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Ana Luiza Damatto DIETAS RICAS EM SAL E GORDURAS ASSOCIADAS COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES O seguinte trabalho tem o objetivo de associar o consumo de sal e gorduras com doenças cardiovasculares, colocando em evidência fatores de risco para o desenvolvimento dessas patologias, tais como a obesidade e o sedentarismo. As doenças em destaque serão a hipertensão arterial e a geram muitos outros sintomas de falha cardiovascular. aterosclerose, que Alguns estudos transversais analisaram a alimentação, a circunferência abdominal, o índice de gordura corporal para determinar a probabilidade do desenvolvimento de futuras doenças cardiovasculares. Na análise, foi possível observar que a alimentação dos indivíduos mais propensos a desenvolver algum problema cardíaco e ou circulatório, tinham uma alimentação industrializada, rica. em sódio e gorduras ruins. Confere-se, ainda, maiores possibilidades de evolução dessa condição em pessoas que não praticam atividades físicas regularmente ou que são obesas ou que estejam com sobrepeso. HA (HIPERTENSÃO ARTERIAL) No contexto atual, cerca de 30% da sociedade brasileira possui a hipertensão arterial, isto é, alteração da pressão que o sangue arterial exerce no vaso sanguíneo. A pressão alta além de estar relacionada com a hereditariedade genética, também está relacionada ao consumo de sal na dieta, sendo, portanto, uma condição crônica que pode ser alterada através da reeducação alimentar, a fim de diminuir o sódio da dieta dos pacientes que sofrem com a condição. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA Diversos métodos voltados para a diminuição do sal na alimentação já foram testados, entre eles, a substituição do sal no pão por orégano e outros temperos, a restrição gradativa do sal, e a sua restrição total. Entre estes, os resultados mais significativos em exames foi a restrição total, ou seja, a privação completa do consumo de industrializados ricos em sódio e a não adição de sal em alimentos já prontos para o consumo. Contudo, para os pacientes a restrição é severa demais, o que torna difícil o seu comprometimento e constância. Além do consumo de sal, o acúmulo de gordura corporal também se apresentou como fator de risco para o desenvolvimento da hipertensão arterial entre adultos e crianças. Isto se deve por uma questão não só alimentar, mas social, dado que o consumo de ultraprocessados, ricos em sódio e gorduras, é mais frequente com pessoas de baixa renda que, por falta de opção e condição financeira, optam por esse tipo de alimento ao invés de alimentos orgânicos mais saudáveis. Com isso, essa camada da população tende a apresentar mais casos de hipertensão arterial, devido ao excesso de gordura corporal que, consequentemente, gera pacientes obesos dos quais correm maior risco do infarto do miocárdio e a aterosclerose (acúmulo de gordura na parede da artéria). ATEROSCLEROSE A formação de placas ateroscleróticas na parede da artéria se deve pelo acúmulo de gordura, cálcio e possivelmente tecido morto, que podem obstruir os vasos lentamente de forma crônica ou rapidamente de forma aguda, sendo, independente do caso, uma doença inflamatória que pode afetar qualquer artéria do corpo humano impedindo a livre circulação do sangue pelo organismo. Seus fatores de riscos são o tabagismo, alcoolismo e o estilo de vida. Referente ao estilo de vida, o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras ruins, como carnes vermelhas e suífnas com a capa de gordura, alimentos industrializados compostos de gorduras trans e saturadas para o aumento da validade e acentuação do sabor (bolacha recheada, macarrão instantâneo com tempero, etc), e a falta de atividades físicas regulares são considerados como tais fatores de risco.