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Este documento fala sobre inspeção de coberturas
Tipologia: Trabalhos
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Não perca as partes importantes!












































Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia Civil, da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Fundação Carmelitana Mário Palmério – FUCAMP, para obtenção do grau de bacharel em Engenharia Civil. Orientador: Prof. Me. Kevin Reiny Mota.
Primeiramente gostaria de agradecer a Deus, pelo privilégio da vida e das grandes oportunidades que me foram dadas. Agradecer sempre, num mundo com tantas desigualdades, tenho uma vida digna e abundante, e desejo que todos nesse mundo sejam abençoados como sou. Agradecer às diversas pessoas que contribuíram imensamente para a realização dessa caminhada. Não conseguirei citar todas, mas deixo meu muito obrigado àqueles que estiveram comigo. Aos meus pais, Deusdario e Doriza, exemplos de luta e perseverança em minha vida, e que, além de me trazerem a este mundo sempre zelaram pelo meu bem. Aos meus avós Valdo e Maria de Lourdes, que me acolheram durante vários anos em sua residência e são pessoas maravilhosas, que tenho como meus pais. A minha namorada Nandara e meu irmão Danilo, por sempre me ajudarem nessa jornada e serem protagonistas de momentos descontraídos. Ao meu orientador Kevin Reiny Mota pela dedicação e conselhos que me ajudaram a conduzir este trabalho rumo ao sucesso. Aos professores da FUCAMP, que contribuíram para o meu crescimento durante esses cinco anos de curso, usando seus conhecimentos e habilidades para ensinar os conteúdos. Aos meus amigos que a faculdade trouxe, e com carinho e estendendo a mão para ajudar uns aos outros, foram peças fundamentais para o meu êxito no curso. Com especial carinho: Natália, Jonathan, Cássio, Alife, Daniela, Viviane, Camila, Railson, Larissa e Elton. Gostaria de agradecer também ao meu notebook, que durante a confecção deste trabalho e de outros do curso, não travou nenhuma vez, não atualizou em horários inapropriados e não me fez perder nenhum trabalho que já estava pronto, permitindo que eu não desenvolvesse sintomas de histeria. Isso sim é amor de verdade.
“Quem vive de fé, não tem medo! ”
(Raiam dos Santos)
O aprimoramento de todos os setores da economia é uma tendência do mercado mundial, que deve crescer, buscando a sustentabilidade como forma de equilíbrio entre o meio ambiente e o crescimento da sociedade, promovendo benefícios para ambas as partes. Destacado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (2016), o crescente uso de tecnologia tem impactado continuamente a construção civil, exigindo um esforço de toda a cadeia dessa indústria, para se modernizarem, acompanhando as inovações que vão surgindo e remodelando esse setor. As empresas devem buscar a produtividade, para manterem sua competitividade no mercado, estando sempre qualificadas para os novos desafios e tendências que surgirem.
As edificações fazem parte dessa mudança de visão em busca de mais sustentabilidade. Segundo a NBR 5674 (2012), não é aceitável, do ponto de vista econômico e ambiental, considerar as edificações como produtos descartáveis, que são substituídos por novos, assim que atingem níveis inferiores para uso, e, para tanto exigem manutenção, sendo necessário inspecionar tanto as construções existentes, quanto as novas, afim de lhes dedicar os cuidados corretos aumentando a vida útil dessas estruturas, eximindo a necessidades de construção de novas e a geração de resíduos.
Para figurar nesse cenário de eficiência, as inspeções de obras ganharam novas ferramentas. O uso de drones é uma tecnologia que têm facilitado esse processo de inspeção de obras civis. Segundo Coutinho et al. (2017) a portabilidade desses aparelhos, que podem ser facilmente transportados para qualquer lugar, além de contarem com câmeras de alta resolução, faz com que eles permitam o acesso a qualquer parte de uma obra, com segurança e redução de custos em relação aos antigos meios de verificação que eram usados. O papel do funcionário passa a ser ter o domínio dessa tecnologia, que permite a ele, não arriscar sua segurança, em locais de difícil acesso, e mesmo assim, ter capacidade de entregar relatórios e imagens de alta qualidade e detalhamento sobre a estrutura.
Para normatizar essa atividade a Agência Nacional de Aviação Civil dispôs, em 2017, uma série de regras que orientam e regulamentam o uso de drones, dividindo-os em categorias. Assim, o profissional que faz uso dessa tecnologia, deve estar atento às normas, conhecendo todas as suas responsabilidades quanto ao uso desses aparelhos, evitando punições e acidentes provocados pelo uso incorreto dessa ferramenta
A normatização é muito importante e garante um desenvolvimento saudável do setor. Determinados os parâmetros de operação, o uso de drones se torna mais seguro e eficiente, trazendo vantagens em diversos aspectos. Antes da disponibilidade desses aparelhos, inspeções em grandes alturas, lugares de difícil acesso e elevado risco exigiam uma grande estrutura para sua execução que, ainda por cima era onerosa e demandava muito tempo. Este trabalho demonstra o desempenho e a facilidade para se executar uma inspeção com o uso de um drone, mostrando o papel benéfico que essa ferramenta incrementa na produtividade das inspeções.
1.1. Objetivo geral
O objetivo geral deste trabalho é mostrar a eficiência e a facilidade do uso de drones dentro da inspeção de obras, reduzindo os custos da operação e os riscos envolvendo colaboradores na execução desse procedimento, mantendo um alto nível de detalhamento nos resultados obtidos, numa relação inversamente proporcional a quantidade de trabalho requisitado.
1.1.1. Objetivos específicos Os objetivos específicos deste trabalho são:
Para Lamberts et al. (2017) deve ser buscado nas edificações o conforto ambiental, que compreende a parte térmica, lumínica e acústica. Diversas ações como o estudo da ventilação e iluminação natural, arborização, telhados verdes contribuem para a eficiência energética da estrutura, impedindo que sejam usados aparelhos eletrônicos como ar condicionado, por exemplo, para se atingir o mesmo objetivo. Um bom exemplo é o uso de aquecedores solares como o mostrado na Figura1, que são usados para aquecimento da água, demandando apenas luz solar, dispensando o uso de outros aparelhos, que demandariam alguma forma de energia para esse mesmo fim.
Figura 1 - Aquecedor solar.
Fonte: Solar Minas (2018). Disponível em: <http://www.solarminas.com.br/valorize- seu-imovel-com-o-aquecimento-solar/>. Acesso em 18 Fev. 2018.
O emprego de processos eficientes, aliados a materiais e técnicas inteligentes de construção, tem a finalidade de aumentar a vida útil das construções, permitindo uma máxima utilização das instalações, sem a necessidade de repor por completo a estrutura. A manutenção periódica de todos os elementos, instalações e materiais é essencial para que as características para as quais foram projetadas se mantenham com a mesma função.
2.1.2. V ida útil das edificações
Para Ceolin e Librelotto (2016) como a construção civil gera um impacto muito grande, deve ser feita uma revisão do ciclo de vida das estruturas, já que ao contrário da tecnologia que tende
sempre a buscar menores componentes para maximizar os resultados, nas construções isso não é possível, pois há um limite ao qual podem ser reduzidas. O processo ideal seria, segundo eles usar o mínimo de recursos, buscando a máxima vida útil das edificações. Aumentando a durabilidade, haveria portando uma redução da necessidade de matérias primas, que acarretariam menos resíduos provenientes da construção e demolição. Segundo Silva et al. (2017) os resíduos gerados na construção civil representam de 51 a 70% dos resíduos sólidos urbanos gerados.
A NBR 15.575 (2013) define vida útil como o tempo em que uma edificação e seus sistemas atendem as necessidades para as quais foram projetados, desde que obedecidos os períodos de manutenção estabelecidos no Manual de uso, Operação e Manutenção. O não cumprimento das especificações, além de ações anormais do meio ambiente, reduzem o tempo de vida útil.
Terminada a execução de qualquer obra, a responsabilidade sobre a estrutura continua. A transferência dessa função passa para o proprietário que deve realizar um monitoramento por toda vida útil das instalações. A correção de patologias e manutenção adequada são de vital importância para aumentar o tempo de uso das edificações e devem ser aspectos tratados com seriedade, uma vez que as consequências oriundas da ignorância desses fatores, podem gerar resultados catastróficos, com perdas de vidas, prejuízos financeiros e diminuição da eficiência da estrutura.
2.2. Manutenção
Como levantado por Rocha (2007) a cultura da administração brasileira de deixar de lado estruturas velhas está desaparecendo, dando lugar à prática de manutenção e preservação que contribui para a valorização do patrimônio do proprietário. Diz ainda que, como os gastos com manutenção são previsíveis, eles são programáveis e estão sendo analisados no planejamento a obra, a fim de buscar um sistema com mínima intervenção e quando necessária, que seja facilmente realizada, diminuindo os custos, riscos e tempo de sua execução.
A NBR 5674 (2012) orienta quanto aos processos de manutenção de edificações. Segundo ela: “É inviável sob o ponto de vista econômico e inaceitável sob o ponto de vista ambiental considerar as edificações como produtos descartáveis, passíveis da simples substituição por novas construções quando seu desempenho atinge níveis inferiores
Como destaca Neves e Branco (2009) para realizar uma inspeção eficiente é importante conhecer a edificação, tendo noção da complexidade dos elementos construtivos existentes, o estado de conservação, as dificuldades que pode haver durante a realização da vistoria e os equipamentos que podem ser necessários. Deve ser feito um planejamento das etapas e procedimentos da inspeção, organizando e facilitando a coleta de dados, com o objetivo de tornar a inspeção dinâmica e eficiente.
Como destaca Tomazeli e Helene (2017) em diversas cidades brasileiras há obras paralisadas, fruto de algum problema não previsto no planejamento inicial. Para retomada de suas operações devem ser feitas inspeções em todos os seus elementos, identificando e correlacionando todas as características que possam apresentar algum significado substantivo e mereça atenção na identificação.
As inspeções podem ser realizadas nos componentes internos, que compreendem os sistemas mecanizados, instalações elétricas, hidrossanitárias, incêndio, alvenaria, elementos estruturais, entre outros que dependem do tipo de construção e porte da obra, e nos componentes externos, que compreendem os elementos de alvenaria, cobertura, fachadas, instalações, enfim, todos os elementos expostos da edificação.
2.3.1 Inspeção de uma cobertura
A NBR 15575-5 (2013) caracteriza sistema de cobertura como: “Conjunto de elementos/componentes, dispostos no topo da construção, com as funções de assegurar estanqueidade às águas pluviais e salubridade, proteger demais sistemas da edificação habitacional ou elementos e componentes da deterioração por agentes naturais, e contribuir positivamente para o conforto termoacústico da edificação habitacional. ”
As coberturas como destaca Logsdon (2002) podem ser construídas em diferentes formatos. Alguns tipos, tem a sua denominação originada no número de planos para escoamento das águas, denominados de “águas do telhado”. A Figura 2 mostra alguns tipos de coberturas.
Figura 2 - Tipos de cobertura.
Fonte: Logsdon (2002)
Sobre os tipos de coberturas Ferreira (2010) diz que podemos ter as inclinadas e as planas. As coberturas inclinadas ocorrem uma ou mais “águas”, revestidas com telhas (cerâmica, concreto, fibrocimento, vidro, entre outros materiais adequados a cada exigência específica) e também com chapas e placas metálicas. A Figura 3 mostra uma cobertura inclinada de uma residência, revestida com telhas cerâmicas. Figura 3 - Cobertura inclinada.
Fonte: Construindo Decor (2018). Disponível em: < http://construindodecor.com.br/telha- plan/>. Acesso em 24 fev. 2018.
no Brasil há grande preferência pela utilização principalmente das duas últimas, dada a facilidade de serem encontradas e utilizadas, além da grande variedade oferecida pelo comércio.
Cardoso (2000) destaca que as coberturas em telhados possuem algumas vantagens em relação às lajes de concreto impermeabilizadas, uma vez que apresentam menor peso, melhor estanqueidade, maior durabilidade, menor participação estrutural e são menos suscetíveis às movimentações do edifício. Um ponto desfavorável é necessidade de forro, colocado para facilitar a instalação de componentes elétricos e melhorar a estética. A Figura 5 mostra uma cobertura em telhado e a nomenclatura dos seus diversos componentes.
Figura 5 - Cobertura em telhado e seus componentes.
Fonte: Cardoso (2000)
Diversas patologias podem acometer os sistemas de cobertura em geral. Ferreira (2010) destaca que as manifestações patológicas que apresentam maior importância estão relacionadas com a infiltração de águas pluviais, através do sistema de cobertura utilizado, para o interior das edificações. Essas anomalias se devem a problemas no funcionamento do sistema, que deixa de apresentar toda a eficiência para a qual foi projetado.
Para as edificações de cobertura inclinada Ferreira (2010) apresenta como principais anomalias as fraturas, deslocamentos e descasques de telhas; acumulação de lixo (musgo e detritos) na cobertura, aumento no seu peso, danificação dos sistemas de drenagem de águas pluviais e manchas. Já, nas coberturas planas, ele destaca que as principais patologias estão relacionadas
com a impermeabilização, que, se tiver uma concepção deficiente ou com má qualidade dos materiais ou da aplicação, pode apresentar fissuras, perfuração, empolamentos em elevações da impermeabilização e levantamento da camada de impermeabilização.
Frazão (2015) destaca que, problemas de infiltração na cobertura que atingem outras áreas põem ocasionar diversos problemas. Ele cita a alvenaria, que, ao permanecer úmida, pode desencadear várias patologias como perda de aderência dos revestimentos, destacamento da pintura de base, bolhas na pintura, mofos (bolores), manchas entre outros.
A NBR 15575-5 (2013) orienta que durante a vida útil de projeto do sistema de cobertura, não pode haver penetração ou infiltração de água que provoque escorrimento ou gotejamento, considerando-se todas as confluências existentes e componentes ou dispositivos (parafusos, calhas, vigas-calha, lajes planas, componentes de ancoragem, arremates, regiões de cumeeiras, espigões, águas furtadas, encontros com paredes, tabeiras e subcoberturas), que sofrem movimentações térmicas entre os diferentes tipos de materiais em contato, juntamente com materiais de rejuntamento.
Como observado por Pacheco e Vieira (2015) as edificações são compostas por uma diversidade de sistemas que interagem entre si, proporcionando o desempenho que se espera. Os sistemas e outros tantos que podem haver dependendo do sistema construtivo e porte, tem em seus projetos uma estimativa de durabilidade para cada um e para a edificação como um todo. Dentro desses diversos sistemas, a cobertura e alvenarias atuam como um envelope, e são os elementos mais expostos aos agentes externos que podem danificar e comprometer suas funções como os raios solares, umidade, vento, chuva, granizo e variações de temperatura.
As coberturas, por serem uma área da edificação que está fora do campo de visão e de acesso, exceto as planas que são utilizadas para algum fim, podem desenvolver problemas na sua estrutura que podem passar despercebidos, até que as consequências dos mesmos sejam instauradas. Essa desatenção em relação à cobertura reforça a necessidade de inspecioná-la constantemente a fim de verificar sua integridade.