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PATOLOGIAS DO SISTEMA NERVOSO
PATOLOGIAS DO SISTEMA NERVOSO
- As doenças que acometem o sistema nervoso são classificadas como
doenças neurodegenerativas e doenças desmielinizantes:
- Neurodegenerativas do SNC
- Doença de Alzheimer
- Doença de Parkinson
- Desmielinizantes do SNC e do SNP
- Esclerose múltipla
- Síndrome de Guillain-Barré
DOENÇA DE ALZHEIMER
- GENÉTICA MOLECULAR E PATOGÊNESE
- Os acúmulos de placas β-amiloide (Aβ) e proteína tau constituem a anomalia bioquímica fundamental da DA; placas e emaranhados são as principais características patológicas. Neurópilo - É o tecido entre os corpos celulares de neurônios
- Neurópilo – local de deposito das placas β-amiloide;
- Meio intracelular – emaranhados neurofibrilares de proteína tau associada aos microtubulos (os microtubulos são estruturas tubulares longas e finas que fornecem suporte à célula). Mesmo após a morte do neurônio o emaranhado ainda persiste no ambiente extracelular. A formação de β-amiloide é o evento iniciante essencial na DA, mas as placas formadas e os emaranhados de tau contribuem para a disfunção neuronal.
Vista coronal macroscópica da patologia da doença de Alzheimer. Corte coronal de um cérebro com doença de Alzheimer ( B ) comparado a um cérebro saudável ( A ). Note os hipocampos (setas), intacto no cérebro saudável e atrofiado no cérebro com doença de Alzheimer (observe também o aumento dos ventrículos). Hipocampo : é uma região cortical que regula a motivação, emoção, aprendizado e memoria.
DOENÇA DE PARKINSON
DOENÇA DE PARKINSON
- INTRODUÇÃO
- Doença neurodegenerativa do SNC
- Crônica e progressiva
- Descoberta pelo médico inglês James Parkinson em 1817
- É mais prevalente em homens >>> após os 60 anos de idade
DOENÇA DE PARKINSON
- Substância Negra/Nigra
- Localiza-se no mesencéfalo (gânglios da base), podendo ser visualizada em qualquer corte transversal (axial) do mesencéfalo;
- A perda de neurônios dopaminérgicos da substância negra/nigra, ocorre em decorrência da deposição intracelular de α-sinucleína.
DOENÇA DE PARKINSON
- Fisiopatologia
- A α-sinucleína é uma proteína celular neuronal e glial que pode se agregar em fibrilas insolúveis e formar corpos de Lewy.
- Corpos de Lewy (inclusões citoplasmáticas e eosinofílicas): São depósitos arredondados anormais de alfa-sinucleína nos neurônios dopaminérgicos da substância negra.
- Os corpos de Lewy resultam na morte das células nervosas.
ESCLEROSE MÚLTIPLA
ESCLEROSE MÚLTIPLA
- Introdução
- É uma doença autoimune, desmielinizante crônica do SNC, mais comum em adultos jovens (normalmente entre os 27 e 34 anos, e raro antes dos 10 e depois dos 50 anos de idade);
- É uma condição clínica complexa e heterogênea (difícil de compreender e prever seus acontecimentos);
- Tem o envolvimento de diversos processos fisiopatológicos que incluem inflamação, desmielinização e esclerose da substância branca do SNC;
- Doença de evolução progressiva e imprevisível, e as mulheres são 2 x mais afetadas que os homens Epidemiologia Mundo >>> 2,5 milhões Brasil >>> 45.000 indivíduos com EM
ESCLEROSE MÚLTIPLA
- Fisiopatologia
- Doença autoimune
- Ataca a mielina ou os oligodendrócitos (sintetiza a mielina)
interrompendo a condução nervosa; - A doença é iniciada por células TH 1 e TH 17 (subpopulações de Linfócitos T) que reagem contra antígenos da mielina e secretam citocinas; - Células TH 1 >>> secretam IFN-gama que ativam macrófagos; - Células TH 17 >>> promovem o recrutamento de leucócitos (linfócitos T). A desmielinização é causada por linfócitos T ativados e seus produtos deletérios.
SÍNDROME GUILLAIN-BARRÉ
SÍNDROME GUILLAIN-BARRÉ
- INTRODUÇÃO
- A síndrome de Guillain-Barré é uma síndrome aguda, de progressão rápida e potencialmente fatal.
- Ela está associada á desmielinização segmentada dos nervos periféricos. E de caráter autoimune , decorrente de mecanismo de mimetismo molecular, marcada pela perda da bainha de mielina dos axônios motores.
- Essa síndrome acomete ambos os sexos, geralmente ocorrendo entre as idades de 20 e 50 anos. Com predominância maior em homens na idade de 20 a 30 anos.
- E geralmente de 80 % a 90 % dos pacientes recuperam-se com pouco ou nenhum sintoma residual.