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Uma detalhada descrição das principais características da endocardite infecciosa, incluindo sintomas agudos e subagudos, lesões de maior risco, causas e agentes patogênicos. Além disso, o texto aborda as doenças degenerativas das valvas, infecções nasocomiais e fatores de risco.
Tipologia: Resumos
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Endocardite Infecciosa Definição Infecção microbiana da superfície endocárdica. Pode acometer as valvas cardíacas, defeitos septais, na cordoalha tendinea e no endocárdio mural EI aguda:
45 anos aumentam o risco
Válvulas Nativas É causada por agentes colonizadores naturais da pele, orofaringe e trato urogenital o Estafilococos, estreptococos e enterococos o Expressam receptores específicos para a ligação e a aderência a superfícies valvares lesadas Endocardite Subaguda o Mais comum: Estreptococos viridans (alfa- hemolíticos). Habitam a orofaringe o Estreptococos do grupo B (os beta- hemolíticos) podem causar EI em pacientes com cirrose hepática ou diabetes mellitus e em usuários de drogas intravenosas o Idosos: Streptococcus gallolyticus(bovis), associada a lesões colônicas preexistentes. Pesquisa de adeno de cólon ou outras lesões malignas gastrointestinais Endocardite aguda o Mais comum: Staphylococcus aureus o Porta de entrada: infecção de pele ou tecido subcutâneo A incidência da endocardite pneumocócica está diminuindo progressivamente, mas costuma ser muito grave quando aparece e pode ocorrer como parte da tríade de Austrian (ou de Osler), que envolve endocardite, meningite e pneumonia, com elevada morbidade e mortalidade. Próteses Valvares o Estafilococos: negativos, predominam durante período precoce onde acreditam que os casos estão mais relacionados com a infecção peri- operatória o Estreptococos e S. aureus: períodos tardios, doença comunitária o No período tardio, o espectro de organismos se torna mais parecido com o da doença comunitária da valva nativa, na qual os estreptococos e o S. aureus predominam, embora com uma proporção levemente maior de estafilococos coagulase-negativos no grupo com prótese valvar.
Esplenomegalia: não esquecer de associar a febre e ao sopro cardiaco para fechar o diagnostico de endocardite infecciosa. Desencadeada pela resposta imune infecciosa Complicações Cardíacas/locais: o Sopros cardíacos, sopros de regurgitação novos o ICC o Abcessos perivalvares o Bloqueio atrioventricular/ramo: quando a lesão invade o septo ou anel da valva aórtica o Pericardite: pode ocorrer após extravasamento de uma infecção que acomete anel aórtico A insuficiencia cardíaca congestiva é a principal causa de óbito na endocardite infecciosa, geralmente relacionada com lesão valvar direta Eventos embólicos: o Foco infeccioso encontra-se numa valva cardíaca por onde passa todo sangue que é bombeado pelo VD aos pulmões e pelo VE à circulação sistêmica o Os êmbolos podem se alojar na pele, pulmões (EI de câmara direita), rins, fígado, baço, vasos sanguíneos e SNC (EI esquerda) o A presença de vegetação na câmara cardíaca esquerda é um fator de risco para a embolia arterial, incluindo a cerebral mais frequente na valva mitral. o Pulmão: derrame pleural ou infiltrados, abcessos múltiplos. Embolia pulmonar ocorre a partir da EI direita, valva tricúspide (usuários de drogas vasoativas) o Rins: Infarto renal – dor em flancos e hematúria o Aneurisma micótico: êmbolos sépticos se alojam na vasa vasorum durante a EI, e provocam enfraquecimentos destas paredes gerando o aneurisma. o Síndrome vascular cerebral: mais comum valva mitral. Fatores de risco: o Vegetações grandes (10-15mm) e moveis visualizadas através do Ecocardiograma, vegetações mitrais, aumento da vegetação durante terapia e endocardite fúngica ou por S. aureus Infecções metastáticas: o Osteomielite, artrite séptica, abcesso epidural (mais comum em usuários de drogas) o Meningite purulenta: em casos de endocardite pneumocócica (síndrome de Austrian) o Abcessos intracranianos: Aspergillus Fenomenos imunológicos:
Diagnóstico Critérios modificados de Duke: 2 critérios maiores, ou um maior e três menores, ou cinco menores Endocardite provável à 1 maior e 1 menor MAIORES 1) HEMOCULTURAS POSITIVAS: a. Micro-organismos típicos causadores de EI isolados em duas amostras de hemoculturas separadas b. Hemoculturas persistentes positivas para micro-organismos consistentes com endocardite infecciosa i. 2 hemoculturas positivas com mais de 12 horas de diferença; ou ii. 3 hemoculturas positivas, com pelo menos 1 hora de intervalo entre a primeira e a ultima; iii. 4 ou mais hemoculturas com a maioria delas positiva e pelo menos 1 hora de intervalo entre a primeira e a ultima. c. Única cultura positiva para Coxiella burnetti ou um titulo de anticorpo antifase I IgG >1: 2) EVIDÊNCIA DE ENVOLVIMENTO CARDIACO: a. Achados no Ecocardiograma como vegetações moveis aderidas à valva, ao aparelho valvar, na direção de jatos regurgitantes ou no material implantado b. Abcesso c. Nova deiscência parcial da prótese valvar d. Nova regurgitação valvar MENORES