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Estudo da visão, Notas de estudo de Medicina

Relatório de fisiologia sobre estudo da visão

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 05/12/2009

adriane-santos-5
adriane-santos-5 🇧🇷

4.7

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I - Introdução
Os olhos são órgãos especializados em extrair da luz incidente
informação sobre a variação da intensidade luminosa no espaço e no tempo,
desencadeando uma série de respostas comportamentais e metabólicas
(LENT, 2008).
O olho é ópticamente equivalente à câmera fotográfica comum. Tem
um sistema de lentes, um sistema de abertura variável (a pupila) e uma retina
que corresponde ao filme. O sistema de lentes do olho é composto por quatro
interfaces refrativas: entre o ar e a superfície anterior da córnea, entre a
superfície posterior da córnea e o humor aquoso, entre o humor aquoso e a
superfície anterior do cristalino e entre a superfície posterior do cristalino e
humor vítreo.
O sistema de lentes do olho pode focalizar uma imagem na retina, essa
imagem por sua vez é invertida e reversa com respeito ao objeto. No entanto,
a mente percebe os objetos na posição em pé apesar da orientação de cabeça
para baixo da retina, porque o cérebro é treinado para considerar uma imagem
invertida como normal.
A formação da imagem também depende da quantidade de luz que
entra pela pupila, nesse sistema de abertura existe a íris cuja principal função
é aumentar a quantidade de luz que entra no olho durante a escuridão e
diminuir a quantidade de luz que entra no olho à luz do dia.
A quantidade de luz que entra na pupila é proporcional à área da pupila
ou ao quadrado do diâmetro da mesma. A pupila do olho humano pode diminuir
até cerca de 15 milímetros e aumentar até 8 milímetros de diâmetro. A
quantidade de luz que entra no olho pode mudar cerca de 30 vezes em
decorrência de alterações da abertura pupilar.
A retina é a parte sensível à luz do olho e contém os cones, que são
responsáveis pela visão em cores, e os bastonetes, responsáveis
principalmente pela visão preto-e-branco em condições de baixa luminosidade.
Quando bastonetes e cones são excitados, os sinais são transmitidos
primeiramente através de sucessivas camadas de neurônios na própria retina
e finalmente, propagam-se pelas fibras do nervo óptico, e para o córtex
cerebral.
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I - Introdução

Os olhos são órgãos especializados em extrair da luz incidente informação sobre a variação da intensidade luminosa no espaço e no tempo, desencadeando uma série de respostas comportamentais e metabólicas (LENT, 2008). O olho é ópticamente equivalente à câmera fotográfica comum. Tem um sistema de lentes, um sistema de abertura variável (a pupila) e uma retina que corresponde ao filme. O sistema de lentes do olho é composto por quatro interfaces refrativas: entre o ar e a superfície anterior da córnea, entre a superfície posterior da córnea e o humor aquoso, entre o humor aquoso e a superfície anterior do cristalino e entre a superfície posterior do cristalino e humor vítreo. O sistema de lentes do olho pode focalizar uma imagem na retina, essa imagem por sua vez é invertida e reversa com respeito ao objeto. No entanto, a mente percebe os objetos na posição em pé apesar da orientação de cabeça para baixo da retina, porque o cérebro é treinado para considerar uma imagem invertida como normal. A formação da imagem também depende da quantidade de luz que entra pela pupila, nesse sistema de abertura existe a íris cuja principal função é aumentar a quantidade de luz que entra no olho durante a escuridão e diminuir a quantidade de luz que entra no olho à luz do dia. A quantidade de luz que entra na pupila é proporcional à área da pupila ou ao quadrado do diâmetro da mesma. A pupila do olho humano pode diminuir até cerca de 15 milímetros e aumentar até 8 milímetros de diâmetro. A quantidade de luz que entra no olho pode mudar cerca de 30 vezes em decorrência de alterações da abertura pupilar. A retina é a parte sensível à luz do olho e contém os cones, que são responsáveis pela visão em cores, e os bastonetes, responsáveis principalmente pela visão preto-e-branco em condições de baixa luminosidade. Quando bastonetes e cones são excitados, os sinais são transmitidos primeiramente através de sucessivas camadas de neurônios na própria retina e finalmente, propagam-se pelas fibras do nervo óptico, e para o córtex cerebral.

A retina é dividida em quatro camadas, são elas: camada pigmentar, camada de bastonetes e cones que se projeta na camada pigmentar, camada plexiforme externa, camada nuclear interna, camada plexiforme interna, camada ganglionar, camada fibrosa do nervo óptico e membrana limitante interna.

Figura 01: As camadas da retina Fonte: NISHIDA, 2007

Depois que a luz atravessa o sistema de lentes do olho e então atravessa o humor vítreo, ela entra na retina a partir de sua camada mais interna, ou seja, atravessa primeiramente as células ganglionares e depois as camadas plexiforme e nuclear antes de finalmente chegar à camada de cones e bastonetes que delineia a borda externa da retina. Os cones e bastonetes são células sensoriais fotossensíveis e responsáveis pela transdução foto-elétrica. A retina humana possui aproximadamente 120 milhões de bastonetes e 60 milhões de cones. Tanto os cones como os bastonetes possuem três segmentos: externo, interno e o terminal sináptico. No segmento externo ocorrem as reações fotoquímicas e no terminal sináptico a liberação de neurotransmissores para as células nervosas da retina (células bipolares e horizontais). O segmento externo dos bastonetes possui, em seu interior, uma pilha de discos membranosos (ou lamelas) flutuantes nos quais as reações fotoquímicas ocorrem. Os bastonetes são sensíveis a um amplo espectro da luz (380 a 650 nm); possuem apenas um tipo de molécula fotossensível, a rodopsina que está em concentrações bastante elevadas. Em função dos tipos de pigmentos fotossensíveis a determinados comprimentos de onda há três tipos de cones: azuis, verdes e vermelhos.

Figura 02: Relative Absorbance x Wavelenght Fonte: NISHIDA, 2007 O centro da retina ainda apresenta uma área diminuta, cuja função é a capacidade de visão acurada e detalhada. Essa área é denominada fóvea central, e é composta inteiramente por cones; estes têm uma estrutura especial que auxilia na detecção de detalhes na imagem visual.

Outra possível via química pela qual o retinal todo-trans pode ser convertido em 11-cis retinal é pela disponibilidade de vitamina A presente no citoplasma dos bastonetes e na camada pigmentar da retina. Portanto, a vitamina A normalmente está sempre disponível para formar novo retinal quando necessário. Inversamente, quando houver excesso de retinal na retina, será convertido de volta em vitamina A, reduzindo, assim, a quantidade de pigmento fotossensível na retina. Esta interconversão entre retinal e vitamina A é especialmente importante na adaptação a longo prazo da retina a diferentes intensidades luminosas. Entretanto, a decomposição da rodopsina diminui a condutância ao sódio na membrana, causando a “cascata de excitação”. Essa diminuição da condutância do íon sódio – mais íons de sódio agora saindo do que entrando- é responsável pelo aumento da negatividade dentro da membrana e, quanto maior a quantidade de energia luminosa que atinge o bastonete maior se torna a eletronegatividade – isto é, maior será o grau de hiperpolarização. Essa grande excitação da membrana é causada devido a pequenas quantidades de luz, pois seus fotorreceptores possuem uma cascata química extremamente sensível que amplifica os efeitos estimulatórios cerca de um milhão de vezes, da seguinte maneira:

  • 1- O fóton ativa um elétron na porção 11-cis retinal da rodopsina; isto leva à formação de metarrodopsina II , que é a forma ativa da rodopsina.
  • 2- A rodopsina ativada funciona como uma enzima para ativar muitas moléculas de transducina.
  • 3- A transducina ativada ativa muito mais moléculas de fosfodiesterase
  • 4- A fosfodiesterase ativada é outra enzima; ela hidrolisa imediatamente muitas moléculas de monofosfato cíclico de guanosina, assim destruindo-as. Antes de este ser destruído estava ligado à proteína do canal de sódio da membrana externa do bastonete de modo a mantê-lo “imobilizado” no estado aberto. Mas, na luz, quando fosfodiesterase hidrolisa o GMP cíclico, este remove a imobilização e permite que os canais de sódio se fechem. Esta diminuição de fluxo de íons sódio é o que gera o potencial de receptor do bastonete.
  • 5- Em cerca de um segundo, outra enzima, a rodopsinacinase , que está sempre presente no bastonete, inativa a rodopsina ativada (a

metadorrodopsina II), e a cascata inteira reverte ao seu estado normal com os canais de sódio abertos. Isso explica a extrema sensibilidade dos bastonetes sob condições de baixa luminosidade. Os cones são cerca de 30 a 300 vezes menos sensíveis que os bastonetes, mas, mesmo assim, permitem a visão colorida em qualquer intensidade de luz acima da penumbra extrema. Os pigmentos sensíveis à cor dos cones, como já citados anteriormente são semelhantes aos dos bastonetes, sendo que a única diferença é que sua porção protéica, ou opsina- chamadas de fotopsinas nos cones- são ligeiramente diferentes das escotopsina dos bastonetes. Os cones são seletivamente sensíveis a diferentes cores: verde, azul e vermelho, tendo cada cone um determinado comprimento de onda para identificação da cor e estes comprimentos também são a máxima sensibilidade de luz para cada tipo de cone, o que começa a explicar como a retina diferencia as cores. Além da distinção de cores, existe a adaptação à luz e ao escuro, causadas não só pelas alterações das concentrações de rodopsina ou substâncias fotoquímicas para cores. O olho tem dois outros mecanismos para isto: o primeiro é uma alteração do tamanho pupilar que pode causar adaptação de aproximadamente 30 vezes numa fração de segundos devido às alterações na quantidade de luz que passa pela abertura pupilar. O segundo mecanismo é a adaptação neural, que envolve os neurônios nos estágios sucessivos da cadeia visual na própria retina e no cérebro. Isto significa que, quando a intensidade de luz aumenta pela primeira vez, os sinais transmitidos pelas células bipolares, células horizontais, células amácrinas e células ganglionares são todos intensos. Sabendo da importância e complexidade da retina, temos que dar maior destaque ainda a ela e a sua parte neural, explicando toda sua composição e suas respectivas funções na porção visual:

  • 1- Os próprios fotorreceptores – bastonetes e cones- que transmitem sinais para a camada plexiforme externa, onde fazem sinapse com células bipolares e células horizontais.
  • 2- As células horizontais, que transmitem sinais horizontalmente na camada plexiforme externa a partir de bastonetes e cones para as células bipolares.

III. Resposta forte no deslocamento de sinais visuais, mas a resposta também desaparece rapidamente. IV. Responde a mudanças de iluminação, independente da direção. V. A maioria das células amácrinas é composta de interneurônios que ajudam a analisar os sinais visuais antes que eles cheguem na retina

  • As células ganglionares respondem principalmente às bordas de contraste na cena. Quando ocorre uma borda de contraste na cena visual o fotorreceptor central é estimulado por uma mancha de luz intensa, enquanto um dos dois receptores laterais esteja no escuro. A mancha brilhante de luz excita a via direta através da célula bipolar. O fato de que um dos fotorreceptores laterais esteja no escuro faz com que uma das células horizontais permaneça sem estímulo. Portanto, esta célula não inibe a célula bipolar, e isto permite excitação extra da célula bipolar. Deste modo, onde ocorrem contrastes visuais, os sinais, através das vias direita e lateral, acentuam um ao outro. As células ganglionares também são responsáveis não pela detecção de diferentes cores, mas pelo sinal “branco” quando todos os cones são estimulados de uma única vez. Inversamente, algumas das células ganglionares são excitadas por apenas um tipo de cor, ou seja, acentuando a visão apenas daquela determinada cor. A importância desse mecanismo de contraste de cor é que ele representa um meio pelo qual a própria retina começa a diferenciar as cores. Deste modo, cada tipo de célula ganglionar de contraste de cor é excitada por uma cor, mas inibida pela cor “oponente”. Portanto, análise de cor começa na retina e não é inteiramente uma função do cérebro. Os sinais visuais provenientes da retina por meio do nervo óptico alcançam o quiasma óptico, a porção medial do nervo óptico é composta pelas fibras da retina nasal e cruzam para os lados opostos ao alcançar o quiasma óptico para tanto à porção lateral do nervo óptico composto pelas fibras temporais não cruzam de lado no quiasma óptico, nesta conformação as fibras ao saírem do quiasma óptico irão formar o trato óptico. (GUYTON, 2006)

Figura 03: As principais vias visuais do olho ao córtex. Fonte: Guyton, C. Arthur; M. D. Tratado de Fisiologia Médica. 10ª Edição. 2006 As fibras de cada trato óptico fazem sinapse no núcleo geniculado dorsolateral do tálamo e a partir daí as fibras geniculocalcarinas projetam-se por meio da radiação óptica para o córtex visual primário na área da fissura calcarina do lobo occipital medial. As fibras visuais também se projetam para áreas mais antigas do cérebro: 1ª Do quiasma óptico para os núcleos supraquiasmaticos do hipotálamo com função de controlar os ritmos cicadianos que sincronizam varias funções do organismo com a noite e o dia; 2ª Para os núcleos pré-tectais no mesencéfalo para desencadear movimentos reflexos dos olhos para focalizar objetos de importância e ativar o reflexo fotomotor; 3ª Para o colículo superior para controlar os movimentos direcionais rápidos dos dois olhos; 4ª Para o núcleo geniculado ventrolateral do tálamo e regiões adjacente, presumivelmente para auxiliar o controle das funções comportamentais do corpo.

Depois que os sinais ópticos terminam na camada IV, eles são processados a seguir quando se propagam ao longo de cada coluna neuronal vertical (colunas neuronais verticais é a forma pela qual o córtex visual é organizado tendo cada coluna de 30 a 50 micrometros).” Acreditas-se que este processamento decifre em separado partes da informação visual em estações sucessivas ao longo da via”(GUYTON, 2006, p. 642).Já os sinais que saem para as camadas I, II e III, transmitem sinais para distâncias curtas lateralmente no córtex. Para os sinais que entram para as camadas V e VI excitam neurônios que transmitem sinais por distâncias muito maiores. (GUYTON,

A camada IV é entrelaçada com faixa s de colunas neuronais. Esta área decifra se os pontos correspondentes das duas retinas estão ajustados entre si, de forma que as imagens dos dois olhos se fundam adequadamente. O grau de sobreposição das imagens permite a uma pessoa distinguir a distância de objetos pela mecanização de estereopsia. (GUYTON, 2006) Os sinais que saem do córtex visual primário e flui para a área, médio temporal, posterior e para ampla região do córtex occipitoparietal tem a função de analisar a forma física grosseira da cena visual bem como o movimento da cena informando aonde os objetos se encontram a cada momento. Na borda anterior do córtex parietal, os sinais se sobrepõem com os sinais das áreas de associação somática posteriores que analisam aspectos tridimensionais dos sinais somatossensoriais. Os sinais transmitidos nesta via de posição-forma-movimento são originados das fibras ópticas das células ganglionares Y da retina, transmitindo sinais rápidos, porém, somente em preto e branco. (GUYTON, 2006) Passando do córtex visual primário para as áreas visuais secundárias na porção inferior, ventral e medial dos córtices occipital e temporal mostram a via principal para a análise dos detalhes visuais e também aspectos relacionados à cor. Esta via é referente ao reconhecimento de letras, leitura, determinação da textura de superfície e por meio de todas essas informações associa-se o objeto ao seu respectivo significado. (GUYTON, 2006)

Figura 04: Os córtex visuais. Fonte: Guyton, C. Arthur; M. D. Tratado de Fisiologia Médica. 10ª Edição. 2006

O olho é inervado por fibras nervosas parassimpáticas e simpáticas. As fibras pré-ganglionares parassimpáticas originam-se no núcleo de Edinger- Westphal e depois passam no terceiro nervo até o gânglio ciliar situado atrás do olho. Nesta região as fibras pré-ganglionares fazem sinapse com neurônios parassimpáticos pós-ganglionares que por sua vez enviam fibras através dos nervos ciliares para o globo ocular. Estes nervos excitam o músculo ciliar que controla o foco do cristalino e músculo esfíncter da Iris causando a constricção da pupila. A inervação simpática do olho se origina nas células do corno intermédio lateral do primeiro segmento torácico da medula espinhal. Daí as fibras simpáticas entram na cadeia simpática e sobem para o gânglio serviçal superior, aonde fazem sinapse com os neurônios pós-ganglionares. As fibras simpáticas pós-ganglionares destes então se propagam ao longo das superfícies da artéria carótida e artérias sucessivamente menores até que cheguem ao olho. Ali as fibras simpáticas inervam as fibras radiais da Iris que aumentam o diâmetro pupilar.(GUYTON, 2006)

III – Métodos

III.a - Campos visuais

Experiência para verificar os diferentes efeitos na localização de um objeto considerando o campo visual do olho esquerdo, do olho direito e de ambos os olhos. Três voluntários, com a cabeça fixa e um dos braços esticado para frente, focalizaram o dedo indicador primeiro com os dois olhos. Depois foi pedido para que, com a outra mão, tampassem o olho direito e focalizassem o dedo apenas com o olho esquerdo (E); perguntamos se o voluntário percebeu um deslocamento do dedo para o lado direito ou esquerdo e o resultado foi anotado em uma tabela (tabela 1). Posteriormente, pedimos para que os voluntários fizessem o mesmo, agora tampando o olho esquerdo e focalizando o dedo indicador com o olho direito (D). Novamente, perguntamos se haviam percebido algum deslocamento do dedo para a direita ou esquerda e anotamos o resultado.

Tabela 1 – Tabela onde foram anotados os resultados do experimento III.a.

III.b - Acomodação visual

O experimento tem por objetivo analisar os movimentos oculares (convergência o divergência dos globos oculares) e a pupila (midríase ou miose) na acomodação visual de um mesmo objeto a diferentes distâncias. Um experimentador segurava um cartão de R.A a 6 m de distância e em alinhamento com os olhos do voluntário. Enquanto este focalizava o cartão outro experimentador observava se ocorria convergência ou divergência dos globos oculares, e também se ocorria dilatação ou contração da pupila. O

mesmo foi feito com o cartão a 30 cm do voluntário e os resultados foram anotados na tabela abaixo.

Tabela 2 - Comportamentos oculares que deverão ser observados

III.c - Testes de daltonismo

Três voluntários foram expostos ao teste de Ishihara, onde lhes foram expostos cartões com letras e números entre cores diversas. Em seguida foram a elas perguntado que número ou letra haviam observado. O teste determina a existência de daltonismo para o verde, onde o olho normal vê 74 e o olho com daltonismo para o verde vê 21. O daltonismo é provocado por uma deficiência nos cones existentes na retina, levando a uma insensibilidade do indivíduo perante a radiação luminosa, ou seja, o indivíduo não é capaz de ver as cores. Esta doença surge devido a uma mutação gênica e não possui cura. No entanto, a cegueira total da cores é rara, sendo mais freqüente a cegueira para uma cor. A dicromatósia (a cegueira para uma das três cores primárias) ocorre devido à disfunção de um dos tipos de cones. Como a visualização de uma cor leva à inibição da visualização da cor oposta, a cegueira para uma cor, o vermelho, por exemplo, leva à visualização exacerbada da oposta, o ciano. A tricromatósia anômala é um estado de daltonismo em que existem anomalias na proporção dos vários tipos de cones, o que leva a uma visualização incorreta das cores (por exemplo, o vermelho vivo é visualizado como cor de laranja e o azul assemelha-se a violeta, consoante o defeito em questão).

III.d - O escotoma fisiológico Utilizamos uma folha com um círculo situado do lado esquerdo e uma cruz do lado direito como no esquema a seguir:

movimentação simultânea dos olhos e determinam cinco classes básicas de movimentos: abdução, adução, elevação, depressão, intorção e extorsão. Esses músculos são controlados por nervos servidos pelos motoneurônios que enervam a musculatura extrínseca do olho,são eles: Nervo troclear , III, IV e VI pares cranianos.(AIRES,1999) Essa enervação ocorre de maneira conexa nos dois olhos.

III.f - Ilusão de óptica

Pedimos para que os voluntários observassem cinco figuras que induzem a ilusão de óptica. Foram elas:

  1. Bandeira do Brasil
  2. Cisnes e elefantes
  3. Cubo/ Canto de sala
  4. Duas mulheres/Uma mulher
  5. Mulher olhando Em seguida, anotamos a percepção que cada voluntário teve dessa observação. Ilusões de óptica são leituras equivocadas das informações visuais pelo cérebro, que analisa as figuras a partir dos detalhes de um estímulo. O sistema visual organiza essas análises perceptivas seguindo certos princípios, que estão especificados na Teoria de Gestalt. (KANDEL,

Esta teoria argumenta que o cérebro constrói ativamente percepções completas a partir de detalhes na imagem visual, procurando e combinando partes que correspondem mais satisfatoriamente à forma de objetos conhecidos pelo cérebro. (KANDEL, 2003) Os princípios propostos pela Teoria de Gestalt são:

  1. Proximidade: se baseia na disposição dos padrões visuais próximos uns dos outros induzindo uma determinada leitura. (KANDEL, 2003)
  2. Similaridade: aparência similar dos padrões visuais. (KANDEL,
  1. Lei da continuidade: é o acompanhamento de uns elementos por outros, de modo que continuem em uma direção ou maneira conhecida. (BALDO E HADDAD, 2003)
  1. Aprendizagem: é a subjetividade do observador de acordo com a experiência, o que já viveu, aprendeu ou conheceu. (BALDO E HADDAD, 2003)
  2. Fechamento: os elementos de uma forma tendem a se agrupar de modo que formem uma figura mais total ou fechada. (BALDO E HADDAD,
  1. Destino comum: há certos elementos que parecem se dirigir a um mesmo lugar, se destacando de outros que não parecem. (BALDO E HADDAD,
  1. Simetria: se existe simetria entre os elementos de uma figura, a tendência é que se perceba o conjunto simétrico como um todo, ao invés de suas partes em separado. (BICAS, 1991)
  2. Simplicidade: Os estímulos são percebidos no modo mais simples e agradável. Neste caso o valor do conjunto é mais forte que o valor dos elementos em si. (BICAS, 1991)

III.g - Reflexo fótico

Com uma lanterna clínica, estimulamos um dos olhos com luz. Observamos e anotamos os reflexos do olho estimulado. Novamente, com uma lanterna clínica, estimulamos um dos olhos com luz. Porém observamos e anotamos os reflexos do olho que não foi estimulado. A quantidade de luz que atinge a retina é controlada pela íris. Quando a luz penetra nos olhos, existe diminuição da abertura pupilar, uma contração denominada reflexo pupilar à luz. (AIRES, 1999) Quando a luz incide sobre a retina, os impulsos resultantes seguem, pelo nervo óptico, em direção ao sistema nervoso central e voltam, pelos nervos parassimpáticos, para promover a contração do músculo do esfíncter da íris, ocasionando a miose. (GUYTON, 2006) Esta alça eferente é responsável pelo reflexo pupilar direto (contração da pupila em resposta à iluminação do mesmo olho) e consensual (contração da pupila em resposta à iluminação do olho colateral). (AIRES,

A função do reflexo à luz é a adaptação rápida do olho às modificações as condições de iluminação. (GUYTON, 2006)

cores verdes e vermelhas

cores

Figura 1 R E Não há leitura Figura 2 U G Não há leitura Figura 3 74 21 Não há leitura Figura 4 8 3 Não há leitura

4.Tabela padrão

Indivíduos I, II e III Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Visão normal, enxergaram a letra “R”

Visão normal, enxergaram a letra “U”

Visão normal, enxergaram o número 74

Visão normal, enxergaram o número 8

  1. Tabela de resultados do teste de Estocoma Fisiológico

Indivíduo I

Olho direito fechado e esquerdo aberto

Olho esquerdo fechado e direito aberto

Ocorreu o ponto cego a uma distância de 32 cm

Não ocorreu o ponto cego

Indivíduo II

Olho direito fechado e esquerdo Olho esquerdo fechado e direito aberto

aberto Ocorreu o ponto cego a uma distância de 29 cm

Não ocorreu o ponto cego

Indivíduo III

Olho direito fechado e esquerdo aberto

Olho esquerdo fechado e direito aberto

Ocorreu o ponto cego a uma distância de 31cm

Não ocorreu o ponto cego

  1. Resultados dos movimentos oculares
    • Vergência ( movimentos cooperativos dos olhos)

Os indivíduos I, II e III relataram que enxergaram 2 (dois) dedos indicadores ao invés de um.

  • Sacadas (movimentos oculares rápidos )

Indivíduos I, II e III

Linha vertical Leitura de um texto Os movimentos oculares foram de acompanhamento da linha vertical, ou seja, houve movimentos de “cima para baixo”

Ao movimentos oculares foram de acompanhamento das frase ( linha horizontal), ou seja, houve movimentos da esquerda para a direita

  1. Tabelas dos resultados de “Ilusão de óptica ou imagens que o cérebro quer ver?”

Indivíduo I

Imagem Definição / identificação Bandeira Aprendizagem Três Cisnes/ três elefantes Semelhança Cubo ou canto da sala Proximidade Mulher que está te olhando? Fechamento