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Este documento aborda os conceitos básicos da difusão atómica, incluindo a relação entre as frequências de saltos dos átomos, a concentração de átomos nas vizinhanças do plano considerado e a espessura a, além dos mecanismos que permitem os saltos atómicos. O texto também discute a difusão em gases, em regime permanente e a importância da variação da concentração de átomos em difusão em função da distância e do tempo.
Tipologia: Notas de estudo
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6.1 - Introdução:
F 0 6 1 F 0 6 1^ +l^ l+ F 0 6 2 T 1 F 06 2 T 2 F 0 6 1 +^ F 0 6 2
Fig.6.
6.2 – Equação do fluxo atômico
Considerando-se dois planos atômicos adjacentes, 1 e 2, separados por uma distância a (fig. 6.2) pode-se determinar o fluxo de átomos de soluto entre eles. Sejam: f = freqüência de saltos dos átomos (considerada igual em todas as direções), [saltos/s] n 1 = nº de átomos de soluto por cm^2 no plano 1 [átomo/cm^2 ] n 2 = nº de átomos de soluto por cm^2 no plano 2 [átomo/cm^2 ] J = fluxo de átomos
a
x
Fig. 6.
No caso de um sistema cúbico simples existem 6 possíveis direções para o átomo saltar. Logo, há 1/6 de átomos saltando de 1 para 2 em um intervalo de tempo δt. Então:
Jδt = t δt (n 1 – n2 ) átomos (6.1) 6 cm^2
O fluxo J é dado em átomos/cm 2 .s
C
Fig.6.3 C 1 Jx
F 0 4 4 x X 1 X 2
Logo δC = F 04 4 C = C 2 – C 1 (6.10) δx F 04 4 x X 2 – X 1
De (6.8): J = - D F 04 4 C (6.11) F 0 4 4 x
6.4 – Difusão em regime Transiente
Elemento de volume j 1 j 2
F 0 4 4^ x C C 1 Concentração de átomos Em difusão
x 1 x
J Fluxo de átomos em difusão J 1 J 2
x1 x
Fig. 6.
Considere o elemento F 04 4 x da figura 6.
J 1 Aδt – J 2 Aδt = AF 04 4 xδC (6.12)
Onde: J = fluxo de átomos [átomos/cm 2 .s] A = área da superfície do elemento 1 ao fluxo,[cm^2 ] δt= intervalo de tempo [s] F 0 4 4^ x= comprimento do elemento considerado [cm] δC= variação da concentração de soluto no elemento considerado [átomo/ cm^3 ]
Se o fluxo J varia continuamente com x: J 2 = J 1 + (δJ)t F 04 4 x (6.13) δx
De (6.12) e (6.13)
Para F 04 4 x infinitesimal e δt → 0 : (δC)^ x = - (δJ)^ t (6.15) δt δx
Como o fluxo à temperatura constante é dado pela equação (6.8), derivando (6.8) em função de x e substituindo em (6.15): δC =^ δ^ (D^ δC)^ (6.16)
Co
x Fig. 6.
Uma solução que satisfaz a equação diferencial (6.17) e as condições de contorno (6.18) e (6.19) é:
C(x,t) = Cs – (C (^) s – Co ) erf ( x ) (6.20) 2 √Dt
onde erf é uma função matemática denominada função erro definida como:
erf(y) = 2 ∫^ o e^ – y2^ dy √F 07 0
e apresenta as seguintes propriedades:
erf(-y) = - erfy erf (y) 1 erf(0) = 0
erf (∞) = 1 y
erf(- ∞) = - 1
Supondo que a uma profundidade x = 0,5, em determinado instante a composição atinge um valor médio entre C (^) o e C (^) s, C(x,t) = Cs + Co 2
De (6.20): Cs + C^ o = C^ s – (C^ s – Co ) erf ( x0,5 ) 2 2 √Dt (C (^) s – Co ) erf ( x^ 0,5 ) = Cs – Co 2 √Dt 2 erf ( x (^) 0,5 ) = 0,
2 √Dt x0,5 = 0, Tabela erf (0,5) = 0,5 2 √Dt
.: x (^) 0,5 = √Dt
Para qualquer outro valor, x é proporcional a √Dt.
6.5 - Equação do coeficiente de difusão
A equação (6.7) para a difusão em sistemas cúbicos simples pode ser rescrita de forma mais geral: D = f a^2 (6.21) F 0 6 1 onde:F 06 1 = 6 para sistema cúbico simples F 0 6 1^ = 8 para sistema CCC F 0 6 1^ = 12 para sistema CFC a = distância entre planos atômicos f = freqüência de saltos
Ex.:
A presença de imperfeições na rede cristalina como contornos de grão e discordâncias podem influir nos movimentos de difusão.
Exemplo: No caso da solidificação de um metal puro, constata-se que podem surgir, aleatoriamente, no meio do líquido, regiões com ordenação cristalina de pequeno alcance (microscópicas). Em condições termodinâmicas favoráveis (abaixo da temperatura de fusão) essas partículas ordenadas podem dar origem aos núcleos da fase sólida, dependendo do balanço entre energia de volume e energia de superfície. A variação de energia livre, F 04 4 G, associada ao aparecimento de partículas de uma fase nova (sólida) no meio da fase existente (líquida) é dada pela soma de duas parcelas: F 0 4 4^ G =^ F 0 4 4^ Gs +^ F 0 4 4^ Gv
Embrião (átomos ordenados)
Líquido (átomos desordenados)
Fig 7. F 0 4 4^ Gv – diminui (-) F 0 4 4^ Gs – aumenta (+)
F 0 4 4^ Gs = 4 F 0 7 0 r^ (^2) δLS F 0 4 4^ Gv = 4^ F 0 7 0^ r^ 3 F 0 4 4^ T. H^ LS 3 T (^) LS
Onde: r = raio da partícula δAB = tensão superficial F 0 4 4^ T = T^ LS^ – T TLS = temperatura de fusão HLS = entalpia de transformação de L em S
.: F 04 4 G = 4F 07 0 r 2 δLS – 4 F 07 0 r 3 H (^) LS F 04 4 T H (^) LS (7.1) 3 TLS
Graficamente: ΔG ΔGs
r*^ r
ΔG = ΔGs + ΔGv
ΔGv
Fig 5.2 – Variação da energia livre total e das energias de volume e de superfície em função do raio.
É necessário forçar a ocorrência de um raio crítico r *.
δF 04 4 G = 8F 07 0 r *^ δLS – 4F 07 0 r *^ H (^) LS F 04 4 T = 0 (7.2) δr TLS
.: r*^ = 2 δ (^) LS T (^) LS (7.3)
onde: A (^) SL = área da superfície de separação sólido/líquido AANS = idem entre agente nucleador e sólido Vs = volume do sólido
a = r sen F 07 1 b =^ r cos^ F 07 1 h = r – b = r (1 – cosF 07 1 )
ASL = 2F 07 0 rh = 2F 07 0^ r^2 (1 –^ cosF 07 1^ )^ (7. ) AANS =^ F 07 0^ a^2 =^ F 07 0^ r^2 senF 07 1 =^ F 07 0 r^2 (1 – cos^2 F 07 1 )^ (7.9)
Vs = 1 F 07 0 h^2 (3r – h) 3
Vs = 1 F 07 0 r 3 (2 – 3cosF 07 1 + cos^3 F 07 1 ) (7.10) 3
Substituindo (7.6), (7.8), (7.9) e (7.10) em (7.7)
F 0 4 4 G = [ F 0 7 0^ r^ (^2) (1 – cosF 0 7 1^ )]^ δ^ SL^ – [ F 0 7 0^ r^ (^2) (1 – cos 2 F 0 7 1 )]^ δSL^ cos F 0 7 1 + [ 1^ F 0 7 0^ r^
3cosF 07 1 + cos^3 F 07 1 )]F 04 4 Gv
3
ou F 04 4^ G = (2 – 3cosF 07 1 + cos^3 F 07 1^ ) (F 07 0^ r^2 ?SL + 1^ F 07 0^ r^3 F 04 4 Gv) 3
Para obter o raio crítico r*^ basta derivar a equação (7.11) e igualar a zero:
δF 04 4 G = (2 – 3cosF 07 1 + cos 3 F 07 1 ) (2F 07 0 r 2 δSL + F 07 0 r 2 F 04 4 Gv) = 0 δr
.: r*^ = 2 δ (^) LS T (^) LS (7.12) HLS F 04 4 T iqual ao da nucleação homogênea
F 0 4 4^ G^ Het^ =^ (2 – 3cos F 0 7 1 + cos 3 F 0 7 1^ ) 4 F 0 7 0 r^ δSL^ TLS^ (7.13) 3(F 04 4 H. F 04 4 T)^2
Existem 3 tipos de instalação entre o núcleo e o substrato, conforme fig. 7.
F 0 7 1 = 0^ 0< F 0 7 1^ <180º^ F 0 7 1 = 180º Fig. 7.4 – Interação mais efetiva F 07 1 = 0 (molhamento total e interação menos efetiva) F 07 1 = 180º (molhamento nulo) Da equação (7.5) e (7.13) para um mesmo F 04 4^ T F 0 4 4 GHet^ =^1 (2 – 3cos F 0 7 1 + cos^ 3 F 0 7 1 )^ (7.14) F 0 4 4^ GHem^4 .: F 04 4 GHet < F 04 4 GHem para 0 ≤ F 07 1 < 180º F 0 4 4^ GHet^ =^ F 0 4 4^ G^ Hem^ para^ F 0 7 1 = 180º^ (Substrato sob efeito) Em geral a nucleação é heterogênea.