioria das operações aritméticas.

Também em alguns países europeus, como a Grã-Bretanha e na zona de influência da antiga União Soviética, ainda se usa o ábaco nas operações comer- ciais. Além disso, e de forma mais generalizada, ele continua sendo empregado no ensino das operações básicas de aritmética.