Baixe Doença arterial coronariana - DAC e outras Slides em PDF para Fisiopatologia, somente na Docsity!
- INTRODUÇÃO
- A doença arterial coronariana (DAC) é o resultado da obstrução das artérias coronárias
- os vasos sanguíneos que irrigam o músculo do coração.
- O conjunto de artérias coronárias constitui a circulação coronária.
- São obstruídas por placas de gordura que vão se depositando em seu interior. - Esse processo é denominado ATEROSCLEROSE.
- APRESENTAÇÃO CLÍNICA
- A dor torácica é o sintoma mais comum associado à DAC.
- Descrita como uma dor surda e, frequentemente, pode irradiar-se braço abaixo, ou para o queixo.
- Pode estar associada à falta de ar, à diaforese (transpiração excessiva), a náuseas e vômitos.
- Esse complexo sintomático todo tem sido denominado angina de peito (angina pectoris ), ou “dor no peito”;
- ANGINA DE PEITO (ANGINA PECTORIS)
- Clinicamente, a angina é classificada conforme o fator precipitante e a duração dos sintomas. - Angina estável >>> Se a dor ocorrer apenas com o exercício ou esforço físico; - Angina instável >>> ocorre mesmo com o paciente em repouso. - Infarto do miocárdio >>> quando independentemente do fator precipitante, a dor torácica persistir sem interrupção por períodos prolongados, ou seja, já ocorreu lesão irreversível de miócitos (morte do miocárdio).
- PATOGÊNESE DA ATEROSCLEROSE
- O evento inicial da aterosclerose é a infiltração de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) oxidadas na região subendotelial.
- O endotélio é submetido a uma força de cisalhamento, com tendência a ser distendido ou deformado pelo sangue circulante. - Esse fato é mais marcante nos pontos onde as artérias se ramificam, que é onde os lipídios se acumulam ao máximo.
- PATOGÊNESE DA ATEROSCLEROSE
- Após o comprometimento endotelial (força de cisalhamento), os monócitos circulantes se ligam ao endotélio e, em seguida, o atravessam passando ao espaço subendotelial e se transformam em macrófagos (receptores varredores do tipo Scavenger ) tissulares ativados. - As LDL oxidadas ou alteradas são captada pelos macrófagos, formando as células espumosas;
- As células espumosas formam depósitos de gordura.
- Os depósitos aparecem na aorta na primeira década da vida, nas artérias coronárias na segunda década e nas artérias cerebrais na terceira e quarta décadas.
- A LDL normal não é captada por macrófagos a uma velocidade suficientemente rápida para que se formem células espumosas, contrariamente à LDL oxidada.
- PATOGÊNESE DA ATEROSCLEROSE
- Progressão da placa aterosclerótica
- Conforme as lesões ateroscleróticas progridem, as células T do sistema imune, bem como os macrófagos teciduais, são atraídas para elas.
- A “sopa” intercelular (dentro) das placas contém uma variedade de substâncias prejudiciais à célula, incluindo o ozônio.
- As placas amadurecem, com a formação de uma capa fibrosa sobre elas.
- As placas com capas defeituosas ou quebradas estão mais propensas à ruptura.
- As lesões, por si só, podem alterar os vasos a ponto de ser ocluídos, porém costuma ser a ruptura ou a ulceração das placas que desencadeia a trombose, bloqueando o fluxo sanguíneo.
Fatores de risco e condições que aceleram a progressão da aterosclerose e os mecanismos responsáveis
- DIAGNÓSTICO
- Os pacientes com doença documentada em um local (p. ex., artérias periféricas) devem ser submetidos à investigação clínica para identificação dessa doença em outros locais (p. ex., artérias coronárias e carótidas). - Os exames de imagem não invasivos que podem avaliar a morfologia e as características da placa são - Ultrassonografia vascular tridimensional - Tomografia computadorizada (TC) - Angiografia por RMN - Exames invasivos por cateterismo também são usados. Esses incluem - Ultrassonografia intravascular, que utiliza um transdutor de ultrassom na ponta de um cateter para gerar imagens da luz e da parede da artéria - Angioscopia, que utiliza cateteres especiais de fibra óptica que podem visualizar diretamente a superfície arterial - Termografia das placas, que é usada para detectar o aumento da temperatura nas placas com processo inflamatório em atividade - Tomografia de coerência óptica, que utiliza laser com luz infravermelha para geração de imagens - Elastografia, usada para identificar placas moles ricas em lipídios
Ultrassonografia vascular
Cintilografia de Perfusão Miocárdica – SPECT (Tomografia computadorizada por emissão de fótons únicos
- TRATAMENTO
- Mudanças no estilo de vida (dieta, interrupção do tabagismo, atividade física)
- Tratamento medicamentoso de fatores de risco diagnosticados
- Antiplaquetários
- Estatinas, possivelmente inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), betabloqueadores;
- Quando os remédios já não são capazes de diminuir as placas de gordura da parede das artérias é necessária uma cirurgia para retirada; - A angioplastia ou colocação de stent é um tipo de cirurgia realizada nestes casos, em que o médico coloca um tubo, chamado de stent , na parte obstruída, para abrir a artéria e facilitar a passagem do sangue.
Cateterismo de coronárias mostrando oclusões no ramo principal da artéria coronária esquerda (seta superior) e na ramificação circunflexa da artéria coronária esquerda
FIM