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erik erikson (conteudo 2), Notas de estudo de Psicopedagogia

an501 - an501

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 02/06/2011

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antony-charles-maues-7 🇧🇷

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Teoria do desenvolvimento psicossocial
A teoria do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson prediz que o crescimento psicológico
ocorre através de estágios e fases, não ocorre ao acaso e depende da interacção da pessoa com o
meio que a rodeia. Cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertente
positiva e uma vertente negativa. As duas vertentes são necessárias mas é essencial que se
sobreponha a positiva. A forma como cada crise é ultrapassada ao longo de todos os estágios irá
influenciar a capacidade para se resolverem conflitos inerentes à vida. Esta teoria concebe o
desenvolvimento em 8 estágios, um dos quais se situa no período da adolescência:
== Estágios de desenvolvimento ==
O primeiro estágio – confiança/desconfiança – ocorre aproximadamente durante o primeiro
ano de vida (0 - 18 mêses). A criança adquire ou não uma segurança e confiança em relação a si
próprio e em relação ao mundo que a rodeia, através da relação que tem com a mãe. Se a mãe não
lhe der amor e não responde às suas necessidades, a criança pode desenvolver medos, receios,
sentimentos de desconfiança que poderão vir a reflectir-se nas relações futuras. Se a relação é de
segurança, a criança recebe amor e as suas necessidades são satisfeitas, a criança vai ter melhor
capacidade de adaptação às situações futuras, às pessoas e aos papéis socialmente requeridos,
ganhando assim confiança.
O segundo estágio – autonomia/dúvida e vergonha – (aproximadamente entre os 18 meses e
os 3 anos). É caracterizado por uma contradição entre a vontade própria (os impulsos) e as normas
e regras sociais que a criança tem que começar a integrar. É altura de explorar o mundo e o seu
corpo e o meio deve estimular a criança a fazer as coisas de forma autónoma, não sendo alvo de
extrema rigidez, que deixará a criança com sentimentos de vergonha. A atitude dos pais aqui é
importante, eles devem dosear de forma equilibrada a assistência às crianças, o que vai contribuir
para elas terem força de vontade de fazer melhor. De facto, afirmar uma vontade é um passo
importante na construção de uma identidade. -Manifesta-se nas "birras"; nos porquês; querer fazer
as coisas sozinho.
O terceiro estágio – iniciativa/culpa – (aproximadamente entre os 3 e 6 anos) é o
prolongamento da fase anterior mas de forma mais amadurecida: a criança já deve ter capacidade de
distinguir entre o que pode fazer e o que não pode fazer. Este estágio marca a possibilidade de
tomar iniciativas sem que se adquire o sentimento de culpa: a criança experimenta diferentes papéis
nas brincadeiras em grupo, imita os adultos, têm consciência de ser “outro” que não “os outros”, de
individualidade. Deve-se estimular a criança no sentido de que pode ser aquilo que imagina ser, sem
sentir culpa. Neste estádio a criança tem uma preocupação com a aceitabilidade dos seus
comportamentos, desenvolve capacidades motoras, de linguagem, pensamento, imaginação e
curiosidade. Questão chave: serei bom ou mau?
O quarto estágio – indústria/inferioridade – decorre na idade escolar antes da adolescência
(6 - 12 anos). A criança percebe-se como pessoa trabalhadora, capaz de produzir, sente-se
competente. Neste estágio, a resolução positiva dos anteriores tem especial relevância: sem
confiança, autonomia e iniciativa, a criança não poderá afirmar-se nem sentir-se capaz. O
sentimento de inferioridade pode levar a bloqueios cognitivos, descrença quanto às suas
capacidades e a atitudes regressivas: a criança deverá conseguir sentir-se integrada na escola, uma
vez que este é um momento de novos relacionamentos interpessoais importantes. Questão chave:
Serei competente ou incompetente?
O quinto estágio – identidade/confusão de identidade – marca o período da adolescência. É
neste estágio que se adquire uma identidade psicossocial: o adolescente precisa de entender o seu
papel no mundo e tem consciência da sua singularidade. Há uma recapitulação e redefinição dos
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Teoria do desenvolvimento psicossocial

A teoria do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson prediz que o crescimento psicológico ocorre através de estágios e fases, não ocorre ao acaso e depende da interacção da pessoa com o meio que a rodeia. Cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertente positiva e uma vertente negativa. As duas vertentes são necessárias mas é essencial que se sobreponha a positiva. A forma como cada crise é ultrapassada ao longo de todos os estágios irá influenciar a capacidade para se resolverem conflitos inerentes à vida. Esta teoria concebe o desenvolvimento em 8 estágios, um dos quais se situa no período da adolescência:

== Estágios de desenvolvimento ==

O primeiro estágio – confiança/desconfiança – ocorre aproximadamente durante o primeiro ano de vida (0 - 18 mêses). A criança adquire ou não uma segurança e confiança em relação a si próprio e em relação ao mundo que a rodeia, através da relação que tem com a mãe. Se a mãe não lhe der amor e não responde às suas necessidades, a criança pode desenvolver medos, receios, sentimentos de desconfiança que poderão vir a reflectir-se nas relações futuras. Se a relação é de segurança, a criança recebe amor e as suas necessidades são satisfeitas, a criança vai ter melhor capacidade de adaptação às situações futuras, às pessoas e aos papéis socialmente requeridos, ganhando assim confiança.

O segundo estágio – autonomia/dúvida e vergonha – (aproximadamente entre os 18 meses e os 3 anos). É caracterizado por uma contradição entre a vontade própria (os impulsos) e as normas e regras sociais que a criança tem que começar a integrar. É altura de explorar o mundo e o seu corpo e o meio deve estimular a criança a fazer as coisas de forma autónoma, não sendo alvo de extrema rigidez, que deixará a criança com sentimentos de vergonha. A atitude dos pais aqui é importante, eles devem dosear de forma equilibrada a assistência às crianças, o que vai contribuir para elas terem força de vontade de fazer melhor. De facto, afirmar uma vontade é um passo importante na construção de uma identidade. -Manifesta-se nas "birras"; nos porquês; querer fazer as coisas sozinho.

O terceiro estágio – iniciativa/culpa – (aproximadamente entre os 3 e 6 anos) é o prolongamento da fase anterior mas de forma mais amadurecida: a criança já deve ter capacidade de distinguir entre o que pode fazer e o que não pode fazer. Este estágio marca a possibilidade de tomar iniciativas sem que se adquire o sentimento de culpa: a criança experimenta diferentes papéis nas brincadeiras em grupo, imita os adultos, têm consciência de ser “outro” que não “os outros”, de individualidade. Deve-se estimular a criança no sentido de que pode ser aquilo que imagina ser, sem sentir culpa. Neste estádio a criança tem uma preocupação com a aceitabilidade dos seus comportamentos, desenvolve capacidades motoras, de linguagem, pensamento, imaginação e curiosidade. Questão chave: serei bom ou mau?

O quarto estágio – indústria/inferioridade – decorre na idade escolar antes da adolescência (6 - 12 anos). A criança percebe-se como pessoa trabalhadora, capaz de produzir, sente-se competente. Neste estágio, a resolução positiva dos anteriores tem especial relevância: sem confiança, autonomia e iniciativa, a criança não poderá afirmar-se nem sentir-se capaz. O sentimento de inferioridade pode levar a bloqueios cognitivos, descrença quanto às suas capacidades e a atitudes regressivas: a criança deverá conseguir sentir-se integrada na escola, uma vez que este é um momento de novos relacionamentos interpessoais importantes. Questão chave: Serei competente ou incompetente?

O quinto estágio – identidade/confusão de identidade – marca o período da adolescência. É neste estágio que se adquire uma identidade psicossocial: o adolescente precisa de entender o seu papel no mundo e tem consciência da sua singularidade. Há uma recapitulação e redefinição dos

elementos de identidade já adquiridos – esta é a chamada crise da adolescência. Factores que contribuem para a confusão da identidade são: perda de laços familiares e falta de apoio no crescimento; expectativas parentais e sociais divergentes do grupo de pares; dificuldades em lidar com a mudança; falta de laços sociais exteriores à família (que permitem o reconhecimento de outras perspectivas) e o insucesso no processo de separação emocional entre a criança e as figuras de ligação. Neste estágio a questão chave é: Quem sou eu?

O sexto estágio – intimidade/isolamento – ocorre entre os 20 e os 35 anos, aproximadamente. A tarefa essencial deste estágio é o estabelecimento de relações íntimas (amorosas, e de amizade) duráveis com outras pessoas. A vertente negativa é o isolamento, pela parte dos que não conseguem estabelecer compromissos nem troca de afectos com intimidade. Questão chave deste estágio: Deverei partilhar a minha vida ou viverei sozinho?

O sétimo estágio – generatividade/estagnação – (35 - 60 anos) é caracterizado pela necessidade em orientar a geração seguinte, em investir na sociedade em que se está inserido. É uma fase de afirmação pessoal no mundo do trabalho e da família. Há a possibilidade do sujeito ser criativo e produtivo em várias áreas. Existe a preocupação com as gerações vindouras; produção de ideais; obras de arte; participação política e cultural; educação e criação dos filhos. A vertente negativa leva o indivíduo à estagnação nos compromissos sociais, à falta de relações exteriores, à preocupação exclusiva com o seu bem estar, posse de bens materiais e egoismo.

Por fim, o oitavo estágio – integridade/desespero – ocorre a partir dos 60 anos e é favorável uma integração e compreensão do passado vivido. É a hora do balanço, da avaliação do que se fez na vida e sobretudo do que se fez da vida. Quando se renega a vida, se sente fracassado pela falta de poderes físicos, sociais e cognitivos, este estágio é mal ultrapassado. Integridade - Balanço positivo do seu percurso vital, mesmo que nem todos os sonhos e desejos se tenham realizado e esta satisfação prepara para aceitar a idade e as suas consequências. Desespero - Sentimento nutrido por aqueles que considerem a sua vida mal sucedida, pouco produtiva e realizadora, que lamentem as oportunidades perdidas e sentem ser já demasiado tarde para se reconciliarem consigo mesmo e corrigir os erros anteriores. Neste estágio a questão chave é: Valeu apena ter vivido?

Crise da Adolescência

Para que ocorra, são necessárias as seguintes condições: um certo nível de desenvolvimento intelectual, a ocorrência da puberdade, um certo crescimento físico e pressões culturais que levem o adolescente à efectiva ressíntese da sua identidade. Para além das mudanças físicas já referidas acima, o adolescente adquire também a capacidade de operações formais e raciocínio abstracto. O pensamento formal constitui a capacidade de reflectir acerca do seu próprio pensamento e do pensamento dos outros. O raciocínio abstracto permite colocar hipóteses, conceber teorias e opera com proposições.Muitas vezes um adolescente que precisa ter mais afetividade e não a encontra em casa,pensa que achará,ou a procura na escola através dos grupos de amigos,que nem sempre os aceitam sem que haja uma certa condição,que na maioria das vezes é de mal-caráter e mancha a personalidade da pessoa,ou até mesmo traz desinteligência com os pais,gerando uma falta de diálogo,coisa qual que ,por sua vez,é essencial no entendimento sobre a vida,um vez que os pais já