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Debian Basico, Notas de estudo de Cultura

Debian Basico

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 19/05/2009

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4.8

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88 documentos

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Gerência de Gestão de Ambientes – GGA
Coordenação de Planejamento, Pesquisa e Capacitação – CPPC
APOSTILA GNU/DEBIAN BÁSICO
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Gerência de Gestão de Ambientes – GGA

Coordenação de Planejamento, Pesquisa e Capacitação – CPPC

APOSTILA GNU/DEBIAN BÁSICO

Documento Apostila de Debian Básico

Versão 2.

Data da

Revisão

Equipe

Técnica

Jonsue Trapp Martins

André Luiz de Souza Paula

David Alves França

Paulo César de Oliveira

Robson Alves Pavan

Páginas 76

    1. Introdução...............................................................................................................
    1. O que é o GNU/Debian............................................................................................
    • 2.1. Quando surgiu?............................................................................................................................
    • 2.2. Codinomes....................................................................................................................................
    • 2.3. Stable, Testing e Unstable...........................................................................................................
      • 2.3.1. Stable....................................................................................................................................
      • 2.3.2. Testing..................................................................................................................................
      • 2.3.3. Unstable...............................................................................................................................
    • 2.4. Main, Contrib e Non-Free...........................................................................................................
    • 2.5. Custo versus Benefício..............................................................................................................
    1. Partições, Sistema de Arquivos e Estrutura de Diretórios................................
    • 3.1. Partições......................................................................................................................................
    • 3.2. Sistema de Arquivos..................................................................................................................
    • 3.3. Estrutura de Diretórios..............................................................................................................
    • 3.4. Por que Criar Várias Partições?
    1. Usuários e Grupos................................................................................................
    • 4.1. Usuário........................................................................................................................................
    • 4.2. Grupo...........................................................................................................................................
    • 4.3. Superusuário...............................................................................................................................
    • 4.4. Entrando no Sistema
    • 4.5. Saindo/Reiniciando do Sistema................................................................................................
    1. Conceitos Básicos de Utilização.........................................................................
    • 5.1. Terminais Virtuais (Consoles)...................................................................................................
    • 5.2. Background e Foreground........................................................................................................
    • 5.3. Automação na Console..............................................................................................................
    1. Redirecionamentos e Pipe...................................................................................
    • 6.1. Utilização do Redirecionador “>”.............................................................................................
    • 6.2. Utilização do Redirecionador “>>”...........................................................................................
    • 6.3. Utilização do redirecionador “<”..............................................................................................
    • 6.4. Utilização do redirecionador “<<”............................................................................................
    • 6.5. Uso do “|” (pipe).........................................................................................................................
    • 6.6. Diferença entre Pipe e Redirecionamento...............................................................................
    1. Comandos Básicos...............................................................................................
  • 7.1. Comandos para manipulação de diretório..............................................................................
    • 7.1.1. ls...........................................................................................................................................
    • 7.1.2. cd..........................................................................................................................................
    • 7.1.3. pwd.......................................................................................................................................
    • 7.1.4. mkdir.....................................................................................................................................
    • 7.1.5. rmdir......................................................................................................................................
  • 7.2. Comandos para manipulação de Arquivos..............................................................................
    • 7.2.1. cat.........................................................................................................................................
    • 7.2.2. rm..........................................................................................................................................
    • 7.2.3. cp..........................................................................................................................................
    • 7.2.4. mv.........................................................................................................................................
  • 7.3. Comandos Diversos...................................................................................................................
    • 7.3.1. badblocks.............................................................................................................................
    • 7.3.2. clear......................................................................................................................................
    • 7.3.3. date.......................................................................................................................................
    • 7.3.4. df...........................................................................................................................................
    • 7.3.5. ln...........................................................................................................................................
    • 7.3.6. du..........................................................................................................................................
    • 7.3.7. find........................................................................................................................................
    • 7.3.8. free........................................................................................................................................
    • 7.3.9. grep.......................................................................................................................................
    • 7.3.10. head....................................................................................................................................
    • 7.3.11. nl.........................................................................................................................................
    • 7.3.12. more....................................................................................................................................
    • 7.3.13. less.....................................................................................................................................
    • 7.3.14. sort......................................................................................................................................
    • 7.3.15. tail.......................................................................................................................................
    • 7.3.16. time.....................................................................................................................................
    • 7.3.17. touch...................................................................................................................................
    • 7.3.18. uptime.................................................................................................................................
    • 7.3.19. dmesg.................................................................................................................................
    • 7.3.20. echo....................................................................................................................................
    • 7.3.21. su........................................................................................................................................
    • 7.3.22. uname.................................................................................................................................
    • 7.3.23. reboot..................................................................................................................................
    • 7.3.24. shutdown............................................................................................................................
    • 7.3.25. mount..................................................................................................................................
    • 7.3.26. umount................................................................................................................................
  • 7.4. Comandos para Manipulação de Contas................................................................................. - 7.4.1. adduser................................................................................................................................. - 7.4.2. addgroup............................................................................................................................... - 7.4.3. passwd................................................................................................................................. - 7.4.4. newgrp.................................................................................................................................. - 7.4.5. userdel.................................................................................................................................. - 7.4.6. groupdel................................................................................................................................ - 7.4.7. sg.......................................................................................................................................... - 7.4.8. Adicionando o usuário a um grupo extra.............................................................................. - 7.4.9. chfn....................................................................................................................................... - 7.4.10. id......................................................................................................................................... - 7.4.11. logname.............................................................................................................................. - 7.4.12. users................................................................................................................................... - 7.4.13. groups................................................................................................................................. - 7.4.14. getent..................................................................................................................................
    • 7.5. Comandos de Rede....................................................................................................................
      • 7.5.1. who.......................................................................................................................................
      • 7.5.2. finger.....................................................................................................................................
      • 7.5.3. ftp..........................................................................................................................................
      • 7.5.4. whoami.................................................................................................................................
      • 7.5.5. hostname..............................................................................................................................
      • 7.5.6. ping.......................................................................................................................................
      • 7.5.7. nmap.....................................................................................................................................
    • 7.6. Comandos para Gerenciamento de Processos.......................................................................
      • 7.6.1. ps..........................................................................................................................................
      • 7.6.2. top.........................................................................................................................................
      • 7.6.3. bg..........................................................................................................................................
      • 7.6.4. fg...........................................................................................................................................
      • 7.6.5. jobs.......................................................................................................................................
      • 7.6.6. kill..........................................................................................................................................
      • 7.6.7. killall......................................................................................................................................
    1. Permissões de acesso a arquivos e diretórios..................................................
    • 8.1. Donos, grupos e outros usuários.............................................................................................
    • 8.2. Tipos de Permissões de acesso...............................................................................................
    • 8.3. Etapas para acesso a um arquivo/diretório.............................................................................
      • 8.3.1. Exemplos práticos de permissões de acesso......................................................................
    • 8.4. Permissões de Acesso Especiais.............................................................................................
    • 8.5. A conta root.................................................................................................................................
    • 8.6. Comandos para Manipulação de Permissões.........................................................................
      • 8.6.1. chmod...................................................................................................................................
      • 8.6.2. chgrp.....................................................................................................................................
      • 8.6.3. chown...................................................................................................................................
    • 8.7. Modo de Permissão Octal..........................................................................................................
    1. Como Instalar pacotes..........................................................................................
    • 9.1. O que é um Pacote ?..................................................................................................................
    • 9.2. Apt................................................................................................................................................
      • 9.2.1. Como encontrar pacotes que contém determinado arquivo................................................
      • 9.2.2. Reconfigurar a lista de pacotes............................................................................................
      • 9.2.3. Após reconfigurar a lista de pacotes....................................................................................
      • 9.2.4. Onde está a tal lista de pacotes para instalação?................................................................
    • 9.3. Dpkg.............................................................................................................................................
    1. Instalação do Sistema Operacional...................................................................
    1. Arquivos Importantes.........................................................................................
    • 11.1. Rede...........................................................................................................................................
    • 11.2. Administração de Usuários.....................................................................................................
    • 11.3. Xorg............................................................................................................................................
    1. Como Obter Ajuda..............................................................................................
    • 12.1. Páginas de Manual...................................................................................................................
    • 12.2. Info Pages..................................................................................................................................
    • 12.3. Help on line...............................................................................................................................
    • 12.4. help.............................................................................................................................................
    1. Anexos.................................................................................................................
    • 13.1. Instalação do Sistema Operacional GNU/Debian Desktop Paraná......................................
      • 13.1.1. Instalação e configuração dos meta-pacotes customizados..............................................
      • 13.1.2. Removendo pacotes desnecessários e finalizando a instalação.......................................
    • 13.2. Instalando uma impressora através do CUPS.......................................................................
    • 13.3. SSH.............................................................................................................................................
  • Figura 1 - As informações dos pacotes do sistema obtidas com o uso do dpkg....................................... Índice de Figuras
  • Figura 2 - A tela inicial de instalação do GNU/Debian...............................................................................
  • Figura 3 - A página principal de administração do CUPS – Aba “Home”..................................................
  • Figura 4 - Exibindo as informações de uma impressora instalada no CUPS - Aba "Printers"..................

1. Introdução Este documento, foi elaborado especialmente para o curso de Debian básico ministrado pela Coordenação de Planejamento, Pesquisa e Capacitação - CPPC. O objetivo desta apostila, é fazer uma explanação básica com relação aos conceitos e ao uso das principais ferramentas que encontramos numa distribuição GNU/Linux, de maneira especial no GNU/Debian. Esta apostila foi gerada tendo como base o “Guia Foca GNU/Linux para Iniciantes”, de Gleydson Mazioli da Silva, que pode ser acessado em “http://focalinux.cipsga.org.br/guia/iniciante/index.htm#contents”. A Gerência de Gestão de Ambientes – GGA, por meio da Coordenação de Planejamento, Pesquisa e Capacitação – CPPC, espera que você possa aproveitar o conteúdo deste material para ampliar mais o seu conhecimento do Sistema Operacional GNU/Linux, e em especial, da distribuição Debian.

Isto significa que ele já teve um tempo suficiente para testes e não apresentou problemas. É possível fazer a instalação de um sistema com a árvore teste, mas isso exige conhecimento para resolver problemas com pacotes “jovens”. A versão instável exige grande conhecimento e capacidade de resolver problemas de configuração e instalação. O Debian tem sempre três versões em manutenção constante: “stable”, “testing” e “unstable”.

2.3.1. Stable

A distribuição “stable” contém a última distribuição oficialmente lançada pela Debian. Essa é a versão de produção do Debian, ela é a recomendada primariamente. A distribuição “stable” do Debian GNU/Linux está atualmente na versão 4.0 e seu codinome é etch. Ela foi lançada em 8 de Abril de 2007.

2.3.2. Testing

A distribuição “testing” contém pacotes que não foram aceitos numa versão “stable” ainda, mas eles já estão na fila para serem aceitos. A principal vantagem de usar essa distribuição é que ela tem versões mais novas dos programas. A distribuição “testing” atual chama-se lenny.

2.3.3. Unstable

É na distribuição “unstable” que o desenvolvimento ininterrupto do Debian ocorre. Geralmente, os usuários dessa distribuição são os próprios desenvolvedores e pessoas que gostam de emoções fortes. A distribuição “unstable” sempre possuí o codinome sid.

2.4. Main, Contrib e Non-Free

Todos os pacotes incluídos à distribuição oficial do Debian são livres de acordo com a Definição Debian de Software Livre (http://www.debian.org/intro/free). Isso assegura uso livre e redistribuição de pacotes com seu código fonte completo. A distribuição oficial do Debian é a que está contida na seção “main” do repositório do Debian. Como um serviço para nossos usuários, provemos pacotes em seções separadas que não podem ser incluídas na distribuição “main” por causa de uma licença restritiva ou problemas legais. Os pacotes podem ser classificados quanto ao tipo de Licença de Software que seguem. No site do Debian podemos encontrar a seguinte explicação:

  • Contrib - Pacotes nessa área são livremente licenciados pelo detentor do copyright mas dependem de outros pacotes que não são livres.
  • Non-Free - Pacotes nessa área têm algumas condições na licença que restringem o uso ou redistribuição do software.
  • Non-US/Main - Pacotes nessa área são livres mas não podem ser exportados de um servidor nos EUA.
  • Non-US/Non-Free - Pacotes nessa área têm algumas condições na licença que restringem o uso ou redistribuição do software. Eles não podem ser exportados dos EUA porque eles são pacotes de criptografia que não são reconhecidos pelo procedimento de controle de exportações, que é usado para os pacotes que estão no Main. Ou então eles não podem ser armazenados em um servidor nos EUA porque eles estão envolvidos com problema de patentes. Pacotes nessa área não necessariamente custam dinheiro, mas têm algumas condições onerosas na licença restringindo o uso ou distribuição do software.
  • Non-US/Main e Non-US/Non-Free - Esses pacotes não podem ser exportados dos EUA,

eles são em sua maioria pacotes de software de criptografia ou software que está obstruído por problemas com patentes. A maioria deles é livre mas alguns são não-livres. Note que os mesmos pacotes podem aparecer em muitas distribuições, mas com números de versão diferentes.

2.5. Custo versus Benefício

Para evitarmos alguns enganos ou incompreensões, precisamos falar do elevado tempo entre novas versões do Debian. Quando uma versão estável é liberada, ela não é alterada a menos que apareça algum bug. Quando isto ocorre, apenas o pacote problemático é corrigido e não atualizado para a versão mais recente. Isso torna-se um incômodo principalmente quando se faz a instalação de uma estação de trabalho. Geralmente um usuário quer a versão mais recente de determinado programa, seja por melhorias no código, seja por novas características. Se você estiver usando a versão estável, a única forma de conseguir isso é instalar a versão mais recente. Isso pode exigir desde a recompilação do próprio programa, até a recompilação dele e de seus pré-requisitos. Você não vai conseguir isso fazendo o “apt-get install”. Se a sua instalação for para um servidor, isso pode ser menos problemático. Na maior parte do tempo você estará suficientemente provido de bons pacotes. Um servidor também precisa de um administrador experiente e capaz de manter o sistema funcionando. Teoricamente ele seria capaz de instalar um pacote que não está na distribuição Debian. Em alguns casos, o CD de instalação pode não conter um “driver” para uma versão nova de controladora SCSI. Isso vai exigir mais do administrador para que ele consiga fazer a instalação do sistema operacional. Eventualmente, ele poderá gerar um disquete com os módulos necessários. Em casos como esse, as soluções começam a deixar de ser triviais. Com a intenção de utilizar versões mais novas de alguns pacotes, alguém pode ter a idéia de misturar a “árvore” estável com a teste ou pior, com a instável. Este procedimento pode gerar resultados imprevisíveis, e nem sempre você poderá encontrar ajuda por estar fazendo algo muito fora dos padrões. Você deve saber isso antes de instalar um servidor ou uma máquina desktop. Se a versão estável pode ser “estável como uma rocha”, ela pode ser tão dura quanto se precisar de um programa novíssimo!

/floppy /home /lib /media, /mnt /proc /root /sbin /tmp /usr /var Ponto de montagem de unidades de disquetes. Diretórios contendo os arquivos dos usuários. Bibliotecas compartilhadas pelos programa do sistema e módulos do kernel. Pontos de montagem de outros dispositivos e unidades de rede. Sistema de arquivos do kernel. Este diretório não existe em seu disco rígido, ele é colocado lá pelo kernel e usado por diversos programas que fazem sua leitura, verificam configurações do sistema ou modificar o funcionamento de dispositivos do sistema através da alteração em seu arquivos. Diretório do usuário root. Diretório de programas usados pelo superusuário para administração e controle do funcionamento do sistema. Diretório para armazenamento de arquivos temporários criados por programas. Contém maior parte de seus programas. Normalmente acessível somente como leitura. Contém maior parte dos arquivos que são gravados com freqüência pelos programas do sistema.

3.4. Por que Criar Várias Partições?

Vamos citar apenas uma razão, que é justamente a segurança. Caso venha ocorrer algum tipo de corrupção do sistema de arquivos, somente aquela partição será afetada, e desta forma, você terá apenas que restaurar (através de backups que tenha feito) ou refazer aquela partição, não necessitando realizar qualquer tipo de ajustes em outras partes do sistema. Hoje em dia, basicamente os usuários fazem pelo menos 4 partições: /boot – partição para os arquivos de inicialização. / - partição para o sistema raiz. swap – partição para memória virtual. /home – partição para os dados dos usuários. Muitos usuários avançados, assim como empresas de médio e grande porte, se sentem mais seguros colocando os diretórios cruciais do sistema em partições separadas.

4. Usuários e Grupos

4.1. Usuário

Como o Unix foi concebido para que várias pessoas pudessem acessar a mesma máquina usando os seus recursos, foi criado o conceito de usuário para diferenciar o que cada pessoa estivesse fazendo e quais recursos ela pode utilizar. A identificação do usuário é feita por um nome ou id , que é atribuído ao usuário durante a criação de sua conta no sistema. E para garantir que um usuários não acessem o trabalho de outro, ele deve informar uma senha que confirme a veracidade daquele id. Desta forma, o id + a senha é a chave de entrada para o usuário acessar o sistema.

4.2. Grupo

O Linux possui o conceito de grupo , que serve para agrupar vários usuários que compartilham das mesmas características, por exemplo, permissão de acesso a arquivos e dispositivos.

4.3. Superusuário

O superusuário é aquele que tem plenos poderes dentro do Linux. É o superusuário que pode criar novos usuários, alterar direitos, configurar e fazer atualizações no sistema. Somente ele tem direito a executar essas atividades. É recomendado utilizar a conta de superusuário somente quando for necessário configurar algo no sistema e mesmo assim, sendo o mais cauteloso possível para evitar algum erro que danifique o mesmo. O superusuário é identificado pelo nome de root.

4.4. Entrando no Sistema

Ao iniciar o Linux, um prompt semelhante ao ilustrado abaixo será mostrado: localhost login: Você deverá informar seu login (nome de usuário) e pressionar Enter. Logo a seguir será solicitado o seu password (senha). Password: Ao digitar a senha, não será apresentado nada, nem sequer os famosos asteriscos "*", pois desta forma o sistema garante o sigilo absoluto de seu password, pois nem a pessoa que está ao seu lado, saberá quantas teclas você digitou. Ao pressionar o Enter, e se seus dados estiverem corretos, você acessará o prompt de comando: teste@localhost:~$ Onde:

  • O teste é o nome do usuário;
  • O localhost é o nome da máquina;
  • O ~ significa que o usuário está navegando na pasta /home/teste (pasta pessoal do seu usuário). Agora você está pronto para utilizar o sistema.

5. Conceitos Básicos de Utilização

5.1. Terminais Virtuais (Consoles)

Terminal (ou console) é o conjunto de teclado e tela conectados em seu computador. O GNU/Linux, faz uso de sua característica “multi-usuária” usando os "terminais virtuais". Um terminal virtual, é uma segunda seção de trabalho completamente independente de outras, que pode ser acessada no computador local ou remotamente. No Linux, em modo texto, você pode acessar outros terminais virtuais pressionando a tecla e depois a . Cada tecla de função, corresponde a um número de terminal do 1 ao 6 (o sétimo é usado por padrão pelo ambiente gráfico X). O GNU/Linux possui mais de 63 terminais virtuais, mas apenas 6 estão disponíveis inicialmente por motivos de economia de memória RAM (cada terminal virtual ocupa aproximadamente 350 Kb de memória RAM). Se estiver usando o modo gráfico, você deve segurar + enquanto pressiona uma tecla de a .

5.2. Background e Foreground

O Linux gerencia seus processos (programas executando na memória) utilizando o conceito de “Background” e “Foreground”. De forma simplificada, “Foreground” significa que os programas serão executados em 1° plano, ou seja, o programa irá utilizar a console corrente de maneira interativa, não permitindo que o usuário use esta console para qualquer outra atividade. De forma contrária, “Background” significa que os programas serão executados em 2° plano, ou seja, eles serão executados de maneira não-interativa sendo que o console não ficará “ocupado” e o usuário poderá utilizá-lo para outras finalidades.

5.3. Automação na Console

Por padrão, o Debian utiliza um interpretador de comandos (shell) chamado “Bash”. O Bash inclui várias facilidades para o usuário, entre eles a auto-complementação e uma combinação de teclas de funcionalidades. Abordaremos neste tópico alguns recursos básicos que o usuário deverá possuir conhecimento para melhorar a sua experiência na utilização da console ou terminais virtuais: Comandos Resultado CTRL + C Termina a execução de um programa que esteja sendo executado em 1° plano. CTRL + Z Para (pausa) a execução de um programa que esteja sendo executado em 1° plano. CTRL + L Limpa a tela. CTRL + A Posiciona o cursor no inicio da linha. CTRL + E Posiciona o cursor no final da linha. CTRL + D Saí do sistema (logout). CTRL + U Apaga as expressões a partir do ponto onde o cursor está até o inicio da linha. CTRL + Y Insere o trecho apagado a partir da posição do cursor. CTRL + R Realiza uma busca no histórico de comandos executados. TAB Auto-complementação. Basta digitar parte de um nome de arquivo/diretório ou comando e pressionar para que o Bash complete a expressão para usuário.

6. Redirecionamentos e Pipe Esta seção explica o funcionamento dos recursos de redirecionamento de entrada e saída do sistema GNU/Linux.

6.1. Utilização do Redirecionador “>”

Redireciona a saída de um programa/comando/ script para algum dispositivo ou arquivo em vez de enviar os dados para saída padrão (tela). Quando é usado com arquivos, este redirecionamento cria ou substituí o conteúdo do arquivo. Por exemplo, você pode usar o comando “ls >listagem.txt” para enviar a saída do comando “ls” para um arquivo chamado “listagem.txt”, caso este arquivo exista, ele será sobrescrito com a saída de “ls”, caso contrário, será criado. Use o comando “cat” para visualizar o conteúdo do arquivo “listagem.txt”. Você também poderá usar o redirecionador para enviar dados a dispositivos/recursos do sistema. É possível por exemplo, redirecionar a saída de um comando para o segundo console (“/dev/tty2”) do sistema, usando algo como “ls > /dev/tty2”, o resultado do comando “ls” neste caso, seria exibido no segundo console (pressione “CTRL” + “ALT” + ”F2” para mudar para o segundo console, e “CTRL” + “ALT” + ”F1”, para retornar ao primeiro).

6.2. Utilização do Redirecionador “>>”

Redireciona a saída de um programa/comando/ script, para algum dispositivo do sistema ou acrescenta os dados ao final de um arquivo em vez de enviá-los à saída padrão (tela). A diferença entre este redirecionador e o explicado no tópico anterior, é que caso este seja usado com arquivos, ele manterá o conteúdo original do arquivo e acrescentará a saída do comando em questão ao final do arquivo em vez de substituir seu conteúdo.. Por exemplo, você pode acrescentar a saída do comando “ls /” ao arquivo “listagem.txt”, usado como exemplo no tópico anterior, usando “ls / >> listagem.txt”.

6.3. Utilização do redirecionador “<”

Redireciona a entrada padrão de um arquivo/dispositivo para um comando. Este redirecionador atua de forma inversa ao redirecionador “>”. Você pode por exemplo, usar o comando “cat < teste.txt” para enviar o conteúdo do arquivo “teste.txt” ao comando “cat” que mostrará seu conteúdo. É claro que o mesmo resultado, poderia ser obtido com “cat teste.txt”, mas este exemplo serviu apenas para mostrar a funcionalidade do redirecionador “<”.

6.4. Utilização do redirecionador “<<”

Este redirecionador serve principalmente para marcar o fim de exibição de um bloco. Ele é especialmente usado, em conjunto com o comando “cat”, mas também tem outras aplicações. Abaixo um exemplo auto-explicativo: cat << final este arquivo será mostrado até que a palavra final seja localizada no inicio da linha final

6.5. Uso do “|” (pipe)

Um pipe , é responsável por enviar a saída de um comando para a entrada do próximo comando presente numa cadeia de processamento. O último comando da cadeia é quem

7. Comandos Básicos

7.1. Comandos para manipulação de diretório

Abaixo comandos úteis para a manipulação de diretórios.

7.1.1. ls

Lista os arquivos de um diretório. ls [opções] [caminho/arquivo] [caminho1/arquivo1] ... onde: caminho/arquivo Diretório/arquivo que será listado. caminho1/arquivo Outro Diretório/arquivo que será listado. Podem ser feitas várias listagens de uma só vez. Opções -a, --all Lista todos os arquivos (inclusive os ocultos) de um diretório. -A, --almost-all Lista todos os arquivos (inclusive os ocultos) de um diretório, exceto o diretório atual e o de nível anterior. -B, --ignore-backups Não lista arquivos que terminam com ~ (Backup). --color=PARAM Mostra os arquivos em cores diferentes, conforme o tipo de arquivo. PARAM pode ser: never - Nunca lista em cores (mesma coisa de não usar o parâmetro –-color ). always - Sempre lista em cores conforme o tipo de arquivo. auto - Somente colore a listagem se estiver em um terminal. -d, --directory Lista os nomes dos diretórios ao invés do conteúdo. -f Não classifica a listagem. -F Insere um caracter após arquivos executáveis ('*'), diretórios ('/'), soquete ('='), link simbólico ('@') e pipe ('|'). Seu uso é útil para identificar de forma fácil tipos de arquivos nas listagens de diretórios. -G, --no-group Oculta a coluna de grupo do arquivo. -h, --human-readable Mostra o tamanho dos arquivos em Kbytes, Mbytes, Gbytes.

-H

Faz o mesmo que -h , mas usa unidades de 1000 ao invés de 1024 para especificar Kbytes, Mbytes, Gbytes. -l Usa o formato longo para listagem de arquivos. Lista as permissões, data de modificação, donos, grupos etc. -n Usa a identificação de usuário e grupo numérica ao invés dos nomes. -L, --dereference Lista o arquivo original e não o link referente ao arquivo. -o Usa a listagem longa sem os donos dos arquivos (mesma coisa que -lG ). -p Mesma coisa que -F , mas não inclui o símbolo '*' em arquivos executáveis. Esta opção é típica de sistemas Linux. -R Lista diretórios e sub-diretórios recursivamente. Uma listagem feita com o comando ls -la normalmente é mostrada da seguinte maneira: -rwxr-xr-- 1 marcius gga 8192 nov 4 16:00 teste Abaixo as explicações de cada parte: -rwxr-xr-- São as permissões de acesso ao arquivo teste. A primeira letra (da esquerda) identifica o tipo do arquivo, se tiver um d é um diretório, se tiver um "-" é um arquivo normal. As outras informações são: 1 Se for um diretório, mostra a quantidade de sub-diretórios existentes dentro dele. Caso for um arquivo, será 1. marcius Nome do dono do arquivo teste. gga Nome do grupo que o arquivo teste pertence. 8192 Tamanho do arquivo (em bytes). nov Mês da criação/última modificação do arquivo. 4 Dia que o arquivo foi criado. 16: Hora em que o arquivo foi criado/modificado. Se o arquivo foi criado há mais de um ano, em seu lugar é mostrado o ano da criação do arquivo. teste Nome do arquivo.