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estatística
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































Florianópolis, 2007
Coordenação Pedagógica das Licenciaturas à Distância UFSC/CED/CFM Coordenação: Roseli Zen Cerny
Núcleo de Formação Coordenação: Nilza Godoy Gomes
Núcleo de Criação e Desenvolvimento de Material Responsável: Isabella Benfica Barbosa Design Gráfico e Editorial: Carlos A. Ramirez Righi, Diogo Henrique Ropelato, Mariana da Silva. Adaptação Design Gráfico: Diogo Henrique Ropelato, Marta Cristina Goulart Braga, Natal Anacleto Chicca Junior. Design Instrucional: Janice Pereira Lopes Revisão Ortográfica: Jane Maria Viana Cardoso Preparação de Gráficos: Pricila Cristina da Silva, Rafael Schmidt Alves Editoração Eletrônica: Pricila Cristina da Silva, Rafael Schmidt Alves
Núcleo de Pesquisa e Avaliação Coordenação: Claudia Regina Flores
Copyright © 2007, Universidade Federal de Santa Catarina / Consórcio RediSul Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Coordenação Acadêmica do Curso de Licenciatura em Matemática na Modalidade à Distância.
T164e Taneja, Inder Jet Estatística Aplicada à Educação Matemática / Inder Jet Taneja, Fernando Guerra. – Florianópolis : UFSC/EAD/CED/CFM, 2007.
234 p. ISBN 9788599379158
CDU 519.
Elaborada pela Bibliotecária Eleonora M. F. Vieira – CRB – 14/
Iniciaremos o capítulo 5 dando os conceitos de experimentos aleatórios, es- paço amostral, noção de probabilidade e de evento. Definiremos variáveis aleatórias discretas e contínuas, esperança matemática ou valor esperado, variância e desvio padrão de uma variável aleatória discreta. Abordare- mos as principais distribuições de probabilidade discreta: a distribuição de Bernoulli e a Binomial e também a principal distribuição de probabi- lidade contínua, que é a distribuição normal ou de Gauss Abordaremos a distribuição normal como aproximação da distribuição Binomial.
O capítulo 6 tratará dos tipos de amostragem e da distribuição amos- tral da média com e sem reposição. Estudaremos o Teorema do Limite Central e a distribuição amostral das proporções com e sem reposição.
Finalmente, no capítulo 7, estudaremos a Estimação de Parâmetros: pon- tual e intervalar e intervalo de confiança. Abordaremos a estimação da média de uma população e o desvio padrão populacional, erro de esti- mação e o tamanho da amostra. Apresentaremos a distribuição t de Stu- dent, a amostragem de pequenas populações: Fator de Correção Finita (FCF) e a estimativa por intervalo de confiança para proporções.
1 Noções Básicas da Estatística
1 Noções Básicas da Estatística
1.1 Origem da Estatística
Desde a Antigüidade, vários povos já registravam o número de habitantes, de nascimentos, de óbitos, faziam estimativas das ri- quezas individual e social, distribuíam eqüitativamente terras ao povo, cobravam impostos e até realizavam inquéritos quantitati- vos por processos que hoje chamaríamos de “estatísticas”.
Na Idade Média, colhiam-se informações com finalidades tribu- tárias e bélicas.
A partir do século XVI surgem as primeiras análises sistemáticas de fatos sociais, tais como batizados, casamentos, funerais, origi- nando as primeiras tábuas e tabelas.
No século XVIII, o estudo de tais fatos vai ganhando feição ver- dadeiramente científica. Godofredo Achenwall denomina a nova ciência de Estatística , determinando seu objetivo e suas relações com as ciências.
No Brasil, a Estatística surgiu na segunda metade do século XIX com um Decreto Imperial, em 14 de janeiro de 1871 quando foi criada a primeira Diretoria Geral de Estatística (DGE).
Em 1930, houve uma reforma que fundiu a DGE com a Direto- ria de Estatística Comercial e, com o advento da República, esta passou a se chamar Departamento Nacional de Estatística, cujos setores de atividades foram se desenvolvendo até 1934.
A palavra estatística surge da expressão em Latim statisticum collegium palestra sobre os assuntos do Estado, de onde surgiu a palavra em língua italiana statista, que significa “homem de estado”, ou político, e a palavra alemã Statistik, designando a análise de dados sobre o Estado. A palavra adquiriu um significado de coleta e classificação de dados, no início do século 19. Fonte: http://pt.wikipedia. org/wiki/Estatistica
Pelo Decreto de 6 de julho de 1934, foi criado o Instituto Nacional de Estatística, órgão que veio centralizar todas as atividades estatísticas do país e responsável pela publicação do Anuário Estatístico do Brasil.
Para unificar os serviços de estatística oficial, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi criado pelo Decreto Lei de 16 de janeiro de 1938. O IBGE é uma entidade de natureza federativa, su- bordinada diretamente à Presidência da República, e tem por objetivo promover, fazer executar ou orientar tecnicamente o regime naciona- lizado, o levantamento sistemático de todas as estatísticas brasileiras e a coordenação metódica das atividades geográficas do país.
Como disciplina científica, só no século passado foi que a Estatís- tica se estruturou, mas já era conhecida desde a antiguidade. Há mais de quatro mil anos, os chineses utilizavam quadros de es- tatística agrícola. Na Bíblia, há referências de censo dos Hebreus; no Egito, devido às inundações do Nilo, efetuavam anualmente trabalhos cadastrais para a repartição de terras férteis; na Grécia, realizaram-se censos demográficos muitos séculos antes de Cris- to; em Roma, os censos eram levados a efeito principalmente com o objetivo de fazer aplicar o regime de imposto.
Na época moderna, as informações estatísticas mais importantes figuram nos registros de estado civil, mantidos inicialmente pela Igreja e depois pelo Poder Civil. É o estudo dos jogos de azar, de- senvolvido ao ponto de formar um ramo distinto das matemáticas
A palavra estatística formou-se da mesma raiz da palavra Estado (organização política), talvez porque, originalmente, as estatísti- cas eram colhidas para as finalidades relacionadas com o Estado, com objetivos militares ou mesmo tributários, e para a computa- ção de nascimentos e de casamentos.
A palavra estatística, quando usada no plural, refere-se a dados numéricos, mesmo aqueles obtidos por simples contagem (dados estatísticos).
Quando usada no singular, estatística significa o conjunto de mé-
Uma população pode ser finita ou infinita (em princípio, não se pode, na realidade, enumerar todas as observações, como por exemplo, os astros existentes no Universo).
1.4 Amostra É um conjunto de observações (aleatórias, sem preferência) e representativas tomadas de uma População. Uma amostra deve ser probabilística, isto é, cada elemento da população deve ter a mesma oportunidade ser escolhido. É, portanto, um subconjunto finito de uma população. Eis alguns exemplos:
a) População: Os trinta sabores de sorvete da Confeitaria “Bem Gelado”.
Amostra: Cinco sabores testados para saber se a Confeitaria “Bem Gelado” vende sorvetes de boa qualidade.
b) População: Todos os eleitores do Estado de Santa Catarina.
Amostra: Três mil eleitores entrevistados em uma pes- quisa do IBOPE.
1.5 A Estatística na Metodologia Científica A Estatística pode estar presente nas diversas etapas de uma pesquisa desde o seu planejamento até a interpretação de seus resultados, po- dendo, com isso, influenciar na condução do processo da pesquisa.
A coleta de dados é uma fase da pesquisa que precisa ser cuidado- samente planejada, para que os dados a serem levantados forne- çam informações relevantes para os objetivos da pesquisa.
Em uma pesquisa científica, precisamos coletar dados que nos forne- çam informações capazes de responder aos nossos questionamentos.
As principais etapas de planejamento da pesquisa estatística são:
a definição do problema a ser pesquisado; os objetivos da pesquisa (geral e específico) devem ser ela- borados de forma bem clara;
Metodologia científica refere-se à forma como funciona o conhecimento científico. Tem sua origem no pensamento de Descartes, que foi posteriormente desenvolvido empiricamente pelo físico inglês Isaac Newton. Descartes propôs chegar à verdade através da dúvida sistemática e da decomposição do problema em pequenas partes, características que definiram a base da pesquisa científica. Fonte: http://pt.wikipedia. org/wiki/Metodologia_ cientifica.
a execução da pesquisa; o levantamento de dados necessários; a análise dos dados; os resultados alcançados; a conclusão.
Apesar de a aplicação de técnicas estatísticas ser feita basicamente na etapa de análise dos dados, a metodologia estatística deve ser aplicada nas diversas etapas da pesquisa, havendo uma iteração com a metodologia da área em estudo.
1.6 Tipos de Pesquisas
Depois dos objetivos traçados, precisamos decidir sobre o delinea- mento da pesquisa. Para isto temos dois tipos de pesquisas que são:
Pesquisa de Levantamento Neste tipo de pesquisa, levantamos diversas características dos elementos da população, utilizando questionários ou entrevistas. A observação é feita naturalmente sem a inter- ferência do pesquisador.
Um passo importante no delineamento da pesquisa consiste na decisão de quem se vai pesquisar. E para isto, temos a população alvo, que são os elementos para os quais deseja- mos que as conclusões da pesquisa sejam válidas. Definidos os objetivos e a população a ser estudada, precisamos pen- sar em como deverá ser a coleta de dados.
1.7 Dados Estatísticos
Após cuidadoso planejamento e devida determinação das carac- terísticas do fenômeno que se quer pesquisar, damos início à co- leta dos dados numéricos necessários à sua descrição.
1.9 Análise Exploratória de Dados
Com os dados adequadamente resumidos e apresentados em ta- belas e gráficos, podemos observar certos aspectos relevantes e começar a delinear hipóteses a respeito da estrutura do fenômeno objeto de estudo. Isto se chama Análise Exploratória de Dados (técni- cas para extrair informações de conjuntos de dados).
Os dados são a matérias prima da Estatística. Cada observação individual ou item é denominado como unidade elementar ou simplesmente unidade. Cada unidade elementar pode estar com- posta por um ou mais itens medidos, propriedades, atributos etc, denominados como variáveis.
Variável é uma característica, propriedade ou atributo de uma unidade da população, cujo valor pode variar entre as unidades dessa população.
São exemplos de unidades elementares:
As pessoas, quando descrevemos todos ou parte de seus atributos, por exemplo: nome, idade, CPF, endereço etc. As empresas, quando descrevemos todos ou parte de seus atributos, por exemplo: razão social, CNPJ, número de fun- cionários, capital social etc.
As cidades, por exemplo: número de habitantes, número de alunos matriculados no Ensino Fundamental, número de partidos políticos, área etc.
1.10 Classificação dos Dados
Os dados são classificados quanto à sua origem, e temos:
Dados de Levantamento – São obtidos através da simples observação de como um fenômeno acontece, provenientes de uma situação onde não existe nenhum controle sobre os fatores que influenciam os dados. É o que chamamos tam- bém de dados secundários, por exemplo: o levantamento dos dados pessoais de professores e funcionários da Escola Estadual XX, da cidade YY, no Estado de Santa Catarina.
Dados de Experimento – Têm a finalidade de observar as relações de causa e efeito que existem entre fenômenos pro- venientes de uma situação onde existe realmente controle sobre os fatores que influenciam os dados. É o que chama- mos também de dados primários, por exemplo: o interes- se de um aluno em participar em programas de capacita- ção; o nível de satisfação do aluno em relação a seu curso.
1.11 Tipos de Variáveis Algumas variáveis, por exemplo, sexo, escolaridade etc. apresentam como possíveis realizações uma qualidade (ou atributo) dos elemen- tos pesquisados, ao passo que outras como peso e idade apresentam como possíveis realizações números resultantes de uma contagem ou mensuração. As variáveis do primeiro tipo são chamadas quali- tativas e as do segundo tipo são chamadas quantitativas.
Um pesquisador deve aprender a identificar quatro tipos de variáveis:
Variáveis Quantitativas se referem a quantidade, isto é, são medidas numa escala numérica. Estas variáveis podem ser de dois tipos: Variáveis Discretas, que se referem às variáveis que po- dem assumir valores inteiros, podendo pertencer a uma contagem 0, 1, 2, 3 ... Por exemplo: o número de alunos ma- triculados na turma A da disciplina de Estatística, o núme- ro de peças com defeito num lote de produção, etc.
Variáveis Contínuas são variáveis não discretas, isto é, são variáveis que podem assumir qualquer valor do con- junto dos números reais. Por exemplo: o valor das notas do aluno XX no semestre YY da UFSC, o valor das vendas diárias de uma empresa, o consumo mensal de energia elétrica da Escola Estadual Dona Chiquinha, etc.
Variáveis Qualitativas não são numéricas, pois somente podem ser classificadas: Variáveis Nominais são variáveis onde não existe nenhum ordenamento ou hierarquia. Por exemplo: o estado onde nas- ceram os alunos matriculados na UFSC; a cidade onde nas- ceram os servidores técnicos administrativos da UFSC, etc.
i)
ii)
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