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Curso Topografia - capitulo 06, Notas de aula de Topografia

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Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 02/02/2009

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Noções de Topografia Para Projetos Rodoviarios
Capitulos
01 - Requisitos
02 - Etaqpas
03 - Traçado
04 - Trafego e Clssificação
05 - Geometria
06 - Caracteristicas Técnicas
07 - Distancia Visibilidade
08 - Concordancias Horizontais
09 - Locação Curva Circular
10 - Superelevação
11 - Curvas com Transição
12 - Locação Curvas com Espiral
13 - Super Largura
14 - Greide
15a - Ex. Parabola Comp. Minimo
15b - Ex. Parabola Simples
15c - Ex. Parabola Composta
16 - Nota de Serviço
17 - Area Seção Transversal
18 - Volumes
19 - Sobre Parabarabolas Final
Capitulo 06
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS PARA PROJETO DE ESTRADAS
DE RODAGEM
6.1. INTRODUÇÃO
Projeto geométrico é a fase do projeto de es tradas que estuda as diversas car acterísticas
geométricas do traçado, principalmente em função das leis do movimento, características
de operação dos veículos, reação dos motoristas, segurança e eficiência das estradas e
volume de tráfego.
Características geométricas inadequadas são causas de acidentes de tráfego, baixa
eficiência e o bsolescência precoce das estradas. Os diver sos elementos geométricos
devem ser escolhidos de forma que a estrada possa atender aos objetivos para os quais foi
projetada, de modo que o volume de tráfego justifique o investimento realizado.
6.2. CLASSIFICAÇÃO DOS TERRENOS OU REGIÕES
Segundo as normas técnicas, as características técnicas das estradas são estabelecidas
em função da Classe da Estrada e da Região onde ela ser á construída. Originalmente, a
Norma de estradas do DNER estabeleceu 3 tipos de regiões: plana, ondulada e
montanhosa. Posteriormente, foi também incluída na classificação a região escarpada. A
Tabela 6.1 apresenta esta classificação.
Tabela 6. 1: Tipos de terrenos ou regiões
6.3. VELOCIDADE DE PROJETO OU VELOCIDADE DIRETRIZ
A American Association of State Highway and Transportation Officials (AASHTO) define
velocidade de projeto (ou velocidade diretriz) como a máxima velocidade que um veículo
pode manter, em determinado trecho, em condições normais, com segurança.
A velocidade de projeto é a veloci dade selecionada para fins de projeto da via e que
condiciona as principais características da mesma, tais como raios de curvatura,
superelevação e distâncias de visibilidade, das quais depende a operação segura e
confortável dos veículos. A velocidade de projeto de um determinado trecho de estrada
deve ser coerente com a topografia da região e a classe da rodovia.
Em uma determinada estrad a deve-se sempre adotar uma úni ca velocidade de projeto,
usando-se velocidades diferentes em casos especiais. A variação acentuada na topografia
da regi ão é um motivo para o uso de trechos com velocidades de projeto diferentes. Um
dos principais fatores que governam a adoção de valores para a velocidade diretriz é o
custo de construção resultante. Velocidades diretrizes elevadas requerem características
geométricas mais amplas (principalmente no que se refere a cur vas verticais e horizontais,
acostamentos e larguras) que geralmente elevam consideravelm ente o custo de
construção.
Definida a velocidade de projeto, a maioria das características geométricas serão
calculadas em função dessa velocidade. A Tabela 6.2 resume os valores das velocidades
diretrizes a serem adotas para as diferentes classes de projeto.
Tabela 6. 2: Velocidades de projeto ou v elocidade diretriz (km/h)
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Capitulo 06
28/06/2008
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Noções de Topografia Para Projetos Rodoviarios

Capitulos

01 - Requisitos 02 - Etaqpas 03 - Traçado 04 - Trafego e Clssificação 05 - Geometria 06 - Caracteristicas Técnicas 07 - Distancia Visibilidade 08 - Concordancias Horizontais 09 - Locação Curva Circular 10 - Superelevação 11 - Curvas com Transição 12 - Locação Curvas com Espiral 13 - Super Largura 14 - Greide 15a - Ex. Parabola Comp. Minimo 15b - Ex. Parabola Simples 15c - Ex. Parabola Composta 16 - Nota de Serviço 17 - Area Seção Transversal 18 - Volumes 19 - Sobre Parabarabolas Final

Capitulo 06

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS PARA PROJETO DE ESTRADAS

DE RODAGEM

6.1. INTRODUÇÃO

Projeto geométrico é a fase do projeto de estradas que estuda as diversas características geométricas do traçado, principalmente em função das leis do movimento, características de operação dos veículos, reação dos motoristas, segurança e eficiência das estradas e volume de tráfego.

Características geométricas inadequadas são causas de acidentes de tráfego, baixa eficiência e obsolescência precoce das estradas. Os diversos elementos geométricos devem ser escolhidos de forma que a estrada possa atender aos objetivos para os quais foi projetada, de modo que o volume de tráfego justifique o investimento realizado.

6.2. CLASSIFICAÇÃO DOS TERRENOS OU REGIÕES

Segundo as normas técnicas, as características técnicas das estradas são estabelecidas em função da Classe da Estrada e da Região onde ela será construída. Originalmente, a Norma de estradas do DNER estabeleceu 3 tipos de regiões: plana, ondulada e montanhosa. Posteriormente, foi também incluída na classificação a região escarpada. A Tabela 6.1 apresenta esta classificação.

Tabela 6. 1: Tipos de terrenos ou regiões

6.3. VELOCIDADE DE PROJETO OU VELOCIDADE DIRETRIZ

A American Association of State Highway and Transportation Officials (AASHTO) define velocidade de projeto (ou velocidade diretriz) como a máxima velocidade que um veículo pode manter, em determinado trecho, em condições normais, com segurança.

A velocidade de projeto é a velocidade selecionada para fins de projeto da via e que condiciona as principais características da mesma, tais como raios de curvatura, superelevação e distâncias de visibilidade, das quais depende a operação segura e confortável dos veículos. A velocidade de projeto de um determinado trecho de estrada deve ser coerente com a topografia da região e a classe da rodovia.

Em uma determinada estrada deve-se sempre adotar uma única velocidade de projeto, usando-se velocidades diferentes em casos especiais. A variação acentuada na topografia da região é um motivo para o uso de trechos com velocidades de projeto diferentes. Um dos principais fatores que governam a adoção de valores para a velocidade diretriz é o custo de construção resultante. Velocidades diretrizes elevadas requerem características geométricas mais amplas (principalmente no que se refere a curvas verticais e horizontais, acostamentos e larguras) que geralmente elevam consideravelmente o custo de construção.

Definida a velocidade de projeto, a maioria das características geométricas serão calculadas em função dessa velocidade. A Tabela 6.2 resume os valores das velocidades diretrizes a serem adotas para as diferentes classes de projeto.

Tabela 6. 2: Velocidades de projeto ou velocidade diretriz (km/h)

6.4. VELOCIDADE DE OPERAÇÃO

Circunstâncias locais poderão exigir a fixação de uma velocidade inferior à velocidade de projeto denominada velocidade de operação. Dessa forma, a velocidade de operação é definida como sendo a mais alta velocidade permitida aos veículos, sem atingir a velocidade de projeto, estabelecida por condições locais. A velocidade de operação é utilizada nos estudos de capacidade e níveis de serviço da via.

5. VEÍCULOS DE PROJETO

Denomina-se veículo de projeto o veículo teórico de uma certa categoria, cujas características físicas e operacionais representam uma envoltória das características da maioria dos veículos existentes nessa categoria. Essas características condicionam diversos aspectos do dimensionamento geométrico de uma via, tais como:

  • A largura do veículo de projeto influencia na largura da pista de rolamento, dos acostamentos e dos ramos de interseções;
  • A distância entre eixos influi no cálculo da Superlargura e na determinação dos Raios Mínimos internos e externos das pistas dos ramos das interseções;
  • O comprimento total do veículo influencia a largura dos canteiros, a extensão das faixas de espera, etc;
  • A relação peso bruto total / potência influencia o valor da rampa máxima e participa na determinação da necessidade de faixa adicional de subida;
  • A altura admissível para os veículos influi no gabarito vertical. A escolha do veículo de projeto deve levar em consideração a composição do tráfego que utiliza ou utilizará a rodovia, obtida de contagens de tráfego ou de projeções que considerem o futuro desenvolvimento da região. Existem quatro grupos básicos de veículos de projeto a serem adotados, conforme as características predominantes do tráfego (no Brasil, normalmente o veículo CO):
  • VP: Veículos de passeio leves, física e operacionalmente assimiláveis ao automóvel, incluindo utilitários, pickups, furgões e similares;
  • CO: Veículos comerciais rígidos, compostos de unidade tratora simples. Abrangem os caminhões e ônibus convencionais, normalmente de 2 eixos e 6 rodas;
  • SR: Veículos comerciais articulados, compostos normalmente de unidade tratora simples e semi-reboque;
  • O: Representa os veículos comerciais rígidos de maiores dimensões que o veículo CO básico, como ônibus de longo percurso e de turismo, e caminhões longos.

A Tabela 6.3 resume as principais dimensões básicas dos veículos de projeto recomendados para utilização nos projetos geométricos de rodovias no Brasil.

Tabela 6.3: Dimensões básicas dos veículos de projeto (m)

As dimensões básicas dos veículos de projeto estão representadas graficamente nas Figuras 6.1, 6.2, 6.3 e 6.4, apresentadas a seguir.

Desenvolvido Por Edivaldo Lins Macedo

Fig. 6. 4: Dimensões do veículo de projeto SR (cm)

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