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DOENÇA DE ALZHEIMER., Slides de Fisiopatologia

DOENÇA DE ALZHEIMER • INTRODUÇÃO • GENÉTICA MOLECULAR E PATOGÊNESE • ALTERAÇÕES MORFOLÓGICA • BASE NEUROQUÍMICA DA DOENÇA DE ALZHEIMER • BIOMARCADORES PARA PROCESSO FISIOPATOLÓGICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER • EXAMES LABORATORIAIS • EXAMES DE IMAGEM ESTRUTURAL • RESSONÂNCIA MAGNETITA versus TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA • EXAMES DE IMAGEM FUNCIONAL

Tipologia: Slides

2022

À venda por 26/01/2023

cs-ciencias-da-saude
cs-ciencias-da-saude 🇧🇷

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DOENÇA DE ALZHEIMER
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DOENÇA DE ALZHEIMER

DOENÇA DE ALZHEIMER

  • INTRODUÇÃO
    • É uma doença neurodegenerativa
    • É a doença demencial (principal cauda de declínio cognitivo)mais comum em idosos, com prevalência superior a 40% na coorte entre 85 a 89 anos de idade, representando mais da metade dos casos de demência;
    • De modo geral, começa após os 50 anos de idade , com prejuízo progressivo da função intelectual;
    • Uma doença intercorrente — geralmente a pneumonia — é a causa de morte da maioria dos pacientes com DA.

DOENÇA DE ALZHEIMER

  • ALTERAÇÕES MORFOLÓGICA
    • Macroscópica :
      • Há atrofia cortical (córtex) com estreitamento de giros e alargamento de sulcos, especialmente nos lobos frontal, temporal e parietal;
      • O sistema ventricular torna-se alargado (ventrículos laterais, III e IV ventrículo)
      • As estruturas mediais do lobo temporal (hipocampo, córtex entorrinal e amídala) são logo acometidas e apresentam atrofia grave em estágios posteriores.
    • Microscópica :
      • Não há achados patognomônicos exclusivos à DA;
      • As placas neuríticas e os emaranhados neurofibrilares são característicos, mas já que estes (e outros achados histológicos) podem ocorrer em indivíduos sem demência, o diagnóstico formal de DA é baseado nas características clínicas e patológicas.

Vista coronal macroscópica da patologia da doença de Alzheimer. Corte coronal de um cérebro com doença de Alzheimer ( B ) comparado a um cérebro saudável ( A ). Note os hipocampos (setas), intacto no cérebro saudável e atrofiado no cérebro com doença de Alzheimer (observe também o aumento dos ventrículos). Hipocampo : é uma região cortical que regula a motivação, emoção, aprendizado e memoria.

DOENÇA DE ALZHEIMER

  • BASE NEUROQUÍMICA DA DOENÇA DE ALZHEIMER
    • A deficiência de acetilcolina é o achado mais consistente de alteração do metabolismo cerebral na doença de Alzheimer.
    • Há perda de colina acetiltransferase precocemente na doença e redução da alta afinidade de captação e de síntese de acetilcolina;
    • Esses dados levaram à formulação da hipótese colinérgica da doença que, por sua vez, resultou no desenvolvimento de terapias com inibidores da colinesterase;
    • Outros estudos têm mostrado que, além da acetilcolina, vários outros neurotransmissores também se tornam insuficientes com a progressão da doença, incluindo norepinefrina, serotonina, glutamato e dopamina;

DOENÇA DE ALZHEIMER

  • BIOMARCADORES PARA PROCESSO FISIOPATOLÓGICO DA DOENÇA DE

ALZHEIMER

  • Marcadores de deposição de proteína beta-amiloide (A-beta) no cérebro:
    • Níveis baixos de A-beta 42 no líquido cefalorraquidiano (ocorre devido à deposição de moléculas nas placas amiloides), reduzindo os níveis circulantes;
    • Exame de imagem de PET (tomografia por emissão de pósitrons) com marcador amiloide positivo.
  • Marcadores de neurodegeneração
    • Níveis elevados de proteína tau (total e fosforilada) no líquido cefalorraquidiano.
    • Exame de FDG-PET (tomografia por emissão de pósitrons com flúor-deoxiglicose) mostrando diminuição do metabolismo em córtices temporais e parietais.
    • Ressonância magnética de encéfalo mostrando atrofia em córtices temporais (medial, basal e lateral) e parietal medial.

DOENÇA DE ALZHEIMER

  • EXAMES DE IMAGEM ESTRUTURAL
    • Não afirma ou exclui apenas pelo padrão de atrofia ou pela ausência;
    • Primeiramente, é importante identificar ou excluir outras patologias >>> acidentes vasculares cerebrais, tumores, hemorragias, hidrocefalia, microangiopatia, entre outras condições patológicas. Sendo assim, é necessário determinar se há atrofia bilateral dos hipocampos, lobos temporais anteriores e dos lobos parietais Se esse padrão de atrofia estiver presente em combinação com um contexto clínico apropriado, pode sugerir o diagnóstico de doença de Alzheimer.

Cortes coronais e sagital selecionados de exame de RM de encéfalo de paciente com doença de Alzheimer leve. Observa-se atrofia leve dos hipocampos (setas finas contínuas), dos lobos temporais anteriores (setas finas pontilhadas) e dos córtices parietais (setas grossas pontilhadas).

DOENÇA DE ALZHEIMER

  • RESSONÂNCIA MAGNETITA versus TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
    • A RM possui resolução mais alta do que a TC, e pode usar distintas sequências (T 1 , T 2 e FLAIR) para realçar diferentes tecidos no cérebro;
    • Por esse motivo, a RM fornece uma visão incomparável da estrutura cerebral e de quase todas as condições patológicas. A única grande exceção é que não mostra sinais de hemorragia aguda efetivamente como o de TC;
    • A TC é a modalidade de escolha se houver suspeita de hemorragia aguda;
    • Comparada à TC, a RM é mais demorada, barulhenta e o paciente precisa entrar em um tubo mais estreito; o exame de TC é mais facilmente realizado do que o de RM e mais bem tolerado pelo paciente.
    • Alguns achados no exame de TC, como uma lesão com efeito de massa, necessitarão de uma RM subsequente rápida para melhor caracterização.

DOENÇA DE ALZHEIMER

  • EXAMES DE IMAGEM FUNCIONAL
    • Na prática clínica, existem duas técnicas principais de medir o funcionamento global do cérebro (metabolismo celular): - Tomografia computadorizada por emissão de fóton único – SPECT - Radioisótopo >> geralmente tecnécio- 99 (luminosos) - Tomografia por emissão de pósitrons – PET. - Radioisótopo >>> fluorodeoxiglicose (FDG-PET) - Radioisótopo >>> 11 C-PiB (liga-se às placas amiloides) São injetados por via intravenosa e um coletor externo grava a quantidade de radioatividade detectada em diferentes regiões do cérebro. Áreas que são metabolicamente mais ativas apresentam níveis mais altos de radioatividade do que áreas metabolicamente menos ativas.

Tomografia por emissão de pósitrons (PET) com marcador de proteína amiloide Imagem de PET com florbetapir de um idoso sem deposição de amiloide cerebral (A) e de um paciente com doença de Alzheimer (B). Note que no indivíduo sem amiloide (A) a substância branca ( que capta o traçador ) pode ser claramente diferenciada do córtex cerebral ( que não capta o traçador ), mas no paciente com doença de Alzheimer (B) a substância branca e o córtex não podem ser diferenciados, com ambas captando o traçador. Florbetapir é um radiofármaco que tem a capacidade de se ligar aos agregados de amilóide no cérebro

  • Tecnesio-99m,
    • Iodo - 23
  • Iodo - 131. São radiofármacos luminosos que emitem raios grama. Tomografia computorizada por emissão de fótons únicos (SPECT)