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Drogas de Abuso
Tipologia: Notas de estudo
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Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada.
Durante a 2ª Grande Guerra Mundial, receitas de anfetaminas (estimulantes) eram utilizadas para combater a fadiga.
Os Barbitúricos/Hipnóticos (ex: Gardenol) teve seu auge em 1950 "VIVA MELHOR COM A QUÍMICA" (Lema utilizado pelos laboratórios).
Em 1960 foi o auge do LSD (a era dos ácidos), muitos psiquiatras receitavam impiedosamente o consumo deste tipo de droga.
Em 1970 proliferação da cocaína e seus derivados, entre eles o "crack", e mais recentemente aparecendo o êxtase, mais popular entre as classes média e alta.
Na tabela abaixo mostramos a trajetória das substâncias psicotrópicas ao longo dos séculos:
Trajetória das Substâncias Psicotrópicas 5400 - 5000 A.C.
Um jarro de cerâmica descoberto no norte do Irã, com resíduos de vinho resinado, é considerado a mais antiga evidência da produção de bebida alcoólica. 4000 A.C. Os chineses são, provavelmente um dos primeiros povos a usar amaconha. Fibras de cânhamo descobertas no país datam dessa época
3500 A.C.
Os sumérios, na Mesopotâmia, são considerados o primeiro povo a usar ópio. O nome dado por eles à papoula pode ser traduzido como "flor do prazer” 3000 A.C. A folha de coca é costumeiramente mastigada na América do Sul. A coca étida como um presente dos deuses 2100 A.C. Médicos sumérios receitam a cerveja para a cura de diversos males,segundo inscrições em tabuletas de argila.
2000 A.C.
Hindus, mesopotâmios e gregos usam o cânhamo como planta medicinal. Na Índia, a maconha é considerada um presente dos deuses, uma fonte de prazer e coragem. 100 A.C. Depois de séculos, o cânhamo cai em desuso na China e é empregadoapenas como matéria-prima para a produção de papel.
Século 11
Hassan Bin Sabah funda a Ordem dos Haximxim, uma horda de guerreiros que recebia, em sua iniciação, uma grande quantidade de haxixe, a resina da Cannabis. 1492 O navegador Cristóvão Colombo descobre os índios usando tabaco durantesuas viagens ao Caribe
Século 16
Américo Vespúcio faz na Europa os primeiros relatos sobre o uso da coca. Com a conquista das Américas, os espanhóis passam a taxar as plantações. Século 16 Durante a expansão marítima para o Oriente, os portugueses adotam a
prática de fumar ópio. 1550 Jean Nicot, embaixador francês em Portugal, envia sementes de tabacopara Paris. Século 17 O gim é inventado na Holanda e sua popularização na Inglaterra no século18 cria um grave problema social de alcoolismo.
Século 18
O cânhamo volta a ser usado no Ocidente, como planta medicinal. Alguns médicos passam a usá-lo no tratamento da asma, tosse e doenças nervosas. Século 19 Surgem os charutos e cigarros. Até então, o tabaco era fumadoprincipalmente em cachimbos e aspirado na forma de rapé.
1845
O pesquisador francês Moreau de Tours publica o primeiro estudo sobre drogas alucinógenas, descrevendo seus efeitos sobre a percepção humana. 1850-1855 A coca passa a ser usada como uma forma de anestesia em operações degarganta. A cocaína é extraída da planta pela primeira vez.
1852 O botânico Richard Spruce identifica o cipó Banisteriopsis caapi como amatéria-prima de onde é extraída a ayahuasca 1874 Com a mistura de morfina e um ácido fraco semelhante ao vinagre, aheroína é inventada na Inglaterra por C.R.A. Wright.
1874
A prática de fumar ópio é proibida em San Francisco (EUA). A Sociedade para a Supressão do Comércio do Ópio é fundada na Inglaterra, e só quatro anos depois as primeiras leis contra o uso de ópio são adotadas.
1884
O uso anestésico da cocaína é popularizado na Europa. Dois anos depois, John Pemberton lança nos EUA uma beberagem contendo xarope de cocaína e cafeína: a Coca-Cola. A cocaína só seria retirada da fórmula em
1896 A mescalina, princípio ativo do peyote, é isolada em laboratório. 1898 A empresa farmacêutica Bayer começa a produção comercial de heroína,usada contra a tosse.
1905
Cheirar cocaína torna-se popular. Os primeiros casos médicos de danos nasais por uso de cocaína são relatados em 1910. Em 1942, o governo dos EUA estima em 5.000 as mortes relacionadas ao uso abusivo da droga. 1912
A indústria farmacêutica alemã Merck registra o MDMA (princípio ativo do ecstasy) como redutor de apetite. A substância, porém, não chega a ser comercializada. 1914 A cocaína é banida dos EUA. 1930 Num movimento que começa nos Estados Unidos, a proibição da maconhaalcança praticamente todos os países do Ocidente.
1943
O químico suíço Albert Hofmann ingere, por acidente, uma dose de LSD- 25, substância que havia descoberto em 1938. Com isso, ele descobre os efeitos da mais potente droga alucinógena. 1950-1960 Cientistas fazem as primeiras descobertas da relação do fumo com ocâncer do pulmão.
1953 O exército norte-americano realiza testes com ecstasy em animais. Oobjetivo era investigar a utilidade do agente em uma guerra química. 1956 Os EUA banem todo e qualquer uso de heroína. 1965 O LSD é proibido nos EUA. Seus maiores defensores, como os americanosTimothy Leary e Ken Kesey, começam a ser perseguidos.
Abaixo colocamos um belo trecho do artigo de Cid Martins Batista ( sócio do RC de Viçosa/MG), sobre o porquê da procura das drogas pelo homem: ... A única capaz de levar alguém a usar drogas, o famigerado espírito grupal ou a identificação com os ídolos. O jovem só consegue ingressar num grupo de maconheiros se ele também começar a usar maconha. Isto vale para a cocaína, o crack, ou qualquer outra droga. É interessante observar que o espírito grupal manifesta-se mais intensamente em relação aos dependentes do crack, porque em grupo eles se consideram mais protegidos, além de ocorrer, quando necessário, um empréstimo de droga entre eles. Outra causa capaz de levar alguém a usar drogas é a identificação com os ídolos. Isto nos preocupa de maneira assustadora porque aumenta a cada dia o número de atletas, cantores, músicos e artistas do cinema e da televisão, que estão usando drogas. E eles passam para os fãs a imagem do sucesso, da fama, da idolatria e da riqueza. Como é sabido, os jovens procuram imitar os ídolos em tudo que fazem, inclusive no uso das drogas. Ainda hoje, a mídia sensacionalista está explorando a triste imagem do mais famoso jogador de futebol da década de 80, o fenomenal Maradona, vítima da cocaína que já destruiu, segundo os médicos que o atendem, dois terços de seu coração. Sua fotografia estampada nos jornais mostra, de maneira cruel, todo o estrago feito pela cocaína no seu organismo. E nos perguntamos, por quê? Por que um jovem que teve o mundo a seus pés, que foi idolatrado, endeusado e rico, se aniquila usando tal droga? Por outro lado, duas ou três causas juntas, como, por exemplo, curiosidade, desinformação e falta de perspectiva, transformam os jovens nas mais indefesas vítimas dos traficantes de drogas. Quem não gostaria de experimentar o êxtase (a droga do amor), se alguém lhe disser que esta droga aumenta seu desejo sexual, prolonga sua ereção, melhora sua aprendizagem na escola e não faz nenhum mal? Claro que tudo isso é mentira. Mas e daí? Curioso por natureza, desinformado por omissão de quem devia orientá-lo e sem perspectiva de um futuro melhor, certamente ele irá experimentá-la. E daí ao vício é apenas questão de tempo. Drogas não escolhem vítimas O problema das drogas é muito maior "do que a nossa vã filosofia imagina" e não será solucionado enquanto a sociedade não se conscientizar da sua importância nesta
luta, principalmente porque as drogas não escolhem vítimas, não respeitam classes sociais e nem mesmo se preocupam com o poder aquisitivo das pessoas. Simplesmente elas chegam e se apossam dos indivíduos, que, salvo raras exceções, tornam-se seus escravos. Para todos os que acham que seus filhos jamais serão atingidos pelas drogas, devo mencionar o provérbio chinês que diz: "A chuva não cai apenas no telhado do vizinho, ela cai no nosso telhado também”. Aceitando como verdade o que está escrito acima, e considerando o que disse Mariz de Oliveira no seu artigo "Os equívocos de sempre" (O Estado de S.Paulo, 14.05.1991), a solução do problema torna-se muito mais difícil numa sociedade em que o indivíduo passou a ser valorizado pelo sucesso financeiro que conseguiu obter e pelo patrimônio que conseguiu amealhar. Assim, a substituição do Ser pelo Ter, inverteu a escala de valores sociais e morais. Atualmente, o indivíduo vem sendo avaliado pelo que tem e não pelo que é. A angústia gerada por esse contexto pode, e seguramente é, uma das causas fundamentais do maior consumo de drogas, porque as pessoas procuram, com essa prática, camuflar suas insatisfações. É indiscutível que a sociedade gera, permanentemente, fatores criminógenos, que provocam reações de efeitos diversos, dependendo do caráter e da personalidade de cada um. Nem todo menor carente é um infrator ou poderá se tornar um marginal, em função da miséria e do abandono em que se encontra. No entanto, suas necessidades culturais e afetivas constituem um campo fértil a impulsioná-lo para a marginalidade. Daí, uma sociedade que passou a valorizar o Ter em detrimento do Ser, que se vangloria de tentar levar vantagem em tudo e aplaude e busca soluções fora da lei, agindo de tal forma, e à medida que volta às costas para os menos afortunados, somente provoca situações de convite à violência e de estímulo à criminalidade. Essas verdades incomodam, porque somos todos responsáveis, desde o governo às elites dirigentes e, também, à classe média, entregue aos prazeres dos pequenos delitos e adotando como valores morais os pregados na novela das 8 horas. Embora de difícil solução, porém não impossível, devemos começar agora com dedicação, perseverança e competência, tentar solucioná-lo. Se não fomos nós que criamos tal problema, não adianta também ficar jogando a culpa no vizinho. Mesmo
Baptista (2001) cita que o Brasil é, nos dias de hoje, o maior corredor de passagem de drogas do mundo. Com algumas poucas exceções de esforços policiais localizados, não se observa, nacionalmente, uma política efetiva de combate ao narcotráfico. Os problemas são resolvidos na medida em que eles, sem o devido questionamento acerca dos objetivos das políticas adotadas. A Amazônia, a título de exemplo, é tradicionalmente lembrada nas salas de aula pelos seus recursos naturais. Ela se notabiliza pela primazia entre os maiores sistemas biológicos, rios, bacias sedimentares e florestas do mundo (Branco 1989). A nova ordem mundial, entretanto, com o final da divisão das nações em dois blocos antagônicos, mostrou uma alteração neste quadro. Neste contexto, a Amazônia, juntamente com os países que a compõe (Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa) continuam sendo temas em inúmeros debates acerca do meio-ambiente, mas também estão relacionados a um flagelo que cada vez mais dita as diretrizes das relações geopolíticas desta região – o narcotráfico (Procópio, 1999). Pode-se dizer que desde a década de oitenta o narcotráfico é o negócio mais lucrativo do planeta (Magalhães, 2000; Procópio, 1999). Segundo estimativas da ONU, movimenta mais de quatrocentos bilhões de dólares por ano, o que significa cerca de 8% do comércio internacional. Isto se deve ao fato de o caráter ilícito do narcotráfico permitir uma diferença colossal entre o preço das matérias primas e o do entorpecente que chega ao consumidor final. No caso da cocaína, por exemplo, a folha deste narcótico vale cerca de US$ 2,50 o quilo, na Bolívia e na Colômbia. Transformado em cocaína, o quilo passa a valer US$ 1.500,00. Ela chega ao narcotraficante norte-americano por US$25.000,00, que, por sua vez, a revende ao consumidor final por um preço proporcional a US$ 110.000,00 (Magalhães, 2000).
Conforme se ressaltou no "Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a Investigar o avanço e a impunidade do Narcotráfico" (Brasil, 2000), a lucratividade tornou o comércio ilegal de narcóticos altamente eficientes, constituindo a divisão mais lucrativa das vastas redes do crime organizado, costumeiramente denominadas "máfias". Estas organizações mantêm uma ampla gama de outras
influências recíprocas dos atributos subjetivos pessoais e os da rede social à qual eles pertencem. Fazendo parte de determinadas redes sociais – tanto família, vizinhança, igreja, escola, etc. – a forma singular pela qual um indivíduo se relaciona com diversos grupos e com sua própria experiência são as variáveis que podem melhor levar alguém a entender porque uma criança será cooptada pelo tráfico enquanto seu irmão ou irmã prosseguirá como trabalhadores. Os pontos de vista sobre porque as crianças não ingressam no narcotráfico reforçam esta premissa. De um modo bastante sintético, pode-se dizer que as atividades que envolvem o narcotráfico compreendem: a) produção; b) transporte país produtor – país de trânsito; c) transporte país de trânsito – país consumidor; d) distribuição; e) venda ao consumidor final; f) lavagem do dinheiro. O Brasil é hoje o principal país de trânsito da cocaína que é levada para os Estados Unidos e, segundo diversos autores, o segundo maior consumidor de entorpecentes do planeta (Procópio, 1999; Magalhães, 2000). Isto se relaciona ao fato da fronteira brasileira ser notoriamente extensa e desguarnecida, o que faz com que os entorpecentes entrem no território nacional tanto pelo Pará, quanto pelo Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná (Magalhães, 2000; Brasil, 2000a).
Segundo Procópio (1999), enquanto os governos dos demais países amazônicos colocam em destaque o tópico do combate ao narcotráfico em suas políticas externas, o governo brasileiro permanece alheio ao assunto. Este fato é agravado, pois, conforme se ressaltou no relatório da CPI do Narcotráfico (2000a), "o Brasil encontra-se totalmente despreparado para enfrentar o crime organizado; na verdade, sequer existe consciência da verdadeira natureza e dimensão do problema".
Quem é quem no tráfico
entregas na estica
ALGUNS CONCEITOS IMPORTANTES
Abuso: Caracteriza-se pela forma inadequada de consumir alguma substância química.
Alcalóides: Qualquer das substâncias de um extenso grupo encontrado nos vegetais, com pronunciada ação fisiológica sobre os animais.
Álcool Etílico: Ou simplesmente Álcool, é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, provocando mudanças de comportamento em quem o consome e, não raro, Dependência Química. Tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade, sendo proibido, todavia, em alguns países por questões religiosas. Sua aceitação social concorre fundamentalmente para que sejam encaradas de forma diferente das demais drogas. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência, sobretudo doméstica, associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool em longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar estados demências e a morte. Assim, o consumo do álcool é um grave problema de saúde pública, acarretando altos custos e grandes danos para a sociedade.
Alcoolismo: é uma doença progressiva, incurável e que pode levar à morte. Ela não faz distinção entre classe social, idade, cor, condição étnica, nível cultural e financeiro. Como
dirigir por várias horas as chamam de "rebite". Também são conhecidas como "bolinhas". Entre outros efeitos, podem causar insônia, taquicardia e agressividade.
Ansiolítico: Medicamento que exerce a sua ação, predominantemente, sobre estados exagerados de ansiedade e tensão nervosa, sem ter ação hipnótica direta, podendo, contudo, dependendo da dose administrada e do paciente, ter efeito hipnótico.
Anticolinérgicos: Substâncias que bloqueiam a ação de nervos parassimpáticos. Drogas capazes de, em doses elevadas, além dos efeitos no nosso corpo, alterar as nossas funções psíquicas. Drogas que produzem efeitos colinérgicos: a planta Trombeteira ou Lírio e o medicamento Artane®.
Antiepilépticas: Drogas capazes de acalmar o cérebro hiperexcitado dos epilépticos, prevenindo as convulsões destes doentes.
Barbitúricos: Substâncias psicoativas sintéticas, utilizadas farmacologicamente como medicação quando se desejam efeitos depressores, já que são capazes de diminuir a atividade em várias áreas do cérebro, provocando, sonolência e relaxamento. Estas drogas foram descobertas no começo do século XX e como curiosidade conta-se que o químico europeu que fez a síntese de uma delas pela primeira vez foi comemorar num bar. Lá, encantou-se com a garçonete, que se chamava Bárbara. Num acesso de entusiasmo, deu ao composto recém-descoberto o nome de barbitúrico.
Benzina: Inalante com utilizações diversas seja industrialmente ou mesmo em uso doméstico, principalmente como solvente ou tira-manchas.
Cânhamo: Planta herbácea, da família das canabidáceas, amplamente cultivada em diversas partes do mundo. As folhas das plantas femininas segregam uma resina, a partir da qual é produzida a maconha e o haxixe. Seu caule tem fibras que são utilizadas na indústria têxtil.
Cannabis sativa: Nome científico da planta da maconha;
Cheirinho-da-Loló: (Ou simplesmente "Loló"), mistura química caseira efetuada com produtos industrias e/ou domésticos, altamente volátil, que provoca efeitos psicossomáticos quando inalados seus vapores.
Cocaína: A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta que ocorre exclusivamente na América do Sul: a Erythroxylon coca. A cocaína chega normalmente até o consumidor sob a forma de um sal, o cloridrato de cocaína, sendo então aspirada ("cafungada") ou dissolvida em água para uso endovenoso ("picada"); São subprodutos da cocaína o Crack e a Merla. Há ainda a pasta de coca que é um produto grosseiro, obtido das primeiras fases de separação de cocaína das folhas da planta quando estas são tratadas com álcali, solvente orgânico como querosene ou gasolina e ácido sulfúrico. Esta pasta contém muitas impurezas tóxicas e é fumada em cigarros chamados "basukos". Antes de se conhecer e de se isolar cocaína da planta, esta era muito usada sob forma de chá. Ainda hoje este chá é bastante comum em certos países como Peru e Bolívia. Entre os possíveis efeitos estão: taquicardia, febre, pupilas dilatadas, suor excessivo e aumento da pressão sangüínea.
Cogumelos: Designação comum a muitas plantas parasitas, distribuídas por várias dezenas de famílias, parte das quais com propriedades alucinógenas. Dos cogumelos é extraída a substância psilocibina e a forma de preparo é, normalmente uma infusão. Algumas espécies nascem a partir do esterco de gado.
Cola (ou Cola de Sapateiro): Substância química de uso industrial, comercial e doméstico, com componentes voláteis que provocam efeitos psicossomáticos quando inalados seus vapores, sendo um grave problema entre a população de menores de rua.
Crack: Cocaína sob a forma de uma base, pouco solúvel em água, mas que se volatiliza quando aquecida sendo, portanto, fumada em "cachimbos". Não serve para ser aspirado como é o caso da cocaína pó, e por não ser solúvel em água também não pode ser injetado. Para passar do estado sólido ao de vapor quando aquecido, o crack necessita de uma temperatura relativamente baixa (95° C) o mesmo ocorrendo com a merla, ao passo que o "pó" necessita de 195° C, por esse motivo o crack e a merla podem ser fumados e o "pó" não.
Encefalinas: Cada unidade de um par de pentapeptídeos que têm função como neurotransmissor.
Endorfinas: Certos peptídeos que ocorrem no cérebro e em outros tecidos, capazes de produzir efeitos semelhantes ao da morfina.
Epadu: Nome dado pelos índios brasileiros à cocaína.
Êxtase: Ou Ecstasy, como é conhecida em inglês, ou metilenodioximetanfetamina (MDMA), é uma droga produzida sinteticamente com intensa atividade psicotrópica e vendida de forma ilícita como comprimidos de forma e cor variáveis. Normalmente, em sua forma pura, é um pó branco cristalino e usualmente vendido como drágeas ou em cápsulas, sendo ilegal na maioria dos países. Potencializa os sistemas nervosos central e periféricos, devido ao aumento na produção do neurotransmissor acetilcolina. Os principais efeitos mentais que o MDMA provoca devem-se à sua interferência no sistema serotonina (ou 5-HT). É o mesmo sítio ativado por drogas psicodélicas.
Gamma: O Gamma Hidroxibutirato (GHB), também conhecido como líquido X e "lesão corporal grave" (trocadilho com a sigla GHB em inglês --> "grievous bodily harm"), é um depressor do sistema nervoso central, cujo abuso é decorrente de sua característica de produzir estados de euforia e alucinações, sua alegada capacidade de liberar um hormônio de crescimento e estimular o desenvolvimento muscular. O GHB pode produzir sonolência, vertigens e tonteiras, náusea, estado de inconsciência, ataques, profundas depressões respiratórias e até coma. É encontrado em forma líquida ou sob a forma de um pó branco.
Haxixe: Resina extraída das folhas e das inflorescências do cânhamo, mascado ou fumado, de uso comum no oriente e de efeitos estupefacientes.
Heroína: Alcalóide obtido pela ação do anidrido acético sobre a morfina, com ação fisiológica mais acentuada e poderosa que esta.
Hiperemia: Superabundância de sangue em qualquer parte do corpo.
Hipnótico ou sonífero: Sedativo capaz de afastar a insônia, produzindo o sono.
Ice: Palavra em inglês que significa "gelo", designando vulgarmente a metafetamina (um tipo de anfetamina). Nos EUA, tem sido muito consumida fumada em cachimbos.
Inalantes: Assim são conhecidas genericamente as substâncias químicas de uso industrial, comercial e doméstico, altamente voláteis em contato com o meio externo, que provocam efeitos psicossomáticos em quem as utilizam como drogas. Seu uso causa dependência química. Em altas doses podem causar queda de pressão arterial, diminuição da respiração e dos batimentos cardíacos, podendo levar à morte. O uso constante causa problemas nos rins e podem arruinar os neurônios. Principais exemplos: cola de sapateiro, esmalte, benzina, lança-perfume, etc.
Ketamina: A Ketamina é um anestésico dissociativo, desenvolvido em meados da década de 60, usada inicialmente com finalidades veterinárias provocando efeitos psicodélicos, não sendo depressora da respiração ou da circulação. A Ketamina é usada com fins recreativos primariamente sob a forma de um pó branco cheirado e para fins terapêuticos e psicodélicos, ela é freqüentemente injetada por via intramuscular. Seus efeitos variam (em pequenas doses) de um suave entorpecimento, pensamento aéreo, tendência a tropeçar, movimentos desajeitados ou 'robóticos', sensações atrasadas ou reduzidas, vertigem, algumas vezes sensações eróticas e aumento de sociabilidade. A Ketamina também é conhecida por ser mais viciante psicologicamente que a maior parte das substâncias psicodélicas.
Lança-Perfume: Inalante que tem sua utilização associada principalmente ao Carnaval, época quando costuma ter larga utilização, havendo registros de seu uso desde os carnavais do início do século.
LSD: Ou Ácido Lisérgico, são substâncias alucinógenas que foram sintetizadas em laboratório e dos quais o LSD-25 é o mais representativo. A curiosidade a respeito é que sua sigla advém da música "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles, numa época em que eles faziam uso da substância.