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Estudo de caso da acadêmica de enfermagem Jailma
Tipologia: Notas de estudo
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RECIFE-PE
Trabalho apresentado ao Professor Fernando Matos preceptor do estágio de Clínica médica realizado no Hospital dos Servidores do Estado-HSE da MC, turno matutino do curso de Enfermagem.
RECIFE-PE Faculdade Maurício de Nassau Recife - 20-05-
4 1-INTRODUÇÃO
Este trabalho tem por objetivo relatar o estudo clínico de um paciente esquizofrênico, o mesmo foi realizado no Hospital dos Servidores do Estado, na cidade de Recife-PE no período de 08 a 19 de maio do corrente ano. O termo "esquizofrenia" foi criado em 1911 pelo psiquiatra suíço Eugem Bleuler com o significado de mente dividida. A esquizofrenia é uma desordem cerebral crônica, grave e incapacitante, que afeta em torno de 1% da população.
5 DEFINIÇÃO Esquizofrenia é uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando marcados prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares.
Até hoje não se conhece nenhum fator específico causador da Esquizofrenia. Há, no entanto, evidências de que seria decorrente de uma
esquizofrênico, estes resultados têm maior interesse para a pesquisa que utilidade clínica.
O interesse também se concentrou nas diversas ligações no interior do cérebro, em vez de localização em uma parte do cérebro. De fato, estudos neuropsicológicos mostram comprometimento do processamento de informações na esquizofrenia e exames de ressonância magnética mostraram alterações anatômicas na uma rede das regiões neocortical e límbica, e nas interligações dos tratos de substância branc
Os quadros de esquizofrenia podem variar de paciente para paciente, sendo uma combinação em diferentes graus dos sintomas abaixo:
Delírios: O indivíduo crê em idéias falsas, irracionais ou sem lógica. Em geral são temas de perseguição, grandeza ou místicos Alucinações:
O paciente percebe estímulos que em realidade não existem, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos, podendo ser bastante assustador para o paciente Discurso e pensamento desorganizado: O paciente esquizofrênico fala de maneira ilógica e desconexa , demonstrando uma incapacidade de organizar o pensamento em uma seqüência lógica
Expressão das emoções: O paciente esquizofrênico tem um "afeto inadequado ou embotado", ou seja, uma dificuldade de demonstrar a emoção que está sentindo. Não consegue demonstrar se está alegre ou triste, por exemplo, tendo dificuldade de modular o afeto de acordo com o contexto, mostrando-se indiferente a diversas situações do cotidiano Alterações de comportamento: Os pacientes podem ser impulsivos, agitados ou retraídos, muitas vezes apresentando risco de suicídio ou agressão, além de exposição moral, como por exemplo, falar sozinho em voz alta ou andar sem roupa em público.
Para fazer o diagnóstico, o médico realiza uma entrevista com o paciente e sua família visando obter uma história de sua vida e de seus sintomas o mais detalhada possível. Até o presente momento não existem marcadores biológicos próprios dessa doença nem exames complementares específicos, embora existam evidências de alterações da anatomia cerebral demonstráveis em exames de neuroimagem e de metabolismo cerebral sofisticados como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, entre outros.
Além de fazer o diagnóstico, o médico deve tentar identificar qual é o subtipo clínico que o paciente apresenta. Essa diferenciação se baseia nos sintomas que predominam em cada pessoa e na evolução da doença que é
antipsicóticos mais modernos chamados de atípicos ou de última geração. As abordagens psico-sociais, como acompanhamento psicoterápico, terapia ocupacional e familiar são também muito importantes para diminuir as recaídas e promover o ajustamento social dos portadores da doença.
A enfermagem psiquiátrica está fundamentada no relacionamento interpessoal enfermeira-paciente, através do qual observa os aspectos biopsicossociais do ser humano. No aspecto biológico, a enfermagem observa efeitos colaterais da medicação e acompanha a saúde geral do jovem paciente e de sua família. No campo psicossocial, pode se envolver em diversas atividades, tais como a visita domiciliária, a coordenação de grupos de pacientes em oficinas e outros temas. A promoção do acesso do paciente e família aos recursos da comunidade pode contribuir para a reabilitação do doente e da família. O cuidado de enfermagem, com enfoque no sistema familiar, tem se mostrado bastante útil por permitir observar os aspectos biopsicossociais do paciente e de sua família e contribuir para uma melhor articulação do grupo com a comunidade.
A avaliação das necessidades específicas e as ações de enfermagem são aplicadas de acordo com a individualidade de cada família. Assim, têm-se uma reorganização dos sintomas dos pacientes e uma prevenção para futuros episódios,
melhorando a qualidade de vida do grupo familiar, seu papel frente à sociedade e entre seus próprios membros, evitando a deterioração definitiva que leva à incapacidade mental.
As ações de enfermagem ocorrem em serviços específicos para o atendimento do primeiro surto e em serviços de saúde primária. Assim que pacientes e famílias apresentam uma melhor aceitação da nova condição, são encorajados a enfrentá-la através de atividades com recursos da comunidade, o que possibilita a recuperação da vida social e, uma reabilitação mais rápida e eficiente.
A prática em enfermagem psiquiátrica se baseia em ações que visam a melhorar a condição da qualidade de vida do paciente e de sua família, a contribuir no controle do surto da doença, torná-la estabilizada, a ajudar na integração social após o aparecimento da doença, e a cooperar na adesão ao tratamento e à adaptação de sua nova condição.
As ações de enfermagem discutidas na literatura são: implementar avaliações biopsicossociais com atenção às características culturais do paciente; criar e implementar planos para melhorar as condições de saúde do paciente e de sua família; orientar paciente e família sobre as características da doença, do tratamento e sobre os recursos disponíveis; promover e manejar, dentro da saúde mental, os efeitos da doença através do ensino, da pesquisa, proporcionando adequado aconselhamento à família e ao paciente; manejar e coordenar sistemas de integração de cuidados que integrem as necessidades do paciente e da família, promovendo um entendimento e uma melhor aceitação da doença, o que leva à melhor adesão ao tratamento e uma melhor reabilitação social. Outra importante ação da enfermagem é a estimulação dos pacientes de primeiro surto esquizofrênico a usar recursos disponíveis na sociedade como trabalhos voluntários, atividades em grupos, exercícios físicos, lazer, entre outros.
Ao exame físico, revela-se um paciente consciente, confuso, hipocorado (2+/ 4+), acianótico, anictérico, sonolento, não deambula, aceitando bem a dieta, boa ingestão hídrica, normotermico(37ºC), taquipneico (29rpm), normocardico (96bpm), normotenso (140 x 80 mmHg).
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Apresenta couro cabeludo íntegro e limpo; orelha na mesma linha ocular, olhos isocóricos e fotoreagentes, nariz aparentemente sem desvio de septo nasal, lábios hipocorados e ressecados, sem linfonodos palpáveis na região retroauricular/ cervical, tórax simétrico sem abaulamento, mamas sem nódulos.AR: MV (P), RA, roncos, ACV: BNF em 2T s/ sopro, ABD: globoso, tenso, RHA (P), som fisiológico timpânico, indolor a palpação e sem visceromegalia, escara na região sacral, AGU: testículo edemaciado, eliminação de diurese por SVD, amarelo cítrico, evacuação (A), venoclise no MSD com jelco nº 22 p/ HDT e MED. No momento apresenta edema em MMSS e MMII. Paciente nega queixas.
NOME GÉNERICO- Metamizol sódico ou dipirona sódica NOMES COMERCIAIS- Dipirona INDICAÇÃO-Indicado como analgésico e antipirético. CONTRA-INDICAÇÃO- hipersensibilidade aos derivados pirazolônicos, e pacientes gestantes e lactantes, portadores de doenças hepáticas e carência congênita de Glucose-6-Fosfatodihidrogenase. REAÇÕES ADVERSAS- Reações anafiláticas com os seguintes sintomas na pele ou mucosas: ardor, inchaço, prurido, rubor, urticaria, arritimia.
OMEPRAZOL 12/12H NOME GÉNERICO- NOMES COMERCIAIS-Omeprazol INDICAÇÃO- Tratamento da úlcera duodenal, úlcera gástrica, esofagite de refluxo, síndrome de Zollinger- Ellison e pacientes refratários a outros tratamentos. CONTRA-INDICAÇÃO- Em pacientes com hipersensibilidade ao Omeprazol e aos componentes da fórmula REAÇÕES ADVERSAS- Não são freqüentes e, quando presentes, geralmente têm intensidade leve, desaparecendo com a continuação do tratamento ou após a suspensão do mesmo. As mais comuns são: cefaléia, astenia, diarréia, gastroenterite, dor muscular, reações alérgicas ( incluindo, raramente, anafilaxia ) e púrpura ou petéquia.
NOME GÉNERICO- Losartan ou Losartana NOMES COMERCIAIS- Cozaar INDICAÇÃO- tratamento da hipertensão. CONTRA-INDICAÇÃO- A utilização deste fármaco durante a gravidez deve ser evitada, assim como durante o aleitamento.
FENERGAN 22H NOME GÉNERICO- - Cloridrato de Prometazina NOMES COMERCIAIS- Fenergan INDICAÇÃO- é indicado no tratamento sintomático de todos os distúrbios incluídos no grupo das reações anafiláticas e alérgicas. Graças à sua atividade antiemética, é utilizado também na prevenção de vômitos do pós- operatório e dos enjôos de viagens. Pode ser utilizado, ainda, na pré-anestesia e na potencialização de analgésicos , devido à sua ação sedativa. CONTRA-INDICAÇÃO- pacientes com conhecida hipersensibilidade à prometazina ou outros derivados fenotiazínicos, assim como aos portadores de discrasias sangüíneas. Ligadas a efeito anticolinérgico: glaucoma por fechadura de ângulo; pacientes com risco de retenção urinária ligado a distúrbios uretroprostáticos. REAÇÕES ADVERSAS - sonolência é o efeito adverso mais comum do uso de Fenergan. Outros efeitos, embora raros, podem ocorrer: tontura , confusão mental, secura da boca, sintomas extrapiramidais, bradicardia ou taquicardia.
18 ROCEFIN 12/12H NOME GÉNERICO- CEFTRIAXONA SODICA NOMES COMERCIAIS - Rofoxin INDICAÇÃO- é receitado pelos médicos para tratar infecções causadas por microorganismos sensíveis à ceftriaxona. CONTRA-INDICAÇÃO-O Rocefin (Ceftriaxona dissódica) está contra-indicado em pacientes com reconhecida hipersensibilidade aos antibióticos do grupo das cefalosporinas. Em pacientes hipersensíveis à penicilina deve-se levar em conta a possibilidade de reações alérgicas cruzadas. Rocefin (Ceftriaxona dissódica) não deve ser adicionado a soluções que contenham cálcio como a solução de Hartmann ou solução de Ringer. Baseado em artigos da literatura, ceftriaxona é incompatível com amsacrina, vancomicina, fluconazol e aminoglicosídeos. REAÇÕES ADVERSAS-Cefaléia, tontura, elevação das enzimas hepáticas, sedimento sintomático de ceftriaxona cálcica na vesícula biliar, oligúria, aumento da creatinina sérica, micose do trato genital, tremores, reações anafiláticas ou anafilactóides.
Com base neste trabalho e em tudo que foi vivenciado ao longo deste estágio posso concluir dizendo que o mesmo me proporcionou não só a aquisição de novos conhecimentos, mas um autoconhecimento como pessoa e profissional, aprendi não só a técnica mais o cuidado que se deve ter ao realizá- la, o cuidado e o respeito para com o outro e que devem estar acima de nossos preconceitos. Acompanhar o paciente em sua totalidade também significou ser mais que profissional mais alguém com quem ele pudesse desabafar, confiar e contar ante as diversas situações proporcionadas pela doença sem saber ele que ao mesmo tempo eu gostaria de poder fazer mais e na impossibilidade de lhe dar a cura estendi a mão. A experiência de estar com alguém que você jamais havia visto e este estar sob os seus cuidados nos enriquece e amedronta, ao mesmo tempo em que nos faz crescer como seres humanos nos coloca responsáveis pela vida do outro, vida esta que Nem sempre poderemos salvar.