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Tipologia: Notas de estudo
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Bactérias procariontes e algas verde-azuladas (cianobactérias) são as formas de vida mais primitivas conhecidas sobre a Terra. A fósseis desses organismos foi atribuída uma idade de 3,5 bilhões de anos. Isso sugere que os primeiros organismos vivos surgiram centenas de milhões de anos após a formação da Terra (que, segundo se estima, tem 4,6 bilhões de anos), num ambiente extremamente quente. As hipóteses sobre a origem desses primeiros seres vivos abrangem desde conceitos religiosos de criação da vida a partir de matéria inanimada por um ente divino até teorias cientificamente mais aceitas de que a vida começou na Terra como conseqüência de uma série de reações químicas progressivas. Durante séculos, a idéia de que a vida pode surgir espontaneamente da matéria inanimada, em condições especiais, dominou a humanidade.
A hipótese, conhecida como geração espontânea ou abiogênese, foi formulada inicialmente por Aristóteles, no século IV a.C., e persistiu até o século XIX da era cristã, quando Pasteur a derrubou, ao mostrar que mesmo as criaturas mais minúsculas provêm de microrganismos em circulação no ar.
A base da maior parte das modernas teorias sobre a origem da vida são as experiências realizadas, na década de 1920, pelo russo Aleksandr I. Oparin e pelo inglês J. B. S. Haldane. Os dois cientistas explicavam a origem da vida a partir de compostos químicos presumivelmente existentes nos primórdios da Terra. Para ambos, a produção não-biológica de moléculas orgânicas seria muito improvável na atual atmosfera oxidante da Terra, mas teria sido possível em condições mais redutoras (mais ricas em hidrogênio).
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A atmosfera primitiva continha mais hidrogênio que a atual e conseqüentemente apresentava menores quantidades de nitrogênio, oxigênio e dióxido de carbono livres, combinados com o hidrogênio sob a forma de amônia, de vapor de água e de metano. Os planetas Júpiter e Saturno têm hoje atmosfera semelhante à primitiva atmosfera da Terra. Como essa mistura é quimicamente estável, para que ocorressem reações capazes de originar as primeiras moléculas orgânicas existentes nas formas precursoras de vida havia necessidade de energia externa. A teoria sobre a origem da vida sustenta que a energia de descargas elétricas geradas nas tempestades e a proveniente dos raios ultravioleta do Sol, com o concurso da luz visível e de outras formas de energia, como o calor, provocaram uma reação nos gases atmosféricos para proporcionar as moléculas orgânicas primordiais.
A primeira simulação experimental das condições primitivas da Terra foi realizada por Stanley Lloyd Miller em 1953. Fazendo circular uma mistura de metano, amônia e hidrogênio numa solução aquosa continuamente submetida à ação de descargas elétricas, Miller obteve, depois de alguns dias, vários aminoácidos. Em novos experimentos, outros autores substituíram a energia elétrica pelo ultravioleta e pelo calor e obtiveram regularmente grandes quantidades de aminoácidos. Em outras tentativas, e sempre em ambientes primitivos simulados, conseguiram-se açúcares, inclusive os cinco fundamentais dos ácidos nucléicos, assim como hexoses (glicose e frutose), metabólitos comuns nos organismos atuais. As experiências clássicas do bioquímico americano Stanley Miller, em 1953, assim como numerosas outras subseqüentes, realizadas em condições simuladas a partir de uma mistura dos gases que supostamente compunham a atmosfera terrestre primitiva, demonstraram que é possível obter moléculas orgânicas com alguns aminoácidos, que são os componentes essenciais das proteínas. Ainda segundo a teoria, chuvas torrenciais teriam transportado essas moléculas para os mares e oceanos, onde se acumularam no decorrer de milhões de anos. A difusão ajudou o contato entre essas substâncias, que em condições adequadas, foram formando as proteínas e outros compostos. Esse caldo rico e complexo foi- se concentrando, por meio do fenômeno denominado coacervação, e formaram gotículas, os chamados coacervados. Não se sabe ainda em que fase esse sistema molecular complexo se tornou vivo. Os cientistas consideram os átomos como sistemas dotados de cargas elétricas, que se mantêm unidos e formam moléculas pela energia elétrica das ligações químicas. Todavia os coacervados não têm a capacidade de se auto-reproduzir e de proporcionar a seus sucessores a informação suficiente para manter a mesma estrutura nas gerações subseqüentes.
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dos outros. Há, portanto, na luta pela existência, uma competição entre indivíduos de capacidades diversas. Os mais bem adaptados são os que deixam maior número de descendentes.
Se a prole herda os caracteres vantajosos, os indivíduos bem dotados vão predominando nas gerações sucessivas, enquanto os tipos inferiores se vão extinguindo. Assim, por efeito da seleção natural, a espécie aperfeiçoa-se gradualmente. Entretanto, o sentido em que age a seleção natural é determinado pelo ambiente, pois um caráter que é vantajoso num ambiente pode ser inconveniente em outro.
Os indivíduos que têm o corpo recoberto por uma espessa camada de pêlos levam vantagem num clima frio, mas estão menos adaptados a um clima quente. Se uma espécie tem indivíduos dos dois tipos (peludos e desprovidos de pêlos), a seleção natural fará com que venham a predominar os primeiros nas regiões frias e os outros nas regiões quentes. Isso será o início da diferenciação de duas raças que, tornando-se cada vez mais diferentes, acabarão por constituir espécies distintas.
O darwinismo estava fundamentalmente correto, mas teve de ser complementado e, em alguns aspectos, corrigido pelos evolucionistas do século XX para que se transformasse na sólida doutrina evolucionista de hoje.
O biólogo alemão August Weismann, ainda no século XIX, estabeleceu também a distinção fundamental entre células germinais e células somáticas.
Nas espécies de reprodução sexuada, todas as células de um indivíduo provêm da célula inicial única que lhe deu origem. No entanto, durante o desenvolvimento diferenciam-se no corpo duas partes, com destinos biológicos diversos. As células reprodutivas (gametas) transmitem aos descendentes as características dos ancestrais. As células somáticas, que constituem o resto do corpo (soma), não passam à prole: morrem com o indivíduo, o que explica por que as modificações produzidas no soma pelo ambiente não passam à prole.
O botânico holandês Hugo de Vries elaborou em 1901 a teoria das mutações. De vez em quando, os genes sofrem modificações espontâneas, não relacionadas com a influência do ambiente, e passam a determinar novos caracteres hereditários. Essas mutações quase nunca são adaptativas; entretanto, pode acontecer, por acaso, que uma delas venha a ser útil a seu portador, num determinado ambiente. Nesse caso, tal indivíduo leva vantagem na competição com os demais e tem maior probabilidade de deixar prole numerosa, a qual herdará o gene mutado. O novo caráter vai, aos poucos, predominando, podendo mesmo vir a substituir o antigo numa população, dando início a uma variedade que pode, por um mecanismo semelhante, transformar-se numa espécie nova.
Se o gene que sofreu mutação determina um caráter inconveniente, será eliminado por seleção natural; mas se, por acaso, a mutação é benéfica, a
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freqüência do gene correspondente aumentará nas gerações sucessivas, e o gene não perderá suas características por coexistir com seus alelos nos indivíduos híbridos.
Outra fonte de variação hereditária, ao lado das mutações, é a recombinação entre os genes.
Caracteres novos e hereditários podem surgir por mutação de um único gene, ou por mutações cromossômicas, que resultam de vários acidentes que os cromossomos sofrem, como perda ou duplicação de um pequeno fragmento, inversão na posição de um pedaço, ou translocação de um fragmento de um cromossomo para outro. Qualquer dessas anomalias pode provocar uma alteração nos caracteres aparentes dos organismos.
Quase todas as mutações são inconvenientes para seus portadores, pois as espécies atualmente existentes resultam de um longo processo de evolução, pelo qual as combinações gênicas mais convenientes para os indivíduos, no ambiente em que vivem, foram fixadas como características normais da espécie. A alteração de um gene, ao acaso, tem grande probabilidade de ter conseqüência indesejável. Por exemplo, um novo gene que surja por mutação pode interferir no metabolismo de forma a tornar impossível a formação de um organismo viável; uma mutação desse tipo, que mata precocemente o organismo, é chamada letal.
Às vezes, a mutação não tem conseqüência tão drástica e produz um efeito que prejudica o indivíduo sem, entretanto, eliminá-lo. É o caso das mutações que produzem anomalias ou doenças hereditárias, como o albinismo e a hemofilia. Ainda outras mutações provocam apenas alterações ligeiras, que não chegam a ter valor adaptativo, isto é, não prejudicam nem favorecem seus portadores. São desse tipo as mutações que alteram, por exemplo, a forma de borda da orelha.
As mutações que produzem modificações extremamente pequenas, muito difíceis de serem percebidas, são, porém, as mais importantes para a evolução das espécies, pois têm maior probabilidade de dotarem seus portadores com alguma vantagem. Como as espécies já estão, em geral, muito bem adaptadas ao meio em que vivem, qualquer modificação radical será quase fatalmente prejudicial.
Exemplo clássico da ação da seleção natural é o ocorrido com populações de mariposas européias que habitam zonas industriais. Quase todos os indivíduos de cerca de setenta espécies diferentes de mariposas da Inglaterra perderam suas cores variegadas e ficaram uniformemente negros nas zonas fabris e suas vizinhanças.
Em 1850, encontrou-se, perto de Manchester, um exemplar todo negro (melânico) dessa espécie, o primeiro a ser conhecido. Desde então, a variedade
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heterozigotos são muito mais numerosos que os homozigotos, a freqüência do gene mantém-se elevada.
Uma alteração do ambiente faz com que certos tipos dentro de uma espécie passem a ser mais eficientes do que outros e acabem por predominar. Se todos os indivíduos de uma espécie fossem geneticamente idênticos, a seleção natural não poderia agir; mas as mutações estão sempre produzindo novas variações dentro das populações e, assim, promovem a variabilidade necessária para que a seleção natural possa influir na composição das populações, de acordo com as modificações do ambiente.
Se o ambiente em que vive uma espécie fosse constante ao longo das gerações, tal espécie iria adaptando-se cada vez melhor a seu ambiente, pela substituição das combinações gênicas menos favoráveis por outras mais adequadas. Assim, a espécie evoluiria como um todo, sem se fragmentar em raças e espécies novas. O mais comum, entretanto, é que a espécie viva em diferentes micro- habitats, criados por alteração das condições do meio em partes da zona ocupada, ou que a espécie se difunda por regiões novas.
Quando a densidade da população numa área atinge um nível alto, a sobrevivência fica difícil, os indivíduos são impelidos para fora da zona e a distribuição geográfica da espécie é ampliada. As regiões contíguas são ocupadas, a menos que existam barreiras intransponíveis. O novo ambiente conquistado pode ser diferente, de modo que a seleção natural segue nele novos rumos e, se a comunicação com a população inicial for difícil, a espécie pode dividir-se em duas.
Quando Darwin visitou as ilhas Galápagos, impressionou-o encontrar ali inúmeras espécies que não existiam em nenhum outro lugar. Certos pássaros da subfamília dos geospigíneos, por exemplo, diferenciaram-se, em Galápagos, em 14 espécies, pertencentes a quatro gêneros, não representadas em nenhum outro lugar. A principal diferença entre as espécies está no bico, que vai desde um tipo curvo e robusto, como o dos periquitos, até um tipo fino e delgado, que corresponde, em cada espécie, ao tipo de alimento usado (frutos, grãos, insetos) e tem, portanto, evidente função adaptativa.
É provável que o arquipélago tenha sido ocupado por aves vindas do continente, que ocuparam as diferentes ilhas e constituíram populações relativamente isoladas, que puderam evoluir independentemente, até virem a formar espécies distintas. Numa ilha onde abundavam insetos pequenos as mutações que tornavam o bico delicado foram fixadas pela seleção natural, enquanto em outra ilha, rica em sementes duras, o bico forte tinha maior valor adaptativo e por isso se diferenciou.
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A distribuição da espécie Rana pipiens por toda a área dos Estados Unidos determinou um isolamento geográfico entre as populações mais distintas. Assim, exemplares do extremo norte podem cruzar-se, no laboratório, com exemplares do extremo sul, mas os embriões morrem antes da eclosão, o que demonstra que, mesmo que as duas raças vivessem lado a lado, não poderiam trocar genes, pois os híbridos são inviáveis.
Entretanto, cada população da Rana pipiens dá prole fértil, ao cruzar-se com outra população contígua, e isso desde o norte até o sul dos Estados Unidos. Assim, um gene surgido por mutação no extremo norte teria a possibilidade de ser introduzido na população da Flórida, migrando por meio das outras. Todavia, se as populações intermediárias desaparecessem, em conseqüência de modificações geológicas, e as duas populações extremas passassem a conviver no mesmo ambiente, a troca de genes entre elas seria impossível: elas constituíram duas espécies distintas.
Provavelmente, a distribuição da espécie pela enorme área que ocupa determinou um isolamento geográfico entre as populações mais distantes; ao mesmo tempo, tais populações encontraram ambientes diferentes, que fizeram com que seu patrimônio hereditário evoluísse em direções diversas, sob a influência das mutações e da seleção natural. Nas populações mais extremas, essa diferenciação atingiu um ponto tal que a produção de híbridos viáveis tornou-se impossível. Surgiu, então, em conseqüência do isolamento geográfico, um isolamento reprodutivo total entre elas.
Origem das raças. As mutações, as recombinações gênicas, a seleção natural, as diferenças de ambiente, os movimentos migratórios e o isolamento, tanto geográfico como reprodutivo, concorrem para alterar a freqüência dos genes nas populações e são, assim, os principais fatores da evolução.
Duas raças geograficamente isoladas evoluem independentemente e se diversificam cada vez mais, até que as diferenças nos órgãos reprodutores, ou nos instintos sexuais, ou no número de cromossomos, sejam grandes a ponto de tornar o cruzamento entre elas impossível ou, quando possível, produtor de prole estéril. Com isso, as duas raças transformam-se em espécies distintas, isto é, populações incapazes de trocar genes. Daí por diante, mesmo que as barreiras venham a desaparecer e as espécies passem a compartilhar o mesmo território, não haverá entre elas cruzamentos viáveis. As duas espécies formarão, para sempre, unidades biológicas estanques, de destinos evolutivos diferentes.
Se, entretanto, o isolamento geográfico entre duas raças é precário e desaparece depois de algum tempo, o cruzamento entre elas tende a obliterar a diferenciação racial e elas se fundem numa mesma espécie, monotípica, porém muito variável. É o que está acontecendo com a espécie humana, cujas raças se diferenciaram enquanto as barreiras naturais eram muito difíceis de vencer e
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ÓRGÃOS ANÁLOGOS – são aqueles que desempenham funções semelhantes, embora a origem embrionária possa ser diferente. É o caso das asas de aves e de insetos ou das nadadeiras de um tubarão e de um golfinho.
As analogias mostram a ocorrência de adaptações convergentes. Através desse fenômeno, espécies diferentes são selecionadas, exibindo adaptações semelhantes que as ajustam às circunstâncias de um determinado ambiente.
Estruturas atrofiadas em determinados grupos, os órgãos vestigiais aparecem desenvolvidos e funcionais em outros. Isso revela a existência de um parentesco evolutivo entre eles ou a presença de uma “linha de montagem” comum na natureza.
Na espécie humana são inúmeros os exemplos de órgãos vestigiais:
O apêndice vermiforme, bastante reduzido, aparece bem desenvolvido nos herbívoros, onde abriga microrganismos mutualísticos que promovema digestão da celulose;
O cóccix é um vestígio da cauda observada em outros animais, como o macaco;
A prega semilunar do ângulo interno dos olhos constitui um vestígio da menbrana nictante dos anfíbios, répteis e mamíferos;
Os caninos (desenvolvidos nos carnívoros) e os pêlos peitorais são outros exemplos de estruturas vestigiais presentes na espécie humana.
A grande riqueza existente no território brasileiro por ocasião do seu descobrimento levou os homens a apoderarem-se de tudo e explorar de forma irracional os recursos naturais, abastecendo e enriquecendo todos aqueles que administravam o Brasil Colônia e muitos outros países que por interesse puramente econômico também serviram-se do potencial desta terra.
Ignorando as leis da natureza, e envolvidos pela vasta extensão territorial, pela bela e exuberante paisagem e pela fartura aparente, os exploradores jamais pensaram no íntimo relacionamento que deve envolver o homem e o meio natural.
O sul do país também apresentava esta formidável realidade e foi alvo de exploração sem os cuidados com os benefícios que a terra poderia oferecer.
Ao longo da história, sem pensar nas conseqüências desta atuação insensata, desgastaram-se os ecossistemas até quase a exaustão colocando em risco a sobrevivência da humanidade no terceiro milênio.
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Atualmente as poucas reservas florestais naturais ainda existentes são permanentemente atacadas e delas retiradas a madeira e outros elementos para abastecer o mercado deficiente destes produtos.
No meio rural, o agricultor encontra todo o tipo de problemas na sua propriedade, principalmente no que se refere a equilíbrio ambiental, assistindo à perda paulatina da produtividade de suas plantações.
Recentemente, em todo planeta fala-se muito sobre ecologia, meio ambiente e manejo sustentado dos recursos naturais renováveis, porém somente uma pequena parte da população possui conhecimentos suficiente para entender a dinâmica e as inter-relações que ocorrem entre os diferentes ecossistemas que existem no mundo.
Surge, então, a necessidade de intensificar estudos, pesquisas e debates sobre esses temas, procurando uma abrangência maior, inclusive atingindo a comunidade em geral, através do envolvimento dos professores do ensino fundamental a fim de que todos possam ter acesso a estes conhecimentos.
Somente através do uso de práticas de manejo que não levem à degradação do ambiente, pode-se assegurar a perpetuidade da produtividade dos ecossistemas para as futuras gerações.
O termo "Ecossistema" foi utilizado pela primeira vez em 1935 pelo ecólogo britânico Arthur Tansley. Em alguns países na Europa, especialmente na Rússia, utiliza-se a expressão Biocenose para identificar o Ecossistema. Desde o início de sua caracterização o termo ecossistema vem obtendo diversas conceituações.
De modo geral a expressão ecossistema refere-se a "Toda e qualquer unidade (área) que envolva todos os organismos vivos (bióticos), que se encontram interagindo com o ambiente fisico (abióticos) em que estes vivem, de tal forma que um fluxode energia produza estruturas bióticas bem definidas e uma ciclagem de materiais entre as partes vivas e as não-vivas".
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COMUNIDADE OU BIOCENOSE – conjunto de todos os organismos estabelecidos numa determinada área. Comunidade é, portanto, o conjunto de todas as populações presentes em um determinado local.
HABITAT - Termo utilizado em ecologia para designar o conjunto específico de condições físicas, como espaço e clima, que envolve uma espécie ou um grupo de espécies. É o endereço do indivíduo.
BIÓTOPO - é o ambiente físico onde vivem os seres da comunidade.
NICHO ECOLÓGICO – conjunto de atividades que uma espécie desempenha no ecossistema. Exemplo: o leão e a zebra tem o mesmo habitat, porém, o leão é carnívoro e a zebra um herbívoro. Têm nichos diferentes. Para se saber o nicho de uma espécie temos que saber de que se alimentam, onde e em que hora, onde se reproduzem, onde se abrigam, etc...
ECOSSISTEMA – Associação estável existente entre uma comunidade biológica e o ambiente físico onde ela vive. Implica trocas contínuas entre solo, plantas, animais herbívoros e animais carnívoros. Nela se estabelece uma cadeia alimentar.
BIOMA – São as grandes paisagens naturais, que constituem um tipo de ecossistema com distribuição em várias partes do mundo. Os diversos ecossistemas que compõem o mesmo bioma têm similaridade de vegetação, produto da semelhança de condições climáticas e de solo. Exemplo: bioma de deserto, florestas decíduas, florestas pluviais etc...
BIOSFERA – conjunto formado por todos os ecossistemas da terra, é a porção do planeta habitada por qualquer tipo de ser vivo.
ECÓTONO – área de transição entre dois habitats, uma área de justaposição de dois habitats distintos.
Na natureza existem inúmeras possibilidades de combinações entre os fatores animados e inanimados para formarem um ecossistema. Qualquer dessas combinações que estejam em relativo equilíbrio, tanto no seu aspecto como na sua função, chama-se Ecossistema. Cada ecossistema contém uma biocenose (isto é, uma comunidade de plantas e animais) e um biótopo (isto é, o seu ambiente). Este ecossistema possui uma certa extensão territorial e se limita com ecossistemas vizinhos.
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O esquema da Figura 3 contém os principais componentes de um ecossistema
Figura 3. Componentes de um Ecossistema.
Todo e qualquer ecossistema, constituído por florestas, rios, oceanos e outros, apresenta componentes bióticos e substâncias abióticas que compõem o meio.
Os seres vivos (fatores bióticos) organizam-se em três grupos distintos, representados pelos produtores, consumidores e decompositores.
Denomina - se componentes abióticos os elementos ambientais que atuam diretamente sobre o mundo vivo. Na natureza, os seres vivos exibem grande diversificação quanto à capacidade de tolerar as variações do meio em que vivem. Nesse sentido, são classificados em: EURIBIONTES – seres dotados de capacidade de tolerar amplos limites de variações a um determinado componente abiótico; ESTENOBIONTES – aqueles que apresentam limites relativamente estreitos de tolerância a variações.
TEMPERATURA
A influência da temperatura sobre os seres vivos é facilmente compreendida quando lembramos da íntima relação estabelecida entre ela e a atividade das enzimas, que são moléculas ativadoras do metabolismo celular. Em geral, observa – se que a atividade enzimática duplica ou triplica a cada 10 ºC de aumento na temperatura do meio em que a enzima atua. Embora a vida normalmente se desenvolva apenas em temperaturas entre 0 e 50 ºC, os seres vivos muitas vezes podem ultrapassar esses limites. Certas bactérias por exemplo, foram encontradas vivas em águas termais ao redor dos 90 ºC.
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Tensão superficial - Fenômenos como a formação de gotas e bolhas esféricas, a capilaridade, o fato de os líquidos molharem ou não os sólidos e de certos insetos caminharem sobre a superfície da água se explicam pela propriedade física denominada tensão superficial. Chama-se tensão superficial a propriedade que a superfície livre de um líquido apresenta de comportar-se como uma membrana, ou película delgada, capaz de suportar pequenos esforços sem rompimento. Esse fenômeno pode ser observado em quase todas as formas esféricas de pequenas gotas de líquido ou bolhas de sabão. Uma lâmina de barbear também pode ser sustentada pela tensão superficial da água: a lâmina não está flutuando; se for empurrada, afundará. Uma molécula no interior do líquido é atraída por todas as suas vizinhas, que estão, em média, uniformemente distribuídas a sua volta. A camada superficial, entretanto, está submetida a intensa compressão, pois é puxada para baixo por todo o restante do líquido. É isso que lhe confere propriedades de certa forma semelhantes às de uma membrana. A superfície de um líquido tende sempre a contrair-se ou reduzir-se. É necessário realizar trabalho para expandi-la. A elasticidade do líquido impede que essa contração ocorra além de certos limites. RADIAÇÃO SOLAR
A ação da radiação sobre os organismos vivos pode ter efeitos benéficos ou nocivos, dependendo de sua natureza ou intensidade. A ação da luz sobre alguns componentes dos organismos produz fenômenos bastante conhecidos, como a fotossíntese, o principal mecanismo natural de produção de oxigênio. Além disso, a radiação solar governa o metabolismo e o comportamento dos animais e influencia o crescimento e a orientação espacial das plantas. Importância da luz - A fotossíntese é um dos processos vitais mais importantes em que atua a energia luminosa. Exclusiva das células dos vegetais verdes, a fotossíntese consiste na transformação de compostos inorgânicos, como a água, o dióxido de carbono e os sais minerais, em compostos orgânicos, por meio da absorção de energia luminosa proveniente do sol. A fotossíntese determina o ritmo de crescimento dos vegetais. A duração da insolação é também fundamental para o fenômeno da floração. Nos animais, a recepção da luz se faz por meio de sensores específicos localizados. Os aparelhos visuais captam informações sobre formas, movimentos, distância, calor, intensidade e até mesmo polarização da luz. Além disso, a ação dos raios ultravioleta do sol sobre a pele é fundamental para a produção da vitamina D, que previne o raquitismo.
Termo que designa a quantidade de sais em solução por unidade de volume d'água nos oceanos. Varia muito na superfície, em conseqüência das perdas por
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evaporação e do volume de água doce procedente dos rios, das calotas polares e das chuvas. Dependendo de sua concentração de sais, a água pode ser classificada em: Doce, quando a concentração de sal é de até 2 partes por mil; Salobra, quando apresenta concentração de sal entre 2 e 18 partes por mil, ou, Salgada, concentração de sal acima de 18 partes por mil. De acordo com a tolerância à salinidade os seres podem ser: Estenoalinos – aqueles que não toleram grandes variações de salinidade. Eurialinos - são os seres que toleram ampla s alterações de salinidade.
Existem vários outros fatores abióticos como solo, nutrientes presentes no solo e os elementos químicos que formaram a distribuição e adaptação de todos os seres vivos. As zonas climáticas vaiam amplamente, e , mesmo dentro delas, fatores geológicos, como topografia e composição da rocha matriz, subdividem o ambiente em dimensões mais estreitas ainda.
Os produtores caracterizam-se como sendo seres ou organismos vivos denominados autotróficos, capazes de fixar a energia oriunda da luz do Sol sob a forma de energia química, construindo compostos orgânicos a partir do dióxido de carbono (CO2) e água (H2O), retirando do solo as substâncias nutritivas minerais. Como exemplo de seres autotróficos podemos citar os vegetais e as bactérias que realizam a fotossíntese. Os organismos fotossintetizantes são divididos em duas classes: os que produzem oxigênio, representados pelos vegetais, e os que não produzem oxigênio que são as bactérias, com exceção das cianobactérias.
As bactérias que não produzem oxigênio atuam em ambientes anaeróbios, ou seja, sem a presença de oxigênio, onde por sua vez utilizam o hidrogênio para o processo da fotossíntese a partir de compostos orgânicos como o lactato.
Entre as bactérias que realizam a fotossíntese podemos citar a Euglena e as Chlamydomonas de água doce, e as Diatomáceas e Dinoflagelados que vivem nos oceanos.
A fotossíntese é o processo mais importante da terra, sem o que não existiria vida vegetal sobre asuperfície do globo terrestre.
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Este grupo é representado pelos organismos heterotróficos, também chamados de macroconsumidores. Tratam-se de seres incapazes de produzir sua própria energia, sendo obrigados, para sua sobrevivência, a retirar a matéria e a energia de outros organismos. Conforme a posição que ocupam na cadeia alimentar são chamados de consumidores primários, secundários, terciários ou quaternários.
Os consumidores recebem diferentes denominações, em função do alimento consumido. (Tabela 1)
Herbívoros ou Fitófagos Plantas Frugívoros Frutas Onívoro Plantas e Animais Ictiófagos Peixes Hematófagos Sangue Coprófagos Fezes Ornitófagos Aves Planctófagos Plâncton Detritívoros Detritos Animais e Vegetais
Tabela 1. Denominação dos grupos consumidores de acordo com seu hábito alimentar e o tipo de alimento consumido.
CONSUMIDORES PRIMÁRIOS
Na cadeia alimentar, os consumidores primários são os primeiros organismos a se alimentarem dos produtores (vegetais). Como exemplo de consumidores primários
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podemos citar os insetos e os mamíferos em geral. (Figura
Figura 5. Animais alimentando-se de pastagem natural.
Numa área de campo, verifica-se que os animais domésticos, bovinos, eqüinos e ovinos buscam seu alimento a partir da massa verde produzida pelos vegetais.
Quando um animal carnívoro alimenta-se de um animal herbívoro, na cadeia alimentar ele passa a ser denominado consumidor secundário. (Figura 6)
Figura 6. Hábito alimentar de um consumidor secundário.