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Formação de inspetores
Tipologia: Notas de estudo
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Módulo Equipamentos Estáticos
Ficha Técnica
UnicenP – Centro Universitário Positivo Oriovisto Guimarães (Reitor) José Pio Martins (Vice Reitor) Aldir Amadori (Pró-Reitor Administrativo) Elisa Dalla-Bona (Pró-Reitora Acadêmica) Maria Helena da Silveira Maciel (Pró-Reitora de Planejamento e Avaliação Institucional) Luiz Hamilton Berton (Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa) Fani Schiffer Durães (Pró-Reitora de Extensão) Euclides Marchi (Diretor do Núcleo de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas) Helena Leomir de Souza Bartnik (Coordenadora do Curso de Pedagogia) Marcos José Tozzi (Diretor do Núcleo de Ciências Exatas e Tecnologias)
Antonio Razera Neto (Coordenador do Curso de Desenho Industrial) Maurício Dziedzic (Coordenador do Curso de Engenharia Civil) Júlio César Nitsch (Coordenador do Curso de Eletrônica) Marcos Roberto Rodacoscki (Coordenador do Curso de Engenharia Mecânica) Carlos V. Reis (Autor) Rui Fernando Costacurta (Colaborador) Marcos Cordiolli (Coordenador Geral do Projeto) Iran Gaio Junior (Coordenação Ilustração, Fotografia e Diagramação) Carina Bárbara R. de Oliveira (Coordenação de Elaboração dos Módulos Instrucionais) Juliana Claciane dos Santos (Coordenação dos Planos de Aula) Luana Priscila Wünsch (Coordenação Kit Aula) Angela Zanin Leoni Néri de Oliveira Nantes Érica Vanessa Martins (Equipe Kit Aula) Carina Bárbara Ribas de Oliveira (Coordenação Administrativa) Cláudio Roberto Paitra Marline Meurer Paitra (Diagramação) Cíntia Mara Ribas Oliveira (Coordenação de Revisão Técnica e Gramatical) Contatos com a equipe do UnicenP: Centro Universitário do Positivo – UnicenP Pró-Reitoria de Extensão Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza 5300 81280-320 Curitiba PR Tel.: (41) 317 3093 Fax: (41) 317 3982 Home Page: www.unicenp.br e-mail: [email protected] e-mail: [email protected]
Contatos com a Equipe da Repar: Refinaria Presidente Getúlio Vargas – Repar Rodovia do Xisto (BR 476) – Km 83700-970 Araucária – Paraná Mario Newton Coelho Reis (Coordenador Geral) Tel.: (41) 641 2846 – Fax: (41) 643 2717 e-mail: [email protected] Uzias Alves (Coordenador Técnico) Tel.: (41) 641 2301 e-mail: [email protected] Décio Luiz Rogal Tel.: (41) 641 2295 e-mail: [email protected] Ledy Aparecida Carvalho Stegg da Silva Tel.: (41) 641 2433 e-mail: [email protected] Adair Martins Tel.: (41) 641 2433 e-mail: [email protected]
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Apresentação
É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você. Para continuarmos buscando excelência em resultados, dife-
renciação em serviços e competência tecnológica, precisamos de
você e de seu perfil empreendedor.
Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o
Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras, representada
pela UN-Repar, buscando a construção dos materiais pedagógicos
que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria.
Estes materiais – módulos didáticos, slides de apresentação, planos
de aula, gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes téc-
nico-práticos dos operadores com as teorias; desta forma não po-
dem ser tomados como algo pronto e definitivo, mas sim, como um
processo contínuo e permanente de aprimoramento, caracterizado
pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da
Petrobras.
Contamos, portanto, com a sua disposição para buscar outras
fontes, colocar questões aos instrutores e à turma, enfim, aprofundar
seu conhecimento, capacitando-se para sua nova profissão na
Petrobras.
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Escreva uma frase para acompanhá-lo durante todo o módulo.
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Tubulações são condutos fechados desti- nados ao transporte de fluidos. As tubulações são constituídas de tubos de tamanhos padro- nizados, colocados em série. Usam-se tubulações para o transporte de todos os fluidos, materiais pastosos, líquidos e gasosos. Na prática, são chamados de tubos, somente os condutos rígidos. Os condutos fle- xíveis recebem a denominação de tubos flexí- veis, mangueiras ou mangotes.
Os tubos podem ser classificados em me- tálicos ou não metálicos. a) Tubos Metálicos Ferrosos: Aço Carbono; Aço Liga (à base de Cr, Mo Ni, Si); Aço inoxidável; Ferro Fundido; Ferro Forjado. b) Tubos Metálicos não Ferrosos: Cobre e ligas de cobre (latão, bronze); Alumínio; Chumbo; Níquel; Outros metais; etc. c) Tubos Não Metálicos: Cimento-amianto; PVC; Borracha; Concreto; Vidro; Plástico; etc.
Representam a maior parte das tubulações utilizadas na refinaria. São usados para trans- ferir hidrocarbonetos, vapor, água, gases, etc. Suas limitações são, no que diz respeito, a produtos químicos corrosivos e ao fator tem- peratura.
São usados para serviços especiais tais como fluidos corrosivos, fluidos à altas tem- peraturas, etc. Os elementos de liga mais usa- dos são: – Cr e Mo, para altas temperaturas e
São usados geralmente para fins específi- cos, que envolvem pequenos diâmetros (ar de instrumento, tubos de permutador, entre outros).
Os tubos são identificados por um núme- ro chamado “diâmetro nominal” (DN). A uni- dade é a polegada (símbolo: "). Uma polegada equivale a 2,54 cm. De DN 1/8" até 12", esse valor não corres- ponde a nenhuma dimensão física dos tubos; e de DN 14" a 36" o diâmetro nominal coincide com o diâmetro externo (D. Ext.) dos tubos. Assim, o valor fixo dos tubos de 1/8" a 12" é o diâmetro externo, sempre maior que o diâmetro nominal. Exemplo:
DN 4" →^ D. Ext. = 4,5" DN 8" →^ D. Ext. = 8,6"
Acima de 30", os tubos são padronizados, fabricados com costura, sob encomenda.
Para cada um dos diâmetros nominais, fa- bricam-se tubos com diversas espessuras de parede. Esta espessura é padronizada e recebe o nome de “Schedule” (Sch). Quanto mais alto o Sch, maior será a espessura da parede do tubo. Exemplo:
DN 8" →^ D. Ext. = 8,6" →^ Sch 40 = 0,32" DN 8" →^ D. Ext. = 8,6" →^ Sch 80 = 0,5"
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Figura 1.1 – Espessura de parede de tubos. Existem tubos para outras finalidades que não simplesmente o transporte de fluidos. São os tubos usados em permutadores, fornos, cal- deiras, etc, que servem também para aumen- tar a área de troca de calor. Exigem, na maio- ria dos casos especificações especiais. Para esses tubos, o diâmetro externo cor- responde ao diâmetro nominal (DN), e a espes- sura de parede que varia grandemente, é desig- nada pela própria medida de espessura em mm, décimo de polegada, entre outras unidades. Exemplo:
Tubo DN 3/4" →^ D. Ext. = 3,4" Tubo DN 2" →^ D. Ext. = 2"
Os acessórios de tubulações são os meios utilizados para conectar tubos, válvulas, outros acessórios e equipamentos. Além de ligar, os acessórios servem também para mudar a dire- ção, variar o diâmetro da tubulação, fazer deri- vações, interromper ligações, etc. Os acessórios podem ser soldados, rosqueados ou flangelados. Classificam-se conforme sua função nas tubulações: a) Para mudar a direção em tubos, usa-se: (Figura 1.2 e 1.3)
Conclusão do exemplo: como o D. Ext. é fixo (8,6") para um mesmo DN (8"), então ao au- mentarmos o n.º de schedule a espessura de pare- de aumenta e conseqüentemente o diâmetro in- terno diminui. (Figura 1.1).
Tubo
Luva rosqueada
Solda
Luva soldada
Curva 90° Curva 90° com pé Curva 45°
D. Ext. (^) D. Int.
Sch. Figura 1.2 – Acessórios flangelados.
Figura 1.3 – Acessórios para solda do topo.
Figura 1.4 Acessórios flangelados.
Figura 1.5 – Acessórios para solda do topo.
Figura 1.6 – Acessório flangelado.
Figura 1.7 – Acessórios para solda do topo.
Figura 1.8 – Ligações rosqueadas e ligações soldadas.
Curva 90° Raio Longo
Curva 45°
Cruzeta “Tê”
Sela “Tê”
Redução
Redução Concêntrica
Redução Excêntrica
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Os flanges, confeccionados de material Anotações forjado, podem ser classificados segundo a pressão nominal de projeto. As classes de pres- sões para flanges são: 125, 150, 300, 400, 600, 900, 1.500 e 2.500 lbs/pol 2. Os flanges mais usados em refinaria correspondem às classes de 150 e 300 lbs/pol 2. As dimensões dos flanges (espessura, n.º de parafusos, diâmetro externo) variam com as classes de pressão. Em todas as ligações com flanges, existe sempre uma junta que é o elemento de vedação. O material da junta deverá ser deformável e elástico, para compensar as irregularidades das faces dos flanges, estratégia que confere vedação perfeita. Deverá também ser especi- ficado, visando suportar as variações de tem- peratura e pressão. Existem diversos tipos de juntas. As mais comuns na refinaria são:
Os isolamentos térmicos, com freqüência, têm por finalidade, reduzir as trocas de calor do tubo para o meio ambiente, ou vice-versa. São constituídos, geralmente, de material à base de cálcio ou lã de rocha. Os isolamentos térmicos podem ser utili- zados por duas razões, com finalidades espe- cíficas diferentes: a) Motivo Econômico As perdas de calor de um fluido para o exterior, representam um desperdício da energia empregada no aquecimento. A utilização de isolamento térmico resul- ta, portanto, em economia de energia.
b) Proteção Pessoal O isolamento térmico pode também ser necessário para evitar queimaduras caso o operador encoste-se na tubula- ção, ou ainda, em algumas situações, para evitar o desconforto da excessiva irradiação de calor.
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Válvulas são dispositivos usados para es- tabelecer, controlar e interromper a passagem de fluidos em tubulações. Dentro deste concei- to global, as válvulas podem ter, no entanto, funções e características específicas que permi- tem uma classificação segundo seu emprego.
a) Válvulas de Bloqueio São aquelas que se destinam, primor- dialmente, a estabelecer ou interrom- per o fluxo, ou seja, devem só funcio- nar completamente abertas ou comple- tamente fechadas. Tipos mais usados: válvula gaveta; válvula macho; válvula esfera. b) Válvulas de Regulagem de Fluxo Destinam-se para o controle de fluxo e podem, devido a isto, trabalhar em qualquer posição. Tipos mais usados: válvula globo; válvula agulha; válvula de controle; válvula borboleta; válvula de diafragma.
a) válvula de retenção de portinhola; b) válvula de retenção tipo plug; c) válvula de retenção de esfera; d) válvula de pé.
São também conhecidas como válvulas de segurança, alívio e contra pressão
São também conhecidas como válvulas re- dutoras e reguladoras de pressão
O corpo ou carcaça é a parte da válvula que se conecta à tubulação e contém o orifício de passagem do fluido. As válvulas são peças sujeitas à manutenção e, por isso, devem ser, em princípio, facilmente desmontáveis. Tanto as válvulas rosqueadas, como as flangeadas obedecem a este conceito. No en- tanto, com o desenvolvimento dos processos de solda, passaram também a ser empregadas válvu- las com extremidades para solda de soquete e para solda de topo. A desmontagem dessas válvulas é bem mais difícil, mas em compensação, não há riscos de vazamentos na tubulação. São os seguin- tes os principais casos de emprego de cada tipo de extremidade em válvulas : a) Extremidades flangeadas Sistema usado em quase todas as vál- vulas, de qualquer material, emprega- do em tubulações industriais de mais de 2". (Figura 2.1)
Figura 2.1 – Válvula gaveta.
Volante Pino graxeiro Haste
Sobreposta Gaxetas Castelo Flangeado
Corpo
Gaveta
Flange
Sede
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Figura 2.6 – Válvula gaveta com redução de engrenagens.
Volante
Engrenagens de redução
Castelo
Flange
Figura 2.5 – Válvula de fecho rápido.
Alavanca de operação
Guia da alavanca
Haste deslizante Gaxeta Castelo aparafusado
Gaveta Flange
c) Operação automática:
Para operação manual, empregam-se vo- lantes e alavancas em válvulas de até 12". Para válvulas maiores, usam-se os sistemas de en- grenagem e parafuso sem fim, com o objetivo de suavizar a operação.
Figura 2.7 – Válvulas com volante com corrente e com haste de extensão.
a) Válvula acima do operador
b) Válvula abaixo do operador
Volante
Volante para corrente
Piso de operação
Haste de extensão
Para a operação manual de válvulas situa- das fora do alcance do operador, utilizam-se volantes ou alavancas com correntes, ou ain- da hastes de extensão (Figura 2.7).
O mecanismo móvel interno da válvula (haste e peças de fechamento) e a sede chama- se “trim” da válvula. São as peças mais im- portantes da válvula, geralmente, feitas de ma- teriais de melhor qualidade do que os da car- caça, porque estão sujeitas a grandes esforços e à forte corrosão. Devem ter também uma usinagem cuidadosa para que a válvula tenha fechamento estanque. Na maioria das válvulas, a haste atravessa o castelo, indo para fora do corpo. Para evitar vazamento pela haste, existem gaxetas conven- cionais com porca de aperto, ou, mais rara- mente, sistemas especiais de vedação como retentores, foles, entre outros. Quando a haste é rosqueada (como acontece na maioria das válvulas), a rosca deve, de preferência, estar por fora da gaveta, por ser um sistema de cons- trução mais barato.
Há uma variedade muito grande de siste- mas usados para a operação de válvulas: a) Operação manual, por meio de:
b) Operação motorizada:
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A operação motorizada é empregada ape- nas nos seguintes casos:
A operação motorizada pneumática é o sis- tema mais usado nas válvulas comandadas por instrumentos automáticos. É preciso não con- fundir válvulas comandadas por instrumentos automáticos com válvulas de operação auto- mática. Existem dois sistemas de operação moto- rizada elétrica de uso corrente:
É o tipo de válvula mais importante e de uso mais generalizado. São utilizadas princi- palmente nos serviços de bloqueio nas linhas de água, óleos e líquidos em geral (desde que não sejam muito corrosivos ou voláteis), para quaisquer diâmetros, e também para o bloqueio de vapor e ar em linhas de diâmetro acima de 8". Em todos estes serviços, as válvulas de gaveta são usadas para qualquer pressão ou temperatura (Figura 2.1). O fechamento dessas válvulas é feito pelo movimento de uma peça chamada gaveta , que se desloca paralelamente ao orifício da válvu- la e perpendicularmente ao sentido de escoa- mento do líquido. Quando completamente abertas, a perda de carga causada por este tipo de válvula é desprezível. Apenas devem trabalhar comple- tamente abertas ou completamente fechadas, isto é, são válvulas de bloqueio e não de re- gulagem. Quando parcialmente abertas, cau- sam laminagem da veia fluida, acompanhada de cavitação e violenta erosão. Observa-se que as válvulas gaveta são sempre de fechamento lento, sendo impossí- vel fechá-las instantaneamente: o tempo ne- cessário para o fechamento será tanto maior quanto maior for a válvula. Essa é uma grande vantagem das válvulas gavetas, porque, desta maneira, pode-se controlar o efeito dos golpes de ariete. As válvulas gaveta dificilmente dão um fechamento absolutamente estanque. Por ou- tro lado, na maioria das aplicações práticas, tal fechamento não é necessário. A gaveta das válvulas pode ser em cunha ou paralela. As gavetas de cunha são de maior quali- dade e dão, devido a ação da cunha, um fecha- mento mais seguro do que as gavetas parale- las, embora sejam de construção e manuten- ção mais difícil. Emprega-se, nas válvulas gaveta, três sis- temas diferentes de movimentação da haste:
É o sistema usado nas válvulas grandes e de boa qualidade. A haste tem apenas movi- mento de translação e o volante, preso ao cas- telo por uma porca fixa, apenas movimento de rotação. A rosca da haste é externa à válvula
Figura 2.8 – Válvula comandada por cilindro hidráulico.
Conexões para o líquido acionador
Cilindro Hidráulico
Gaxetas
Haste deslizante
Gaveta
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Em válvulas globo, o fechamento é feito por meio de um tampão que se move contra o orifício da válvula, que, geralmente, está em posição paralela ao sentido do fluxo. As vál- vulas globo podem trabalhar em qualquer po- sição e fechamento, isto é, são válvulas de re- gulagem. Causam, entretanto, em qualquer posição de fechamento, fortes perdas de car- gas. As válvulas globo dão um fechamento
Figura 2.12 – Válvula Angular.
Porca de aperto
Gaxetas Haste com rosca
Tampão
Trajetória do fluído
Castelo de união Porca Agulha
Trajetória do fluido Sede
Figura 2.11 – Válvula de 3 vias.
Figura 2.10 – Válvula de esfera.
Haste Orifício de passagem
Alavanca de manobra
Engaxetamento
Anéis retentores
Macho (esfera oca)
Posição aberta
Macho
Corte em projeção horizontal
As válvulas sem lubrificação, de boa qua- lidade, usadas para gases, têm sedes removí- veis, feitas de material resiliente (teflon, neo- prene, etc.), dando ótima vedação estanque.
Uma das variantes da válvula macho cor- responde às válvulas de esfera. Neste caso, o macho é uma esfera que gira sobre um diâ- metro, deslizando entre anéis retentores. As vantagens das válvulas de esfera sobre a de gaveta são o menor tamanho, peso e custo, melhor vedação e menor facilidade de opera- ção (Figura 2.10).
bem melhor que as válvulas de gaveta, de for- ma que é possível conseguir, principalmente em válvulas pequenas, um fechamento abso- lutamente estanque (Figura 2.3). As válvulas globo devem ser instaladas de modo que o fluido entre sempre pela face in- ferior do tampão. Essa disposição tem a van- tagem de poupar as gavetas, porque a pressão não fica agindo permanentemente sobre elas e também de permitir, em muitos casos, o reen- gaxetamento com a válvula em serviço.
Válvulas Angulares Essas válvulas têm os bocais de entrada e saída a 90°. Permite perdas de cargas menores que a válvula globo comum. Devido à posi- ção do orifício de passagem (Figura 2.12).
Válvula Agulha O tampão nestas válvulas é substituído por uma peça cônica agulha, que permite um con- trole mais delicado da vazão. É usado em li- nha até 2” (Figura 2.13).
Outra variante das válvulas macho são as válvulas de 3 ou 4 vias, onde o macho nesss válvulas é furado em “T” em “L” ou em cruz, dispondo a válvula de 3 ou 4 bocais para liga- ção às tubulações (Figura 2.11)
Figura 2.13 – Válvula Agulha.
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Válvula sem sede É uma variante das válvulas angulares em que o tampão consiste de um êmbolo que des- liza do corpo da válvula. Estas válvulas são empregadas para a descarga de caldeiras (Fi- gura 2.14).
Figura 2.14 – Válvula sem sede.
Êmbolo
Retentores
Válvulas em “Y” Essas válvulas apresentam a haste a 45° com o corpo, de maneira tal que a trajetória da corrente fluida fica quase retilínea. Em conse- qüência disso as perdas de carga ficam redu- zidas um valor mínimo. Essas válvulas são usadas para bloqueio e regulagem de vapor (Figura 2.15).
Figura 2.15 – Válvula em “Y”.
Tampão
Sede
Trajetória do fluido
Essas válvulas são usadas em combina- ção com instrumentos automáticos, que as comandam à distância, para controlar a vazão ou a pressão de um fluido. A válvula em si é quase semelhante a uma válvula globo sendo operada, na maioria das vezes, por meio de um diafragma sujeito à pressão de ar compri- mido. Há um instrumento automático que comada a pressão de ar, que por sua vez faz variar a posição de abertura da válvula. A ope- ração nas válvulas de controle é feita, geral- mente, pelo diafragma em um sentido (para abrir ou fechar) e por uma mola regulável no outro sentido (Figura 2.16).
Figura 2.16 – Válvula de Controle.
Mola regulável (para abrir a válvula)
Admissão de ar comprimido (para fechar a válvula) Diafragma flexível
Indicador de posição de abertura Haste Sobreposto Gaxetas
Tampões duplos Sedes balanceados
Usada para tubulações de grande diâme- tro (mais de 20'’), sujeitas a baixas pressões, sem a exigência de vedação perfeita. O fecha- mento da válvula é feio por meio de uma peça circular que pivota em torno de um eixo per- pendicular ao sentido de escoamento do flui- do (Figura 2.17).
Figura 2.17 (a) – Válvula Borboleta.
Figura 2.17 (b) – Válvula Borboleta.
Eixo
Corpo Disco
Volante
Alavanca
Corpo da válvula fechamentoDisco de (entre os flanges)
Flanges da tubulação
Aberto
Fechado
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Válvulas de pé São válvulas de retenção especiais para manter a escorva nas linhas de sucção de bom- bas. São semelhantes às válvulas de retenção tipo plug (Figura 2.22).
Figura 2.22 – Válvula de pé.
Válvulas de retenção e fechamento São semelhantes às válvulas globo, com tampão capaz de deslizar sobre a haste. Na posição aberta, funcionam como válvulas de retenção de levantamento e, na posição fecha- da, como válvulas de bloqueio. São usadas nas linhas de saída de caldeiras (Figuras 2.23).
Bocal de saída
Pino Guia
Tampão
Grade de entrada
Controlam a pressão à montante, abrindo- se automaticamente, quando essa pressão ul- trapassa um determinado valor para o qual a válvula foi ajustada (pressão de ajuste).
Figura 2.23 – Válvula de retenção e fechamento.
Haste rosqueada
Haste do Guia tampão Tampão Entrada Saída
A construção dessas válvulas é semelhante à das válvulas globo angulares. O tampão é mantido fechado contra a sede pela ação de uma mola, com parafuso de regulagem, ou de um contrapeso externo de posição ajustável. Regula-se tensão ou posição do contrapeso, de maneira a se ter a desejada pressão de aber- tura da válvula (Figura 2.24).
Figura 2.24 – Válvula de segurança.
Porca de regulagem Mola
Bocal de saída
Tampão
Sede
Bocal de entrada
As válvulas de mola são as mais comuns. A mola pode ser interna , dentro do castelo da válvula, ou externa, preferindo-se esta última disposição para serviços com fluidos corrosi- vos, muito viscosos, ou gases liqüefeitos que possam congelar, prendendo a mola. Essas válvulas são chamadas de “seguran- ça”, quando destinadas a trabalhar com flui- dos elásticos (vapor, ar, gases), e de alívio , quando destinadas trabalhar com líquidos, que são fluidos incompressíveis. A construção das válvulas de segurança e de alívio é basicamente a mesma, a principal diferença reside no per- fil das sedes e do tampão. Nas válvulas de se- gurança, o desenho desses perfis é feito de tal forma que a abertura total da válvula ocorra imediatamente após a “pressão de ajuste”, e o fechamento repentinamente abaixo da “pres- são de ajuste”. Nas válvulas de alívio, a aber- tura é gradual, atingindo o máximo com 110% a 125% da “pressão de ajuste”. As válvulas de segurança costumam ter uma alavanca externa com a qual é possível fazer-se manualmente o disparo da válvula para teste.
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Purgadores são equipamentos utilizados para eliminar condensados das tubulações que transportam vapor ou ar comprimido. Os bons purgadores além de remover condensado, re- movem também o ar e outros gases inconden- sáveis que possam existir. O aparecimento de condensado em tubu- lações de vapor pode se dar devido à perda de calor para o meio ambiente, arraste de gotícu- las, colocação em operação de determinado trecho de tubulação fria ou trechos de tubula- ções bloqueadas. O aparecimento de condensado em tubu- lações de ar comprimido ocorre em conseqüên- cia da condensação da umidade do ar ou do arraste do óleo de lubrificação dos compres- sores.
Remove-se o condensado existente nas li- nhas de vapor pelas seguintes razões:
Os purgadores podem ser classificados em:
a) Purgadores de bóia; b) Purgadores de panela invertida.
Consiste em uma caixa com uma entrada de vapor e uma saída de condensado. A saída do condensado é fechada por uma válvula co- mandada por bóia; quando há condensado, a bóia flutua e abre a saída do condensado, que é expulso pela própria pressão do vapor. É necessário que a força de flutuação da bóia seja suficiente, através das alavancas, para vencer a pressão do vapor, que tende a fechar a válvula. Esse purgador tem descarga contínua e não permite a saída de ar e de outros gases. É empregado para baixas pressões de va- por (até 35 Kgf/cm^2 ), quando se deseja des- carga rápida e contínua e quando não há ne- cessidade de eliminação de ar (Figura 3.1).
Figura 3.1 – Purgador de Bóia.
Válvula termostática (^) (vapor + condensado)Entrada
Bóia
Válvula de saída (^) Saída (condensado)