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Doenças Parasitorias, Slides de Sociologia da Saúde e Doenças

O documento fala sobre uma doença parasitoria

Tipologia: Slides

2023

Compartilhado em 25/10/2023

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sarah-hanks-1 🇧🇷

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Hanseníase
Aluna: Sarah Célia
Enfermagem Unama
8 Período
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Hanseníase

Aluna: Sarah Célia

Enfermagem Unama 8 Período

Hanseníase é uma doença crônica infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que pode afetar qualquer pessoa. Caracteriza-se por alteração, diminuição ou perda da sensibilidade térmica, dolorosa, tátil e força muscular, principalmente em mãos, braços, pés, pernas e olhos e pode gerar incapacidades permanentes.

Historia Foi o médico norueguês Gerhard Armauer Hansen, notável pesquisador sobre o tema, que identificou, em 1873, o bacilo Mycobacterium leprae como o causador da lepra, a qual teve seu nome trocado para hanseníase em homenagem ao seu descobridor (Foss, 1999 e Gomes, 2000). Durante as reações (surtos reacionais), vários órgãos podem ser acometidos, tais como, olhos, rins, supra-renais, testículos, fígado e baço (Talhari e Neves, 1997). A hanseníase, amplamente conhecida pela designação de lepra, parece ser uma das mais antigas doenças que acomete o homem.

Modo de transmissão Os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro). O paciente em tratamento regular ou que já recebeu alta não transmite. A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a doença.

  • O período de incubação da doença é bastante longo, variando de três a cinco anos.

Diagnóstico O diagnóstico clínico é realizado através do exame físico onde procede-se uma avaliação dermatoneurológica, buscando-se identificar sinais clínicos da doença. Antes, porém, de dar- se início ao exame físico, deve-se fazer a anamnese colhendo informações sobre a sua história clínica, ou seja, presença de sinais e sintomas dermatoneurológicos característicos da doença e sua história epidemiológica, ou seja, sobre a sua fonte de infecção. O roteiro de diagnóstico clínico constitui- se das seguintes atividades: Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológica; Avaliação dermatológica - identificação de lesões de pele com alteração de sensibilidade; Avaliação neurológica - identificação de neurites, incapacidades e deformidades; Diagnóstico dos estados reacionais;

  • Diagnóstico diferencial;
  • Classificação do grau de incapacidade física.

Diagnóstico Diagnóstico Laboratorial Exame baciloscópico - A baciloscopia de pele (esfregaço intradérmico), quando disponível, deve ser utilizada como exame complementar para a classificação dos casos em PB ou MB. A baciloscopia positiva classifica o caso como MB, independentemente do número de lesões. Observação : O resultado negativo da baciloscopia não exclui o diagnóstico de Hanseníase.

Prevenção O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação de contatos que convivem ou conviveram, residem ou residiram, de forma prolongada com pacientes acometidos por hanseníase, são as principais formas de prevenção.

Conduta

  1. Administrar a medicação de forma supervisionada;
  2. Colher a baciloscopia (enfermeiro);
  3. Realizar e/ou acompanhar a avaliação de incapacidades conforme preconizado no Manual de Prevenção de Incapacidades do Ministério da Saúde, 2008;
  4. Dar continuidade às ações da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE);
  5. Avaliar as condições de pele e orientar medidas de prevenção de ressecamento;
  6. Verificar o comparecimento dos contatos, reforçando a importância do exame dermatológico e da BCG;
  7. Monitorar a pressão arterial em pacientes em corticoterapia;
  8. Garantir a realização de curativos, quando necessário, conforme protocolo.
  9. Realizar o controle da frequência, bem como a convocação dos pacientes faltosos para o tratamento;
  10. Educar para o autocuidado, individualmente ou em grupo;
  11. Orientar o paciente para reconhecer situações de urgência no tratamento e para qual serviço deverá recorrer em sua região, caso necessite.