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Parafusos e Roscas: Guia Completo com Exercícios Práticos, Manuais, Projetos, Pesquisas de Elementos de Sistemas de Engenharia

LIVRO DE APOIO AO ESTUDO DA MATÉRIA DE ELEMNTOS DE MÁQUINAS

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 10/06/2019

camilo-valinhas
camilo-valinhas 🇧🇷

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Parafusos e Roscas
- 1 -
ELEMENTOS DE
MÁQUINAS
PARAFUSOS E ROSCAS
PARAFUSOS E ROSCASPARAFUSOS E ROSCAS
PARAFUSOS E ROSCAS
Antenor Vicente da Silva Carmélio
CET – 2006
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ELEMENTOS DE

MÁQUINAS

PARAFUSOS E ROSCASPARAFUSOS E ROSCASPARAFUSOS E ROSCASPARAFUSOS E ROSCAS

Antenor Vicente da Silva Carmélio CET – 2006

Parafusos:

  • Partes de um parafuso
  • Rosca direita e esquerda
  • Rosca simples ou Múltipla
  • Identificação
  • Aplicação
  • Formulário
  • Medição de roscas
  • Sistemas de roscas
  • Cálculos ____________
  • Exercícios ____________

Rosca simples ou múltipla

Pode-se fabricar simultaneamente um, dois ou

mais sulcos sobre o mesmo cilindro, dando

lugar a parafusos de rosca simples, dupla,

tripla... conforme o número de sulcos

fabricados podendo ser um, dois, três...

A mais empregada é a rosca simples,

reservando as roscas múltiplas para

mecanismos que ofereçam pouca resistência ao

movimento e aos que desejam obter um

avanço rápido com um número de voltas

mínimo (mecanismos de aperto).

Identificação

Todo parafuso se identifica mediante 5 características básicas: Cabeça, diâmetro,

comprimento. Perfil da rosca e passo da rosca.

A cabeça permite sujeitar o parafuso ou imprimir o movimento giratório com ajuda de

ferramentas adequadas (As mais usuais são chaves fixas, ou inglesas, fendas ou chaves

Allen). (As mais usuais são de forma hexagonal ou quadrada, mas também existem

outras).

  • O Diâmetro do parafuso é medido na zona da

rosca, podendo ser milímetros ou em

polegadas.

  • O Comprimento do parafuso é a medida da

rosca e corpo juntos.

  • O Perfil de rosca faz referência ao perfil do filete com que foi fabricado o

parafuso; os mais empregados são: ·.

As roscas em “V” aguda são empregadas para instrumentos de precisão (parafuso

micrométrico, microscópio...) A Witworth e a métrica se empregam para Sujecion

(sistema parafuso e porca); a redonda para aplicações especiais (As lâmpadas e porta

lâmpadas levam esta rosca); a quadrada e a trapezoidal se empregam para a

transmissão de potência ou movimento (grifos, morsas, tornos...); as de dentes de

serra recebem precisão somente em um sentido e se usa para aplicações especiais

(mecanismos onde se queira facilitar o giro em um sentido e dificultar em outro).

  • O passo da rosca é a

distância que existe entre

duas cristas

consecutivas. Se o

parafuso é de uma rosca

simples corresponde ao

avanço sobre a porca

com uma volta completa.

Se for de rosca dupla o

avanço será igual ao

dobro do passo.

É importante saber que segundo o perfil da rosca se define o tipo da rosca. Os mais

comuns para aplicação são a Whitworth e a métrica. Estes tipos de roscas estão

normalizados, o que quer dizer que as dimensões de diâmetro, passo, ângulo do filete

forma da crista e da raiz etc., já estão predefinidas.

Designa-se a rosca métrica, mediante a letra M maiúscula, seguido do diâmetro do

parafuso (em milímetros) assim M8 faz referencia a uma rosca métrica de 8 mm de

diâmetro.

Se o parafuso é métrico de rosca fina (tem um passo menor que o normal) a

designação se faz juntando o passo a nomenclatura anterior. Por exemplo: M20 x 1,

faz referência a um parafuso de rosca métrica de 20 de diâmetro e 1,5 mm de passo.

Aplicação

O parafuso é na realidade um mecanismo de transmissão (desplazamiento) (o sistema

parafuso porca transforma um movimento giratório em

um longitudinal), porém sua utilidade básica é da

união desmontável de objetos, dando lugar a duas

formas práticas de uso:

Combinado com uma porca, permite comprimir

entre esta e a cabeça do parafuso as peças que

queremos unir. Neste caso o parafuso é usual colocar

arruelas com dupla função: Proteger as peças e evitar

que a união se afrouxe devido a vibrações.

diâmetro menor da porca (furo): D1 =d - 1,0825P. diâmetro efetivo da porca (Æ médio): D2 =d2. altura do filete do parafuso: he = 0,61343P. raio de arredondamento da raiz do filete do parafuso: rr e = 0,14434P. raio de arredondamento da raiz do filete da porca: rr i = 0,063P.

Rosca witworth

(triangular normal e

fina)

a = 55º

P= 1”.

nºde filetes

hi =he = 0,6403 — P

rr i =rre = 0,1373 — P

d=D

d1=d - 2he

D2 =d2 = d - he

Medições de rosca

O primeiro procedimento para calcular roscas consiste na medição do passo da rosca

Para obter essa medida, podemos usar pente de rosca, escala ou paquímetro.

Esses instrumentos são chamados verificadores de roscas e fornecem a medida do passo

em milímetro ou em filetes por polegada e, também, a medida do ângulo dos filetes.

Sistemas de rosca

As roscas de perfil triangular são fabricadas segundo três sistemas normalizados: o

sistema métrico ou internacional (ISO), o sistema inglês ou whitworth e o sistema

americano.

No sistema métrico as roscas são determinadas em

milímetros. Os filetes têm forma triangular, ângulo de

60º, crista plana e raiz arredondada.

No sistema whitworth são dadas em

polegadas. Nesse sistema, o filete tem a forma

triangular, ângulo de 55º, crista e raiz

arredondadas.

O passo é determinado dividindo-se uma

polegada pelo número de filetes contidos em

uma polegada.

No sistema americano as medidas são expressas em polegadas. O filete tem a forma

triangular, ângulo de 60º, crista plana e raiz arredondada.

Nesse sistema, como no whitworth, o passo também é determinado dividindo-se uma

polegada pelo número de filetes contidos em uma polegada.

Nos três sistemas, as roscas são fabricadas em dois padrões: normal e fina.

A rosca normal tem menor número de filetes por polegada que a rosca fina.

No sistema whitworth, a rosca normal é caracterizada pela sigla BSW (british standard

whitworth - padrão britânico para roscas normais). Nesse mesmo sistema, a rosca fina é

caracterizada pela sigla BSF (british standard fine – padrão britânico para roscas finas).

No sistema americano, a rosca normal é caracterizada pela sigla NC (national coarse) e a

rosca fina pela sigla NF (national fine).

Cálculos de roscas triangulares métrica normal

diâmetro externo: 8 mm

Passo: 1,25 mm

Fórmula: d2 = d - 0,6495 — P

Exemplo - Calcular a folga (f) de uma rosca métrica normal de um parafuso cujo

diâmetro maior (d) é de 14 mm e o passo (p) é de 2 mm.

Fórmula: f = 0,045 — P

Substituindo os valores:

f = 0,045 — 2

f = 0,09 mm

Portanto, a folga entre a raiz do filete da porca e a crista do filete do parafuso é de 0,

mm.

Exercício 3

Calcule a folga (f) de uma rosca métrica normal de um parafuso cujo diâmetro maior (d)

é de 10 mm e o passo (p) é de 1,5 mm.

Fórmula: f = 0,045 — P

Exemplo – Calcular o diâmetro maior de uma porca com rosca métrica normal, cujo

diâmetro maior do parafuso é de 8 mm e o passo é de 1,25 mm.

Fórmula: D = d + 2f

Calcula-se, primeiro o valor de f cuja fórmula é f = 0,045 — P.

Portanto: f = 0,045 — 1,

f = 0,

Substituindo os valores de f na fórmula:

D = 8 + 2 — 0,

D = 8 + 0,

D = 8,11 mm

Portanto, o diâmetro maior da porca é de 8,11mm.

Exercício 4

Calcular o diâmetro maior de uma porca com rosca métrica normal cujo diâmetro maior

do parafuso é de 16 mm e o passo é de 2 mm.

Fórmula: D = d + 2f

MÉTRICA GROSSA 60º

Rosca

Métrica.

Diâm. Da

broca p/

roscar

diâm. Da

broca

passante

Passo

M1 0,75 1,30 0,

M2 1,60 2,50 0,

M3 2,50 3,60 0,

M4 3,30 4,80 0,

M5 4,20 5,80 0,

M6 5,00 7,00 1

M8 6,70 9,00 1,

M10 8,40 11,50 1,

M12 10,00 14,00 1,

M14 11,75 16,00 2

M16 13,75 18,00 2

M18 15,25 20,00 2,

M20 17,25 23,00 2,

M22 19,25 25,00 2,

M24 20,75 27,00 3

M27 23,75 30,00 3

M30 26,00 33,00 3,

M36 31,50 39,00 4

M42 37,00 45,00 4,

POLEGADA GROSSA (UNC-55º)

Rosca em

Pol.

Diâm. ext.

em mm.

Diâm. Da

broca p/

roscar

diâm. Da

broca

passante

Números

de fios/pol.

1/8 3,175 2,60 3,60 40

5/32 3,969 3,10 4,80 32

3/16 4,762 3,70 5,50 24

1/4 6,350 5,10 7,50 20

5/16 7,938 6,50 9,50 18

3/8 9,525 7,90 10,50 16

7/16 11,113 9,25 13,00 14

1/2 12,700 10,50 15,00 12

5/8 15,876 13,50 18,00 11

3/4 19,500 16,50 22,00 10

7/8 22,226 19,25 25,00 9

1 25,400 22,00 28,00 8

1,1/4 31,750 27,75 35,00 7

1,1/2 38,100 33,50 42,00 6

1,3/4 44,452 39,00 48,00 5

2 50,802 44,50 55,00 4,1/

POLEGADA ROSCA FINA (UNF-60º)

Rosca em

Pol.

Diâm. ext.

em mm.

Diâm. Da

broca p/

roscar

diâm. Da

broca

passante

Números

de fios/pol.

5 3,175 2,50 4,00 44

6 3,505 2,80 4,20 40

8 4,166 3,40 5,00 36

10 4,826 4,00 5,50 32

12 5,486 4,60 6,50 28

1/4 6,350 5,40 7,25 28

5/16 7,938 6,80 9,00 24

3/8 9,525 8, 50 10,50 24

7/16 11,113 9,80 12,50 20

1/2 12,700 11,50 15,00 20

5/8 15,875 14,75 18,00 18

3/4 19,050 17,50 22,00 16

7/8 22,225 20,50 25,00 14

1 25,400 2 3,75 28,00 14

1,1/8 28,575 26,50 32,00 12

1,1/4 31,750 29,75 35,00 12

1,1/2 38,100 36,00 42,00 12

Momentos torçores (torques)

para atingir força de aperto igual a 80% da carga de prova.

Rosca normal – N.m

Rosca (d) Classe de propriedades

4.8 5.8 8.8 9.8 10. M M3, M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

Rosca fina – N.m

Rosca (d) Classe de propriedades

4.8 5.8 8.8 9.8 10. M8x M10x M10x1,

M12x1, M12x1, M14x1,

M16x1, M18x1, M20x1,

M22x1, M24x M27x

M30x M33x M36x M39x

O valores são orientativos e se baseiam em condições médias de atrito aço com aço.

A utilização de revestimentos anticorrosivos poderá alterar substancialmente os

resultados.

Para aplicações críticas, os valores deverão ser aferidos com a utilização de aparelho (*)

para determinação de esforço axial na haste do parafuso.

(*) Skidmore – Wilhelm ou similar

Parafusos Série Polegada

SAE J429 – Características mecânicas

Classe de resistência

Resistência à tração mínima N/mm²

Tensão escoamento mínima N/mm²

Tensão de deformação não proporcional mínima N/mm²

Alongamento após ruptura % min

Tensão sob carga de prova N/mm²

Dureza

Grau 1 414 249 18 230 70-100 HRB Grau2 D≤3/4”^

511 393 18 380 80-100 HRB

D>3/4” 414 249 18 230 70-100 HRB

Grau 5

D≤1” 828 635 14 586 25-34 HRC

D>1” 725 559 14 510 19-30 HRC

Grau 8 1035 897 12 830 33-39 HRC

Cargas de prova – Parafusos série Polegada rosca grossa UNC

Rosca (d)

Seção resistente nominal As,nom mm^2

Classe de propriedades Carga de prova (A (^) S,nom x Sp), N Grau 1 Grau 2 Grau 5 Grau 8 ¼ - 20 5/16 – 18

Cargas de prova – Parafusos série polegada rosca fina UNF

Rosca (d)

Seção resistente nominal As,nom mm^2

Classe de propriedades Carga de prova (AS,nom x Sp), N Grau 1 Grau 2 Grau 5 Grau 8 ¼ - 28 5/16 – 24 3/8 – 24

Parafusos ASTM

ASTM A

Classe Bitolas

Resistência à tração N/mm²

Tensão Escoamento mínima N/mm²

Tensão sob carga prova N/mm²

Dureza Cabeças Aplicação/Observação

Grau A ¼” – 4” 414 min. 69-100 HRB Sext. Uso geral. Grau B 414 - 690 69-95 HRB Sext. S/ cabeça

Flanges de tubulações em ferro fundido. Grau C 400 - 550 250. S/ cabeça Ancoragem em estruturas.

ASTM A

Tipo 1 ≤ 1” 827 min 635 586 25-34 HRC Sext. Pesada

Montagem de estruturas Tipo 2 Excluído em Nov

Tipo 3 > 1” – 1.1/2” 724 min 559 510 19-30 HRC

Aço c/ resistência a intempéries. Montagem de estruturas.

ASTM A394 (*)

Tipo 0

510 min. 80–100 HRB

Sext. Quadrada

Aço baixo C zincado. Montagem torres transmissão e similares.

Tipo 1

827 min. 25-34 HRC

Aço médio C temp.e reven. zincado. Montagem torres transmissão e similares.

Tipo 2

Aço baixo C martensitico zincado. Montagem torres transmissão e similares.

Tipo 3

Aço c/ resistência a intempéries. Temp.e reven. Montagem de estruturas.

(*) ASTM A 394 prescreve prova de cisalhamento quando solicitado pelo cliente.

ASTM A

Tipo 1

¼”- 1” 825 min. 635 585 25-34 HRC Sext. S/ cabeça

Uso geral Alta resistência

725 min. 560 510 19-30 HRC

1.1/2”- 3” 620 min. 400 380 -

Tipo 2 ¼” – 1” 825 min. 635 585 25-34 HRC Uso geral Aço baixo C martensitico.

ASTM A

Tipo 1

1035 - 1173 897 827 33-38 HRC

Sext. Pesada

Aço liga Montagem estruturas.

Tipo 2

Aço martensitico. Montagem estruturas. Bitolas ½”- 1”

Tipo 3

Aço resistente a intempéries Montagem estruturas.

ASTM F593 (Aço Inoxidável)

Marcação Condição Material

Resistência à tração N/mm²

Tensão escoamento mínima N/mm²

Dureza Bitola

F 593 C (^) Conformado a frio

Austenítico 304 ou similar

690 - 1035 448 95 HRB-32 HRC ¼”- 5/8”

F 593 D 586 - 965 310 80 HRB-32 HRC >5/8”- 1.1/2”

F 593 G (^) Conformado a frio

Austenítico 316 ou similar

690 - 1035 448 95 HRB-32 HRC ¼” – 5/8”

F 593 H 586 - 965 310 80 HRB-32 HRC >5/8”- 1.1/2”

F 593 V (^) Conformado a frio

Ferrítico 430 ou similar

414 - 724 276 75-98 HRB ¼” – 5/8”

F 593 W 379 - 690 207 65-95 HRB >5/8”- 1.1/2”

F 593 P

Temperado Revenido A 565ºC min (^) Martensitico 410 ou similar

759 - 966 621 20-30 HRC ¼” – 1.1/2”

F 593 R

Temperado Revenido A 274ºC min

1104 - 1310 827 34-45 HRC ¼” – 1.1/2”

ASTM F 468 (não ferrosos)

F 468 B

Conformado a frio

Latão ASTM 270 414 - 621^345 55-80 HRF^ Todas

ISO 3506-1 (Aço Inoxidável)

A2 - 70

Conformado a frio

Austenitico 304 ou similar 700 min 450 ≤ M 24

A4 - 70 Conformado a frio

Austenitico 316 ou similar 700 min (^450) ≤ M 24

F1 - 60 Conformado a frio

Ferritico 430 ou similar 600 min 410 180-285 HV ≤ M 24

C1 - 70 Temperado revenido

Martensitico 410 ou similar 700 min 410 20-34 HRC Todas

C1 - 110

Temperado revenido 275ºC min

Martensitico 410 ou similar 1100 min^820 36-45 HRC^ Todas