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Execução de Coberturas Ordinárias, Trabalhos de Construção

Execução de Coberturas Ordinárias

Tipologia: Trabalhos

2019

Compartilhado em 06/08/2019

David-Malôa
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UNIVERSIDADE POLITÉCNICA
A POLITÉCNICA
Instituto Superior e Universitário de Tete
ISUTE
EXECUÇÃO DE COBERTURA
(Estrutura e Revestimento)
Bruno Tibério Matsinhe
Lucas Cumbucane Luis
Tete
2019
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UNIVERSIDADE POLITÉCNICA

A POLITÉCNICA

Instituto Superior e Universitário de Tete

ISUTE

EXECUÇÃO DE COBERTURA

(Estrutura e Revestimento)

Bruno Tibério Matsinhe Lucas Cumbucane Luis

Tete

Bruno Tibério Matsinhe Lucas Cumbucane Luis

EXECUÇÃO DE COBERTURA

(Estrutura e Revestimento)

Trabalho apresentado na cadeira de Estruturas e Acabamentos em Edifícios, no curso de engenharia civil como requisito de avaliação.

Docente: Eng. David Malôa

Tete

Resumo

Neste trabalho é feita uma abordagem sobre a execução de coberturas. Qualquer edificio

necessita estar coberto por forma a proteger a construção das intempéries, sem perder a

sua estabilidade, e garantindo conforto e beleza ao mesmo, exigindo desta forma que os

engenheiros estudem e apliquem a sua execução. A cobertura é composta pela estrutura,

o revestimento e pelos condutores. compõe-se da estrutura, cobertura e dos condutores de

águas pluviais.

Palavras-chave : cobertura, estrutura de cobertura, revestimento, telhas, telhado.

  • Figura 1: Esquema de estrutura de cobertura
  • Figura 2: secção típica de uma estrutura de cobertura.....................................................................
  • Figura 3: Pormenor do apoio da tesoura ou treliça sobre o frechal
  • Figura 4: Esquema de contraventamento das tesouras ou treliças
  • Figura 5: Esquema do apoio das terças nas tesouras
  • Figura 6: Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira
  • Figura 7: Detalhe da galga.............................................................................................................
  • Figura 8: Pormenor da ligação entre a linha e a perna
  • Figura 9: Pormenor da ligação entre a linha e a perna
  • Figura 10: Pormenor da ligação entre a perna e a escora
  • Figura 11: Pormenor da ligação entre as pernas e o pendural
  • Figura 12: Pormenor da ligação entre as pernas e o pendural
  • Figura 13: Pormenor da ligação entre as pernas e o pendural
  • Figura 14: Pormenor da emenda das terças com pregos
  • Figura 15: Pormenor da emenda das terças com parafusos e chapas
  • Figura 16: Pormenor das emendas de uma linha de terças
  • Figura 17: Apoio dos pontaletes em berços...................................................................................
  • Figura 18: Pormenor do apoio dos pontaletes sobre as paredes
  • Figura 19: Pormenor de fixação por pregos menores
  • Figura 20: Pormenor da fixação das ripas nos caibros
  • Figura 21: Fixação das ripas nos caibros
  • Figura 22: Acabamento da cumeeira
  • Figura 23: Telha francesa
  • Figura 24: Telha paulista
  • Figura 25: Telha plan
  • Figura 26: Telha romana e Portuguesa
  • Figura 27: Telha termoplan
  • Figura 28: Telha germânica
  • Figura 29: Telha ou chapa de fibrocimento
  • Figura 30: Telhas ou chapas metálicas
  • Figura 31: Telhas transparentes
  • Figure 32: edifício coberto com palha
  • Figure 33: secção de cobertura com suas respectivas camadas
  • Figura 35: inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8,0m.....................................
  • Figura 36: detalhe da estrutura de um telhado selado
  • Figura 37: calha tipo coxo
  • Figura 38: calha platibanda
  • Figura 39: calha tipo moldura........................................................................................................
  • Figura 40: pormenor de água furtada
  • Figura 41: pormenor de utilização de rufos e pingadeiras.............................................................
  • Figura 42: beiral em laje
  • Figura 43: detalhe das platibandas
  • Figura 44: desenho de linhas de cobertura
  • Figura 45: cobertura com uma água
  • Figura 46: cobertura com duas águas
  • Figura 47: cobertura com três águas
  • Figure 48: Esquema para determinação das dimensões do lanternim
  • Figure 49: cobertura tipo mansarda
  • Figure 50: cobertura tipo Shed
  • Introdução
  • CAPITULO I
  • Caracterização do Objecto de Estudo
  • 1.1. Coberturas
  • CAPITULO II
  • Fundamentação Teórica
    1. EXECUÇÃO DE COBERTURAS
  • 2.1. Estrutura de Cobertura....................................................................................................
  • 2.1.1. Estruturas de Madeira
  • 2.1.1.1. Materiais Utilizados nas Estruturas
  • 2.1.1.2. Peças Utilizadas nas Estruturas
  • 2.1.1.3. Ligações e Emendas
  • 2.1.1.4. Cobertura pontaletada
  • 2.1.1.5. Recomendações na execução de estruturas de coberturas..............................
  • 2.1.1.6. Vantagens da estrutura de madeira
  • 2.1.1.7. Desvantagens da estrutura de madeira
  • 2.1.2. Estruturas Metálicas
  • 2.2. Cobertura.......................................................................................................................
  • 2.2.1. Telha francesa........................................................................................................
  • 2.2.2. Telha paulista.........................................................................................................
  • 2.2.3. Telha plan
  • 2.2.4. Telha romana e telha portuguesa
  • 2.2.5. Termoplan
  • 2.2.6. Telha germânica
  • 2.2.7. Telhas ou chapas de fibrocimento
  • 2.2.8. Telhas ou chapas metálicas
  • 2.2.9. Telhas transparentes
  • 2.2.10. Coberturas em palha
  • 2.2.11. Coberturas vivas
  • 2.3. Factores a considerar na escolha da cobertura.............................................................
  • 2.4. Inclinação das telhas
  • 2.5. Condutores
  • 2.5.1. Calhas
  • 2.5.2. Água furtada
  • 2.5.3. Colectores
  • 2.5.4. Rufos e Pingadeiras
  • 2.6. Formas de Coberturas
  • 2.6.1. Beirais
  • 2.6.2. Platibanda
  • 2.6.3. Linhas do telhado
  • 2.7. Classificação das Coberturas
  • 2.7.1. Formas elementares
  • 2.7.2. Formas especiais....................................................................................................
  • 2.8. Objectivos
  • 2.8.1. Objectivos gerais
  • 2.8.2. Objectivos gerais
  • CAPITULO III
  • Metodologia
  • 3.1. Tipo de Pesquisa
  • CAPITULO IV
    1. Conclusão
  • Referências

Introdução

O presente trabalho fala sobre a execução de coberturas (estrutura e revestimento).

Abordaremos este tema como parte da cadeira de Estruturas e Acabamentos em Edifícios,

cujo objectivo geral é de saber as técnicas de execução de estruturas de coberturas de

edifícios, sendo que para tal é preciso caracterizar as coberturas os cimbres e as

cofragens, conhecer os vários tipos e aplicações, assim como conhecer as metodologias

de aplicação, por forma que tenham segurança. Qualquer edificio necessita estar coberto

por forma a proteger a construção das intempéries, sem perder a sua estabilidade, e

garantindo conforto e beleza ao mesmo, exigindo desta forma que os engenheiros

estudem e apliquem a sua execução. Os principais autores usados na execução do

presente trabalho foram Júnior, Carlito et all e José Milito. O presente trabalho está

dividido em quatro capítulos, sendo o primeiro a caracterização do objecto de estudo,

seguido pela fundamentação teórica, o terceiro é a metodologia usada e o quarto a

conclusão.

CAPITULO II

Fundamentação Teórica

2. EXECUÇÃO DE COBERTURAS

As coberturas são compostas por estrutura, revestimento e pelos conductores de águas

pluviais.

 A estrutura de cobertura é um elemento de apoio da cobertura, que pode ser de

madeira, metálica, etc;

 O revestimento é um elemento de proteção que pode ser cerâmico, de

fibrocimento, alumínio, de chapa galvanizada.

 Os condutores servem para o escoamento conveniente das aguas de chuva e

constituem-se de: calhas, colectores, rufos e rincões, são de chapas galvanizadas e

de pvc.

2.1. Estrutura de Cobertura

2.1.1. Estruturas de Madeira

A estrutura de cobertura é composta por armadura principal e armadura secundária. A

armadura principal corresponde a parte estrutural, constituída por tesouras, cantoneiras,

escoras, entre outros e a armadura secundária é constituída por terças, caibros e ripas, que

se apoiam sobre a armadura principal e por sua vez servem de apoio às telhas.

Figura 1: Esquema de estrutura de cobertura (Fonte: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/443215/1/itav015.pdf)

2.1.1.1. Materiais Utilizados nas Estruturas

a) Madeira – podem ser usadas todas as espécies de madeira nesse tipo de estruturas,

mas, as mais usadas são o pinho e o eucalipto.

Para qualquer tipo de madeira a ser usada, deve-se verificar se possuem as

características físicas e mecânicas seguintes, segundo Melito, J.:

 Resistência a compressão (fc), a 15% de humidade, igual ou superior a

55.5 Mpa.

 Módulo de ruptura a tracção igual ou superior a 13.5 Mpa

Apos serração, as madeiras são padronizadas para serem comercializadas, contudo em

casos em que o dimensionamento exige pecas maiores, deve recorrer-se a secções

compostas (matéria lecionada na disciplina Estruturas de Madeira). Segundo Melito, J.:

 Vigas: 6 X 12cm ou 6 X 16cm, comprimento 2,5; 3,0; 3,5; 4,0;4,5; 5,0m;

 Caibros: 5 X 6cm ou 5 X 7 (6 X 8)cm, comprimento 2,5; 3,0; 4,0; 4,5; 5,0m;

 Ripas: 1,0 X 5,0cm; geralmente com 4,50m de comprimento e são vendidas por

dúzia.

b) Peças Metálicas – segundo Milito, José (2010:106), as peças metálicas utilizadas

em estruturas de coberturas são os pregos, os parafusos, chapas de aço para os

estribos e presilhas.

Os pregos mais usados são:

 22 X 42 ou 22 X 48 – para pregar vigas;

 22 X 42 ou 19 X 39 – para pregar caibros;

 15 X 15 – para pregar ripas.

2.1.1.2. Peças Utilizadas nas Estruturas

2.1.1.2.1 Tesoura ou Treliça

São estruturas planas verticais, que recebem cargas paralelamente ao seu plano,

transmitindo tais cargas aos seus apoios. Revela-se muito eficientes para vencer vãos sem

apoios intermédios, sendo compostos por:

 Frechal – peça colocada a parede e sob a tesoura, para distribuir a carga da

cobertura.

  • As tesouras devem ser contra ventadas, com mãos francesas e diagonais na linha da

cumeeira, como mostra a figura 4;

Figura 3: Pormenor do apoio da tesoura ou treliça sobre o frechal (Fonte: Milito, José 2010)

Figura 4: Esquema de contraventamento das tesouras ou treliças

(Fonte: Milito, José 2010)

2.1.1.2.2 Terças

Segundo Júnior, César et all (2010:11) as terças são vigas de madeira, solicitadas à flexão

obliqua, apoiadas sobre paredes ou sobre a estrutura principal da cobertura, com a

finalidade de apoiar os caibros quando existirem ou, caso contrario, para apoiar as telhas

ou chapas. O espaçamento das terças é igual ao vão dos caibros ou igual ao tamanho das

telhas, quando estas dispensam ripas e caibros.

Figura 5: Esquema do apoio das terças nas tesouras (Fonte: Milito, José 2010)

Existem dois tipos de terças sob o ponto de vista de acção do vento, sendo as de apoio

directo das telhas através de ganchos, parafusos ou outros dispositivos de ancoragem, e

aqueles que servem de apoio para o caibramento.

Quando estas apoiam directamente nas telhas, as sucções que geralmente o vento provoca

sobre os telhados serão transmitidas as terças. Já, no caso de as terças apoiarem o

caibramento, as telhas estarão apoiadas sobre ripas (telhas cerâmicas e de betão).

Tabela 1: Vãos máximos para as terças (Fonte: Milito, José 2010)

Os vão das ripas dependem do tipo de telha, da madeira usada, da secção da ripa e da

inclinação do telhado. Quanto maior for a inclinação do telhado, maior será o vão

possível para as ripas.

Figura 6: Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira (Fonte: Milito, José 2010)

Figura 7: Detalhe da galga (Fonte: Milito, José 2010)

2.1.1.2.5 Contraventamentos

Uma estrutura de cobertura precisa ser estável para acções que actuem em qualquer direcção horizontal. Para tal, deve-se acrescentar elementos estruturais que permitem criar a estabilidade necessária para realizar o encastramento de uma parte da estrutura em relação a outra. Para estruturas sujeitas à inversão de esforços, o contraventamento passa também a assumir o papel de travejamento.

2.1.1.3. Ligações e Emendas

Na construcao de estruturas de cobertura é sempre necessária a execuçao de ligações e

emendas, com encaixes precisos os quais são demonstrados a seguir:

Figura 8: Pormenor da ligação entre a linha e a perna (Fonte: Milito, José 2010)

Figura 9: Pormenor da ligação entre a linha e a perna (Fonte: Milito, José 2010)

Figura 13: Pormenor da ligação entre as pernas e o pendural (Fonte: Milito, José 2010)

As emendas das terças devem estar sobre os apoios, ou aproximadamente ¼ do vão, no

sentido do diagrama dos momentos flectores, com chanfros à 45º para o uso de pregos ou

parafusos.

Figura 14: Pormenor da emenda das terças com pregos (Fonte: Milito, José 2010)

Figura 15: Pormenor da emenda das terças com parafusos e chapas (Fonte: Milito, José 2010)

Figura 16: Pormenor das emendas de uma linha de terças (Fonte: Milito, José 2010)

2.1.1.4. Cobertura pontaletada

Para construir uma cobertura sem o uso de tesouras ou treliças, devemos apoiar as terças

em lajes de betão ou em pontaletes, podendo, em caso de construção de edifícios

residenciais, usar os apoios intermédios oferecidos pelas paredes internas e as lajes,

fazendo com que o custo da estrutura seja menor.

O pontalete trabalha a compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na laje,

fazendo com que esta receba carga distribuída.

Ao se executar este tipo de estrutura devem se ter os seguintes cuidados:

 Em lajes maciças podemos apoiar em qualquer ponto, entretanto, nas lajes pré-

fabricadas devemos apoiar na direcção das paredes;

 Quando há necessidade de colocar um pontalete fora das paredes, deve-se fazer

uma viga de de betão armado para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos

pequenos;

 A distancia dos pontaletes deve ser igual a das tesouras ou treliças;

 A distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas

nas tesouras;

 Por forma a obter uma melhor distribuição de esforços devem ser acrescidos aos

pontaletes um berço (de no mínimo 40cm), e para dar estabilidade ao conjunto as

mãos francesas (nas duas direcções do pontalete) ou tirantes devem ser

chumbados nas lajes.