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Autor: Sergio Alfredo Macore / Helldriver Rapper
Tipologia: Notas de estudo
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O presente trabalho tem como objectivo dar a conhecer a Estratégia nas organizações. Será apresentada uma noção de Estratégia, assim como a competitividade. Serão ainda dados a conhecer os vários tipos de estratégia, modelos de análise estratégica e o modelo de análise de carteiras estratégicas. A estratégia duma empresa consiste na planificação dos meios a que esta deve recorrer para alcançar os objectivos que definiram. Trata-se dum plano através do qual as empresas estudam a melhor forma para alcançar os seus objectivos e que pressupõe a definição de quais os recursos mais valorizados e que devem ser utilizados para esse efeito, tendo por isso subjacente um conjunto de factores como a natureza e relevância dos objectivos, a cultura da empresa, o risco percebido na envolvente, a inovação que é constante e as áreas nas quais intervêm. A formulação e implementação de estratégias empresariais são um processo de gestão visando a tomada de decisão a médio e a longo prazos evolvendo decisões relativa à definição de negócios, objectivos de desenvolvimento e, muito em especial a factores chaves de sucesso dai que cosermos a responsabilidade de falar do modelo das cinco forças de Porter. A competitividade constitui o foco das preocupações empresariais neste final de século. A fim de enfrentarem um ambiente crescentemente competitivo, as organizações sentem-se pressionadas a promoverem mudanças estratégicas em ritmo cada vez mais acelerado. Neste contexto, a mudança organizacional configura-se não como fenómeno excepcional, mas como rotina, muitas vezes de difícil assimilação, no universo organizacional.
✓ A estratégia é uma posição ou localização de determinados produtos em determinados mercados; ✓ A estratégia é uma perspectiva, ou seja, amaneira fundamental de uma organização fazer as coisas; ✓ A estratégia é uma manobra específica para enganar um concorrente. Considera-se que é muito difícil definir a estratégia com fundamentos tão abrangentes e complementares, tendo cada um tem sua importância maior em diferentes mercados. Por isso, não se pretende aqui esgotar nem revisitar vários autores e obras para a definição de estratégia, pois, como alertado pelos autores mencionados, sua definição é muito complexa.
A estratégia reflecte a participação da firma no mercado através de seu posicionamento e participação, pois define como a organização pretende se diferenciar dos concorrentes no mercado. A estratégia competitiva ocupa um espaço importante e decisivo no sucesso da firma, equivalendo ao sucesso empresarial de construir ou renovar os seus potenciais competitivos. Esse potencial se molda pela capacidade empresarial de enxergar o mercado nesse ângulo diferencial, e o sucesso está atrelado à consecução de uma estratégia bem definida.
1.1.2 Características da estratégia empresarial Segundo CHIAVENATO (2006) as principais características da estratégia são: ✓ A estratégia é um comportamento global e sistemático da empresa: em outras palavras a estratégia não é exactamente a soma das partes de um sistema, mais o comportamento global do próprio sistema, que condiciona e integra as partes que o constituem. ✓ A estratégia representa o comportamento de uma empresa diante do seu ambiente externo: no fundo, a estratégia indica a resposta empresarial perante os estímulos, pressões, contingências, ameaças e oportunidades vislumbradas e interpretadas no ambiente de tarefas. A estratégia esta mais voltada para fora, com foco no negocio da empresa, do que para dentro dela. ✓ A estratégia esta focada no futuro: isto é no longo prazo. Embora formulada no presente, a estratégia focaliza o futuro da empresa, e pretende ser ou o que fazer dentro de um certo período de tempo.
✓ A estratégia é discutida, formulada, definida e decidida no nível institucional da empresa: deve, portanto, ser apresentada, comunicada e cobrada intensivamente aos demais níveis empresariais. ✓ A execução da estratégia requer o esforço conjugado de todos os níveis e participantes das organizações. Proporcionando um efeito global, sistémico e holístico. ✓ A estratégia significa sempre um moimento de mudança organizacional: mesmo uma estratégia simplesmente defensiva, realizada para manter o estatus dos negócios da empresa e defender seu domínio dos concorrentes, sempre representa uma mudança e transformação, para criar novos e diferentes mecanismos que mantenham a empresa "crista da onda". ✓ A estratégia deve ser definida em planeamento estratégico: a estratégia precisa ser planeada para o alcance eficaz de objectivos globais. O planeamento estratégico deve ser desdobrado em planos tácticos (para o alcance de objectivos departamentais) e cada um deles deve ser igualmente desdobrado em planos operacionais (para o alcance de metas operacionais.
1.1.3 Componentes de estratégia empresarial Segundo CHIAVENATO (2006) a estratégia representa o comportamento de uma empresa diante do ambiente que a circunda. Assim, os três componentes básicos da estratégia empresarial são: ✓ Ambiente: isto é, as oportunidades visualizadas no ambiente externo que envolve a empresa, mais especificamente no mercado, bem como as restrições, limitações, contingências, coações e ameaças nele existentes. ✓ Empresa: envolvendo sua organização, missão e visão de futuro, os recursos de que dispõe ou pode utilizar com vantagem, sua s competências e habilidades, bem como seus pontos fortes (que precisam ser utilizados) e fracos (que devem ser corrigidos e melhorados), compromissos e objectivos. ✓ (^) A adequação entre ambos: isto é, qual postura a empresa devera adoptar para compatibilizar seus objectivos, recursos, competências, potencialidades e limitações com as condições ambientais para extrair o máximo das oportunidades externas e expor-se minimamente as ameaças, coações e contingências ambientais.
1.1.4 Tipos de estratégia
mercado escolhido. Existem três tipos de estratégias competitivas: defensiva, ofensiva e analítica. Há um quarto tipo, a estratégia reactiva, que é considerada instável.
1.1.5.1 Estratégia competitiva ofensiva A empresa bisca ampliar seu domínio, por meio de novas oportunidades de mercado e aproveitar tendências emergentes. É uma estratégia agressiva e de ataque, que utiliza meios ofensivos e agressivos para conquistar novos mercados e faz com que a empresa seja um elemento criador de mudanças e incertezas no meio ambiente.
1.1.5.2 Estratégia competitiva defensiva É adotada por empresas que possuem domínios de mercado já definidos, que pretendem manter ou se defender de acções de concorrentes.
1.1.5.3 Estratégia competitiva analítica É uma estratégia dual e compartimentada, que utiliza simultaneamente uma estratégia ofensiva em um sector e uma defensiva em outro.
1.1.5.4 Estratégia competitiva reactiva Enquanto as três estratégias anteriores são proactivas (isto é, se antecipam as ocorrências do ambiente), essa é uma estratégia de reacção (reage com atraso as ocorrências do ambiente. É inadequada as demandas ambientais, pois a empresa se apercebe com muito atraso da mudança que ocorre, tornando-se incapaz de articular uma resposta empresarial integrada, pronta e eficaz.
1.1.6 Modelos de Análise Estratégica
1.1.6.1 Análise SWOT A análise SWOT é uma ferramenta de gestão muito utilizada pelas organizações para o diagnóstico estratégico. O termo SWOT é composto pelas iniciais das palavras Strenghts (Pontos Fortes), Weaknesses (Pontos Fracos), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças).
A análise SWOT subdivide-se em duas análises complementares: análise externa e análise interna. A análise externa: corresponde às principais perspectivas de evolução do mercado em que a empresa actua. São factores provenientes do mercado e do meio envolvente, decisões e circunstâncias fora do controlo directo da empresa, das quais se deve tirar partido ou proteger, construindo barreiras defensivas.
✓ Opportunities (Oportunidades): Aspectos positivos da envolvente, com impacto significativo no negócio da empresa; ✓ Threats (Ameaças): Aspectos negativos da envolvente, com impacto significativo no negócio da empresa. A análise interna corresponde aos principais aspectos que diferenciam a organização ou os produtos dos seus concorrentes. São provenientes do produto e da organização decisões e níveis de performance que podemos gerir. ✓ Strenghts (Pontos Fortes): Vantagens internas da empresa ou produtos em relação aos seus principais concorrentes; ✓ Weaknesses (Pontos Fracos): Desvantagens internas da empresa ou produtos em relação aos seus principais concorrentes.
1.1.6.2 Análise de Porter – Modelo das cinco forças Um dos modelos de análise desenvolvidos foi elaborado por Michael Porter, na qual estruturou um estudo voltado para a empresa e o meio em que ela se encontra inserida, as principais variáveis e os seus efeitos sobre toda a organização.
Dentro destas Cinco Forças de Porter, pode-se notar a preocupação com toda a organização, cada departamento é importante, o mercado é analisado constantemente, há espaço para analisar clientes, fornecedores, concorrentes, as novas empresas e a rivalidade. As Cinco Forças de Michael Porter são: ✓ Rivalidade entre os concorrentes; ✓ Poder negocial dos clientes; ✓ Poder de negocial dos fornecedores; ✓ Ameaça de novos concorrentes; ✓ Ameaça de produtos substitutos.
1.1.6.3 Análise PEST A análise PEST é a metodologia mais utilizada e consiste em considerar o meio envolvente em geral dividido em quatro grandes dimensões: ✓ Dimensão Político - Legal; ✓ Dimensão Económica; ✓ Dimensão Sócio-Cultural; ✓ Dimensão Tecnológica.
1.1.7 Modelo e Análise de Carteiras Estratégicas
A adopção de novos investimentos em que os resultados serão superiores aos actuais, para tal, é necessário desinvestir e reorientar os recursos actuais.
1.1.8.2 Estratégia combinadas Este tipo de estratégia é normalmente usado em grandes organizações. Por exemplo, uma organização pode procurar simultaneamente crescer por intermédio de aquisições de novos negócios, empregar uma estratégia de estabilidade para alguns dos seus negócios existentes e descapitalizar-se de outros. Normalmente em grandes organizações e diversificadas é muito complicado adoptar-se somente um tipo de estratégia, pois devido ao seu porte e diversidade de negócios a organização exige várias estratégias diferentes em função dos negócios que precisam ser coordenados para se atingir os objectivos organizacionais plenos.
1.1.8.3 Estratégia de manutenção Neste caso, a empresa identifica um ambiente com predominância de ameaças; entretanto, ela possui uma série de pontos fortes (disponibilidade financeira, recursos humanos, tecnologia, etc.) acumulados ao longo dos anos, que possibilitam ao administrador, além de querer continuar sobrevivendo, também manter a sua posição conquistada até o momento. A estratégia de manutenção é uma postura preferível quando a empresa está enfrentando ou espera encontrar dificuldades, e a partir dessa situação prefere tomar uma atitude defensiva diante das ameaças. A estratégia de manutenção pode apresentar três situações: ✓ Estratégia de estabilidade: procura, principalmente, a manutenção de um estado de equilíbrio ameaçado, ou ainda, o seu retorno em caso de sua perda. ✓ Estratégia de especialização: a empresa busca conquistar ou manter a liderança no mercado através da concentração dos esforços de expansão numa única ou em poucas actividades da relação produto/mercado. Sua vantagem é a redução dos custos unitários e a desvantagem é a vulnerabilidade pela alta dependência de poucas modalidades de fornecimento de produção e vendas. ✓ Estratégia de nicho: a empresa procura dominar um segmento de mercado que ela actua, concentrando o seu esforço e recursos em preservar algumas vantagens competitivas. Pode ficar entendido que este tipo de empresa tem um ambiente ecológico bem restrito, não procura expandir-se geograficamente e segue a estratégia do menor risco, executando-se aquele que é inerente a quem se encontra num só segmento. Assim a empresa dedica-se a um único produto,
mercado ou tecnologia, pois não há interesse em desviar os seus recursos para outras atenções.
1.1.8.4 Estratégia de imitação Quando a empresa se torna imitadora, sinaliza ao mercado que é uma seguidora e não uma empresa líder ou inovadora. Imitar a estratégia de um concorrente significa que a organização esta estimulando as acções, processos e competências de um concorrente.
1.1.8.5 Estratégia de substituição Trata-se de uma estratégia directa, ameaçadora e confrontadora. Quando uma empresa escolhe a substituição como estratégia, indica que ira competir em uma frente ampla utilizando vários factores como o preço, qualidade, serviço, distribuição, processo e habilidade em mudança.
1.1.8.6 Estratégia de inovação A empresa esforça-se para inovar, mudar as regras de concorrência e reinventar-se. Enquanto muitas empresas estão preocupadas em esforços de racionalização de sua cadeia de suprimentos, tentando expandir suas linhas de produto e serviço por meio de extensões de desenvolvimentos, a empresa de vanguarda focaliza sua atenção na criação de novas categorias de produtos e conceitos.
1.2 Competitividade A competição existe onde há disputa por algo que dois ou mais competidores desejam. Assim, são vários os tipos de competições que se sucedem no quotidiano. A competição económica existe em um ambiente que se denomina sistema concorrencial, no qual duas ou mais firmas disputam mais pela sobrevivência no mercado que pela própria busca do maior lucro possível. A competitividade é a faculdade de poder disputar algo. É para acompanhar o complexo processo concorrencial, há que ter um olho no passado - para fortalecer as correcções e não repetir erros; o pé firme no presente - para posicionar-se com segurança diante a instabilidade do mercado; e um olhar atento para o futuro - para promover os ajustes necessários (ABILIO 2006 , p. 483). A competitividade é uma forma de se inserir à concorrência, induz os concorrentes uma ambição de oferecer produtos ou serviços com mais qualidade e abrangência, visto que se assim não o fizerem os outros inimigos tomarão partido da situação. Neste caso a competitividade impulsiona as organizações, um
✓ A tendência da taxa de juros; ✓ O nível de emprego e o seu impacto nas pressões salariais e no aumento do consumo; ✓ A tendência económica, social e politica do país e dos países com quem tem parcerias comerciais.
1.2.3 Os Factores Estruturais da Competitividade Segundo COUTINHO e FERRAZ (1995, p. 20) “são aqueles que, mesmo não sendo inteiramente controlados pela firma, estão parcialmente sob sua área de influência e caracterizam o ambiente competitivo que ela enfrenta directamente”. Os autores dizem que os factores estruturais são formados pela característica do mercado consumidor (demanda), configuração da indústria (oferta) e tipo de concorrência ou regras que definem estruturas e condutas em suas relações com consumidores.
1.2.4 Os Factores Internos da Competitividade Factores internos da competitividade da firma. São factores intrínsecos que dependem da forma como a firma modela o seu processo de gestão, da forma como ela enxerga o mercado e o ambiente em que está inserida e da sua visão entre o passado e o futuro congruentes nas suas metas e objectivos para manter ou ganhar participação no mercado.
1.5. Análise da competitividade nos Três Níveis do Contexto Ambiental Padrão internacional: A empresa competitiva possui arquitectura flexível, é ágil e inovadora, enfatiza a qualidade, utiliza o benchmarking para atingir o padrão geral de produção e desenvolve a sua vantagem competitiva por meio do conhecimento e satisfação das necessidades e expectativas de seus clientes, incorporando suas competências e experiências, além de procurar estabelecer relacionamentos duradouros com eles. Considera a cooperação empresarial como forma de reduzir incertezas, compartilhar habilidades e informações. Padrão nacional: A empresa competitiva focaliza a atenção nos clientes, concentrando esforços no conhecimento e satisfação de suas necessidades e expectativas, procurando, ainda, desenvolver relacionamentos duradouros e produtivos para ambas as partes. Concentra-se na inovação e na criatividade como fonte significativa de competitividade e considera a cooperação empresarial como base para o desenvolvimento de competências.
Padrão regional/local: A empresa competitiva procura conhecer e satisfazer as necessidades e expectativas de seus clientes; busca a fidelização das relações com eles; tenta desenvolver condições internas que permitam inovar e estimular a criatividade; valoriza as relações cooperativas inter-organizacionais e adquire continuamente técnicas modernas de gerenciamento; reforça a sua vantagem competitiva, mediante apoio institucional (incentivos governamentais, capacitação tecnológica em centros de pesquisa e desenvolvimento, entre outros) que proporcione a infra-estrutura básica para possibilitar a realização de sua vontade de inserção internacional.
A análise desses três padrões ou perfis estabelecidos permitiu concluir que no padrão internacional focalizam-se aspectos empresariais, na maioria internos, como meio de oferecer qualidade e inovação para o mercado. Sua ênfase encontra-se mais na melhoria dos processos e nos outputs da empresa do que no crescimento em vendas e participação no mercado.
Conclusão Chegado a fase de conclusão do trabalho, de uma forma sintética e de acordo com os temas em causa, fomos unânimes no conhecimento apresentado em relação ao tema em apreço. Nesta óptica estamos convictos que com a realização do presente trabalho estaremos habilitados efectivamente e com capacidade de poder identificar as melhores estratégias para melhor inserirmo-nos num mercado competitivo, tendo em vista a competitividade que assume uma característica de imposição comportamental para as organizações, que é mais que um objectivo, é um imperativo em relação a postura organizacional a assumir. No entanto a capacidade competitiva esta relacionada com a compreensão sobre onde, porque e como se esta competindo.
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