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Estudo de caso elaborado pela Acadêmica Paula Tanus
Tipologia: Notas de aula
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Maio/
Trabalho apresentado ao Preceptor Fernando Matos do estágio da disciplina de Clínica Médica da turma 5ºMA, do curso de Enfermagem.
O nefron é a unidade funcional do rim e, anatomicamente, é constituído de um filtro, o glomérulo e de túbulos que levam a urina até a pelve renal. Desta, através do ureter, a urina chega até a bexiga. Os cistos renais são dilatações de alguma porção do nefron. Eles se desenvolvem e crescem em razão: Estas condições favorecem a passagem dos líquidos para os locais frágeis do nefron, possibilitando a formação de cistos. Durante a formação dos cistos, há sempre crescimento de células, forrando todas as suas paredes. Também há aumento do intercâmbio de líquidos, semelhantes ao plasma, que acabam preenchendo o cisto. Dessa maneira, os cistos têm paredes celulares finas e estão cheios de um líquido semelhante ao plasma que pode conter algumas substâncias semi-sólidas.
Os cistos podem ocorrer em um ou nos dois rins e são, quase sempre, em pequeno número e de tamanho menor que 3 cm. Quando todo o rim é tomado por incontáveis cistos, de tamanhos variáveis, chama-se rim policístico. As causas responsáveis pela formação dos cistos podem ser hereditárias ou adquiridas.
Os responsáveis por 70% dos cistos adquiridos são cistos simples. Eles ocorrem frequentemente após os 50 anos e aumentam de frequência com o avançar
da idade e estão presentes em mais de 50% das pessoas, após os 60 anos. Podem ser solitários, múltiplos, uni ou bilaterais e, eventualmente, podem apresentar sintomas clínicos de dor lombar, sangue na urina (14%), infecção urinária e hipertensão arterial (35%). Dificilmente os cistos se infectam e formam abscessos. Pode ocorrer eventualmente ruptura e surgir sangramento interno ou aparecer no exame de urina.
Poucas vezes, são palpáveis no exame físico, porque dificilmente crescem muito, por isso, quase sempre são encontrados de maneira ocasional nos exames de rotina. Nos exames laboratoriais, podem ser encontrados sinais de infecção urinária, hematúria e dificuldades para concentrar a urina.
2.1 - DIAGNÓSTICO A maneira mais eficiente de encontrar os cistos renais é na ecografia abdominal e renal. Na ecografia, eles se apresentam arredondados, nitidamente marcados por uma parede fina e contêm, no seu interior, um líquido homogêneo, mais ou menos denso, sem massas (ou nódulos) e com uma superfície regular. Estas características os diferenciam dos tumores ou nódulos sólidos, de superfície irregular que são sugestivos de tumores benignos ou malignos.
2.2 - TRATAMENTO Não existe tratamento específico, depende dos sinais e sintomas que o paciente apresenta. O portador de cisto deve ser acompanhado anualmente para prevenir eventuais complicações (hematúria, cálculo, infecção) e evitar que alguns cistos com crescimento exagerado possam provocar obstrução e sofrimento ao parênquima renal. A maioria deles acompanha a pessoa por toda a vida, sem causar nenhum problema médico. Fonte: Google imagens
D.S.T, 87 anos, casado, 8 filhos, 2º grau completo, aposentado, católico, mas não praticante.Natural de Recife-PE, residente no bairro do Ipsep, em casa própria, com saneamento básico (Interligada à rede de esgoto sanitário, com água encanada e coleta de lixo). Não desenvolve atividades físicas e tem como atividade de lazer observar a rua. Não tabagista e ex-etilista. É Hipertenso e possui sequelas de AVC. Ficou internado na UTI do Hospital Nossa Senhora do Ó por 10 dias e 5 dias na enfermaria, recebeu alta em 23/04/10. Deu entrada no dia 25/04/10, na urgência (SPA) do HSE, com histórico de anúria há 24h, febre de 38,7ºC pela manhã. Hipótese diagnóstica: processo infeccioso (a esclarecer). Em 28/04/10, admitido na clínica médica: Hipertrofia Prostática, Cistos Renais e Infecção do Trato Urinário confirmadas. Paciente com EGR, consciente, orientado, calmo, acamado, contactua quando questionado, aceitando bem a dieta, conciliando bem o sono, higienizado no leito, hipocorado (+/4+), hidratado, BPTP, anictérico, acianótico, tórax simétrico, eupnéico (20 ipm), normotenso (110:60 mmhg), normosfígmico ( bpm), normocárdico (76 bpm), afebril (36,4ºC). Apresenta higiene corporal satisfatória, púpilas isocóricas e fotorreagentes, sem desvio de septo nasal, sem uso de prótese dentária, sem linfonodos palpáveis na região retro-auricular e cervical. Apresenta úlcera de pressão na região sacra e no glúteo direito em estágio II. Relata dor em MID.
Exame físico:
AR: MV (+), RA (+), crepitantes em HTE e roncos em HTD, expansão bilateral, expectorando secreção espessa e de coloração esverdeada.
ACV: BNF em 2T, sem sopros, RCI.
AD: abdome plano, depressível, timpanismo fisiológico, indolor a palpação, ausência de visceromegalia, RHA (+), evacuação ausente até o presente momento (SIC). AGU: Diurese (+) por SVD, amarelo claro e sem depósitos. MMII: presença de cacifo (+/4+) e úlcera de pressão em pé esquerdo.
Medicações em uso:
Omeprazol 40 mg – 1 comp. - VO/manhã (em jejum)
Hidantal 100 mg – VO – 12/12h
Dipirona – 1 comp. – VO – 6/6h (S/N)
Ciprofloxacino 500 mg – VO - 12/12h
Plamet – 1 amp.+1 amp. AD – IV – 8/8h
Anlodipino 2,5 mg – 1 comp. – VO (dia)
Citalopran 20 mg – 1 comp. – VO – às 10h
Diazepan 10 mg – 1 amp.+1amp. AD – IV (lento, se convulsionar)
Captopril 25 mg – 1 comp. - Sublingual (se PAS > 170 mmHg ou
PAD > 110 mmHg.
Carbamazepina 200 mg – 1 comp.
Nebulização – 3 ml SF 0,9 % + 20 gts Atrovent + 7 gts Berotec – 6/6h
Curativo das úlceras de 12/12h (o curativo com hidrocolóide, trocar a 2ª cobertura quando estiver úmida)
Medir diurese
Aspirar – O2 3l/min – (S/N)
Dieta hipossódica* líquida pastosa (Sob vigilância)
SSVV 6/6h
Efeitos adversos: Sonolência, alterações da memória, confusão, cefaléia, visão turva, fadiga e tonturas. Boca seca, constipação, diarréia, náusea, vômito, mal- estar epigástrico e alterações do apetite. Mialgia, tremores, cãibras. Efeitos paradoxais como agitação, insônia, ansiedade, depressão e agressividade podem ocorrer, notadamente em idosos.
Bradicardia, taquicardia, dor torácica, colapso cardiovascular. Depressão respiratória.
Reações de hipersensibilidade. Redução da libido. Diplopia, visão turva.
Nome comercial: CIPRO
Indicações: Infecções respiratórias: pneumonias causadas por Klebsiella, Enterobacter, Proteus, E. coli, Pseudomonas, Haemophillus, Branhamella, Legionella e Staphylococcus. Otite média e sinusite, especialmente se causada por Gram-negativos, inclusive Pseudomonas e Staphylococcus. Infecções genitais, inclusive anexite, gonorréia e prostatite. Infecções do trato gastrointestinal, trato biliar e peritonite. Infecções da pele e tecidos moles. Infecções ósseas e articulares. Infecções urinárias. Infecção ou profilaxia em pacientes imunodeprimidos.
Contra-indicações: Reações de fotossensibilidade na pele, hipersensibilidade e alergias aos derivados quinolônicos. Crianças ou adolescentes em fase de crescimento, exceto em casos de exacerbação da fibrose cística associada ao Pseudomonas aeruginosa. Gravidez. Amamentação.
Efeitos adversos: Náusea, vômito, dispepsia, diarréia, dor abdominal, monilíase e flatulência. Reações de hipersensibilidade (eritema, prurido e edema, febre, artralgia, anafilaxia). Rara a ocorrência de síndrome de Stevens-Johnson. Sensação de cansaço e fraqueza. Cefaléia, tonturas, insônia, agitação, depressão, confusão, parestesias. Tendinite. Alterações visuais, do paladar, da audição e do olfato. Insuficiência renal. Icterícia colestática, especialmente em pacientes com doença hepática anterior. Aumento temporário de transaminases, fosfatase alcalina, uréia e creatinina. Alterações hematológicas (leucopenia, eosinofilia, trombocitopenia, anemia hemolítica).
Nome comercial: PEPRASOL e LOSEC
Indicações: Úlcera duodenal, úlcera gástrica, úlceras resistentes. Esofagite de refluxo. Síndrome de Zollinger-Ellison. Erradicação do Helicobacter pylori em combinação com antibióticos. Lesões gástricas provocadas por drogas anti- inflamatórias não esteroidais. Contra-indicações: Hipersensibilidade ao omeprazol. Efeitos adversos: Cefaléia, vertigem. Diarréia, dor abdominal, náusea, vômito, constipação, alteração no paladar, cólon irritável, hipocolia fecal e candidíase esofágica. Dor nas costas, fraqueza e cãibras. Dor testicular e poliúria.
Nome comercial: CAPOTEN
Indicações: Hipertensão arterial. Insuficiência cardíaca congestiva. Infarto agudo do miocárdio. Nefropatia diabética. Contra-indicações: Alergia ao captopril ou outro inibidor da ECA. Gravidez. Efeitos adversos: Tosse seca persistente. Insônia, cefaléia, tonturas e fadiga. Rash cutâneo, reações cutâneas de fotossensibilidade, prurido, alopécia. Dor abdominal, náusea, diarréia, constipação, anorexia, alterações do paladar. Parestesias. Mais raramente ocorrem hipotensão arterial, angioedema, hiperpotassemia, neutropenia, agranulocitose, proteinúria, aumento da uréia e creatinina.
Nome comercial: NORVASC
Indicações: Hipertensão arterial. Angina do peito.
Contra-indicações: Choque cardiogênico, angina do peito instável, estenose aórtica severa. Gravidez. Hipersensibilidade aos bloqueadores de canais de cálcio. Efeitos adversos: Cefaléia, edema, fadiga, náusea, rubor facial, tonturas, rash cutâneo (raramente prurido e eritema multiforme). Taquicardia e hipotensão. Menos frequentemente pode ser observado dor abdominal, palpitações, modificações de peso, mialgias, artralgias, disfunção sexual, aumento da frequência urinária.
Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco. Gestação no último trimestre. Feocromocitoma sem controle médico adequado. Hemorragias gastrointestinais. Obstrução mecânica da motricidade gastrointestinal. Uso prévio de neurolépticos pode conferir uma sensibilidade especial a esta droga.
Efeitos adversos: Foram descritos: cefaléia, contração muscular, espasmos musculares, fraqueza, sonolência e astenia.
Indicações: antidepressivo inibidor da recaptação da serotonina. Sua principal finalidade é tratar todas as formas de depressão, exceto as presentes nos ciclos rápidos do transtorno afetivo bipolar (antiga PMD). Vem sendo recomendado também para tratar problemas de conduta em pacientes demenciados.
Efeitos adversos: dores de cabeça, insônia, sensação de cansaço, tonteiras, prisão de ventre e visão embaçada.
Indicações: Tratamento sintomático de crises agudas de asma. Profilaxia da asma induzida por esforço. Tratamento sintomático da asma brônquica e de outras enfermidades com constrição reversível das vias respiratórias, como bronquite obstrutiva crônica, enfisema e transtornos broncopulmonares (silicose, bronquiectasias, tuberculose, carcinoma bronquial) e na bronquite espástica da criança. É interessante considerar-se a adoção de um tratamento antiinflamatório concomitante. Para eliminação do broncoespasmo agudo antes da aerossolterapia com secretomucolíticos, corticosteróides, soluções salinas fisiológicas e cromoglicato dissódico, para favorecer a penetração destas substâncias nas pequenas vias aéreas. Contra-indicações: Hipertireoidismo, estenose aórtica subvalvular, sensibilidade a simpaticomiméticos, cardiomiopatia obstrutiva hipertrófica, taquiarritmias, hipersensibilidade ao bromidrato de fenoterol. Efeitos adversos: Em geral, Berotec é bem tolerado. Efeitos indesejáveis frequentes, atribuídos a Berotec , são leves tremores dos músculos esqueléticos e nervosismo. Menos frequentes são taquicardia, inquietação, vertigens, palpitações, fadiga, cefaléia (principalmente em pacientes hipersensíveis), sudorese, secura da boca e transtornos ventriculares do ritmo cardíaco ou moléstias pectanginosas. Em casos muito raros foram observadas irritações locais ou reações alérgicas. Como com outros broncodilatadores foram observadas, em alguns casos, tosse e, excepcionalmente, broncoconstrições paradoxais. O tratamento com Beta2-
agonistas pode ter como consequência uma hipocalemia potencialmente grave.
Indicações: serve como broncodilatador no tratamento de manutenção do broncoespasmo (falta de ar repentina) associado à asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que inclui bronquite crônica (inflamação dos canais do aparelho respiratório) e enfisema (doença pulmonar crônica que ataca indivíduos que fumam por muito tempo). Contra-indicações: é contra-indicado a pacientes c/ história de hipersensibilidade a quaisquer componentes da fórmula, à atropina ou a seus derivados. A forma farmacêutica do aerossol é contra-indicada a pacientes c/ história de hipersensibilidade conhecida à lecitina de soja ou a produtos alimentícios correlatos, como soja e amendoim. Para tais pacientes pode-se utilizar Atrovent solução para inalação, isento de lecitina de soja. Efeitos adversos: não respiratórias mais comumente relatadas foram distúrbios da motilidade gastrintestinal (p. ex. constipação, diarréia e vômito), cefaléia e secura da boca. Além disso, observaram-se as seguintes reações adversas com Atrovent: aumento da frequência cardíaca, palpitações, taquicardia supraventricular e fibrilação atrial, distúrbios na acomodação visual, náusea e retenção urinária. Estas reações adversas são reversíveis. O risco de retenção urinária pode estar aumentado em pacientes com obstrução pré-existente do trato urinário. Relataram-se reações adversas oculares. Como ocorre com outras terapias incluindo broncodilatadores, tem-se observado tosse, irritação local e broncoespasmo induzido por inalação. Relataram-se reações alérgicas como rash cutâneo, angiodema de língua, lábios e face, urticária (incluindo urticária gigante), laringospasmo e reações anafiláticas com recorrência positiva, em alguns casos. Muitos pacientes tinham um histórico de alergia a outras drogas e/ou alimentos, incluindo a soja.
Indicação: medicamento antiepiléptico.
------------------- Resultado Valor de referência Nível
Potássio 3,34 3,6 - 5,5 mEq/l Baixo
Sódio 135 134 - 149 mEq/l Normal
Uréia 14 10 - 40 mg/dl Normal
Creatinina 1,2 0,5- 1,4 mg/dl Normal
Cloro 108,8 94- 112 mEq/l Normal
9.1 – INTERPRETANDO OS RESULTADOS
Anemia - a queda na concentração de hemoglobina.
Hipocromia - é a redução da coloração dos eritrócitos (aumento da palidez central das hemácias) devido à deficiência de Hb. A hipocromia pode ser geral ou ocorrer em uma parte da população de hemácias. A hipocromia severa poderá refletir-se em uma redução do CHCM. Qualquer uma das condições que leva à microcitose pode causar hipocromia. Os eritrócitos das crianças sadias são frequentemente hipocrômicos quando comparados com os dos adultos. Anisocitose - é o aumento da variabilidade do tamanho dos eritrócitos que excede a observada em um indivíduo sadio. É uma anormalidade inespecífica comumente encontrada nas desordens hematológicas. Trombocitopenia - ocorre redução do número de plaquetas circulantes, o que predispõe o paciente a um grande número de minúsculos pontos hemorrágicos na pele e nos tecidos profundos, uma vez que o método de tamponamento plaquetário para interromper pequenas hemorragias vasculares se torna deficiente. Pessoas com trombocitopenia têm também tendência a sangrar do mesmo modo que os hemofílicos. A trombocitopenia pode ser determinada geneticamente, porém a maioria dos casos é resultante de intoxicação (toxinas, agrotóxicos) ou medicamentos. Neutrofilia - aumento acima do limite superior do valor de referência (VR), vai de 1.600 - 7.000/m l. Leucócitos > 9.000, neutrófilos > 6.000/mm³. Causas patológicas: - Infecções. Linfopenia - é uma deficiência combinada de células de resposta imunológica mediada (linfopenia CD4 e resposta diminuída a antígenos) e resposta imunológica mediada por anticorpos (hipogamaglobulinemia). Como resultado, os pacientes estão expostos a recorrentes infecções virais e bacterianas, muitas vezes levando a diarréia crônica e retardo do crescimento.