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vi sua Isual dessa criança. Tudo vem a ela sem que ela saiba a origem das coisas, tudo aquilo que acontece a seu redor passa-se como situações abaixo do seu limiar de captação e elaboração, fazendo com que ela tenha a tendência de fechar-se cada vez mais em Seu mundo exclusivo, não fazendo a relação do seu EU com os que a cercam e com o ambiente em que vive. A limitação na captação de estímulos, assim como a falta de relação objeto visualmente percebido-palavra e a falta de experiências práticas, causam uma defasagem a nível cognitivo, que tem corno característica básica a dificuldade na formação e utilização de conceitos. Ressalvo-se que a defasagem cognitiva é uma situação conjuntural e não estrutural no desenvolvimento da pessoa cega. Privado do principal dos sentidos a criança cega não desenvolve naturalmente os sentidos intactos de forma compensatória. O tato, as cinestesias, a audição e o olfato, sem uma adequada estimulação, não atuam de maneira fidedigna na diminuição na defasagem na captação e elaboração dos estímulos que a cegueira provoca. Além disso, a impossibilidade da imitação e do estabelecimento de modelos restringe, ainda mais, a facilitação de seu desenvolvimento. Amiraliam diz ainda que sentido visual parece ser aquele que oferece a experiência humana mais variada e objetiva. Para a autora o campo visual: dá detalhes que nenhum outro sentido pode fornecer, oferecendo maior objetividade e motivação da aprendizagem; ao mesmo tempo que traz objetos em relação simultânea de posição, distância, tamanho e forma. Para ela o indivíduo cego, para ser capaz de superar as dificuldades oriundas de sua deficiência, precisa aprender a utilizar-se dos seus sentidos remanescentes. Os textos a seguir trazem exemplos de serviços destinados aos portadores de deficência visual, o primeiro deles está em continuidade com o que já foi exposto até, aqui, e é uma boa: experiência de como atuar para oferecer um desenvolvimento Dt masa lat nen a rmança martadara da Asfiniâania vriemall ertido para as crianças atendidas pela O à cores diferentes construídos e adaptados especialmente ciência visual, estimulam também os outros qua: egundo a pedagoga Mara de Campos Siaulys, pj interação e a participação da criança são Para os bebês, foram desenvolvidos diversos brinquedos. O Rodão, por exemplo, feito com pneu de caminhão e coberto com uma malha de tricô, é um espaço aconchegante onde a criança é colocada ficando com as mãos livres para brincar com os objetos presos ao seu redor. "São objetos interessantes, como chocalho, pandeiro. Esta é uma oportunidade para ela brincar, interagir, sentir objetos que tenham som e melhorar a coordenação motora. Além de brincar, ela está se desenvolvendo", comenta a pedagoga, que ressalta a importância também dos outros brinquedos vendidos em lojas comuns. "As crianças cegas podem usar normalmente os demais brinquedos, mas têm que ter um sentido para elas. É importante que aproveitem aquele objeto porque, alguns brinquedos, elas irão pegar, sentir e não fará sentido nenhum". Luiz Henrique Soares Silva, de seis anos, aprendeu a conhecer melhor as formas e as cores brincando com um jogo chamado "Formas e Números”. Hoje, ele se diverte ao completar rapidamente o jogo reunindo corretamente os quadrados. as estrelas e as bolas das mesmas cores utilizando o tato. "Ele é muito esperto e adora brincar. Com estes brinquedos, ele monta e inventa várias coisas, ajudando no seu desenvolvimento. O uso do tato facilita muito o aprendizado”, comenta a mãe, Sheila Oliveira Soares. Os brinquedos desenvolvidos por Mara e sua equipe, na sua maioria, são fáceis de fazer e podem ser produzidos até mesmo em casa, O "Chocalho Gruda-Gruda”. por exemplo, é feito com latas de molho de tomate, revestidos de materiais com cores e texturas diferentes, que trazem, dentro da lata, objetos com sons distintos. O brinquedo ajuda a desenvolver a coordenação ouvido-mão, além de fortalecer a mão, favorecer a identificação e reconhecimento dos sons, entre outros benefícios. : Os pais podem aprender a produzir estes produtos em livros e vídeos desenvolvidos pela Laramara. Atualmente, os brinquedos, além de serem vendidos na Brincanto, loja da organização, são encomendadas por escolas, prefeituras e entidades que Espaços Para Brincar Além ã : : ém da produção de brinquedos e de um acervo desse material, composto por 1.500 brinquedos, o Projeto Brincanto desenvolve outras atividades que favorecem a brincadeira como instrumento de desenvolvimento integral das crianças. O projeto engloba ainda ações como a AMA (Atividades Motoras Adaptadas) e o Brin-Ar Feliz, em que crianças de creches da cidade são convidadas a brincarem em todos os espaços da organização. As professoras também são envolvidas nas atividades e participam de palestras que mostram a importância do mundo da brincadeira. Os pais participam de perto de todo esse processo e são envolvidos nas atividades para favorecer o aprendizado das crianças. No Centro de Convivência da Família, os participantes aprendem a construir brinquedos e a brincar. As mães, que participam de cursos e atividades, já desenvolveram mais de 70 livros em braile. Elas criam histórias e ilustram os livros com elementos concretos, com brinquedos. Assim, a criança. além de ler, pode conhecer também os elementos que estão sendo narrados. Um livro sobre as Olimpíadas da Austrália, por exemplo, traz em relevo a quadra de tênis e os lutadores de judô. Tudo é sensorial. Todos os brinquedos e livros podem ser levados para casa, em empréstimo. Maria do Socorro Alencar Simplício participa há quase 10 anos das atividades da ONG, produzindo brinquedos e acompanhando as duas filhas portadoras de deficiência visual. Ela diz que, atualmente, o grupo de mães está trabalhando em um novo projeto para ajudar os pais novos da entidade a conhecerem os direitos das crianças e também se envolveram mais nas ações da ONG. "emos que incentivar essa participação porque tudo é para o bem dos nossos filhos”, aponta. Segundo a presidente da Laramara, atualmente, a organização trabalha com uma linha pedagógica que favorece essa interação entre as crianças e suas famílias, priorizando a socialização. "Há oito anos, o nosso trabalho era quase que terapêutico. Antes, trabalhávamos na deficiência das crianças. Hoje, na eficiência Para certificar que o equipamento atende às expectativas e necessidades dos deficientes visuais, desde fevereiro foram realizados testes com os RE em potencial, até que o painel de operação destes equipamentos estivesse de acordo com a operação confortável de suas funções. "Com a opinião do consumidor, o kit passou por diversos ajustes até ficar de acordo com as necessidades deste público especial", afirma Valdemir Dantas, presidente da Latina, Uma das pessoas a testar o kit da Latina foi Rosemeire Alves da Silva, de 36 anos. Para ela, esta iniciativa foi ótima e oferecerá maior independência aos deficientes visuais. "Estou muito feliz, pois agora poderei lavar minhas roupas sem precisar da ajuda de ninguém". CONSIDERAÇÕES FINAIS “As pessoas portadoras de deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que outras pessoas é que estes direitos. inclusive o direito de não ser submetidas a discriminação com base na deficiência, emanam da dignidade e da igualdade que são inerentes a todo ser humano.” (Convenção da Guatemala de 1999) A nossa sociedade é uma: sociedade que dá valor ao poder de consumo, costuma-se dar importância de uma maneira que chega a ser homogênea entre todas as pessoas mesmo com maior ou menor poder aquisitivo à possibilidade de. it, comprar e adquirir bens. | um mito que permeia o pensamento sobre o portador de